Entrevistas


I – Melô da Dilma

 

Eu ri à beça com esse vídeo que foi compartilhado por um amigo em uma das listas de discussão católica da qual participo. Apreciem 😀

 

 

II – Brasão do Papa é redefinido: agora com o “detalhe” da Tiara Pontifícia!

 

Fonte: Religión Confidencial

 

Durante el Ángelus del domingo, 10 de octubre, se pudo ver por primera vez el nuevo escudo de Benedicto XVI, decorado según el antiguo uso de la tiara. El anterior conservaba algunos elementos originales del escudo episcopal del cardenal Joseph Ratzinger y descartaba la tradicional triple tiara pontificia, reemplazándola por una mitra.

Este escudo papal, bordado totalmente a mano, ha sido diseñado por el laboratorio italiano de vestiduras sagradas Ars Regia. Presenta el escudo con los emblemas del Papa y el palio adornado con cruces rojas. La parte externa se inspira en el escudo del papa Barberini, que se puede ver en los pilares del baldaquino de Bernini, en la Basílica de San Pedro.

[…]

Uma matéria, em português, sobre o mesmo assunto pode ser lida no Direto da Sacristia.

 

III – A todos os comunicadores católicos

 

Muito interessantes as observações feitas por Jesús Colina, fundador e diretor editorial de agência católica de notícias Zenit, em uma conferência pronunciada no Congresso Mundial da Imprensa Católica. O Religión en Libertad reproduziu de forma sistemática algumas declarações de Colina. Destaco dois parágrafos:

 

Internet debería ser un reflejo de la vida de la diócesis, y no simplemente un instrumento de comunicación institucional de la oficina de comunicación y relaciones públicas de la diócesis. La interactividad auténtica tiene lugar cuando la vida real queda fielmente reflejada en la realidad virtual.

[…]

Cuando una Iglesia comunica en Internet como comunión, en comunidad, la realidad deja de convertirse en virtual para hacerse algo muy real, pues pone en contacto al navegante con la vida real de la diócesis, parroquia o comunidad. Y entonces es cuando se logra la mayor interactividad, cuando de la realidad virtual se pasa al “encuentro”, que es lo que al fin y al cabo cambia la vida de las personas.

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Achei no Youtube uns vídeos bem interessantes do Cardeal Arinze opinando e ensinando sobre assuntos diversos. No vídeo abaixo ele fala [em inglês] sobre Harry Potter e acumputura!

“Cristo salva” – entrevista do Pe. Laguerie

Maria Carolina Abe,
Folha de São Paulo

 

A retomada da missa tradicional, com partes rezadas em latim e o padre de costas para o público, atrairá mais fiéis para a Igreja Católica. Ao menos é o que afirma o padre francês Philippe Laguérie, que conversou com a Folha na quarta-feira, em São Paulo.

Se as missas fossem feitas no modo tradicional, as igrejas estariam cheias. Toda vez que a liturgia é deteriorada, as igrejas se esvaziam“, diz Laguérie, nomeado pelo Vaticano como fundador e superior geral do Instituto Bom Pastor.

O órgão foi criado pelo papa Bento 16 em setembro do ano passado, com sede na Arquidiocese de Bordeaux, na França. No início deste mês, o Vaticano divulgou um “Motu Proprio” -documento que o papa escreve por iniciativa própria, e não como resposta a uma solicitação- assinado por Bento 16 que facilita aos padres de todo o mundo celebrarem a missa tradicional, baseada na liturgia estabelecida pelo papa João 23, em 1962.

Essa missa tradicional (ou tridentina) era rezada antes das mudanças feitas pelo Concílio Vaticano 2ø (1962-65), que introduziu a nova forma de celebrar a missa, com a possibilidade de uso do idioma local.

A missa tradicional em latim nunca foi oficialmente suspensa, mais caiu em desuso. Em 1982, João Paulo 2ø decretou que, para rezá-la, seria necessário pedir permissão ao bispo da diocese.

Leia a seguir entrevista com o padre Philippe Laguérie.



FOLHA – A retomada da missa tradicional causou grande repercussão devido a um trecho em que cita os judeus. Como avalia a polêmica?


PHILIPPE LAGUÉRIE – Na missa propriamente dita, essa que é celebrada todos os dias, não há nada, nenhuma referência aos judeus. Existia uma referência aos judeus na liturgia da Sexta-feira Santa, que não é uma missa. Reclamava-se de um texto que falava dos “pérfidos judeus“, mas ele foi suprimido pelo papa João 23, justamente a missa que o papa acaba de ressuscitar. Então, essa é uma falsa questão.

FOLHA – Mas a liturgia da Sexta-feira Santa ainda mantém a afirmação de que os judeus necessitam ser esclarecidos sobre Jesus Cristo [“Oremos pelos judeus, para que Deus retire o véu que cobre seus corações e lhes faça conhecer nosso senhor Jesus Cristo”].


LAGUÉRIE – Certamente, eles têm de ser esclarecidos sobre a divindade de Jesus Cristo. Pede-se que os judeus, os muçulmanos, os infiéis de maneira geral sejam esclarecidos sobre Jesus Cristo. Fala-se de 15 categorias de pessoas -os catecúmenos, os hereges, os cismáticos, os pagãos-, pede-se a todos que conheçam a luz de Cristo. Pede-se até que sejam esclarecidos o papa, os bispos e todo o clero a respeito da divindade de Cristo, que conheçam a luz de Cristo. Então, não há nenhuma referência especial aos judeus.

FOLHA – Na terça passada, o Vaticano publicou outro documento, que traz a idéia de superioridade da Igreja Católica sobre as demais igrejas cristãs, ao afirmar que a igreja de Cristo é a Igreja Católica. O sr. pode esclarecer esse ponto?


LAGUÉRIE – O que o papa diz no documento é que a afirmação do Concílio de que “a Igreja Católica subsiste na igreja de Cristo” significa “a Igreja Católica é a igreja de Cristo” ainda com mais força. Não só diz que a Igreja Católica é a igreja de Cristo atualmente mas que sempre o foi, desde o início. Além disso, o papa define quem a Igreja Católica reconhece como igreja. Ele admite que se chamem de igrejas as ortodoxas, porque elas conservaram o sacerdócio, a sucessão apostólica [o fato de os padres serem ordenados uns pelos outros] e a missa católica.  Embora possam ser chamadas de igreja, não são igrejas de Cristo, porque não têm a comunhão com Roma, condição essencial para ser igreja de Cristo. Porém o papa não reconhece o nome de igreja a todos os movimentos surgidos da Reforma protestante, porque eles não têm a doutrina católica. Não é o objetivo do documento estabelecer um “hit parade” das igrejas, dizer qual é a melhor, mas definir quem é igreja ou não segundo o Vaticano.

FOLHA – Como será tomada a decisão de rezar a missa tradicional?

LAGUÉRIE – Existe a liberdade de qualquer padre decidir rezar a missa antiga. Ele pode receber fiéis para assistir à missa, mas continua sendo uma missa privada [missa que o padre reza por iniciativa própria e que não pertence à programação oficial da igreja, mesmo tendo público]. Para que haja uma missa na paróquia, uma missa pública, é preciso que um grupo de fiéis estável faça o pedido. Se o pároco não atender a esse pedido dos fiéis, eles devem procurar o bispo, que deve fazer todo o possível para atender aos fiéis. Caso isso não ocorra, então se deve recorrer à Comissão Ecclesia Dei, em Roma.

FOLHA – Quais as principais diferenças entre a missa tradicional e a missa rezada hoje?

LAGUÉRIE – Há muita, muita, muita diferença. Em primeiro lugar, na missa antiga, todos rezam voltados para Deus e voltados para o Oriente, onde nasce o sol, que simboliza a luz de Cristo e o surgimento da verdade. Somente na explicação do Evangelho, nas leituras e no sermão, o padre se volta para o povo, pois está se dirigindo a ele. Na missa nova, o padre reza sempre voltado para o povo. A segunda diferença é a língua sagrada, o latim. Nós não nos dirigimos a Deus na mesma língua que usamos nas compras, nos negócios, no dia-a-dia. Sempre houve na igreja, mesmo no Oriente, uma língua sagrada para falar com Deus. Na Síria, rezava-se a missa em aramaico; na Judéia, rezava-se a missa em siríaco.  Em terceiro lugar, os próprios textos da missa são diferentes: na missa nova não se fala mais do sacrifício nem do pecado nem da vida eterna nem da redenção.

FOLHA – Essa volta à missa antiga pode ser vista como exemplo de um retorno da Igreja Católica, sob Bento 16, ao conservadorismo?

LAGUÉRIE – A nova missa corresponde à teologia dos anos 1960. A missa antiga, a uma teologia que foi eterna na Igreja Católica.

FOLHA – Existe alguma estimativa do número de católicos adeptos desse rito antigo?

LAGUÉRIE – Duas pesquisas feitas na França em maio, por institutos não-católicos, constataram que 68% dos franceses, mesmo não-católicos, se diziam adeptos da missa tradicional.

FOLHA – A idéia que se tem é justamente a inversa: que a missa rezada em latim pode afastar os fiéis. Como o sr. explica isso?

LAGUÉRIE – O papa disse que, de fato, recuou muito o conhecimento do latim e que isso pode diminuir a demanda pela missa tradicional. Mas não é preciso conhecer latim para apreciar a missa antiga. Além disso, o papa nota que, quando se suprimiu a missa tradicional, acreditava-se que as pessoas que seguiam ligadas a ela eram velhos, nostálgicos.
Mas o que se vê é justamente o contrário: há uma preponderância de jovens pedindo a volta da missa antiga.

FOLHA – Hoje, no Brasil, as missas tradicionais acontecem somente com autorização dos bispos?

LAGUÉRIE – Sim, existem algumas missas privadas. Sempre há missas em Campos (RJ), onde há um instituto de padres que rezam a missa antiga. O Instituto Bom Pastor está justamente procurando igrejas para transformar em paróquias pessoais [paróquias que têm controle sobre um grupo de pessoas, e não sobre uma área geográfica, como ocorre com as paróquias convencionais].

FOLHA – Nesse contexto de mudanças na Igreja Católica, qual o papel do Instituto Bom Pastor, ao qual o sr. pertence?

LAGUÉRIE – O instituto é um balão de ensaio do “Motu Proprio” e também uma chamada para a reaproximação com a fraternidade de São Pio X, dado que todos os membros iniciais do instituto vieram desse grupo.


p.s.: A entrevista acima foi concedida em 15 de julho de 2007.

Fonte: Associação Cultural Montfort
 

              [Clique nos títulos para ler a notícia relacionada a cada “subpost”]

 

              Um testemunho  

 

              A atriz hollywoodiana Sharon Stone, protagonista do filme Instinto Selvagem revela que o aborto é um “trauma que simplesmente não se pode superar”.  Sharon foi, por duas vezes, vítima de aborto espontâneo.

 

                O inesperado e o óbvio 

 

               O inesperado

                Obama recebeu o Nobel da Paz. E eu fico aqui me perguntando quais são os critérios utilizados para a concessão desse tipo de prêmio… Uma coisa é certa: os componentes políticos são determinantes na escolha do agraciado.

                Como um homem que defende publicamente a aplicação de políticas abortivas [i.e.: a institucionalização da matança de inocentes] pode ser contemplado com o Nobel da Paz? Decretar a morte de quem não tem culpa alguma é atitude pacificadora, que confere nobreza e honrarias? Ou será que esqueceram esse “detalhe” ao analisar o curriculum do presidente norte-americano? Será que a premiação faz parte da Obamania que se alastra pelo mundo afora?

                Bom, o que realmente me surpreendeu – e que talvez tenha sido a primeira verdade proferida pelo atual presidente dos EUA – foi a declaração: “Para ser honesto, acredito que não mereço”. Perfeito! Enfim, um ponto para você Obama!

              O óbvio

              Se por um lado a premiação de Obamaborto foi inesperada, o comunicado de Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, seguiu na linha de besteirol que, já há algum tempo o reverendíssimo decidiu adotar. Disse ele: “a atribuição do prêmio [Nobel da Paz] a Obama é saudada com aprecio no Vaticano à luz do esforço demonstrado pelo Presidente pela promoção da paz no campo internacional e em particular também recentemente a favor do desarmamento nuclear”.  

              Era óbvio que viria da parte de Pe. Lombardi uma declaração com esse teor: falsa e puramente diplomática. Como o Vaticano pode “apreciar” tal premiação diante do perfil anti-católico que Obama apresenta? Pobre Papa: quanto colaboradores insensatos o rodeiam!

 

              “Deus é confiável?” – um Legionário de Cristo responde

 

              Uma entrevista interessantíssima foi publicada por Zenit. Trata-se de um diálogo com “Pe. Thomas D. Williams, LC, autor do livro Can God Be Trusted? Finding Faith in Trouble Times, recém-lançado nos Estados Unidos”. O título da matéria de Zenit é provocativo: “Deus é confiável?”. A entrevista nos permite ter uma breve noção de uma espiritualidade apropriada [e bastante necessária] a estes tempos de infidelidade em que vivemos. Confiram!

 

I

Há um “importantíssimo” projeto de lei que está deixando escoteiros- ambientalistas-protetores dos bichanos em polvorosa: trata-se do PL 4548/98. Esse projeto – que alteraria o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/98) – institucionalizaria a animalesca violência contra os animais domésticos e domesticados. A turma do Rei Leão [ativistas da causa animal] é, obviamente, contrária à aprovação do projeto. Eles defendem que, se o seu gato que não quer tomar banho, você deve deixá-lo em paz e não bater nele [mesmo que ele fique fedendo]. Nada de tapas como incentivo à higienização. Afinal, os animais têm direito à proteção da sua integridade física.

Fala sério! Tenho horror a esse tipo de PL – totalmente inócuo. Meu Deus, será que as pessoas não percebem que há coisas muito mais importantes com o que se preocupar? Veja-se, por exemplo, as justificativas para a necessidade de proteção à criança:

  • Crianças não-nascidas estão sendo despedaçadas diariamente através de cruéis procedimentos abortivos e ninguém faz nada;
  • Crianças nascidas – mas ainda pequeninas – todos os dias são abandonadas em orfanatos [deixadas à míngua pela família e pelo Estado] e ninguém faz nada;
  • Crianças nascidas [e já bem crescidas] sofrem constantemente maus tratos – dentro das próprias unidades de recuperação de menores – e ninguém faz nada.

Agora me digam sinceramente: não é melhor resolver estas questões antes de se ocupar com o maldito gato fedido que não quer tomar banho?

Acho que não demorará muito para que editem uma lei obrigando as pessoas a adotar o estilo de vida vegetariano [já que é uma grande violência matar a pobre vaquinha para tirar-lhe a picanha]. Francamente! Abaixo brócolis, viva a maminha!

 

II

Para quem não assistiu ainda, aqui está um trecho – certamente o mais polêmico – da entrevista que S. Eminência Reverendíssima , o cardeal D. Odilo Pedro Scherer – Arcebispo de São Paulo – concedeu, na terça-feira (06), ao Programa do Jô. Em geral, gosto de Jô Soares. Mas cada dia me impressiono mais com a capacidade que ele tem de fazer perguntas imbecis. Sobretudo quando entrevista clérigos. Pior: me impressiono ainda mais com as respostas que alguns ministros da Igreja dão…

 

III

Inspirada nas palavras do Papa Bento XVI – que, recentemente, definiu a adoração como sendo, “no seu sentido mais profundo, um abraço a Jesus” – a AIS reuniu [em forma de livro] uma coletânea de testemunhos de vidas que se  destacaram na oração e entrega pela santificação dos sacerdotes”. A idéia é estimular a adoração pelas vocações. O livro está sendo distribuído gratuitamente, mas a campanha é válida apenas para Portugal.

Caríssimos,

Publiquei na página “Encontros” (localizada na barra lateral deste blog) o áudio de uma entrevista que me foi concedida por um dos membros do Movimento Igreja Nova. É curiosa a postura deles… Vão lá. Ouçam e comentem!

     Na página Encontros (lateral do blog) postei a entrevista que D. Antônio Muniz, O. Carm.,  arcebispo de Maceió e presidente do Regional Nordeste II da CNBB, me concedeu por ocasião da cerimômia de posse de D. Fernando Saburido, OSB, como arcebispo metropolitano de Olinda e Recife. Confiram!

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