Moral


[Após um São João espetacular na Capital Mundial do Forró, Caruaru, volto à minha terra e à esta nossa arena virtual!]

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Sem muita surpresa, li neste site algumas pinceladas sobre como foi a mais recente Parada Gay na cidade de São Paulo. Antes mesmo de ela acontecer, eu já havia feito algumas críticas aqui com relação à temática escolhida para a Parada. A organização do evento utilizou “170 cartazes distribuídos em postes com 12 modelos masculinos seminus com a mensagem: ‘Nem Santo Te Protege’ e ‘Use Camisinha'”.  A matéria diz, ainda:

O cardeal D. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, classificou o uso das imagens como “ofensivo, debochado e desrespeitoso” e que “ofende profundamente o sentimento da Igreja Católica”.

“Isso ofende profundamente, fere os sentimentos religiosos do povo. O uso debochado da imagem dos santos é ofensivo e desrespeitoso que nós desaprovamos”, disse ele na entrevista da Globo.

Embora o Cardeal Scherer tenha se pronunciado, lamentavelmente não houve por parte da CNBB uma declaração de repúdio (ou coisa que o valha) a despeito dos ultrajes perpetrados pelos gayzistas. E talvez ela nem se pronuncie. Sobre o código florestal, porém, já há uma nota oficial no site da conferência…  Sem comentários.

Enquanto isso, o Júlio Severo divulgou um vídeo produzido pelo Gay Mor do Brasil, Luiz Mott. Neste vídeo – que, em virtude das imagens profundamente indecentes eu não tive coragem de reproduzir aqui, mas que pode ser acessado clicando neste link do youtube -, Mott aparece ao lado da estátua de um menino completamente nu e começa a discorrer sobre as funções e a utilidade dos museus eróticos (!). Tenho que concordar com o Júlio: diante desse vídeo (e de outros textos escritos pela pena do decano do movimento gayzista) é difícil acreditar que esse sujeito não é, além de gay, pedófilo.

E, por falar em pedofilia, a mídia está tentando manipular as declarações legítimas e verdadeiras da deputada Myrian Rios. O Portal Terra enunciou: “Em vídeo, Myrian Rios diz que babá poderia ser pedófila”. A deputada discursou na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre a PEC 23, dizendo:

“Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica, é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada”.

“Se eu contrato um motorista homossexual, e ele tentar, de uma maneira ou outra, bolinar meu filho, eu não posso demiti-lo. Eu quero a lei para demitir, sim, para mostrar que minha orientação sexual é outra”.

“Não sou preconceituosa e não discrimino, mas preciso ter o direito de não querer um homossexual como meu empregado, eventualmente.”

Ora, do ponto de vista lógico, dizer que um homossexual **pode** ser também um pedófilo, não significa dizer que ele o **é** efetivamente. Portanto, da mesma forma que qualquer heterossexual é, **em potência**, um pedófilo (já que é teoricamente capaz de cometer um ato de pedofilia), assim também um homossexual tem a **possibilidade** de cometer tais ilícitos. Se considerarmos que o homossexualismo é um comportamento doentio – porque trai a natureza -, e que está profundamente enraizado em questões de ordem psicológica, com muito mais razão se poderia afirmar que alguém que já adquiriu um grave distúrbio (o do homossexualismo) poderia desenvolver uma outra patologia (a pedofilia). Está, portanto, certíssima a deputada. Não passa de alarde sem causa o que alguns meios de comunicação estão fazendo com as declarações dadas pela mesma.

 

No post anterior, tratei de alguns aspectos da Parada Gay de São Paulo. Agora, acabo de ler que em Recife o movimento gayzista também quer fazer algo diferente no sentido de “chamar a atenção para o respeito ao amor diferente”. Não dançarão valsa – como se pretende fazer na Parada da capital paulista – mas resolveram programar um “beijaço” gay para amanhã, dia dos Namorados. Diz a matéria do JC:

Esse gesto simples será a forma de chamar a atenção para o amor diferente. Estão convocados gays, bissexuais e heterossexuais para um beijaço neste domingo, Dia do Namorados, no Recife. O ato vai acontecer no Sítio da Trindade, bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade.

A realização é da ONG Leões do Norte que quer chamar a atenção para o respeito ao amor diferente. “Nós nos beijamos pelo direito de amar diferente quando milhares de homossexuais não pode expressar o amor que sentem em razão do preconceito e da discriminação” explica o cartaz da mobilização. O beijaço está programado para às 17h.

O Sítio da Trindade é um polo cultural e artístico muito conhecido e frequentado em Recife. Por ser um lugar muito arborizado e amplo, alguns pais costumam levar seus  filhos para passear lá – sobretudo em dias de domingo. Portanto, aqui vai um aviso aos pais que pretendem dar aos seus filhos uma educação cristã, e que não querem submetê-los à visualização de cenas inadequadas à sua idade e formação: não levem suas crianças amanhã, 12 de junho de 2011, para o Sítio da Trindade! Poupem-nas!

Quem acha que o clima de ataques e acusações à Igreja arrefeceu um pouco nos últimos dias está redondamente enganado. A Igreja continua pagando o preço da má-fama e da imoralidade de ALGUNS clérigos. Por conta disso, abundam ofensas graves à Fé Católica, sátiras das mais diversas, e matérias completamente tendenciosas [e injustas para com a esmagadora maioria dos sacerdotes católicos – que vivem fielmente o seu celibato].

A última destas reportagens, no estilo “Roberto Cabrini”, foi feita pela revista italiana Panorama [vide capa abaixo].



A respeito desta matéria na Panorama, diz o site da Revista Veja diz:

Baseada em um mês de investigação com câmeras escondidas, uma longa reportagem expõe três religiosos sob o título “As Noitadas dos Padres Gays”. Há fotos dos padres em clubes e a capa da revista mostra um homem de batina, segurando um rosário, com as unhas pintadas de rosa.

Embora eu tenha achado na internet o site da citada revista, bem como um blog conexo, acho desnecessário reproduzir aqui o que está disponível lá. As cenas de vídeo, bem como as fotografias que foram tiradas, são bastante fortes. Realmente chocantes. [Dói no coração ver o padre que momentos antes compartilhara o leito com outro homem paramentar-se logo em seguida para celebrar o Santo Sacrifício da Missa…]

“E por que choca?” – perguntei-me hoje. Por causa da incoerência.

A incoerência – ou vida dupla, ou falsidade, como queiram chamar – realmente nos choca. Sobretudo a nós, cristãos, dos quais – como ensinaram os Santos Padres – se espera unidade de vida. Espera-se que as nossas palavras correspondam às nossas obras, e que as nossas obras manifestem aquilo que anunciamos. Nada menos que isso. E aí está a grande luta da vida cristã: uma luta por coerência.

“Mas uma sociedade que faz apologia do sexo livre e do homossexualismo pode exigir coerência, fidelidade ou retidão de quem quer que seja?” – perguntei-me em seguida. “Sim, pode” – respondi para mim mesmo. A sociedade – mesmo estando afundada em pecado e sendo amante da luxúria – ainda se choca com esses casos de infidelidade sacerdotal. Só agora me dou conta de que isso é bom. É ótimo, na verdade. É prova de que a Moral realmente transcende o tempo e as culturas, e supera a letra da Lei. É prova de que o homem tem gravado dentro de si as leis eternas e imutáveis que devem pautar, reger, a conduta humana. O clamor por coerência aponta para um mínimo de bom senso moral.

Frise-se (i): a revista Panorama, na realidade, em nenhum momento quis incentivar, muito menos exigir, a fidelidade ao celibato. Na visão dela, o ideal é que a Igreja possa “acolher” esses padres gays de modo a permitir que eles assumam sua “opção” sexual e, assim, oficializar a sua vida dupla. A proposta dela [inaceitável, é claro] é a de que homossexuais possam ser admitidos ao sacerdócio. Como para a Igreja essa argumentação “não cola”, eles acabam “chutando o pau da barraca” e lançando mão de ofensas gratuitas e injustas.

Os inimigos da Igreja não são bobos: ultrajam-na publicamente para pô-La em descrédito perante todos, para enfraquecê-La, para desmerecer a validade de Seu posicionamento em matéria de Moral. Embalde tentam calar-Lhe a voz. Não sabem eles que a voz que lhes oprime a consciência – e os leva, muitas vezes, a querer fugir de si mesmos – é a do próprio Deus. Não sabem eles que, ainda que a voz cale, a Palavra não passa… Não sabem eles que a consciência (aquele “morcego” de que falara Augusto dos Anjos) habita os nichos silenciosos do coração, onde ressoa só – e somente só – a Voz do Deus Altíssimo.

Frise-se (ii): de muito mau gosto, e profundamente ofensiva à piedade católica, é a capa da revista. O uso que se deu ao Rosário da Virgem Maria, colocado-o entre mãos másculas com unhas pintadas de rosa, fere o sentimento religioso dos católicos em todo o mundo. Retratação já!

E Deus segue tirando dos males que advêm à Sua Igreja os bens de que necessita o homem. Assim, dos ultrajes que a Esposa de Cristo tem sofrido, Deus sabe tirar os últimos resquícios de moral que existem no coração enlameado desta “geração má e adúltera” [Mt 12,39].

Este texto me foi encaminhado através de uma lista de e-mails e está publicado no “Por que não dizem?”. Trata-se de uma análise do Partido dos Trabalhadores, feita pelo Pe. Lodi – do Pró-vida de Anápolis. Com bom humor, verdade, e objetividade, o Apóstolo da Vida nos apresenta a configuração real do PT. Neste ano eleitoral, é de suma importância que este alerta dado pelo Pe. Lodi ganhe a máxima divulgação possível. Mais uma vez fica provado que Catolicismo e Petismo não combinam.

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Contra a certidão de PeTismo


AVISO: Se acaso você fez algum tipo de compromisso com um possível suposto futuro estado totalitário brasileiro (tipo, planos para 2017…), NÃO LEIA esta postagem sob risco de perder sua “fé” tão laboriosamente construída. Está avisado.


PT: Partido ou Religião?

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será “votar nos candidatos indicados” pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 05/10/2007, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.

Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade (“que todos sejam um”), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido, são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em “tendências” (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o “casamento” de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 “caput”), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.

Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.

Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana, após a queda da União Soviética.

Se sou petista, não quero saber por que durante anos nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, ousou propor um projeto de lei antiabortista. Nem me interessa questionar a punição de dois deputados que ousaram apresentar propostas legislativas pró-vida.

Se sou petista, pouco me importa que Dilma Rousseff defenda a legalização do aborto como “questão de saúde pública”[9]. Muito menos que Dilma e Lula tenham assinado em dezembro de 2009, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que defende a descriminalização do aborto, o reconhecimento da prostituição como uma profissão, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por duplas homossexuais[10].

Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido.

Agora, uma pergunta final, com vistas às eleições de outubro: pode um cristão votar no PT? Só há um jeito: trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:

– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)

– ou por opção pessoal.

[Se você professa a Fé Católica, continue lendo o que o Padre Lodi escreve…]

Posso votar no PT?

(uma questão moral)

1. Existe algum partido da Igreja Católica?

A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].

2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?

Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].

3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?

Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[4].

4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?

Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5]).

5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?

Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[6].

6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?

Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.

7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM…

Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.

8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando…

Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.

9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?

Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a)[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”[8].

10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?

Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.

Anápolis, 12 de julho de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”

[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.

[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.

[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.

[4] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://old.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/livro%20de%20resolucoes%20final.pdf

[5] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Versão II, aprovada pelo Diretório Nacional em 5 out. 2007, in: http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/c091003181315estatutopt.pdf

[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html

[7] http://www.pv.org.br/download/estatuto_web.pdf

[8] Programa: 7 – Reprodução Humana e Cidadania Feminina, in: http://www.pv.org.br/download/programa_web.pdf.

[9] Dilma Rousseff defende legalização do aborto. 28 mar. 2009, Diário do Nordeste, in:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=626312

[10] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm.

O Padre Mateus Maria, FMDJ, divulgou no Glória.Tv um excelente comentário do Dr. Ives Granda Martins, renomado jurista brasileiro, acerca do PNDH3. O Dr. Ives fala, partindo de uma argumentação jusnaturalista, sobre uniões homossexuais, aborto e uma série de outros aspectos moralmente inaceitáveis que compõem o texto da farsa tupiniquim dos direitos desumanos [PNDH 3]. Vale a pena ouvir!

En passant: Será votado hoje, a partir das 09h30min, o Estatuto do Nascituro. A votação acontece no Anexo II, Plenário 07 da Câmara dos Deputados, em Brasília. O Estatuto, que na verdade é o PL 478/07, é de autoria de Luiz Bassuma e Miguel Martini, e já teve sua votação adiada algumas vezes por conta de manobras políticas… Rezemos para que a Vida vença!

              Recebi por e-mail esta corajosa declaração!

 

                                                       Liberdade de expressão

 
               Uma grande rede de televisão do Brasil tem mostrado uma série de propagandas com depoimentos de representantes de várias religiões criticando veladamente a Igreja Católica, por esta defender o direito ao ensino religioso nas escolas, por defender a vida (contra o aborto e a eutanásia), por defender o casamento monogâmico, indissolúvel e natural entre o homem e a mulher, por defender sua fé ao criticar livros ou filmes.
 
              Em uma destas “propagandas”, sempre finalizada com “cidadania, a gente vê por aqui”, colocou um pai de santo defendendo a liberdade de expressão. Dizia ele que “todos têm liberdade de expressar seus pontos de vista e ninguém pode criticar”. Bom, nesta frase já há um cerceamento da liberdade de expressão: “ninguém pode criticar”. 
 
               Se todos têm direito de defender suas convicções, por que criticar de forma tão insistente á Igreja Católica? Não teria ela também liberdade de opinião? Não poderia ela também expressar-se livremente sobre suas convicções, baseadas na Lei Natural e no Evangelho? Não estaríamos vivendo uma eclesiofobia? Bom pensar nisso.
 
               Interessante é que ao começar tal clip a emissora foca telas de internet com a Igreja expressando-se contra união civil de pessoas do mesmo sexo e uma tela com a Igreja manifestando desagrado com textos de um famoso escrito português. Todo mundo pode se expressar, menos a Igreja.
 
              O Concílio Vaticano II, em vários textos, defende a liberdade de expressão, assim como a liberdade de consciência. Ninguém pode ser obrigado a abraçar esta ou aquela forma de pensar e de agir, nem tampouco a liberdade de expor aos outros seus pensamentos, a fim de ser melhor compreendidos e dar ao outro a oportunidade até mesmo de mudar de ideia. Porém alguns grupos em nosso país (e também pelo mundo todo) se acham no direito de empurrar suas opiniões pela nossa garganta a baixo e que não podemos esboçar qualquer reação. Isto fere a própria lei natural. Reclamam de discriminação, mas discriminam quem não concorda com sua posição.
 
              Também faz parte da missão o diálogo: saber ouvir e saber falar. E, se preciso for (se estiver contra o Evangelho de Jesus, que é a única Verdade) mudar nossa opinião e nosso modo de agir, fazer uma verdadeira “metanóia”. Estejamos prontos para o diálogo. Saibamos compreender a voz da Igreja, até mesmo para saber perceber o que possa vir a destoar.
 
                                                                                        

                                                            Pe. Edson Assunção

                   Secretário Nacional da Infância e Adolescência Missionárias

 

Há algum tempo escrevi aqui no blog um texto intitulado “Virtus in Medio”. Esta expressão latina – amplamente utilizada pelos Padres da Igreja e muitas vezes repetida pelos mestres de espiritualidade – sempre me fascinou sobremaneira. Dizer que “a virtude está no meio” é recordar a importância de cultivar a prudência [o equilíbrio, o juízo reto, o discernimento justo] como base alcançar e aprofundar as demais virtudes. Decerto não é fácil pensar e viver de modo justo, prudente e equilibrado. Entretanto, não nos é permitido ceder à tentação de “extremizar”. Nos termos do antigo testamento, desviar-se – quer para a direita, quer para a esquerda – acaba nos afastando do caminho de Deus [que é reto].

Mas seria o caso de nos perguntarmos: Tudo no mundo é absoluto? Ou tudo é relativo? Há quem responda “sim” a uma e a outra pergunta. Ambos enganados. Ambos enganando-se.

Sua Santidade, o papa Bento XVI – ora reinante – por diversas vezes teceu duras críticas ao relativismo alertando para o perigo que esta “ditadura do relativismo” pode causar à humanidade. Como se pode ler nesta matéria da Folha, já na missa Pro Eligendo Pontifice o então cardeal Ratzinger lançava as bases de sua crítica. Eis aqui algumas de suas declarações ao jornalista Dag Tessore no livro “Bento XVI – questões de fé, ética e pensamento” (Claridade, 2005):

 

Em “nossa época […] a verdade é substituída pela decisão de maioria. […] a cultura é contraposta à verdade. Este relativismo, que se tornou hoje o sentimento base da pessoa ‘iluminada’ e afeta até a teologia, é o maior problema da nossa época”.

E:

“A verdadeira presunção aparece quando queremos tomar o lugar de Deus, para estabelecer quem somos, o que podemos decidir, o que queremos fazer de nós mesmos e do mundo”.

 

Tradicionalistas [não os normais, mas sim os radicais] julgam que tudo é absoluto, tudo é lógico, tudo é empírico. Para eles, o mundo é matemática. Quem deles discorda [num tema em que a divergência é permitida] é taxado de sofista. Só eles têm argumentos. Os outros? Só falácias. Usam São Tomás de Aquino para justificar suas sandices e elucubrações sem sentido; tentam justificar sua falta de caridade e de humildade, alegando que é preciso “corrigir os errados”. Ora, será que – justo eles – nunca ouviram falar em questio disputata [na qual a resposta ainda está em construção]?

Por outro lado, temos os relativistas propriamente ditos [já não sei se os chamo de “modernistas”, “modernosos” ou “modernizantes”…]. Acham que podem opinar sobre tudo. Tudo está sujeito ao juízo deles. É comum ouvi-los dizer que “o diabo só existe para quem nele acredita”. E o demônio segue feliz da vida com a “brilhante” conclusão a que os relativistas chegaram sobre a sua vil existência… É como se a resposta para a arguição de Shakespeare [“To be or not to be? That is the question!”] fosse: depende… Reticentes e imprecisos. Assim são os reis do “depende”. Usam-no para tudo.   

Antes de mais nada, é preciso entender uma coisa: em si mesma a expressão “relativo” [e afins] designa algo que carece de um padrão [de um referencial] para ser analisado. Algo que por si só não pode ser julgado. O erro dos relativistas, portanto, é achar que isto se aplica a tudo e [pior!] escolher os padrões errados para julgar as coisas. Os rad-trads, por sua vez, têm grande dificuldade de admitir a existência de elementos subjetivos, relativos. Alguém pode questionar: “mas em quê, concretamente falando, nós podemos discordar e apresentar pontos-de-vista sem nos tornar relativistas?”. As questões morais e doutrinais não estão sujeitas aos achismos de quem quer que seja. Ainda na obra de Dag Tessore, diz o papa (idem):

 

“A fé é justamente o contrário de uma “consolação subjetiva”: ela é centrada na busca existencial da verdade”.

“Os dogmas e os princípios morais católicos nada mais são do que os pilares desta verdade objetiva”.

 

Não é preciso ter uma inteligência Einsteiniana para saber que existem coisas que são passíveis de análise, e existem outras que não são. Várias vezes o direito canônico [e também a simples prática pastoral], por exemplo, recomenda que o ordinário local analise certas situações “caso a caso”. Ora, ao fazer tal recomendação o direito está atestando a existência daquilo que tira o sono dos tradicionalistas [radicais]: o famigerado “depende”.

Como bem colocou D. Antônio Carlos Rossi Keller neste artigo publicado no Veritatis, replicando o catecismo, a Teologia Moral da Igreja apresenta como a moralidade dos atos depende, entre outras coisas, do elemento “circunstâncias”. Ela pode ser um agravante ou um atenuante no julgamento do ato.

Em suma, em juízos de valor acerca de coisas que – em si – são desprovidas de moralidade, nos é permitido, sim, opinar. Por exemplo, o fato de alguém gostar de samba e odiar rock é perfeitamente conciliável com o fato de outra pessoa gostar de rock e detestar samba. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A música em si é desprovida de moralidade, isto é, analisada em si mesma não se pode dizer que é boa ou ruim. Não se lhe pode atribuir valor moral algum. Este tipo de discordância é legítima e, portanto, não constitui relativismo [em sentido negativo].

É preciso perceber que nem tudo é preto no branco… Afinal, as realidades cinzentas também existem. Frise-se: a verdade não é relativa, é absoluta. É única e não admite concorrência. Mas quando falo em “relativismo sadio” estou me baseando na liberdade humana para dizer que – no julgamento de temas que, em si, são desprovidos de moralidade – o ser humano pode, sim, opinar e apresentar conclusões divergentes sem que isto constitua um erro.

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