Vejam só como uma coisa leva à outra…

Não sei por que cargas d’água mas o “pedido de demissão” do PTralha Antonio Palocci parece ter conferido a ele uma auréola de retidão, ombridade, e tudo o mais que nele inexiste em ato. De repente, o Tio Patinhos do PT se travestiu de São Dimas, o “Bom Ladrão”. É Brasil, relevemos. Bem, lendo algumas coisas sobre este assunto, deparo-me – sem querer – com um tweet da Marta Suplicy (a atual madrinha da ideologia gayzista no Senado) lamentando a saída do companheiro:

Esta mesma cantiga de lamento já havia sido cantada pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, na Nota Oficial publicada no site do partido poucos minutos antes do tweet da ministra. Acontece que, como disse no início deste post, uma coisa leva à outra… Enquanto eu navegava pelo perfil da ministra, o Twitter me sugeriu seguir um perfil correlato chamado SomosLGBT. Até aí, nada demais. Quem é que não sabe que a ministra gosta de uma sopa de letrinhas? Curioso como sou, fui ver o tal perfil gayzista. E eis que me deparo com a seguinte notícia (que foi um tweet de SomosLGBT): TCU vai verificar possível desperdício com kit anti-homofobia. A manchete havia sido publicada originalmente no Terra.

Ora, ora, em um primeiro momento eu disse a mim mesmo: “até que enfim alguém reconheceu que é um enorme desperdício de dinheiro público confeccionar e distribuir esta porcaria de kit anti-homofobia!”. Mas, não era bem isso… Ao continuar a leitura da notícia, dei-me conta de que, para o TCU, desperdício é ter elaborado o material e não distribuir (!). É como se dissessem: “agora que a coisa (os kits) já está feita, suspender a distribuição é jogar na lata do lixo os recursos empregados quando da produção do material”.

Do ponto de vista estritamente financeiro, de fato o Tribunal de Contas da União tem razão: gastar uma nota com algo que não vai ter mais serventia alguma é, sim, desperdiçar. Contudo, indo um pouco além do aspecto financeiro, é possível perceber como a **visão de mundo** dos cristãos difere da perspectiva da sociedade contemporânea. Como a nossa cartilha de valores e princípios é diferente da moral social hodierna! Enquanto nós, cristãos, damos graças a Deus pelas nossas crianças terem sido privadas desse catecismo imoral e maquiavélico que seria distribuído nas escolas, outros lamentam o prejuízo pouco sem perceber o lucro que dele extraímos.

Sim, eu sei: não cabe ao TCU analisar o conteúdo dos kits, nem avaliar a conveniência de distribui-los como política pública educacional. Todavia, é incrível que apenas os cristãos (e uns poucos “gatos-pingados” de outros credos) sejam capazes de enxergar que mais importante – e mais preocupante! – que o desperdício de dinheiro é o desperdícios de valores, de princípios.

Rezemos, com a firme esperança que também é própria dos que creem no Cristo, para que o Tribunal de Contas possa realmente ajudar a caçar e capturar os inconsequentes que colaboraram na elaboração irresponsável dos malfadados kits anti-homofobia (ou seriam kits heterofóbicos?…).

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Até que ponto é lícito a um candidato que se diz católico valer-se de personagens da Igreja local e nacional para dar apoio à sua causa e candidatura? Não estaria esse candidato “forçando a barra” para simular um apoio “da Igreja”? E se este candidato for petista, agrava-se a situação? Mas, por outro lado, é de todo errado dar e/ou buscar “apoio” para eleger o que se considera “um homem de bem”? O chamado “jogo político” é [ou pode ser] ético? E as declarações escorregadias são sempre um exercício necessário de diplomacia e respeito ou indicam medo de “comprometer-se”?

Bem, essas foram algumas das perguntas que me vieram à mente quando vi as fotos abaixo:

 

Antecipemo-nos à votação fazendo uma enquete:

Este texto me foi encaminhado através de uma lista de e-mails e está publicado no “Por que não dizem?”. Trata-se de uma análise do Partido dos Trabalhadores, feita pelo Pe. Lodi – do Pró-vida de Anápolis. Com bom humor, verdade, e objetividade, o Apóstolo da Vida nos apresenta a configuração real do PT. Neste ano eleitoral, é de suma importância que este alerta dado pelo Pe. Lodi ganhe a máxima divulgação possível. Mais uma vez fica provado que Catolicismo e Petismo não combinam.

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Contra a certidão de PeTismo


AVISO: Se acaso você fez algum tipo de compromisso com um possível suposto futuro estado totalitário brasileiro (tipo, planos para 2017…), NÃO LEIA esta postagem sob risco de perder sua “fé” tão laboriosamente construída. Está avisado.


PT: Partido ou Religião?

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será “votar nos candidatos indicados” pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 05/10/2007, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.

Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade (“que todos sejam um”), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido, são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em “tendências” (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o “casamento” de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 “caput”), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.

Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.

Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana, após a queda da União Soviética.

Se sou petista, não quero saber por que durante anos nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, ousou propor um projeto de lei antiabortista. Nem me interessa questionar a punição de dois deputados que ousaram apresentar propostas legislativas pró-vida.

Se sou petista, pouco me importa que Dilma Rousseff defenda a legalização do aborto como “questão de saúde pública”[9]. Muito menos que Dilma e Lula tenham assinado em dezembro de 2009, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que defende a descriminalização do aborto, o reconhecimento da prostituição como uma profissão, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por duplas homossexuais[10].

Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido.

Agora, uma pergunta final, com vistas às eleições de outubro: pode um cristão votar no PT? Só há um jeito: trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:

– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)

– ou por opção pessoal.

[Se você professa a Fé Católica, continue lendo o que o Padre Lodi escreve…]

Posso votar no PT?

(uma questão moral)

1. Existe algum partido da Igreja Católica?

A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].

2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?

Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].

3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?

Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[4].

4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?

Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5]).

5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?

Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[6].

6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?

Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.

7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM…

Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.

8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando…

Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.

9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?

Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a)[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”[8].

10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?

Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.

Anápolis, 12 de julho de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”

[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.

[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.

[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.

[4] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://old.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/livro%20de%20resolucoes%20final.pdf

[5] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Versão II, aprovada pelo Diretório Nacional em 5 out. 2007, in: http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/c091003181315estatutopt.pdf

[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html

[7] http://www.pv.org.br/download/estatuto_web.pdf

[8] Programa: 7 – Reprodução Humana e Cidadania Feminina, in: http://www.pv.org.br/download/programa_web.pdf.

[9] Dilma Rousseff defende legalização do aborto. 28 mar. 2009, Diário do Nordeste, in:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=626312

[10] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm.

               I

O Roberto Cavalcanti escreveu um texto interessante sobre “Preconceito”. Segundo ele, a “pequena dissertação pretende discutir, sob uma ótica filosófica, a problemática do preconceito. Trata-se de um tema em bastante evidência na sociedade contemporânea, tendo em vista que o termo ‘preconceito’ é um chavão recorrente em discussões no sentido de travar determinadas opiniões”. As considerações me pareceram bastante pertinentes e algumas até meio chocantes… Destaco:

“A palavra “preconceito” virou uma espécie de mantra politicamente correto. É utilizada de forma tão recorrente para censurar a veiculação de determinados argumentos, que vem funcionando hoje quase como um reflexo incondicionado destinado a silenciar interlocutores. Como um clichê socialmente recorrente, trata-se de um mecanismo de exclusão sumária dos dissidentes do pensamento dominante, em outras palavras, uma heresia politicamente correta”.

 

             II

Humberto Vieira, presidente do PROVIDAFAMILIA, elaborou um documento – a partir de uma base de dados muito sólida – intitulado “PARA ENTENDER O PT”. Recomendo fortemente a leitura! Há quem pense que os pró-vida sofrem de síndrome de perseguição: em tudo enxergam uma armação do movimento pró-aborto. Entretanto, partindo dos bastidores, o Humberto demonstra que o lobby dos aborteiros é uma realidade, e o financiamento das campanhas de promoção do aborto um fato mensurável… Confiram!

 

              III

Saiu na ACI: Santa Sé confirma a passagem do maior grupo de anglicanos à Igreja Católica. Com certeza essa notícia é espetacular porque retoma o sentido católico [original] do termo “Ecumenismo”: o retorno à Verdadeira Igreja de Cristo, a volta à plena comunhão com o Bispo de Roma, o regresso ao colo Mãe. Graças a Deus!

Entretanto, diante das notícias tortas dadas pelos grandes veículos de comunicação [sobretudo a televisão], cabem aqui duas ressalvas:

1 – Permitir que ex-sacerdotes anglicanos [casados] sejam admitidos ao sacerdócio católico não é o mesmo que autorizar padres católicos [celibatários] a contrair matrimônio; muito menos incutir nos seminaristas a idéia de que o celibato tenha sido abolido ou facultado à vontade dos candidatos ao ministério presbiteral.

2 – O “modelo canônico único […] regulável a diversas situações locais”, ao qual a Santa Sé se referiu, muito provavelmente funcionará como se os anglicanos fossem mais uma tradição a enriquecer o patrimônio litúrgico e espiritual da Igreja [como há, em alguns lugares, o rito próprio da Diocese]. Nada tem a ver com um novo rito, muito menos com a manutenção de costumes que, porventura, contrariem a Fé Católica.

 

             

[Atendendo a um pedido de divulgação feito pela Drª Dolly Guimarães, reproduzo aqui a moção de apoio do Regional Sul 1 da CNBB para com os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso – forçados a sair do PT por serem contrários ao aborto – que é o carro-chefe da política deste partido].

 

 MOÇÃO DE APOIO

Na 31ª. Assembléia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, nós, povo de Deus reunido de 16 a 18 de outubro de 2009, em Itaici, Indaiatuba-SP, vimos a público manifestar nossa indignação diante do sucedido com os deputados federais, Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC), que foram processados, julgados e condenados  pela Comissão de Ética de seu partido,  à pena de suspensão de suas atividades parlamentares; retirados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e ainda instados a retirarem todas as suas iniciativas legislativas que defendam e promovam a vida humana.

Os deputados foram punidos por assumirem a defesa do direito humano primário: o direito à vida do inocente indefeso, desde a concepção. O proceder do Partido dos Trabalhadores, assim como de qualquer outro partido que se comporte da mesma forma,  demonstra intolerância e  desrespeito à  liberdade de consciência garantida pela Constituição Federal,  provocando um retrocesso na construção do  estado democrático, além de violar o direito fundamental à vida, desde a concepção, garantido pela Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) homologada pelo nosso Congresso Nacional, em 1992,  e  contrariando frontalmente a mensagem central do Evangelho : “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), pois “Tu me teceste no seio materno” (Sl 139,13)

 Manifestamos nossa solidariedade e apoio aos deputados pelo testemunho exemplar de cidadania e de profunda consciência humana e cristã, bem como apoiamos a instalação na Câmara dos Deputados, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, para investigar a prática do aborto clandestino, sustentada pelo financiamento e interesses  estrangeiros, que querem  impor ao Brasil e à América Latina a política perversa do controle populacional.

“Se quisermos sustentar um fundamento sólido e inviolável para os direitos humanos, é indispensável reconhecer que a vida humana deve ser defendida sempre, desde o momento da fecundação” (DA  467)

    

          

            O site do PT só fala do pré-sal. Mas, em meio a essa abundância de “quase-sal”, “ainda-não-é-sal”, “sal-em-formação”, seja lá o que diabo que for, encontrei a resolução do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores que pune com a suspensão temporária os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Eurekka!

           Aos que não acompanharam o desenvolvimento dessa novela mexicana que envolve o PT e estes dois parlamentares “subversivos e rebeldes”, eis um brevíssimo resumo da ópera: Luiz Bassuma e Henrique Afonso vêm sendo sistematicamente perseguidos pelas lideranças do Partido os Trabalhadores apenas por defender a Vida e serem contrários a descriminalização do aborto.  A Defesa da Vida inocente não é contemplada no estatuto do PT. Se se tratasse da vida de um culpado, com certeza, haveria guarida para o criminoso no regaço dos petistas… Não se iludam: o compromisso, firmado pelo Partido dos Trabalhadores na resolução do 3º Congresso Nacional, é com a legalização da morte. E, como estes dois deputados não concordam com esta postura, acabaram infringindo as normas…

            No texto do documento que formaliza e “justifica” a decisão do Diretório Nacional por suspender os deputados pró-vida, encontram-se um porção de ‘considerandos’ absurdos, contraditórios, e falaciosos. Os piores, a meu ver, são os seguintes:

            Considerando que o Estatuto do PT garante a todo e qualquer filiado o direito de manifestação pública sobre questões doutrinárias e políticas, sendo, portando, admissível que um militante petista se pronuncie contrariamente a uma posição partidária, desde que os faça respeitosamente e dentro dos limites éticos cabíveis;

            Considerando, contudo, que o comportamento do deputado acusado não se limitou ao mero exercício do direito à liberdade de expressão, mas assumiu uma dimensão militante e agressiva contra diretriz definida em resolução do 3º Congresso Nacional do PT;

               […]

            Considerando, finalmente, que o deputado acusado teve atitudes desrespeitosas e ofensivas à ética partidária em relação a militantes e parlamentares petistas que defendem a descriminalização do aborto, nos termos da resolução aprovada no 3º Congresso;

 

            No Deus lo Vult!, Jorge fez algumas considerações muito pertinentes sobre a “ética” partidária do PT… No mesmo post, ele linkou o comentário de Reinaldo Azevedo sobre a atitude intolerante dos PeTralhas.

            No site da Rádio Cidade pode-se ler mais uma matéria sobre o assunto, bem como ouvir o posicionamento do deputado Bassuma sobre a suspensão.

            Aliás, adiantando, Bassuma já declarou que vai recorrer ao STF porque “considera que a punição é inócua: já que não abrirá mão de suas convicções”.

            Já houve  até quem escrevesse para a CNBB perguntando se, por um acaso, assim, despretensiosamente, não seria lançada nenhuma nota condenando com veemência a atitude cretina do Partido dos Trabalhadores… Infelizmente, acho difícil que isso ocorra. Mas, vejamos. “Para tudo há um tempo”…

            Como não bastasse a celeuma toda que se criou em torno desta punição estapafúrdia que o PT impôs aos dois deputados pró-vida, um ex-padre [que, pelo que entendi, largou a batina para se dedicar à política partidária], hoje chefe do gabinete de Bassuma, foi EXPULSO da reunião do Diretório Nacional do PT pelo presidente nacional da gangue, deputado Ricardo Berzoini. Jaime Ferreira Lopes [que outrora foi Ministro de Deus, mas que se “despromoveu” ao tornar-se assessor de Bassuma] divulgou uma carta pública repudiando a atitude de seu confrade (digo, companheiro) Berzoini. Por considerar justa a indignação de Lopes, trago aqui – na íntegra – o seu protesto contra o Poderoso Chefão do PT. Ei-la:

 

            Excelentíssimo Senhor

            Deputado Federal Ricardo Berzoini

            Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores

 

 

            Não sei se devo chamá-lo de companheiro como normalmente tratei todos os militantes do PT em todos os 30 anos que, filiado ou não, estive ligado ao Partido dos Trabalhadores, depois do tratamento injusto e violento que o Senhor me dispensou nesta reunião do Diretório Nacional do partido.

            Quero, antes de tudo, esclarecer que ali estava na condição de Chefe de Gabinete do Deputado Federal Luiz Bassuma – PT/BA e a pedido dele iria gravar o seu depoimento quando do momento em que iria lhe ser dado a oportunidade de apresentar, oralmente, suas alegações sobre o processo do qual é réu na Comissão Nacional de Ética do PT. E esclareço ainda que não adentrei ao recinto do Diretório sem a devida autorização do porte da filmadora e da máquina fotográfica. A minha reação quando, o Senhor, aos gritos, pedia a minha retirada do recinto foi, num primeiro momento de estarrecimento, mas, graças a Deus, pude imediatamente processar um raciocínio de que o melhor para o momento era realmente atender aos seus gritos e me retirei, pacificamente, do recinto.

            Deputado Ricardo Berzoini eu tenho 54 anos, destes, 30 anos, dedicados à luta social e maior parte deles vinculados ao Partido dos Trabalhadores. Fui padre franciscano durante 16 anos da minha vida e todos eles contribuindo para a construção e fortalecimento do movimento popular, a partir das Comunidades Eclesiais de Base e da Pastoral Operária em Minas Gerais, mais especificamente na região do Vale do Aço. Participei do Diretório Municipal do PT em Ipatinga, na década de 80. Ajudei a construir o PT naquela região até a primeira eleição de Chico Ferramenta (1986) para deputado estadual e depois para prefeito de Ipatinga (1988) e de Geraldo Nascimento (1988), sendo depois Chefe de Gabinete (1990) e Secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da prefeitura petista de Timóteo (1991-1992). Em seguida, já em 1993, fui assessor especial do Gabinete da então Secretária de Educação de Belo Horizonte, Sandra StarlinG – PT/MG, na gestão do Prefeito Patrus Ananias, acompanhando-a depois, por quase 3 anos, como Coordenador Político do seu mandato de Deputada Federal.  Em 1995, a convite, assumi a Chefia de Gabinete do então Deputado Federal Chico Ferramenta. Em 1997, tornei-me Chefe de Gabinete do Deputado Federal Walter Pinheiro-PT/BA.  Em 1999, com muita alegria, passei a integrar o Mandato da então Deputada Federal Maria do Carmo Lara, hoje Prefeita de Betim, com ela trabalhando 6 anos. E, em 2004, passei a integrar, a convite, o Gabinete do Deputado Federal Luiz Bassuma.

            Como vê, Deputado Ricardo Berzoini, tenho uma trajetória de trabalho e participação na construção do PT. Alguns dos que estão hoje, nesta reunião do Diretório Nacional, conhecem a minha história. O Senhor por desconhecê-la julgou-se no direito de me tratar com a total falta de respeito no dia de hoje, nesta reunião do Diretório Nacional.

            Não quero aqui nem fazer referência à minha luta contra a ditadura militar, antes mesmo do PT ser fundado e quando ainda era um estudante de filosofia no Seminário da Ordem dos Franciscanos de Minas Gerais, no trabalho quase anônimo de resistência popular ao regime autoritário.

            Como Deputado Bassuma sou também um militante pró-vida, fundador, primeiro Presidente Nacional e hoje Vice-Presidente Nacional Executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto. Um movimento suprapartidário e supra-religioso que tem como objetivo a mobilização popular contra a legalização do aborto no Brasil com 15 Comitês Estaduais constituídos.

            Nunca imaginei que um dia poderia ser tratado com tanta arrogância numa reunião do Partido dos Trabalhadores e ainda mais por seu Presidente Nacional e, pior ainda, por uma razão insignificante, pois, repito, entrei com autorização de quem administrativamente coordenava a recepção na ante-sala do auditório. Portanto, tive o cuidado de perguntar se podia usar a filmadora e recebi o consentimento para utilizá-la. E a intenção era apenas gravar o depoimento do deputado Luiz Bassuma, a seu pedido.

            Quero aqui dizer que sou totalmente solidário ao Deputado Luiz Bassuma e ao Deputado Henrique Afonso pela coragem e determinação com que travam a luta de resistência contra a legalização do aborto no Brasil. Esta é uma questão que está acima das questões políticas e ideológicas, pois, como construir uma sociedade democrática quando o mais fundamental de todos os direitos humanos – o direito constitucional à vida -, torna-se objeto de julgamento por um partido político que nasceu exatamente defendendo os direitos humanos fundamentais. Como vamos construir uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana quando se quer legalizar a morte de milhões de seres humanos ainda no útero materno, sem nenhuma possibilidade de defesa? Atender aos apelos de uma minoria que, equivocadamente,

a meu ver, quer impor a bandeira da legalização do aborto, é querer colocar o PT num “gueto”, ou seja, isolado da maioria da população que é contra o aborto e a sua legalização.

            No momento de seu destempero, agradeço a Deus, ter mantido a serenidade preferindo  não contrapor  e, humildemente, me retirei do recinto para não tornar ainda mais difícil e tenso  o debate que se anunciava extremamente eivado de muita contenda.

             Prezado Deputado Ricardo Berzoini, quero dizer-lhe que tornarei pública esta carta.

 

Atenciosamente,

 

Jaime Ferreira Lopes

Chefe de Gabinete do

Deputado Federal Luiz Bassuma – PT/BA

 

            Eu já havia mencionado aqui o caso do deputado Luiz Bassuma no sentido de evidenciar a política totalitária do Partido dos Trabalhadores. Bassuma será expulso do PT apenas por defender a vida! Deo Gratias! Embora a expulsão seja injusta, a meu ver, é bom que o partido dos petralhas a execute: deste modo, dia após dia, deixa mais claro de que lado está (vide a declaração do Diretório Nacional do Partido comentada por Jorge Ferraz neste artigo). Além do que, qualquer sofrimento que enfrentemos por Cristo e pela Vida deve ser considerado uma grande honra. “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. (Mt 5,12)

            Abaixo trago a carta do Padre Luiz Carlos Lodi, da Associação Pró-vida Anápolis, felicitando Luiz Bassuma pela expulsão. A carta foi publicada pelo Fratres in Unum.

            Apresentamos abaixo a excelente carta do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente da Associação Pró-vida de Anápolis, ao Deputado Luiz Bassuma, do PT. Pe. Lodi tem se destacado até mesmo internacionalmente por sua incansável luta em defesa da vida e da família. Em 2007 ele publicou sua tese de monografia sob o título “Aborto na Rede Hospitalar Pública – O Estado Financiando o Crime”.

            Prezado Deputado Luiz Bassuma

            Recebo com grande alegria a notícia de que o Partido dos Trabalhadores deseja expulsá-lo por defender a vida.

            Faço votos de que essa expulsão ocorra o quanto antes, sem protelações.

            Ao expulsar alguém de quem o PT não é digno, o Partido deixará claro sua posição pró-aborto e evitará que se crie na mente dos eleitores a falsa e perigosa ilusão de que é possível servir a dois senhores: à vida e ao PT.

            Faço votos de que os pró-vida do Brasil inteiro se unam para acelerar o processo de expulsão, não só de Vossa Excelência, mas de todos os que não concordam com o programa petista de desintegração dos valores cristãos.

            Espero que no sábado, dia 14, possa receber a boa notícia de que finalmente o trigo foi expulso do meio do joio.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Telefax: 55+62+3321-0900

Caixa Postal 456

75024-970 Anápolis GO

http://www.providaanapolis.org.br

“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”.