Anacolutos


Vídeo bem antigo, com um áudio horrível, mas ainda assim interessante. TFP, Rede Globo, D. Antônio de Castro Mayer, fanatismo, anti-catolicismo midiático, poder, comunismo, etc. Tudo junto em uma só matéria confusa e intrigante. Assistam!

Eu vi no Mídia Sem Máscara que o Olavo de Carvalho concedeu uma entrevista ao site Panorama Mercantil. Como sempre, Olavo fez declarações [pertinentes] com aquela “acidez” que lhe é própria. Uma pergunta, entre as tantas, chamou-me a atenção e por isso trago-a à baila para reflexão dos leitores:

Panorama – O que mais prejudicou a humanidade: a ciência, os bancos ou as religiões e por quê? 

Carvalho – Faça as contas. O movimento revolucionário, que prometeu nos libertar de todos os males do mundo, matou mais gente, em dois séculos, do que todas as epidemias, terremotos, furacões e guerras desde a origem da espécie humana. Some Revolução Francesa, Revolução Mexicana, Revolução Russa, Revolução Chinesa, etc., e compare com as demais causas de mortandade, incluindo guerras. Nada se compara, em capacidade mortífera, aos construtores de “um futuro melhor”. Não é uma questão de opinião. É uma questão de números. Perto disso, acusar as religiões ou a ciência é de uma hipocrisia sem par.

Para uma pergunta clássica, uma resposta óbvia. Boa, Olavo!

Um breve comentário:

Eu, sinceramente, não sei como é que em um post de apenas de dez linhas (e escritas pela metade!) alguém consegue ser agnóstico, sentimentalista, falso e piegas [muito piegas!]. Tudo ao mesmo tempo! Estou falando do Harry Potter da terceira idade, o escritor Paulo Coelho, que na sua coluna no G1 escreveu o seguinte:

Não adianta pedir explicações sobre Deus; você pode escutar palavras muito bonitas, mas, no fundo, são palavras vazias. Da mesma maneira que você pode ler toda uma enciclopédia sobre o amor, e não saber o que é amar.

Diz o mestre:

“Ninguém vai conseguir provar que Deus existe ou que não existe”.

Certas coisas na vida foram feitas para serem experimentadas – nunca explicadas.

O amor é uma destas coisas. Deus – que é amor – também é.

A fé é uma experiência infantil, naquele sentido mágico que Jesus nos ensinou: “é das crianças o Reino dos Céus”.

Deus nunca vai entrar por sua cabeça. A porta que Ele usa é o seu coração.

Não viu nada demais? Acha que eu estou exagerando?  Rapaz, olha direitinho:

I) “Ninguém vai conseguir provar que Deus existe ou que não existe”.  Isso é agnosticismo. São Tomás de Aquino nos legou pelo menos 5 vias através das quais é possível chegar ao conhecimento da existência de Deus. Ou seja: filosoficamente é possível, sim, provar a existência de Deus.

II) “Deus nunca vai entrar por sua cabeça. A porta que Ele usa é o seu coração”. Meigo, não? Mas isso é sentimentalismo puro e barato. Crer é um ato de inteligência e não de emoção!

III) “A fé é uma experiência infantil, naquele sentido mágico que Jesus nos ensinou: ‘é das crianças o Reino dos Céus'”. Tenho uma ligeira impressão de que ele, ao escrever essa frase, pensou mais no “sentido mágico” do que “no Reino dos Céus”… Paulo Coelho cita o Evangelho com a mesma desenvoltura com que citaria o trecho de um grimório do mítico Merlim… É falsidade “pra mais de metro”!

IV) A “pieguice” eu creio que não seja necessário justificar. Até porque a “pieguice” deriva do sentimentalismo – como fica bem claro através desta definição da palavra ‘piegas‘: “[…] Que ou quem é ridiculamente sentimental”. Ora, ele foi piegas do começo ao fim neste post. Argh!

Bom, Para o Bruxo-Mor deste país escrever posts desta natureza só há duas explicações possíveis:

       i) Ele estava atarefado por demais no preparo de alguma poção mágica de modo que não conseguiu pensar antes de escrever;

       ii) Um espírito de preguiça apoderou-se dele e, como ele gostou de estar possuído, o máximo que deu para escrever foi isso aí.

E aí? Em qual das alternativas acima você vota? Pode apostar nas duas 😉

Não podemos nos perder olhando em derredor e acabar esquecendo de olhar para Ele – que está no centro e que é O Essencial. Sem Ele, lutar não tem sentido, não vale a pena, tudo aqui não passaria de debates orgulhosos e vidas vazias. Sem essa sensibilidade – da qual muitas vezes fugimos por um salutar receio de virar “sentimentalistas” – podemos correr o risco de nos posicionarmos em um outro extremo, o da ditadura da razão [que é igualmente prejudicial]. Por isso parei. Olhei para Ele. Retomei a caminhada. E convido-vos hoje ao mesmo. A música é bonita, ajuda a elevar a alma a Deus. Dediquemos um instante a fitá-Lo. Afinal, como diz uma outra canção “o tempo esconde o que é eterno”.


Há dois dias eu postei aqui a Profissão de Votos Perpétuos do Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom. Hoje, por acaso, deparei-me com o vídeo de uma Profissão Solene feita por um irmão da Ordem de São Bento no Mosteiro daqui de Fortaleza. O vídeo é curto, o ritual é simples, mas a atitude do que postula entregar-se irrevogavelmente a Deus é algo que realmente toca. Ademais, não sei se é impressão minha mas, todas as vezes em que eu vejo um frade ou um monge – como é o caso – revestido d0 hábito com o capuz cobrindo a cabeça, alegro-me sobremaneira! Parece-me um sinal de respeito muito grande. Assim era no Antigo Testamento: os homens cobriam o rosto para denotar sua profunda indignidade perante Aquele que era, que é, e que sempre será. Assistam.

 

I – A psicóloga

 

Recebi por e-mail uma Carta Aberta da lavra da Drª Rozangela Justino. Em dado trecho, ela mostra o tratamento que o movimento gayzista – instaurado na sociedade brasileira e infiltrado nos conselhos regionais de psicologia – reserva a quem discorda [e procura sanar] a abominável, e anti-natural, prática homossexual. Assim desabafou a Drª Rozangela:

Infelizmente, ao longo dos anos, os psicólogos têm  mantido os mesmos administradores, os que de forma totalitária  me condenaram a Censura Pública, simplesmente porque apoiava pessoas que voluntariamente desejavam deixar a homossexualidade. Além de me condenarem, me colocaram em situação de risco, pois recebo constantemente, ameaças dos ativistas do movimento pró-homossexualismo, obrigando-me a não receber mais pacientes novos, desconhecidos, e com isso, aos poucos, estou fechando as portas dos meus consultórios, devido ao risco quanto a minha integridade pessoal.

 

Lamentável. Que Deus dê coragem a Drª Rozangela.

 

II – O médico

 

Comoventes, porque belas, as declarações que deu o Dr. Patrizio Polisca ao L’Osservatore Romano. Dr. Polisca foi médico de João Paulo II e agora cuida da saúde de S. Santidade, o Papa Bento XVI, . A ACI publicou alguns trechos da entrevista, entre os quais destaco:

“Minha vida profissional sempre esteve em torno do trabalho realizado com sentido cristão”.

“Posso dizer que não posso pensar em minha vida sem a responsabilidade em relação ao Papa e à Igreja. Eu a vivo com uma grande alegria e compartilho-a com minha família. O resto é um sonho feito realidade: exercitar a profissão médica e ter a possibilidade de fazê-lo em uma dimensão que sempre é a minha: a cristã, ao máximo de sua expressão terrena”.

“Compreendi meu sentido de pertença à Igreja de Cristo, tomei consciência do que significa servir o Papa e, através dele, a Igreja”.

Como já comentei, estou trabalhando, temporariamente, na cidade de Fortaleza. Hoje, após ir à missa, peguei o Jornal e me deparei com este artigo maravilhoso no Jornal Diário do Nordeste. É bom que os laicistas inveterados o leiam e se conscientizem da profundidade das raízes católicas no Brasil, sobretudo no Nordeste do país. Às vezes me pergunto por que a defesa da cultura indígena ou negra é feita de forma tão enérgica (encarada por alguns como “obrigação”), e a defesa da Cultura Católica – que plasmou de maneira muito mais significativa a sociedade brasileira – deve ficar na obscuridade? Doa a quem doer ainda somos a Terra de Santa Cruz!

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Santificados

Monsenhor Quinderé, figura das mais simpáticas do mundo religioso de nossa terra, tem seu nome perpetuado em rua da Aldeota.

 

A tradicional religiosidade da gente cearense motivou, desde tempos remotos, bairros, avenidas, praças e ruas com nomes de santos ou de algo relacionado à religião, às vezes, leves referências. Exemplos: o antigo bairro Alagadiço mudou para São Gerardo; o popular Pirambu, embora muita gente o chame assim, oficialmente é Nossa Senhora das Graças. Piedade, sempre foi assim, da mesma forma que o bairro de Fátima. Santa Terezinha situa-se no antigo Arraial Moura Brasil. E têm os bairros São João do Tauape, Pio XII e João XXIII.

A Praça Dom Pedro II, popularmente chamada Praça da Sé, era, no passado, o Largo da Matriz; a Praça dos Mártires, mais conhecida como Passeio Público, era o Largo da Misericórdia. E têm as praças do Carmo, São Sebastião e Cristo Redentor. Onde foi o Boulevard da Conceição hoje é a Avenida Dom Manuel; a Avenida Duque de Caxias era o Boulevard do Livramento. A antiga Rua do Seminário agora é Avenida Monsenhor Tabosa. E têm as avenidas Monsenhor Salazar, 13 de Maio e Padre Ibiapina.

A atual Rua Pedro Pereira era Travessa de São Bernardo, a Rua Meton de Alencar era Travessa de São Sebastião. A Rua São José era Beco das Almas, a Rua Conde D´Eu era Rua da Matriz, a Rua 24 de Maio era Rua do Patrocínio, a Rua Tereza Cristina era Rua Santa Tereza, a Rua Princesa Isabel era Santa Isabel, a Rua Rodrigues Júnior era Rua da Glória, a Rua Dr. João Moreira era Travessa da Misericórdia. E têm as ruas Santo Antônio, Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora de Lourdes.

Padres que foram homenageados nominando ruas de Fortaleza: Anchieta, Mororó, Roma, Frota, Antonino, Quinderé, Francisco Pinto, Luiz Figueiras, Cícero, Monsenhor Catão, Cônego Rosa, Frei Mansueto. No passado, a atual Rua Pereira Filgueiras era Rua do Paço, alusão ao Palácio do Bispo. Ah, ia esquecendo, a antiga Travessa das Belas é a atual Rua São Paulo. E tem a Rua Assunção, homenagem a padroeira de nossa Capital. A Rua Rufino de Alencar, aquela via estreita que liga a Praça da Sé à Praça Cristo Redentor, era o Corredor do Bispo.

MARCIANO LOPES

 

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