maio 2010


Trago abaixo o primeiro capítulo do livro “O Inferno Existe”, escrito em 1897 e publicado em 1945. A autoria é do Servo de Deus, o padre André Beltrami, SDB. Quão rica é necessária é essa argumentação! Quão importante é recordar esta verdade da nossa Fé!

CAPÍTULO I

A revelação divina demonstra a existência do inferno

Não há verdade tão inculcada na Sagrada Escritura como a da existência do inferno. Escritores inspirados falam dêle continuamente, para que os homens, horrorizados com as penas que aí se sofrem abandonem o vício e se dêem à prática da virtude.

Os protestantes, que de nossa santa religião negaram quase tôdas as verdades mais difíceis de crer e praticar não souberam desfazer-se do dogma do inferno, pelo fato de ser frequentemente recordado nas Sagradas Letras. Por êste motivo, uma senhora católica, importunada por dois ministros protestantes a passar para a reforma, saiu-se com esta sensata resposta: – “Senhores, fizestes na verdade uma bela reforma, suprimistes o jejum, a confissão, o purgatório; infelizmente, porém, conservastes os inferno. Tirai também êste e eu serei dos vossos.”

Para não multiplicarmos as citações, deixaremos o Antigo Testamento e viremos logo ao Evangelho, para ouvir a palavra de Jesus Cristo, que por bem quinze vezes proclama êste lugar de tormentas. E para causar em nós um temor salutar e dar-nos uma idéia justa do inferno, Êle o chama fogo inextinguível, trevas exteriores, onde haverá pranto e ranger de dentes, lugar de tormentos, fornalha de fogo, geena de fogo.

A geena era um vale perto de Jerusalém, onde alguns maldosos hebreus apóstatas de sua religião, sacrificavam a Moloc os tenros filhos, expondo-os antes ao fogo. O piedoso rei Josias, para abolir êsse bárbaro costume, fêz aterrar o vale, ordenando que se lançasse aí a imundície da cidade e os cadáveres aos quais fosse negada a sepultura; e como medida profilática, conservava-se sempre aceso o fogo. O nosso Divino Salvador, para tornar mais sensível a idéia do inferno, tomou a imagem dêsse vale, que os hebreus abominavam, dando-lhe precisamente o nome de geena.

Na parábola do rico epulão, tão fecunda de ensinamentos e que é tão importuna aos ricos gozadores do mundo, Jesus nos ensinou que o mau uso das riquezas conduz inevitàvelmente ao inferno, enquanto as dificuldades e as privações suportadas por amor de Deus levam ao lugar de eterna felicidade.

“Havia um homem rico, que se vestia de púrpura, e de linho e que todos os dias se banqueteava esplendidamente. Havia também um mendigo, chamado Lázaro, o qual coberto de chagas, estava deitado à sua porta, desejando saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico, e ninguém lhas dava; mas os cães vinham lamber-lhe as chagas.

“Ora, sucedeu morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico, e foi sepultado no inferno. E, quando estava nos tormentos, levantando os olhos, viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio; e, gritando disse: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo, para refrescar a minha língua, pois sou atormentado nesta chama. E Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te que recebeste os bens em tua vida e Lázaro, ao contrário, males por isso êle é agora consolado e tu és atormentado. E, além disso, há entre nós e vós um grande abismo; de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de aí passar para cá. E disse: Rogo-te pois, ó pai, que mandes à casa de meu pai. Pois tenho cinco irmãos para que os advirta disto e não suceda virem também êles para êste lugar de tormentos. E Abraão disse-lhe: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Ele, porém disse-lhe: Não, Pai Abraão, mas se algum dos mortos for ter com êles, farão penitência. E êle disse-lhe: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco acreditarão ainda que ressuscitaste algum dos mortos”. (S. Lucas, XVI, 19-31).

Eis aí descrito com vivas côres aquêle reino de dor, onde um fogo abrasador e horrível atormentará sem um instante de trégua o mísero condenado: uma gôta, só uma gôta de água pedia o epulão para mitigar os ardores insuportáveis da sêde, e essa gôta foi-lhe negada sem dó! Ai! quem de vós, branda aos ímpios o Profeta Isaías, cheio de espanto, quem de vós poderá habitar nesse fogo devorador? nesses ardores sempiternos?

Ao final da parábola, acena-se à repugnante incredulidade de tantos infelizes que vivem engolfados nos vícios, não fazendo caso das verdades eternas, nas quais não creriam nem mesmo se aparecesse algum réprobo para lhes atestar a existência do inferno. Qual não será o seu desespero ao verem-se um dia sepultados naquele abismo de tormentos, sem a mínima esperança de saírem de lá?

Alhures, Jesus Cristo descreve o juízo universal que êle fará no fim do mundo, e a sentença de eterna condenação que pronunciará contra aqueles que não praticarem as obras de misericórdia para com os seus irmãos, e que serão precipitados no fogo inextinguível, preparado para o demônio e seus sequazes. Quanto temor não causa à alma a consideração dêste trecho do Evangelho! Ah! se os libertinos, que negam com tanto atrevimento a vida futura, refletissem um pouco, certamente mudariam de vida! Fruto desta meditação foi aquela poesia tão sublime do Dies irae, que é o gemido de uma alma tôda compenetrada do terror do juízo divino e da sorte eterna que a espera depois.

“Quando vier o Filho do homem na sua majestade, e todos os anjos com Ele, então se sentará sôbre o trono da sua majestade, e serão tôdas as gentes congregadas diante dêle, e separará uns dos outros como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda.

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sêde, e destes-me de beber; era peregrino e recolhestes-me; nu, e me vestistes; enfêrmo, e me visitastes; estava no cárcere e fostes visitar-me. Então lhe responderão os justos, dizendo: Senhor, quando é que nós te vimos faminto e te demos de comer; sequioso e te demos de beber? E quando te vimos peregrino, e te recolhemos; nu, e te vestimos? Ou quando te vimos enfêrmo, ou no cárcere e fomos visitar-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Na verdade vos digo que tôdas as vezes que vós fizestes isto a um dêstes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno que foi preparado para o demônio e para os seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sêde, e não me destes de beber; era peregrino, e não me recolhestes; nu, e não me vestistes; enfêrmo e no cárcere e não me visitastes. Então êles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando é que nós te vimos faminto, ou sequioso, ou peregrino, ou nu, ou enfêrmo, ou no cárcere, e não te assistimos? Então lhes responderá, dizendo: Na verdade vos digo: tôdas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequeninos, a mim não o fizestes. E êstes irão para o suplício; e os justos para a vida eterna.” (S. Mateus, XXV, 31-46).

E para tornar entre o povo mais familiar, diria quase visível o pensamento do inferno, usa a comparação dos rebentos e da videira.

“Eu sou a videira e vós os rebentos. O que permanece em mim e eu nêle, êsse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como o rebento, e secará, e enfeixá-lo-ão, e o lançarão no fogo, e arderá.” (S. João, XV, 5-6).

Falando depois, dos escândalos, o nosso bendito Salvador, de ordinário cheio de doçura e mansidão toma um tom terrível e os ameaça de condenação eterna.

“Ai do mundo por causa dos escândalos! Porque é necessário que sucedem escândalos; mas ai daquele homem pelo qual vem o escândalo! E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor te é entrar na vida manco, do que, tendo duas mãos, ir para o Inferno, para o fogo inextinguível, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga.

E se o teu pé te escandaliza, corta-o; melhor te é entrar na vida eterna coxo, do que, tendo dois pés, ser lançado no inferno, num fogo inextinguível, onde seu verme não morre, e o fogo não se apaga.

“E se o teu ôlho te escandaliza, lança-o fora; melhor te é entrar no reino de Deus sem um ôlho, do que tendo dois, ser lançado no fogo do inferno, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. Porque todo o homem será salgado pelo fogo, e tôda vítima será salgada com sal”. (S. Marcos, IX, 42-48).

Santo Tomaz explica que êsse verme que não morre é o remorso da consciência, que para sempre há de atormentar o condenado no inferno; remorso pelo grande bem que perdeu, êle que tinha tantos meios de se salvar.

A expressão será salgado pelo fogo significa que, assim, como o sal conserva as coisas, assim o fogo, no qual os condenados serão imersos, ao mesmo tempo que crucia atrozmente os conserva sempre em vida. Aí o fogo consome, diz S. Bernardo, para conservar sempre. Neste trecho faz-se alusão manifesta aos sacrifícios legais que os hebreus tinham sempre diante dos olhos, e onde estava prescrito que se aspergisse com sal a vítima que era oferecida a Deus: na verdade, os condenados são como vítimas da divina justiça.

Eis como Jesus Cristo, prevendo os assaltos que os incrédulos e libertinos dariam ao dogma do inferno, o proclama continuamente no Evangelho. Quanto a nós, permaneçamos inabaláveis em nossa crença, certos da existência do inferno, como da existência do sol, da lua e das outras coisas que nos rodeiam. Deus nô-lo revelou e ensina por meio da Igreja, e a palavra de Deus não falha.

Dia do Sonho - participe!

Dia do Sonho - participe!

Um Kyrie cantado no Oriente. Diferente mais bonito 🙂

Agora um Kyrie gregoriano. Soleníssimo!

Um Kyrie da Igreja Húngara. Curioso.

Agora um kyrie carismático brasileiro. Emotivo.

Por Adriana Rocha


Chegar pontualmente a um compromisso marcado com outrem, ainda quem seja apenas uma atividade de lazer, demonstra respeito e consideração para com o próximo. Analogamente, cumprir horários estabelecidos por nós mesmos para nossas atividades, ainda que corriqueiras, é sinal de compromisso com nosso futuro.

A boa administração do tempo nos torna mais eficientes e nos dá ânimo na medida em que passamos a perceber quantas coisas podemos fazer a despeito deste recurso tão escasso. Por permitir que utilizemos com mais frequência nossas habilidades, nos livra do atrofiamento reservado aos preguiçosos e bagunçados.

Atrofiam-se as habilidades porque não exercitadas.

Atrofiam-se os anseios, as ambições, pois tudo parece dar muito trabalho e não há tempo suficiente.

Atrofia-se a alma, que perde o desejo de ir além.

Se a vida cristã é luta, devemos ser como soldados. Tal como eles, precisamos acordar na hora, mesmo quando achamos cedo demais. Ficar atentos na madrugada, mesmo que estejamos fatigados de um dia inteiro. Obedecer, mesmo contra nossa vontade. Mesmo que nos seja impossível compreender os planos do general…

E o nosso primeiro inimigo se encontra logo ali, do outro lado do espelho. Precisamos nos vencer diariamente, fazer o que tem que ser feito, sem ceder aos caprichos dos sentidos, que sempre desejam um pouco mais do que é completamente dispensável.

Por certo alguns perguntarão: como posso vencer-me se eu e meu inimigo temos, por óbvio, as mesmas forças? E respondo: não estamos sozinhos nesta luta. “Eis que estarei convosco até o fim dos tempos”. Podemos confiar que Cristo está conosco. Mais, como no Cenáculo, Maria se une a nós em oração e o Paráclito nos dá coragem.

Com tamanhos Aliados e sob o comando do Pai Onipotente, resta-nos aderir com toda a nossa vontade e de todo o coração a esta gloriosa batalha, visando tão sublime prêmio: a Vida Eterna.

Nessas andanças pela internet a gente encontra cada coisa realmente inacreditável. Nessas horas a gente entende porque é que São Paulo profetizou nos alertando para o fato de que alguns se apartariam da verdade, e atirar-se-iam às fábulas [2Tm 4, 4]. Explico: procurando um texto sobre a Santíssima Trindade, cuja solenidade a Igreja celebrará no próximo domingo, acabei caindo, por engano, nesta página gnóstica. É das mais esdrúxulas possíveis. Eu ria [e estou rindo até agora] para não chorar com essa deturpação monstruosa que o gnosticismo maquiavelicamente elaborou: prostituíram completamente a doutrina acerca da Trindade Santa. Bem, enquanto os insensatos tramam e conspiram contra o Senhor, ri-se deles o Altíssimo [Sl 2,4]. Assim diz o salmo, e assim façamos para bem imitar Deus :).

O tosco site no qual eu caí de pára-quedas falava em uma “Presença Eletrônica de Deus” [acreditem: estou me contorcendo de rir enquanto escrevo!]. Partindo de uma imagem [horrorosa, diga-se de passagem] da Trindade Santa, começa-se a dar detalhes dessa “presença” e a enunciar as implicações dela em nós seres humanos.  Descobri, pasmo, que somos dotados de um “Corpo Causal” onde, pelo que entendi, se acumulam aquilo que nós, católicos, chamamos de méritos. Além disso, descobri que possuímos um “Manto de Luz Branca” que nos envolve e protege dos “pensamentos e sentimentos que vagueiam na atmosfera da terra”. Serão esses que mencionamos quando rezamos a São Miguel pedindo que subjugue os “espíritos malignos que andam pelo mundo a fim de perder as almas”?. Bem, talvez. Aí chega na parte das orações [continuo rindo de maneira incontinenti :)]: ensinam que você – que tem a Grande Presença Divina dentro de si – pode associar às palavras “Eu sou” algum pensamento construtivo [ou positivo, como queiram]. E então recomendam os seguintes “apelos” [faço questão de transcrever na íntegra porque não posso deixar de compartilhar algo tão cômico com os meus caros leitores. Vocês também têm direito de rir até se borrar]:

APELO À PROTEÇÃO DO MANTO DE LUZ BRANCA

EU SOU – EU SOU – EU SOU a Vitoriosa Presença do Onipotente Deus que agora me envolve no meu chamejante e brilhante MANTO DE LUZ BRANCA, mantendo-me invisível e invulnerável a toda criação humana – agora e para sempre! (Visualizai isto em volta de vós)


FOGO VIOLETA

EU SOU (três vezes) a Vitoriosa Presença do Onipotente Deus que chameja o FOGO VIOLETA DO AMOR PELA LIBERDADE através de cada partícula de meu ser e em meu mundo. Selai-me num pilar de Fogo Sagrado e TRANSFORMAI, TRANSFORMAI, TRANSFORMAI na Pureza, Liberdade e Perfeição todas as criações humanas existentes em mim e em minha volta, bem como as que são enviadas contra meu ser.


PODEROSO MANDAMENTO DE JESUS

“EU SOU” a ressurreição e a vida de minha perfeita saúde! “EU SOU” a ressurreição e a vida de minha ilimitada força e vigor! “EU SOU” a ressurreição e a vida de minha abundância em dinheiro e de todas as coisas boas! “EU SOU” a ressurreição e a vida de minha realização do Plano Divino!


E aí? Dá para abandonar a Fé dos Apóstolos e ficar com essas invenciones toscas? E ainda têm gente que acredita nisso! Francamente. Quem dera esse tal “fogo violeta” realmente se espalhasse e começasse a mostrar a Real Presença do Onipotente…

Membros do Movimento Regnum Christi no México criaram recentemente um blog para “contribuir responsablemente en la renovación de nuestro llamado a vivir con autenticidad y coherencia un estilo de vida cristiano que contribuya al bien de todas las personas con las que nos encontramos y servimos a través de nuestra propia vida y de los apostolados que promovemos ya sean dirigidos por el Movimiento o por otras personas e instituciones de la Iglesia y de la sociedad”. Bem- vindos à blogosfera católica! Cliquem e confiram!

Dias atrás estávamos comemorando a aprovação do PL 478/07 [Estatuto do Nascituro] na Comissão de Seguridade Social e Família [CSSF] da Câmara dos Deputados. Naquele momento não havia chegado ao meu conhecimento ainda a lista dos parlamentares que votaram contra ou a favor do projeto.  Hoje a equipe do Nascer é um Direito publicou essa relação. Ei-la:

Favoráveis ao Estatuto:
Solange Almeida PMDB/RJ (Relatora)
José Linhares PP/CE
Vadão Gomes PP/SP
Antonio Cruz PP/MS
Camilo Cola PMDB/ES
Fátima Pelaes PMDB/AP
Luciana Costa PR/SP
Neilton Mulim PR/RJ
Paes de Lira PTC/SP
Takayama PSC/PR
Wilson Braga PMDB/PB
Lael Varella DEM/MG
Raimundo Gomes de Matos PSDB/CE
João Campos PSDB/GO
Leandro Sampaio PPS/RJ
Antonio Bulhões PRB/SP
Manato PDT/ES
Ribamar Alves PSB/MA
Dr. Talmir PV/SP
Henrique Afonso PV/AC
Miguel Martini PHS/MG

Contrários ao Estatuto:
Darcísio Perondi PMDB/RS
Henrique Fontana PT/RS
Jofran Frejat PR/DF
Arlindo Chinaglia PT/SP
Dr. Rosinha PT/PR
Pepe Vargas PT/RS
Rita Camata PSDB/ES
Jô Moraes PCdoB/MG

Notem: Ninguém de Pernambuco [nem contra, nem a favor]. Entre os que foram contrários ao PL 478/07 4 petistas. Nada de novo sob o sol… Gravem os nomes para que não se reelejam.

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