I – A defensora da morte

O caso provocou uma celeuma sem tamanho no meio pró-vida: uma senhorita que, supostamente, trabalha na Defensoria Pública do Estado de São Paulo postou no Twitter a seguinte frase (ipsis literis):

“Na sexta-feira tive o prazer de entregar um alvará autorizando o aborto de um feto anencéfalo. Coisas que só a Defensoria Pública faz por vc”.

Criticada de todos os lados, a tal nanda_morelli, parece não ter suportado a pressão e bloqueou a visualização pública de seu perfil. Mas o Wagner Moura já havia printado a tela, de forma que não há como apagar os vestígios da tosca afirmação que ela fez 😉 Sem prejuízo de tudo aquilo que já foi comentado, quero ajuntar três observações que julgo pertinentes:

i)                  Parece que há abortistas infiltrados na Defensoria Pública e concentrados em atuar na defesa do aborto. Não seria o caso de os autênticos pró-vida fazerem uma presença mais intensa neste organismo do judiciário, com o intuito de defender a vida? Porque esse tal alvará concedido foi um dos que veio a público. E quantos mais foram emitidos sem que tivéssemos conhecimento?… De agora por diante, olho na defensoria!

ii)         Rezemos pela alma do bebê anencéfalo que teve a vida ceifada graças à iníqua autorização de um juiz cuja toga encontra-se enlameada de sangue. Que o Senhor, Justo Juiz, tenha misericórdia de ambos.

iii)            No fim das contas, a senhorita Amanha Morelli, através do seu estúpido comentário, acabou nos fazendo um favor: abriu-nos os olhos para a atuação sorrateira e imoral da Defensoria Pública em matéria de defesa do Direito à Vida. Obrigado, Amanda.

II – Duloren, uma batalha ganha!


Recebi do Pe. Mateus Maria, FMDJ, o seguinte e-mail (reproduzo-o na íntegra):

Ontem mesmo já obtivemos a decisão, o anúncio agressivo contra nós católicos, foi retirado das mídias sociais, isto mostra que nós não podemos nos calar diante das afrontas contra a nossa fé CATÓLICA.

http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/duloren-divulga-comunicado-anuncio-pedofilia-577335.html

Duloren divulga comunicado sobre anúncio contra pedofilia

Em texto, marca esclarece que não teve intenção de ofender a Igreja em campanha

São Paulo – A Duloren, junto à agência Agnelo Pacheco, divulgou comunicado para esclarecer que não teve intenção de ofender a Igreja Católica em sua nova campanha publicitária. A peça em questão trazia uma modelo de lingerie na praça de São Pedro, no Vaticano. A moça, em primeiro plano, mostrava um crucifixo para um homem de costas (que aparenta ser um padre, por conta da roupa e do ambiente), acompanhado da frase ‘Pedofilia. Não’.

No comunicado, a marca explica que não teve como objetivo ferir crenças religiosas ou fazer críticas a padres ou ao Vaticano. A Duloren também afirma que está retirando o anúncio das mídias sociais (Orkut, Facebook e Twitter) e vai suspender a veiculação nos mais de 20 mil pontos-de-venda do País.

Veja o comunicado na íntegra:

“Campanha contra a pedofilia”

A Duloren junto a Agnelo Pacheco, agência parceira para criação de suas campanhas, esclarece que em nenhum momento houve intenção de ofender a Igreja em sua nova campanha publicitária. Pelo contrário: tanto a marca, quanto a agência, apóiam as instituições religiosas e estão engajadas na luta contra a pedofilia em qualquer instância da sociedade.

O intuito deste anúncio é fazer um repúdio a todo e qualquer caso de abuso sexual contra crianças e adolescentes, uma vez que o assunto tem sido abordado com frequência em recentes reportagens publicadas pela imprensa mundial. Além disso, a Itália foi escolhida como cenário para as novas imagens devido à beleza das locações.

Assim, a campanha não tem como objetivo ferir crenças religiosas ou fazer críticas a padres ou ao Vaticano. Por isso, a marca está retirando o anúncio das mídias sociais (Orkut, Facebook e Twitter) e vai suspender a veiculação nos mais de 20 mil pontos de venda do país.

A Duloren e a Agnelo Pacheco estão constantemente preocupadas em defender causas importantes para as mulheres e para a sociedade. A marca já realizou campanhas contra todo e qualquer abuso sofrido pelas mulheres, em prol dos direitos femininos e, ainda, focadas em outros problemas sociais, como as campanhas contra as queimadas e pela preservação do meio ambiente.

Por fim, as empresas lamentam se o anúncio foi entendido de maneira equivocada e ofensiva, e reiteram que jamais tiveram esta intenção.

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[O artigo abaixo é da lavra de D. Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife. Foi publicado no Jornal do Commércio, em sua edição de 18.04.2010. Tendo sido interpelado pela imprensa e pelos católicos por sua “falta de clareza” em uma entrevista concedida ao Diário de Pernambuco, D. Fernando procurou – com este artigo – corroborar o seu posicionamento [já destacado em Nota de Esclarecimento] acerca do aborto e da pedofilia. Sua Excelência demonstra total adesão à Doutrina Moral da Igreja que, como todos sabem, é veementemente contra o aborto e a pedofilia].


Dois assuntos polêmicos têm aparecido na mídia nos últimos dias: aborto e pedofilia na Igreja. Aborto, por conta da menina de 10 anos, grávida do seu padrasto que vinha mantendo relações sexuais com a criança. Pedofilia, devido aos escândalos internacionais e nacionais publicados nos últimos meses.

Com relação ao primeiro caso, que também é conseqüência de pedofilia, é do conhecimento de todos a posição da Igreja que, em hipótese alguma, aceita o aborto, posição esta com o que estou de acordo plena e incondicionalmente. Em nosso País, é legalmente permitido o aborto em casos específicos. A Igreja não concorda com essa lei, pois vai de encontro à suprema lei de Deus, que é o autor da vida e somente a Ele cabe tirá-la.

Fui, insistentemente, procurado pela imprensa local, para falar sobre o pensamento da Igreja, no caso da menina de Jaboatão dos Guararapes, grávida aos 10 anos de idade. Como bispo, expressei então o meu pensamento em defesa da vida, não admitindo o aborto, em nenhuma circunstância. No caso específico desta criança, a gravidez poderia ter sido levada adiante, com os devidos cuidados médicos, até o momento do parto cesariano, no esforço de preservar a vida do bebê e da mãe. Certamente, não faltaria família que adotasse a criança, caso a avó e a mãe assim desejassem. Lamentei, profundamente, o desfecho do caso.

Quanto à questão da presença da pedofilia na Igreja, parece até que está havendo uma orquestração com o intuito de manchar a imagem de uma milenar instituição de grande confiança popular. É claro que nos envergonham os fatos vindos à tona, mesmo sendo, a maioria deles, “requentados” como dizia nosso irmão Frei Aloísio Fragoso, em artigo recente.

A pedofilia na Igreja, uma vez comprovada, deverá ser combatida com urgência e determinação para evitar maiores prejuízos. O que não se admite é querer colocar como causa o celibato religioso e sacerdotal, exigido pela Igreja para os que se consagram. O celibato é uma vocação, dom de Deus, assumido espontaneamente para que haja total disponibilidade para o serviço do reino. Não é a Igreja que acolhe pedófilos. Estas pessoas com disfunções psicológicas ingressam na Igreja e, no celibato, tentam encobrir suas tendências e maus hábitos.

É sabido que apenas 0,6% do total dos padres, em todo o mundo, estão envolvidos em problemas desta natureza. É preciso render graças a Deus pela grande maioria de presbíteros que edificam a Igreja por uma vida santa. Por outro lado, é necessário entender que este problema não está apenas na Igreja Católica. É um problema social muito grave que se encontra em todas as esferas da sociedade. Com isto, não desejamos absolutamente amenizar nossa culpa.

Os padres são líderes espirituais e, como tal, deveriam dar o bom exemplo e não escandalizar. É lamentável, sobretudo, a pressão que tem sido feita à pessoa do santo padre, acusando-o de acobertar casos de pedofilia, quando arcebispo na Alemanha ou presidente da Congregação da Doutrina da Fé em Roma. Exatamente Bento XVI, que tem demonstrado grande sensibilidade para estas questões, escrevendo orientações para as Igrejas em todo o mundo ou dialogando e indo ao encontro das mais envolvidas, como Estados Unidos e Irlanda.

A Igreja tem passado, ao longo da história, por muitas tribulações e esta não será a última. Ela é formada por homens e mulheres cheios de virtudes e também de pecados. Acima de tudo, porém, está a graça de Deus que a guia pela ação do Espírito Santo. É preciso, então, levantar a cabeça e seguir adiante, esforçando-se para corrigir os erros e crescer na santidade, dom mais precioso de Deus, que recebemos no batismo.

O Pe. Alexandre Paciolli, Legionário de Cristo, foi brilhante nesta homilia: partindo do episódio da traição de Judas, padre Alexandre demonstrou que a postura dos católicos frente ao pecado de alguns sacerdotes [notadamente, perante o horrendo pecado da pedofilia] deve ser a de concentrar-se “nos onze que foram fiéis, e não no único que traiu”. “O rosto autêntico da Igreja é a santidade”, disse ele. Com exemplos da vida de São Francisco de Sales e de São Francisco de Assis, padre Paciolli mostrou que convém conservar o devido respeito aos eleitos de Deus, rezando sempre por sua fidelidade. Assim agiram os santos. Na homilia, ele também combate a visão distorcida com que a imprensa apresenta alguns fatos à população. Não deixem de assistir às duas partes: é realmente uma pregação boa e necessária de se ouvir.

Reproduzo aqui, integralmente, um texto que recebi por e-mail. A autoria é de Artur Rosa Teixeira, um escritor português, não católico. A ressalva inicial, em itálico, é da pessoa que me encaminhou o e-mail – e eu a subscrevo na sua totalidade. O artigo é uma demonstração de que a honestidade intelectual que falta a muitos sobra em alguns… Ao lê-lo percebe-se que não é preciso ser católico para intuir que alguns [muitos, na verdade] meios de comunicação, com a perniciosa campanha difamatória que têm perpetrado contra o Santo Padre e contra a Igreja de Cristo, tem se afastado muito do papel jornalístico que deveriam desempenhar. Interesses escusos editam as manchetes… Frise-se: que o texto foi inicialmente divulgado em um site que servira de porta voz aos comunistas

Escritor português não católico defende a Igreja e o Papa


O artigo abaixo é de Artur Rosa Teixeira, escritor português não católico. O texto foi publicado ainda no site do Pravda, jornal russo, outrora porta-voz do comunismo mundial. Não subscrevo todas as posições do autor, mas pareceu-me muito razoável no conjunto. A Providência sempre a nos surpreender e a nos consolar nesta hora tenebrosa.

QUANDO SE CONFUNDE A ÁRVORE COM A FLORESTA

Muitas das notícias que nos chegam, no seu afã de propaganda ideológica encapotada, contêm o erro fundamental de confundir a árvore com a floresta… sobretudo quando o objetivo é denegrir.

Ou seja, a partir de um caso isolado, de preferência de contornos escabrosos, generaliza-se de forma a induzir o leitor a pensar que todo o conjunto é da mesma natureza. Tal generalização obviamente tem conotações ideológicas e obedece a uma agenda política que visa desconstruir a Sociedade Tradicional e todas as suas instituições seculares para impor uma Nova Ordem Mundial à feição dos sinistros interesses da Oligarquia Internacional, a mesma que manobra os mercados financeiros e através destes, controla em grande parte a Economia Planetária. Referimo-nos aos casos de Pedofilia no seu seio da Igreja Católica recentemente midiatizados pelas Agências Internacionais de Notícias.

De fato as recentes notícias de Pedofilia, que envolve sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia Católica, muito para além da objetividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral. Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua “bondade” até entre os não católicos como nós. Embora discordando da doutrina da ICAR, em alguns aspectos, reconhecemos no entanto a importância capital do seu papel na nossa História, na defesa dos valores éticos que informam a nossa cultura judaico-cristã e a sua ação social meritória em prol daqueles que têm sido vítimas da usura e da ganância da Oligarquia Internacional, que é afinal a mais interessada em destruir o Catolicismo e a Religião em geral, já que constituem um obstáculo sério à consecução do seu objetivo final, que é o de reduzir a Humanidade à condição de escravos robotizados.

Ressalvamos, antes que nos confundam estar a defender a Pedofilia, que ao fazermos a defesa da Igreja Católica não estamos a justificar a ação ignominiosa de homens que esqueceram de todo a sua mais elementar obrigação de sacerdotes, o respeito pelo próximo, sobretudo o mais fraco, como é a criança órfã, carente do afeto de uma verdadeira família.

Um dos aspectos que nos leva a desconfiar da “boa vontade” destas notícias é o fato de focalizarem em exclusivo os casos de Pedofilia de clérigos católicos, quando se sabe que este vício é transversal à sociedade. Encontramo-lo em todos os estratos sociais e até nas famílias. O pedófilo é em princípio muito próximo da vítima e da sua confiança, ou seja, não é um estranho… podendo ser até um pai, um tio, etc. Quando se argumenta que os padres devido ao celibato a que estão obrigados são mais propensos à pederastia, como insistentemente se procura justificar a tentação dos abusos sexuais, esquece-se que o pederasta nem sempre é solteiro e muitas vezes é tido como “bom” chefe de família, portanto uma pessoa aparentemente normal.

Outro detalhe que indicia que está em marcha uma campanha de desmoralização da ICAR, é o fato das notícias sobre a Pedofilia no seu seio surgirem como cogumelos que nascem a cada manhã, confundindo-se o número das vítimas com o dos pedófilos, parecendo que estes são tantos como um exame de abelha… Quase a totalidade da hierarquia católica… Evidentemente que isto não desculpabiliza os autores dos abusos sexuais. Na verdade as vítimas são muitas, porém os abusadores denunciados não passam de uma diminuta minoria. Do mal, melhor… Até se tivermos em linha de conta a estatística nos USA, o número de vítimas nas instituições católicas comparada com as restantes, nomeadamente no ambiente escolar civil, é muito superior, uma proporção de 157 para 1, num espaço de tempo de 52 anos, de 1950 a 2002. É obra, não? Tal desproporção mostra por outro lado, no caso norte-americano, como a Pederastia é um fenômeno social extensivo, ou seja, não se restringe a um sector específico da sociedade.

O caso da Casa Pia de Lisboa é também ilustrativo quanto à tipificação do pedófilo. Este orfanato do Estado Português, fundado nos finais do Século XVIII, pelo Intendente da Polícia Pina Manique, homem da confiança do Marquês de Pombal, com um processo de Pedofilia a decorrer, reúne mais arguidos suspeitos de abusos sexuais a menores que todos os casos mencionados recentemente na “mídia” para denegrir a imagem da ICAR. Estão indiciados pelo Ministério Público dez arguidos, incluindo uma cúmplice. Contudo há quem diga que a “farra sexual” naquele instituto envolve muito mais gente e bem graúda, uma vez que remonta há década de 80 do século passado e muitas das vítimas, hoje adultos, não estão dispostos a passar pelo tormento dos inquéritos policiais e menos ainda pela vergonha pública a que têm sido sujeitos os “putos casa pianos” diretamente envolvidos no processo. Há a ressaltar, em abono da verdade, que nem todas as acusações serão genuínas. Há quem se aproveite para extorquir dinheiro. Daí talvez a dificuldade de se apurar até onde vai a verdade e começa a mentira… quer de um lado, quer do outro. Acresce referir que problemas de sexualidade, como a sodomia e outros, sempre ocorreram em colégios internos, inclusive entre os internos, embora sejam severamente reprimidos, deixando marcas indeléveis para o resto da vida.

A fúria anticlerical do lobby laicista vai ao ponto de ressuscitar velhos casos como o do padre Lawrence Murphy, que remonta a 1975, para atacar insidiosamente o atual Papa e por essa via, a própria ICAR. A 25 de Março do corrente ano, o conceituado New York Times publicou uma matéria em que pretensamente acusa Bento XVI de encobrir o pároco de Milwaukee quando em 1995 o Papa ainda era Cardeal e responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé. É preciso ter muito ódio ao Catolicismo para 35 anos depois levantar tal questão… A denúncia é tanto mais insidiosa quando ignora de todo que aquele organismo tem como função específica vigiar os desvios doutrinários, heresias, pelo que nada tem com o Direito Canônico, que julga casos de indisciplina, como o são os atos que violam a castidade a que os clérigos estão obrigados. Ignora que o referido padre foi na oportunidade ilibado pelo Direito Civil, que não apurou provas da prática de Pedofilia sobre rapazes surdos que tutelava. Como ignora que a hierarquia católica manteve-o sob vigilância e o fez, não tanto pela suspeição de abusos sexuais em menores, mas por desvios doutrinários. Foi essa e só por essa razão que o então Cardeal Ratzinger, em 1995, o sancionou, tendo então limitado as suas funções pastorais. Quatro meses depois Murphy faleceu. Não cremos que aquele diário nova-iorquino desconhecesse em absoluto estes fatos. Daqui se conclui que existe má fé e em marcha uma campanha difamatória articulada mundialmente contra a hierarquia católica.

E compreende-se. O atual Sumo Pontífice, coerente com os princípios da Igreja Católica, tem desenvolvido uma tenaz resistência contra as propostas contra-natura e fraturantes, veiculadas por organizações laicas apostadas em impor uma visão sexista e hedonista da Sociedade, reduzindo o homem à sua condição animal para negar a sua dimensão espiritual. Tais organizações não surgiram obviamente por “geração espontânea”, nem vivem do ar… Foram criadas e são apoiadas à sorrelfa por Fundações ditas filantrópicas como a da família Rockfeller. Os interesses financeiros das mesmas estão ligados a um vasto leque de sectores econômicos, que vão desde a banca, o petróleo, a indústria farmacêutica, a indústria militar, etc, aos meios áudio visuais, incluindo a “mídia”, a qual evidentemente cumpre uma agenda ditada pela Elite Global à qual pertencem.

Ademais, quem postula que a Humanidade tem que ser reduzida a 1/3 da população atual e contribui para a miséria de milhões de seres humanos não pode ver com bons olhos a ação caritativa da ICAR, precisamente nas áreas onde a pobreza é mais sentida, coincidindo por vezes com subsolos ricos explorados por essa mesma Elite Global.
Há portanto uma intenção neste tipo de notícias, que vai muito além do desejo de informar… Se assim fosse não omitiam o mesmo fenômeno noutras instituições análogas. Mais, numa apreciação equilibrada da responsabilidade da ICAR na Pedofilia, deveriam referir os processos civis e canônicos que têm sido levantados aos clérigos acusados de abuso sexual a menores, seu desfecho, e não apenas publicar denúncias, que podem não ser genuínas, como se tem conhecimento em processos deste gênero.

Artur Rosa Teixeira

A propósito: Leiam o texto de um outro português, José Manuel Fernandes, indicado no site de Jorge.

As ponderações de Dom Henrique, bispo auxiliar de Aracaju, sobre pedofilia


Destaco:

“É preciso deixar claro o seguinte: o atual processo de secularização, de banalização do sagrado, da redução do sacerdócio a uma profissão e do padre a um fazedor de pastoral – esquecendo a ontologia mesma do sacerdócio, isto é, a essência, o ser mais profundo do padre, que pelo sacramento da Ordem torna-se um homem de Deus, um outro Cristo, um homem inteiramente consagrado “às coisas de Deus” -, é isto, precisamente, que leva ao relaxamento e ao enfraquecimento da vida moral de tantos padres”.

IPPF, ONU e folheto pornográfico


Esta semana, en las Naciones Unidas, la Asociación Mundial de Niñas Guías y Exploradoras presentó un panel en el que los adultos no fueron bienvenidos y durante el cual se permitió que la organización Planned Parenthood distribuyera un folleto titulado «Healty, Happy, and Hot» («Saludable, feliz y caliente»). La reunión se celebró en el marco de la sesión anual de la Comisión de la ONU sobre la Situación de la Mujer, que culminará esta semana.

El folleto, dirigido a las personas jóvenes que conviven con el SIDA, contiene información explícita y gráfica sobre el sexo, a la vez que promueve múltiples formas de relaciones sexuales casuales. En él se afirma: «Mucha gente piensa que el sexo es sólo una cuestión de coito vaginal o anal… Pero hay muchas otras formas de tener relaciones sexuales y muchos tipos de sexo. No hay una forma apropiada o inapropiada de tener sexo. ¡Simplemente pásala bien, explora y sé tú mismo!». El folleto luego anima a la gente joven a «Mejorar la vida sexual conociendo el propio cuerpo. ¡Juega contigo! La masturbación es una gran forma de conocer más acerca de tu cuerpo y de lo que te estimula más sexualmente. Combina las cosas, probando diferentes formas de tocarte, de muy suave a dura. Habla de tus fantasías o represéntalas. Díles cochinadas».

A matéria completa encontra-se no Religion en Libertad.

Lula, o imperialista


“Los planes de Lula para apoderarse de Cuba cuando muera Castro”. Será? Não duvido nada…


Los británicos renuncian a “Big Brother” tras una década de seguirlo semanalmente

A notícia é antiga, mas talvez sirva para chacoalhar um pouco a apatia dos brasileiros que ainda dão atenção a este tipo de programação:

Los británicos ya no podrán ver más “Gran Hermano”. Channel 4, la cadena que emite este ‘reality show’ hasta la fecha, pretende deshacerse de él argumentando fundamentalmente razones “creativas”.

El caso británico no es representativo en absoluto de “Gran Hermano” en el mundo, donde el formato continúa obteniendo un magnífico seguimiento en multitud de países, entre ellos España, que en breve estrenará su undécima edición en Telecinco como su reality show más exitoso.

[…]

El director de programación de la cadena, Kevin Lygo, ha señalado que la decisión de poner fin a este espacio, en un principio presentado como un experimento social que analizaría el comportamiento humano, “responde más a cuestiones creativas que comerciales”.

I – D. Claúdio Hummes e o celibato

 

Sua Eminência, o cardeal brasileiro Claúdio Hummes, disse – durante um congresso teológico cujo tema era o mesmo do ano sacerdotal [“Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”] – que “o celibato sacerdotal é um dom do Espírito Santo que pede ser compreendido e vivido com plenitude de sentido e alegria, na relação totalizante com o Senhor”. Segundo matéria veiculada na ACI o “Cardeal indicou que ‘esta relação única e privilegiada com Deus faz do sacerdote a testemunha autêntico de uma singular paternidade espiritual e o faz autenticamente fecundo’”.  Um bom pronunciamento, D. Cláudio!

 

II – Espanha, Escola e preservativos

 

Uma contundente intervenção foi feita pelo presidente do grupo espanhol Profissionais pela Ética, Ramón Novella, no sentido de denunciar uma campanha do governo da Catalunha, que pretende distribuir preservativos nas escolas a alunos de quaisquer idades. Novella disse, entre outras coisas:

– Que a campanha era “um novo meio para doutrinar os jovens e, no caso dos menores, quer suplantar o papel educativo fundamental da família, na mesma linha de outras iniciativas, como são a implantação da Educação para a Cidadania ou as medidas educativas previstas na nova Lei do aborto”

– Que todas as campanhas, programas e planos de “educação” sexual do Governo catalão só serviram para “promover a promiscuidade e a irresponsabilidade entre os adolescentes e jovens”, provocando um aumento das gravidezes, abortos e enfermidades de transmissão sexual, tal como reconhece o próprio Governo Local.

Um ótimo pronunciamento, Ramón!

 

 III – Mons. Scicluna e o tratamento dos casos de pederastia e pedofilia

 

A ACI já havia publicado, e também estava no twitter do papa, estes comentários, bastante interessantes, feitos por Mons.Charles J. Scicluna, promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, fiscal do Tribunal da Santa Sé, a respeito da terrível questão dos sacerdotes acusados de pederastia, escândalos que saltam periodicamente às páginas dos meios de comunicação. Destaco:

 

Sobre as acusações dirigidas ao Sumo Pontífice imputando-lhe a responsabilidade por uma suposta política de acobertamento dos casos de pederastia:

 

Mons. Scicluna: É uma acusação falsa e uma calúnia. A propósito, permito-me assinalar alguns dados. Entre 1975 e 1985, não aparece que se tenha submetido à atenção de nossa congregação algum aviso de casos de pederastia por parte de clérigos. De todas as formas, após a publicação do Código de Direito Canônico de 1983 houve um período de incerteza acerca do elenco de delicta graviora reservados à competência deste dicastério. Só com o motu proprio de 2001, o delito de pederastia voltou a ser de nossa exclusiva competência. Desde aquele momento, o cardeal Ratzinger demonstrou sabedoria e firmeza na hora de tratar esses casos. Mais ainda. Deu prova de grande valor, enfrentando alguns casos muito difíceis e espinhosos, sine acceptione personarum. Portanto, acusar o pontífice de ocultação é, repito, falso e calunioso.

 

Sobre a condução de um processo civil contra sacerdotes que cometeram crime de pedofilia:

 

Mons. Scicluna: Em alguns países de cultura jurídica anglo-saxã, mas também na França, os bispos que sabem, fora do segredo sacramental da confissão, que seus sacerdotes cometeram delitos estão obrigados a denunciá-los às autoridades judiciais. Trata-se de um dever pesado, porque estes bispos estão obrigados a realizar um gesto como o de um pai que denuncia seu filho. Apesar de tudo, nossa indicação nestes casos é respeitar a lei.

Recentemente, o programa Conexão Repórter, do SBT, trouxe o caso de um Monsenhor de Arapiraca [AL] que mantinha relações sexuais com os acólitos de sua paróquia. A matéria, produzida pela jornalista Roberto Cabrini, foi tema de tópico na Comunidade Católicos [no Orkut] e pode ser assistida no Youtube [atenção: há algumas cenas bastante fortes].

Ainda ontem eu discutia esse assunto com alguns amigos. E nos perguntávamos o que leva um sacerdote de longa experiência pastoral e boa formação religiosa a cometer um pecado tão horrendo como a pedofilia? O que leva um homem que se entregou plenamente a Deus, em um ato de extrema generosidade, a dar causa a tamanho escândalo perante a Igreja e a sociedade? Misterium iniquitatis. Dificilmente conseguiríamos dar uma resposta exata a esta pergunta. Contudo, é preciso recordar que a fragilidade humana associada aos constantes ataques do demônio [que, diz São Pedro, ruge como um leão em torno a nós] estão, sem dúvida, ligadas a este tipo de ocorrência [embora não o justifiquem].

Bem, acho que essa reflexão é oportuna e necessária. Mas cabe, igualmente, fazer algumas considerações sobre as entrelinhas da divulgação desses episódios na mídia. Será que os profissionais de comunicação estão, de fato, interessados em contribuir para que se faça justiça a estes episódios tão tristes e inaceitáveis? Será que há uma preocupação em expor os reais números da pedofilia? Por que restringir a divulgação dos casos de pedofilia aqueles cometidos por sacerdotes católicos? Pastores protestantes e monges budistas também não o cometem? E quanto a homens casados que molestam suas filhas e enteadas? Isso não existe? Por que tanto interesse em fuçar com uma lupa a vida do Santo Padre, enquanto arcebispo de Munique, para tentar descobrir algum caso de pedofilia que ele supostamente tenha “acobertado”?

Bem, façam suas considerações. Mais tarde eu posto o resto das minhas. 😉