maio 2009


             Ontem (29), a convite de uma amiga, fui assistir a um espetáculo teatral. Eu não sabia exatamente qual era o espetáculo, mas pensava se tratar de uma peça. Ao chegar ao Teatro Apolo, fui informado que ocorreria uma apresentação de dança contemporânea (algo que eu não fazia a mínima idéia do que se tratava) intitulada: Cultura bovina?

            Cinco bailarinos dançaram durante cerca de 45 minutos. O grupo de dança, chamado Ginga, nasceu, cresceu e desenvolve suas atividades no Mato Grosso do Sul.  

            Em geral, posso dizer que é notória a competência técnica dos bailarinos: dançam muito bem. Além disso, o garoto que os acompanha na percussão (que é também fagotista da Orquestra Sinfônica de Campo Grande) é um músico muito versátil. Um verdadeiro virtuosi. Ele produz um espetáculo à parte que realmente dá gosto de ver. De resto, descobri que dança contemporânea nada mais é que uma coreografia composta de gestos desconexos feita por quem quer dizer: “vejam o que sou capaz de fazer com meu corpo!” A noção do “belo”, como transcendental presente na arte, passa longe da tal dança contemporânea.

            Ao final da apresentação houve um pequeno debate. Pensei comigo mesmo: “bom, agora eles – os atores, produtores, coreógrafos, etc. – vão explicar a Cultura bovina? O que é que isso que foi apresentado no palco tem a ver com o tema proposto?” Mas, para minha decepção… Nada. Nenhum comentário sobre a relação tema-coreografia!

            Não faz muito tempo que eu fui assistir a uma peça em que, ao final, também houve esse espaço para debate. Expus o que eu tinha entendido da peça. E, para minha completa frustração, disseram-me que aquela visão que eu tive era bastante interessante; e que, de fato, aquela era uma leitura que também poderia ser feita. Afinal, cada um – dentro da sua realidade – entende de um modo. Argh!!! Essa linguagem dúbia virou padrão para os artistas. Aliás, no meio artístico, é feio não falar assim! Resultado: fiquei sem saber se a proposta da peça era aquela ou não; se eu tinha entendido corretamente ou não; se a minha visão “interessante” estava certa ou errada; se a pessoa que idealizou a peça queria realmente transmitir aquela mensagem. Ora, se a opinião do artista não vale de nada, se as intenções que ele quis expor não puderem ser captadas, então para que prestigiá-lo? Aliás, creio que essa coisa de “cada um atribui um sentido” é mais que inapropriada: na maioria das vezes é uma deturpação ao pensamento do artista e, em alguns casos, até mesmo uma afronta.

            É frustrante que a arte contemporânea seja marcada por um completo vazio de significado. Parece que ela arte perdeu sua capacidade inigualável de mostrar, de manifestar, de expor. As intenções do artista acabam ficando no seu íntimo, de modo que ninguém consegue perceber o que ele quis expressar através daquela obra de arte. Daí, cada espectador atribui um sentido aquilo, de forma que pode ser que ninguém esteja certo, mas também ninguém está errado. A mensagem contida naquele projeto artístico permanece inacessível, impenetrável. Todos apresentam sua visão a respeito daquilo, sem que essa visão precise estar atrelada ao pensamento do artista. O que ele, o artista, quis dizer, não interessa. Importa o que se quis entender. E esse é o absurdo que para mim ficou patente no dia de ontem.

            Tudo isso por influência da ditadura do relativismo. Tudo isso porque hoje a verdade e a clareza não valem mais nada. O mundo moderno perdeu a noção da importância dos conceitos de “certo” e “errado”.  Pior: gosta disso!  Ser relativista é “elegante”!

            Esse mesmo pensamento se traz para a religião. Não importa mais as coisas tal e qual elas são. Não interessa se isso ou aquilo é pecado. O corolário é: “em essência, nada é dotado de moralidade e de sentido próprio. O sentido das coisas encontra-se no sujeito e não no objeto”. O relativismo ensina que se o adulto acha que embaixo da cama estão os chinelos e a criança acha que há um monstro terrível, ambos estão corretos! Talvez até o monstro use os chinelos…

             E assim, ninguém ousa olhar embaixo da cama para descobrir o que há. Pelo amor de Deus! Onde vamos parar? Alguém tem que ter a coragem de dizer à criança que o monstro não existe, e que embaixo da cama não há nada além de chinelos e poeira!

            Além dessa questão do relativismo, não posso deixar de comentar outra coisa: em dado momento do espetáculo, duas bailarinas e um bailarino começaram a se despir. Começaram e terminaram: ficaram nus (é isso mesmo, caro leitor, completamente nus!).

            O apelo à nudez “artística” é a completa prostituição da arte. Vender aquilo que se tem de mais sagrado para atrair público é imoral e desnecessário. Isso me entristece e irrita. Ponho nudez artística entre aspas porque, na realidade, ela não existe. Nudez é nudez e ponto. A arte não pode eliminar o pudor. Por que recorrer à nudez? A competência não substitui à altura o colo desnudo de uma mulher? Acaso é impossível produzir um espetáculo com os atores vestidos? Vai-se começar a aplicar à arte a mesma política dos comerciais de cerveja? Desse modo não demora muito a que as peças de teatro e outras mostras artísticas estejam seguindo a filosofia do “não precisa ser inteligente, basta ter mulher pelada”…

            Se não tomarmos cuidado, o relativismo e a imoralidade vão destruir – ainda mais – a arte e o ser humano…

 

Exsurge, Domine!

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            Lendo “Madre Teresa – venha, seja minha luz” (pg. 28-29) deparei-me com este belíssimo poema escrito pela própria Madre Teresa ao partir para o noviciado em Calcutá. Estava no fim do ano de 1928, deixando sua terra natal, a Albânia, em direção à Índia com a única finalidade de “salvar pelo menos uma alma”. Que lição para as freiras dos nossos dias!…

 Adeus

 

 

Estou deixando minha casa querida

E a minha terra amada

Para a fumegante Bengala eu vou

Para orlas longínquas

 

Estou deixando meus velhos amigos

Renunciando à família e ao lar

Meu coração me impele avante

A servir ao meu Cristo

 

Adeus, Oh mãe querida

Que Deus esteja com todos vocês

Um Poder Mais Alto me compele

Em direção à tórrida Índia

 

O navio começa lentamente

Cortando as ondas do mar,

Enquanto meus olhos se voltam pela última vez

Para o querido litoral da Europa

 

Corajosamente de pé no convés

Alegre, de semblante pacificando,

A feliz pequenina de Cristo

Sua nova noiva prometida.

 

Tem na mão uma cruz de ferro

Sobre a qual pende o Salvador,

Enquanto sua alma ardente lá oferece

O seu doloroso sacrifício.

 

“Oh Deus, aceitai este sacrifício

Como sinal do meu amor,

Ajudai, por favor, a Vossa criatura

A glorificar o Vosso nome!

 

Em troca apenas Vos peço

Ó doce Pai de todos nós:

Deixai-me salvar pelo menos uma alma –

Uma que já conheceis.”

 

Suaves e puras como o orvalho do verão

Suas delicadas cálidas lágrimas agora fluem,

Selando e santificando então

O seu doloroso sacrifício.

 

 

AGRADECIMENTO DO ARCEBISPO DE OLINDA E RECIFE

            Tendo recebido de várias entidades nacionais e internacionais e sobretudo de centenas de irmãos e irmãs – tanto do Brasil como de vários outros países – mensagens de solidariedade e felicitações pelo meu posicionamento por ocasião do recente evento clamoroso ocorrido nesta Arquidiocese de Olinda e Recife (o delito canônico do aborto) – quando mencionei publicamente a legislação vigente da nossa Santa Igreja, a qual estabelece a aplicação automática da excomunhão -, desejo manifestar a todos minha profunda gratidão, invocando sobre todos e cada um a plenitude das bênçãos do Nosso Salvador Jesus Cristo, que “veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf João 10,10).

            A aplicação de penalidades canônicas é um meio usado pela nossa Santa Igreja, desde os tempos apostólicos, para induzir os cristãos ao cumprimento da Lei de Deus e à salvação eterna. “Deus quer que todos sejam salvos” (cf 1 Tm 2,4) e para isto é necessário a conversão, ou seja, a mudança de comportamento, deixando de praticar o mal e conformando a própria vida aos ditames da Lei de Deus. Misericórdia não é conivência com o mal, com as violações da Lei de Deus.

            O Cân. 1398 do Código de Direito Canônico, é uma lei vigente da nossa Santa Igreja, aprovada pelo Vigário de Cristo na terra, o servo de Deus João Paulo II (promulgador do novo Código em 1983) e tem como finalidade ajudar espiritualmente todos os membros da Igreja a evitarem a violação gravíssima do 5º mandamento do Decálogo pela supressão de vidas inocentes e indefesas. É um “remédio” espiritual usado pela Igreja para induzir o pecador à conversão, isto é, à mudança de comportamento. Silenciar sobre esta sanção automática ou – pior ainda – desejar a sua ab-rogação é causar um mal imenso ao Bem Comum da sociedade eclesiástica e à salvação eterna dos filhos de Deus.

            Para induzir seus discípulos a praticarem o bem, conformando a própria vida às exigências da Lei de Deus, o próprio Salvador Jesus Cristo falou claramente sobre o perigo real de condenação eterna (cf Mt 11,23; 13,41-42; 25,31-46; Mc 9,43-48; Lc 16,19-31). Esta é a finalidade das penalidades estabelecidas pela Igreja.

            Temos provas de que a ampla divulgação deste evento ocorrido em nossa Arquidiocese já está produzindo ótimos frutos na vida espiritual de muitas pessoas.

            Reitero, portanto, minha profunda gratidão em primeiro lugar ao Autor da vida, o “Pai das luzes, do qual provém toda dádiva perfeita” (cf 1 Tg 1,17). Agradeço também a todos os irmãos e irmãs que me enviaram mensagens de solidariedade e testemunharam sua total fidelidade à Lei de Deus e às normas canônicas da nossa Santa Igreja.

            Que Deus nos conceda a todos a graça de continuarmos a trabalhar unidos em defesa da vida.

Recife, 19 de maio de 2009
Dom José Cardoso Sobrinho
Arcebispo de Olinda e Recife

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

Eu não gostei. Achei que ele foi infeliz em algumas colocações. Mas está aí para que vocês assistam e tirem as suas próprias conclusões…

Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora

A Virgem domina num mar de luz e majestade. Está rodeada de uma multidão de Anjos que a homenageiam como rainha. Na mão direita segura o cetro, que é símbolo do seu poder; Na mão esquerda segura o Menino que tem os braços abertos, oferecendo assim as suas graças e a sua misericórdia a quem recorre à sua augusta Mãe. À volta e em baixo estão os santos Apóstolos e os Evangelistas. Eles, transportados por um doce êxtase, quase exclamam: Regina Apostolorum, ora pro nobis. Olham atônitos a Virgem Maria. No fundo da pintura está a cidade de Turim, com o santuário de Valdocco em primeiro plano e com o de Superga ao fundo. Aquilo que tem maior valor no quadro é a idéia religiosa, que gera uma devota impressão em quem o olha”. (São João Bosco. Fonte: http://www.auxiliadora.org.br/maria/origem.htm)

Hoje, dia de Nossa Senhora Auxiliadora, faço questão de publicar algo em louvor da Santíssima Virgem, que tantas vezes – e de modo tão claro – demonstrou o seu auxílio para comigo.  

            Farei um apanhado histórico, em ordem cronológica, a partir das informações que coletei neste site e na página da Canção Nova na internet, para apresentar-lhes um pouco da história da Virgem Auxiliadora. Acrescentei também no decurso do texto, um pequeno trecho de um livro sobre as aparições de Nossa Senhora. Vou misturar todas estas fontes, sem especificar de qual delas vêm o quê. Espero que o resultado sirva a maior glória de Deus e exaltação do nome da Rainha dos Céus.

            “A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, tem seu começo em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana”. O Pe. Ernesto N. Roman, autor do livro ‘Aparições de Nossa Senhora – suas mensagens e milagres’, especifica a origem desta devoção afirmando que foi no ano de “626, durante o assédio de Constantinopla pelos persas, que o patriarca Sérgio convocou todos os sitiados para pedir a ajuda da Virgem Maria. Aconteceu que no 11º dia do assédio foi vista uma bela senhora, acompanhada de duas aias, saindo de uma igreja para ir ao campo dos persas. O povo julgou que fosse a imperatriz que tivesse ido levar alguma mensagem ao chefe das forças inimigas. Mas a imperatriz continuava dentro da cidade e aquela senhora saiu e não mais retornou à cidade. Desapareceu. Logo depois, no campo persa houve tamanha confusão que os persas se obrigaram a interromper o assédio. Os cristãos atribuíram isso à intervenção de Nossa Senhora, que assumiu a figura de uma senhora para salvar a cidade de Constantinopla, atendendo o apelo do povo assediado, que rezou com seu pastor pedindo proteção” (pg. 27).

             “Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de ‘Nossa Senhora do Bom Auxílio’ a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada em uma Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe”.

            Ao falar de Nossa Senhora Auxiliadora, não se pode esquecer da famigerada batalha contra os turcos. A convite do Papa Pio V e sob o patrocínio da Virgem, os cristãos empreenderam e venceram esta batalha: A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos”.

            “Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e sua santa Mãe. A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II”.

            “No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto”.
            “O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice”.
            “Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma”.

            “Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de ‘AUXILIADORA DOS CRISTÃOS’. O Papa Pio IX, há pouco tempo eleito, também se inscreveu no movimento e diante desta bela imagem, ele celebrou a Missa de agradecimento pela sua volta do exílio de Gaeta.      Mais tarde também foi criada a ‘Pia União de Maria Auxiliadora’, com raízes em um bonito quadro alemão”.

            “O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades”.

            “No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos”.

            “A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi ‘Ela (Maria) quem tudo fez’, quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão”.

            “Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a ‘Virgem de Dom Bosco’.

            Escreveu Dom Bosco: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso”.

Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar

            Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso. Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz. Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada. Amém.

Revista Veja confirma: posição pró-aborto da Rede Record é ordem direta do Bispo Edir Macedo

             Bispo licenciado da Igreja Universal, o carioca Honorilton Gonçalves, 47 anos, é vice-presidente da Record. Gonçalves é a voz de Edir Macedo na Record — aquele que implementa as idéias do bispo no campo da televisão. Ele deu a seguinte entrevista a VEJA:

 

Revista Veja: “Recentemente, a Record assumiu publicamente a posição pró-aborto — que coincide com a visão da Universal sobre o tema. Por que adotar essa posição?”

 

Bispo Gonçalves: “Foi uma orientação direta do senhor Edir Macedo, que nos pediu que conscientizássemos a sociedade da importância de a mulher poder decidir sobre o seu próprio destino”.

Fonte: Revista Veja http://veja.abril.com.br/101007/p_084.shtml (infelizmente o conteúdo exclusivo para assinantes).

            “Levem ao mundo digital o testemunho de sua fé”. Este é o pedido do Santo Padre, o papa Bento XVI, por ocasião da 43ª Jornada Mundial das Comunicações, a ser celebrada no próximo dia 24 de Maio. Segundo a ACI, o Santo Padre, exortará os jovens com as seguintes palavras: “A vós, jovens, que quase espontaneamente vos sentis em sintonia com estes novos meios de comunicação, vos corresponde de maneira particular a tarefa de evangelizar este ‘continente digital’”, assegura. Com o passar da mensagem, o Papa destaca “o extraordinário potencial” que têm as novas tecnologias “quando se usam para favorecer a compreensão e a solidariedade humana”.

            Penso que uma solicitação como essa, sobretudo por partir do Vigário de Cristo, seja muito significativa para todos os blogueiros católicos. Obviamente, o Santo Padre se refere a todas as formas de evangelização digital (blog’s, sites, jornais eletrônicos, programas, etc.). Contudo, vou delimitar meus comentários a ‘realidade virtual’ chamada blog.

            Desde que surgiram, os blog’s (em geral) serviam para apresentar ao mundo as preferências e opiniões do blogueiro. Creio que uma boa definição de blog seria a de “um diário pessoal de domínio público”. Ali o blogueiro se expunha, colocava de maneira normalmente não muito sistemática, aquilo que “achava interessante”. Até então, não havia sequer a preocupação em escrever dentro das normas ortográficas: escrevia-se em internetês mesmo…

            É diante disso que eu enxergo uma verdadeira revolução (calma, eu não sou comunista!) perpetrada pelos blogs católicos. Hoje, por mais que num blog católico estejam presentes as “preferências e opiniões” de quem nele escreve (porque é ele quem seleciona o que vai postar e apresenta sua visão sobre aquele assunto), o pensamento da Igreja é o que prevalece; no fim das contas, quer-se lançar um olhar católico sobre a realidade do mundo; o blogueiro católico se apaga para dar [justíssimo] lugar à Doutrina da Igreja. Ele entende que, mais que expor o que eu penso, é preciso expor o que a Igreja pensa. Este passa a ser o critério.

            Ser um blogueiro católico é escrever e preparar-se para as rebordosas. Não se trata de conquistar um público-amigo. Importa, sim, a maior glória de Deus, exaltação da Santa Mãe Igreja, e a salvação das almas. Portanto, ibope para si não é, ou – pelo menos – não deve ser, a finalidade querida por alguém que se pretende um cavaleiro da Igreja nas terras hostis da internet. Muito provavelmente, os elogios serão poucos e as críticas muitíssimas. Bendito seja Deus se assim o for de fato! Ser um blogueiro católicos é, portanto, deparar-se com toda uma horda de inimigos da Igreja que, parafraseando a oração a São Miguel Arcanjo, andam pelos sites a fim de perder as almas… Mas, sob os auspícios da Santíssima Virgem, avante!

            No vaticano, as iniciativas de evangelização via internet também estão se multiplicando. Depois do canal do Papa no youtube, agora o Papa tem Facebook: veja aqui!

 

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