fevereiro 2009


Novo Arcebispo do Rio de Janeiro

Novo Arcebispo do Rio de Janeiro

Dom Orani é o novo Arcebispo do Rio de Janeiro

            O Papa Bento XVI nomeou Dom Orani João Tempesta Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, transferindo-o da arquidiocese de Belém, no Pará, onde está desde dezembro de 2004. 

            Ele vai suceder o Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid, que renunciou ao governo da Arquidiocese do Rio conforme o cânon 401, parágrafo 1º do Código de Direto Canônico que prescreve a renúncia do bispo ao completar 75 anos. A nomeação foi anunciada hoje, 27, ao meio dia, horário de Roma. Normalmente, as nomeações para bispos no Brasil são anunciadas nas quartas-feiras.

Dom Orani

            Nasceu em São José do Rio Pardo (SP), religioso da Ordem Cisterciense, foi ordenado padre em 1974 e bispo de São José do Rio Preto (SP) em 1997 e, sete anos depois, em 2004, é transferido para a Arquidiocese de Belém. Atual vice-presidente do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), Dom Orani é presidente, pela segunda vez consecutiva, da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação, Cultura e Comunicação da CNBB. É membro dos Conselhos Permanente, Episcopal de Pastoral e Econômico da CNBB. No Rio de Janeiro, Dom Orani contará com a colaboração de seis bispos auxiliares, entre os quais o secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

 P.S.: A notícia acima foi publicada no site da Canção Nova.

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            Li agora há pouco uma matéria a respeito do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação, que ocorreu em no mês passado. Decidi comentar apenas as partes mais esdrúxulas da reportagem. Ei-la na íntegra (com as minhas inferências)

 

            Na apresentação da mesa-redonda “Direitos Humanos e Teologia” na tarde do dia 23 de janeiro durante o III Fórum Mundial de Teologia e Libertação que está sendo realizado na cidade de Belém, capital do estado do Pará, refletiu-se sobre a possibilidade de construirmos novas teologias que viessem superar o profundo racionalismo cartesiano que se estabelece na mentalidade de muitos teólogos e teólogas, mesmo nesta nossa tão querida América Latina. Tratou-se da necessidade evangélica de um novo contexto de promoção dos sonhos e utopias, bem como do enfrentamento aos novos instrumentos de barbárie que estão se solidificando na sociedade.

            Sob a coordenação de Felício Pontes, Procurador da República no Estado do Pará, iniciou-se um momento forte e rico de experiências, de fé e de testemunho daqueles que estão no fazer – teológico da práxis, do cotidiano e que sentem a realidade dos povos em suas mais diferentes atuações, sejam elas pastorais, educacionais, políticas ou culturais. O Procurador Felício Pontes é um jovem animado pelas experiências que conduziram sua caminhada dentro dos movimentos sociais o que o torna sensível ao clamor dos pobres e daqueles que se encontram em situações que podemos chamar de “desumanas”.

 

            Após a saudação introdutória do Procurador da República Felício Pontes, deu-se início alguns testemunhos de teólogos e agentes de pastorais, entre os quais: um teólogo mexicano, um teólogo boliviano, um teólogo quilombola do Brasil, um teólogo coreano, um teólogo brasileiro da Igreja Batista, um padre brasileiro ameaçado de morte em Santarém – PA e um pastor evangélico de Cuba que terminou os testemunhos com uma oração de louvor e ação de graças à Revolução Cubana e destacou: “Dez presidentes yanques – norte-americanos – passaram e a Revolução continua!” E, houve um imenso aplauso para as palavras desse franzino pastor cubano chamado Raúl. Contudo, um testemunho chamou-me a atenção pelo motivo de que os problemas apresentados estão sendo vivenciados em terras brasileiras, a saber: O testemunho de Dom José Luis Azcona, bispo do Marajó, religioso agostiniano que vive como missionário no Brasil há muitos anos e que em nossos dias sofre conseqüentes ameaças de morte.

 

            Comentário: Dos males o menor: pelo menos quem elevou a Deus a prece em ação de graças pela revolução cubana foi um pastor e não um padre. Pergunto: que revolução continua? Cuba está arruinada! Muito sugestivo que o nome deste pastor seja Raúl… Qual será o sobrenome? Castro?

 

            A situação no estado do Pará em relação à violação dos direitos humanos foi denunciada pelo bispo do Marajó, Dom José Luis Azcona, em especial, violação dos direitos das mulheres, crianças, adolescentes, camponeses e indígenas. A crítica foi realizada ao poder público que se encontra em estado amorfo, sem nenhuma ação concreta de combate aos mais variados tipos de exploração humana. O poder judiciário se encontra complacente com a situação e problemática de exploração sexual onde crianças, adolescentes e jovens são “coisificados” pela cobiça do prazer e do capital por um grande esquema de exploração sexual que envolve desde políticos até membros da elite dominante do estado do Pará.

 

            Mulheres são enviadas para prostituição em outros países, concretamente, na Guiana Francesa o que caracteriza uma violação dos direitos humanos já que se constataram casos concretos de tráfico humano. O tráfico humano de mulheres coincide com a exploração sexual constante de crianças e adolescente em todo Estado, em especial, na ilha do Marajó, território onde se localiza a Prelazia.

           

            Além do bispo do Marajó, Dom José Luis Azcona, outros dois bispos do Pará estão ameaçados de morte. Dom Flávio Giovenale, bispo de Abaetetuba e Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu onde se encontra a cidade de Anapu na qual Irmã Dorothy Stang foi brutalmente assassinada por defender os povos indígenas, os trabalhadores rurais e a floresta.  Na defesa dos povos indígenas realizada pelo bispo do Xingu se percebe o compromisso com o Evangelho e com os direitos dos índios e da floresta. Na defesa da garota menor que se encontrava trancada numa prisão com vários homens, o bispo de Abaetetuba sofre conseqüentes ameaças de morte. Trata-se de uma situação concreta de anúncio profético da Igreja na Amazônia e de denúncia das injustiças sociais contra os mais oprimidos da sociedade. As ameaças realizadas são porque os referidos bispos fizeram o compromisso com uma causa que afeta os interesses de uma elite dominante, a mesma que pratica crimes ambientais e ecológicos contra a floresta e, principalmente, contra os povos da Amazônia. Além dos três bispos, segundo Dom Azcona, mais de 200 pessoas se encontram ameaçadas pelo capital hegemônico incorporado por meio de empresas, latifundiários, transnacionais, madeireiros, traficantes de pessoas e de drogas, entre outros.

 

            Em plena realização do III Fórum Social Mundial na cidade de Belém, na mesa-redonda sobre “Direitos Humanos e Teologia”, Dom José Luis Azcona apresentou algumas questões que nos faz pensar o que-fazer teológico de todos os participantes deste Fórum. Evidentemente, suas palavras estavam cheias de “paixão” pela causa do Reino e pela causa dos pobres. Como disse claramente o bispo do Marajó: “Teologia da Libertação não se faz em gabinetes, mas em ações concretas”.

            Também nos apresentou algumas características concretas do estado do Pará e dos pobres que se encontram em situação de “cooptação” por parte de programas paliativos e compensatórios do Governo brasileiro, entre eles, Bolsa-Família. Estão cooptados porque estão despolitizados completamente, sem nenhuma noção de seus direitos e totalmente silenciados para almejar um processo de luta contra o sistema que os escraviza.

 

            Comentário: Enfim, um comentário sensato: disse o que tinha de dizer do Bolsa-Família. Eu teria sido um pouco mais radical: teria dito que esse programa não passa de uma esmola que tem formado a muitos na escola da vadiagem!

 

            Dom Azcona, crítica a situação de descaso do Estado em suas relações econômicas que forçam as pessoas a permanecerem num estado de escravidão. Por causa do Evangelho e dessa esperança de um mundo melhor é que, segundo Dom Azcona, se ousa lutar contra a lógica perversa de um sistema que cria e recria constantemente a “cultura de morte”.  Tais ameaças estão pautadas a partir de três principais questões, a saber: Denuncia de prostituição infantil, trabalho escravo e camponeses; tráfico humano para Guiana; Cultura da morte: falta de dignidade humana; Contexto de desumanidade: falta de direitos humanos mínimos.

 

            Segundo Dom Azcona, perguntaram-lhe os jornalistas recentemente: “O Sr. não tem medo de morrer?” Trata-se de uma pergunta chave. Pela causa do Evangelho e da dignidade humana, dos direitos elementares do ser humano e em defesa da Amazônia e de suas populações que vivem ainda no atraso social e totalmente despolitizado deixando o banquete nas mãos de pequenos estamentos patrimonialistas que se formam nas cidades inseridas nas matas do Marajó (…) Por causa disso, está preparado para seguir o testemunho de Jesus e defender com a vida suas convicções. O bispo, com uma voz profunda de profeta, diz sentir uma profunda alegria nestes momentos de tormenta em sua vida. E pede a todas as comunidades: “(…) rezem para que não seja covarde, para que siga na defesa dessas crianças, das mulheres e dos injustiçados”.

 

            Comentário: “Voz profunda de profeta”. Pensei que apelar para o sentimentalismo fosse exclusividade de certos carismáticos… Mas, ao que me parece, à TL se rendeu a uma pouco de emotividade… É como se isso ajudasse a criar uma aura de mártir. Argh!!!

 

            Dom Azcona, lançou um desafio ao III Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Que se fizesse um Manifesto a partir do Fórum Mundial para que desse visibilidade internacional aos problemas apresentados e que servisse para sensibilizar os poderes instituídos na sociedade brasileira: executivo, legislação e judiciário. E afirmou com toda

veemência: “Podemos fazer uma teologia combativa que não seja teologia de gabinete”. O Manifesto possibilitaria mostrar ao mundo inteiro a falta de direitos humanos no Brasil e no estado do Pará, pois até o momento ninguém foi investigado. Por fim, Dom Azcona não hesitou em afirmar: “Não tem libertação, não tem teologia, se não vai à história”.

 

            Comentário: Manifesto Comunista, o retorno!    Teologia combativa para mim é um claro incentivo à luta de classes. É a maneira mais explícita de dizer: “somos discípulos de Marx”.  Fique claro uma coisa: protestar contra uma injustiça – qualquer que seja ela – é digno, justo e bom. O que não creio ser correto é usar a teologia para isso. Querer “desenvolver” (isto é: inventar) uma teologia que sirva às nossas pretensões é desonestidade. É como iniciar uma pesquisa científica com uma conclusão pré-fabricada; é ir a campo querendo apenas coletar dados que corroborem o resultado que se quer obter. Além disso, que raios é teologia de gabinete?  Porque se for concordata política não tem nada a ver com teologia. “Não tem libertação, não tem teologia, se não vai à história”. D. Azcona, não se tem libertação se não se chega ao céu!

 

 

            Que Teologia da Libertação temos e queremos? Que Teologia da Libertação se espera? As palavras de Dom José Luis Azcona nos colocam questões fundamentais para que possamos refletir sobre o sentido epistemológico, mas também, profético da teologia hoje. Penso que a teologia se faz a partir da práxis das comunidades, dos movimentos sociais e pastorais das igrejas e do testemunho profético, emergencialmente necessário para construirmos outro mundo possível e uma teologia encarnada na realidade de tantos clamores de sujeitos que não possuem voz e vez na sociedade idolátrica onde até mesmo seres humanos estão sendo consumidos como “coisas descartáveis” com a omissão dos poderes públicos.

 

            Comentário:     Este é um acréscimo do autor da reportagem, Claudemiro Godoy do Nascimento, que é professor da Universidade Federal do Tocantins. Se eu tivesse que responder às perguntas deste senhor, eu diria:

 

            – Que teologia da Libertação temos?

            – Uma teologia comunista e antropocêntrica (que incoerência).

 

            – Que teologia da libertação (…) queremos?

            – Uma que se identifique a Teologia da Redenção. Essa sim é a verdadeira libertação do homem: desvencilhar-se das garras do pecado correspondendo à graça de Deus que o chama à santidade.

 

 

 

            D. Aldo, arcebispo de João Pessoa (PB), suspendeu o uso de Ordem do padre Luiz Couto (que além de sacerdote, é deputado federal pelo PT da Paraíba). A notícia foi publicada neste site.

            Eu já havia mencionado Luis Couto neste artigo tratando exatamente da moralidade deturpada do dito cujo. Para mim o problema todo reside no fato de ele ser padre e político simultaneamente (também já escrevi sobre isso aqui). Levando essa vida – dupla e contraditória – é preciso fazer escolhas: ou a [i]moralidade petista, ou a Moral Católica. Infelizmente parece que Pe. Couto escolheu a pior parte…

            Mas, em meio a um triste exemplo de sacerdote, surge um exemplo bonito de bispo! Em setembro do ano passado D. Aldo já havia se posicionado de modo muito coerente a respeito das uniões homo-afetivas; e, quando da greve de fome de D. Luiz Cappio em favor da transposição do rio São Francisco, também se mostrou muito prudente afirmando que “ninguém é senhor da própria vida”

 

 

Dom Aldo suspende Luiz Couto de atuar como sacerdote.

 

            O arcebispo católico de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto suspendeu o padre deputado Luiz Couto de celebrar missas, além de impedi-lo de realizar outras atividades próprias do sacerdócio. A decisão, de acordo com nota enviada à redação pela Assessoria de Imprensa da Diocese da Paraíba no início da tarde desta quarta-feira (25), assinada por Dom Aldo Pagotto, foi tomada depois da divulgação de uma matéria num jornal do Estado em que Couto teria declarado que era contra o celibato e a favor do uso de preservativos e de se combater a discriminação contra homossexuais.

 

Leia a nota da Arquidiocese, na íntegra.

 

João Pessoa (PB), 25 de fevereiro de 2009

 

Nota Oficial

 

            O Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, suspendeu do uso de Ordem o padre Luiz Couto. Ele está impedido de realizar atividades próprias de um sacerdote, como celebrar missas. Abaixo seguem as explicações de Dom Aldo:

 

            “Na edição do dia 25 de fevereiro de 2009, A/4, Política, o Jornal O Norte divulga: “Padre, deputado e adversário do celibato. Favorável ao uso do preservativo, Luiz Couto combate a intolerância e a discriminação a homossexuais, contrariando o Vaticano”.

 

            Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica, porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria “in noce” as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica (Cf. Cânon 1317 CDC)”.

 

 

Ita, in fide muneribus,

Aldo di Cillo Pagotto,

Arcebispo Metropolitano da Paraíba

 

 

 

Rezemos por D. Aldo! Rezemos por Pe. Luís Couto!

 

 

           

 

 

 

            Por este post quero agradecer aos amigos William Murat e Wagner Moura por terem prestigiado este blog indicando-o à premiação “Um Blog de Ouro”. Fico muitíssimo feliz que o Erguei-vos, Senhor! tenha recebido esta indicação, e espero que o serviço que tento prestar  a Deus através dele sirva à maior glória de Deus e a exaltação da Santa Mãe Igreja.

            Entre os comentários, por demais benevolentes, a respeito de Erguei-vos, Senhor!, destaco:

           

            “Excelente blog de Gustavo Souza, muito bem escrito e sempre com uma visão que prima pela ortodoxia”. – William Murat

           

            Agora, quero – também eu – indicar os blogs que [para mim] já são de ouro (aqueles que você se sente na obrigação de acessar todo dia para ler o post mais recente!). São eles:

 

Contra o aborto – Excelente blog. William Murat é um dos arautos do movimento pró-vida. Faz isso muito bem trazendo informação e formação de qualidade através do blog.

Deus lo vultAcho que eu não precisaria nem dizer que o este blog estava na minha lista de indicações ;-). Faço minhas as palavras de Murat que, ao indicá-lo para o prêmio Blog de Ouro, afirmou:A visão aguçada e perspicaz de Jorge Ferraz dá tratamento especial a qualquer assunto que ele aborde”.

Fratres in Unum – Blog recheado de notícias “fresquinhas” do mundo tradicionalista. É uma excelente e confiável fonte de informação.

O Possível e o Extraordinário – O jornalismo corre nas veias de Wagner Moura. Ouso dizer que ele tem um estilo literário próprio: suave, perspicaz, bem-humorado!

Palavras apenasFabrício Ribeiro é um sujeito apaixonado pela família. E ele deixa isso transparecer pelo blog – o que o credencia, o habilita, a falar com autoridade e sabedoria sobre temas relacionados à vida familiar. É um blog ótimo e de grande utilidade nos dias de hoje em que a instituição família vem sendo tão vilipendiada.

 

Abaixo trago a transcrição de um e-mail que recebi através de uma lista de e-mail que participo. Quem quiser e puder dar apoio à manifestação, faça-o por gentileza.

Ato público contra a expulsão dos deputados pró-vida do PT e

pela instalação imediata da CPI do Aborto

 

            O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto convida todos os cidadão e cidadãs, defensores do direito à vida desde à concepção, a participar da Manifestação de Apoio e Solidariedade aos Deputados Luiz Bassuma-PT/Ba e Henrique Afonso-PT/AC , que serão ouvidos dia 19 de março de 2009 pela Comissão de  Ética do Partido dos Trabalhadores por se posicionarem abertamente a favor da vida e contra a legalização do aborto no Brasil.

 

            Esse processo teve início em razão da solicitação de mulheres da Secretaria Nacional de Mulheres do PT, visando à expulsão destes deputados por serem porta-vozes do direito à vida no Congresso Nacional. Eles fariam sua defesa hoje, dia 14 de fevereiro, a qual foi adiada para dia 19 de março de 2009.

 

            O Ato Público em apoio e solidariedade aos Deputados Bassuma e Henrique Afonso acontecerá em frente ao prédio da sede nacional do PT no SCS Qd. 02 Ed. Touffic, dia 19/03/09 a partir das 09h.

 

            Por essa razão, este Movimento conclama a sociedade civil para juntos dizermos NÃO a essa tentativa de silenciar aqueles que representam a vontade do povo brasileiro que tem consciência do valor da vida!

 

            Este ato também visa pedir a instalação imediata da CPI do ABORTO para investigar as clínicas clandestinas e a venda ilegal de medicamentos abortivos. Tragam suas faixas e cartazes e venham marcar presença neste ato para dizermos, mais uma vez, SIM à VIDA!

 

            Envie email ao Presidente Nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, manifestando apoio aos deputados Bassuma e Henrique Afonso com o seguinte texto:

 

            Manifesto apoio e solidariedade aos deputados federais Luiz Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso-PT/AC que estão sendo ameaçados de expulsão do PT, por exercerem o direito constitucional de liberdade de expressão no exercício de seus mandatos a eles conferidos pelos eleitores de seus Estados. O aborto é um crime hediondo e eles são a nossa voz no Congresso Nacional. O PT não pode amordaçá-los por serem coerentes com suas posições em defesa da vida, desde a concepção. Puní-los por defenderem a vida dos que querem nascer é amordaçar, por extensão, outros parlamentares do Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, além de centenas de filiados do Brasil inteiro que também pensam da mesma forma. Por um Brasil Sem Aborto.

 

            (Nome de quem está enviando e a entidade que representa)

 

            O email é: presidencia@pt.org.br. Com cópia para cilene@pt.org.br e lide.pt@camara.gov.br

            Aqui trato um texto escrito a quatro mãos com o autor do blog Deus lo vult!, meu grande amigo, Jorge Ferraz.

 

 

            Estou seguro de que algumas pessoas carecem de ofício, isto é: não tem o que fazer! Encontrei na internet um artigo intitulado “Sexualidade e discursos religiosos”, de autoria de uma senhora chamada Lúcia Ribeiro. Trata-se de um conjunto de asneiras e mentiras escritas em linguagem TL e relativista.

            Fiz questão de tecer aqui alguns ligeiros comentários por dois motivos: primeiro, porque a leitura deste texto me provoca náuseas e a indignação precisa de algum modo ser extravasada; segundo, porque há alguns elementos e afirmações, enunciados pela Srª Lúcia Ribeiro, que – infelizmente – são transmitidos e absorvidos por muitos católicos como sendo “doutrina da Igreja”. É mister, portanto, desmenti-los.

 

            Nas últimas décadas, alguns marcos importantes caracterizaram este processo: o matrimônio deixou de ser visto preponderantemente em função da procriação – considerada como seu fim primário – para valorizar igualmente o encontro amoroso entre os cônjuges;

 

            Conversa fiada, porque o fim primário do Matrimônio é e permanece sendo a procriação. Acontece que “fim primário” nunca significou “fim exclusivo”, exceto na cabeça dos inimigos da Igreja que, na ânsia de atacá-La, precisam inventar caricaturas as mais bizarras possíveis; e o que me incomoda profundamente é ver como essas caricaturas encontram acolhimento pelo “grande público”!

            “Esta doutrina [acerca do matrimônio], muitas vezes exposta pelo Magistério, está fundada sobre a conexão inseparável que Deus quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador. Na verdade, pela sua estrutura íntima, o ato conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher. Salvaguardando estes dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade. Nós pensamos que os homens do nosso tempo estão particularmente em condições de apreender o caráter profundamente razoável e humano deste princípio fundamental”. (Humanae Vitae, Nº.12)

 

 

Por outro lado, a sexualidade, que antes tinha uma conotação preponderantemente negativa, associada ao pecado, começou a ser valorizada em si mesma, enquanto dom de Deus.

 

Mais conversa fiada. A sexualidade associada ao pecado é a sexualidade dissociada de seus fins inerentes – o procriativo e o unitivo. Óbvio é que a sexualidade (o prazer sexual inclusive) é dom de Deus, como, aliás, todo prazer, porque Deus é o Criador de todas as coisas (do prazer, inclusive), não havendo no mundo nada que seja criação de Satanás (o pecado não é propriamente uma “criação” em si, e sim uma ausência, uma desordem). A idéia de que existem coisas que foram criadas por Deus e coisas que foram criadas por outra pessoa (Satanás, talvez) não é católica e sim gnóstica, tendo sido sempre combatida pela Igreja.

 

Daqui a pouco vão dizer também que a comida, antes com conotação negativa (afinal, existe a luxúria, mas também existe a gula…), foi finalmente valorizada enquanto dom de Deus…

 

E tem ainda outra coisa: em si mesma a sexualidade só pode conduzir ao pecado, porque é exatamente aí que entra a desordem da qual falávamos: como todas as coisas criadas e todas as dimensões do ser humano, a sexualidade precisa estar orientada para os seus fins, para a procriação e para a união dos cônjuges, e não buscada em si mesma! A sexualidade como sendo ela própria o seu próprio fim é que conduz à desordem moral que nós encontramos nos nossos dias, e que sempre foi – e ainda é, e sempre será – condenada veementemente pela Igreja.

Desta forma, o debate que antes girava sobre a proibição da contracepção transferiu-se para o nível da proibição dos métodos a serem utilizados.

 

Negativo. A contracepção permanece proibida (vide Humanae Vitae, Nº. 14); os chamados métodos naturais de regulação da fertilidade não são propriamente métodos contraceptivos, pois se baseiam nos períodos naturais de fertilidade da mulher. Não existe um ato que se propõe a tornar impossível a procriação (como o ato de colocar uma barreira plástica como a camisinha, ou de tomar veneno para que os ovários deixem de funcionar, etc); existe, simplesmente, a identificação dos períodos nos quais a mulher está naturalmente incapacitada para conceber. Se alguém não consegue ver a diferença entre uma intervenção humana na natureza e uma observação da natureza, o caso é sério.

Se pensamos a Igreja como “Povo de Deus” – de acordo com o Concílio Vaticano II – é fundamental distinguir aí também a voz de outros setores, que se expressam através da reflexão teológica, da orientação pastoral e da prática dos/as fiéis.

 

Sabe-se lá o que foi que a Sra. Lúcia quis dizer com isso! A Igreja é Povo de Deus, sim, mas também é o Corpo Místico de Cristo, é a Esposa de Nosso Senhor e é a Coluna e Sustentáculo da Verdade! Isto significa que a “voz de outros setores” só tem vez, evidentemente, enquanto não contraria a voz da Igreja, que é a voz de Cristo (“quem vos ouve, é a Mim que ouve” – Lc 10,16).

 

Não existe “democracia docente” na Igreja; o Povo de Deus é Povo que caminha em direção à Pátria Celeste, e não povo que, juntamente, “descobre” o caminho que quer seguir. O Caminho já Se revelou aos homens, e os percursos a serem percorridos já estão traçados. O Povo de Deus caminha junto, sem dúvidas, mas não “inventa” o caminho a ser percorrido. Quando os judeus quiseram por si só ser “povo de Deus” igualitário, oferecendo sacrifícios a Deus por si próprios e prescindindo de Moisés, Deus os castigou severamente (Nm 16). Também na Igreja não existe “Povo de Deus” que prescinda da Sagrada Hierarquia.

 

Como bem clarifica Fabri dos Anjos, quando se fala em Igreja, com facilidade se subentende sua hierarquia mais alta, ou seja, o Papa e os Bispos. Estes falam oficialmente em nome da Igreja. No entanto, a Igreja não se reduz à instância hierárquica que é minoritária. Embora o posicionamento oficial seja nela de grande peso, a reflexão ética se tece em seu meio também com a participação de outros segmentos importantes como o trabalho dos teólogos e a prática e o sentimento dos católicos em geral. (Fabri dos Anjos,1986: 1066) .

 

Na verdade, mais blá-blá-blá. Quem tem autoridade de ensino na Igreja é o Magistério, formado pelo Papa e pelos bispos em comunhão com ele; obviamente que esta instância é minoritária porque, em qualquer estrutura hierárquica possível, o número dos governantes é menor do que o dos governados. Um reino obviamente tem mais súditos do que rei e membros da corte; um rebanho tem evidentemente mais ovelhas do que pastores. Postular o contrário disso é destruir toda possibilidade de hierarquia.

Os fiéis leigos têm, sem a menor sombra de dúvidas, a sua importância, mas o ponto aqui é que esta não se exerce à margem ou à revelia do Magistério da Igreja.

Entre estes diversos tipos de discurso existem diferenças e coincidências, dado o seu contexto e o lugar social em que se originam, gerando defasagens e contradições dentro da própria Igreja. (Ribeiro, 2001: 39)

 

As contradições existem entre os que são obedientes à Igreja e os que Lhe desobedecem. Não pode pretender ser católico fiel quem não tem docilidade para com os ensinamentos da Igreja, quem ousa, por sua própria conta, contestar os ensinamentos d’Aquela que Cristo deixou no mundo como farol a iluminar todos os homens e a mostrar o caminho que deve ser seguido por quem deseja alcançar a Vida Eterna.

 

 

 

P.S.: O artigo da Srª. Lúcia Ribeiro, foi encontrado no site de um instituto de pesquisa chamado ISER (veja aqui a missão da ISER). A vice-presidência do instituto é exercida pelo digníssimo Leonardo Boff. Na seção de artigo se encontra uma elegia a D. Pedro Casaldáliga, de autoria de D. Tomás Balduíno. O artigo de D. Balduíno chama-se: Pedro, Bispo. Acho que eu preciso rever em que sites ando entrando (mesmo que sem querer…).

 

 

            A piada foi contada ontem, mas só hoje eu li e ri. Está no site do Diário de Pernambuco. Pelo menos há uma coisa coerente: só a universidade de Moscou concederia o título de Doutor Honoris Causa a Evo Morales.

 

 

Evo Morales recebe título de Doutor Honoris Causa em Universidade de Moscou

 

            O presidente da Bolívia, Evo Morales, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estatal de Humanidades de Moscou em reconhecimento por seus esforços por educar o povo boliviano.

            O reitor da universidade, Yefim Pivovar, destacou ainda a contribuição de Morales para preservar a cultura dos povos indígenas da Bolívia. Morales, por sua vez, afirmou que entre as grandes potências mundiais, “a Rússia, mais que os Estados Unidos, reconhece os méritos dos povos indígenas na luta pela independência de seus países”.

            E a Guerra Fria segue: discreta, mas constante…

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