Três curtas notícias [já não tão novas] que me chamaram a atenção:

               I

           Obama critica as pessoas com “atitudes velhas” em discurso principal em evento homossexual: Ele promete revogar a tão chamada Lei de Defesa do Casamento

               II

               Arquidiocese do Rio anuncia campanha popular para manutenção do Cristo Redentor

               III

               Papa Bento XVI recebeu o novo “Compendium eucharisticum” de mãos do Cardeal Antonio Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

           

              [Clique nos títulos para ler a notícia relacionada a cada “subpost”]

 

              Um testemunho  

 

              A atriz hollywoodiana Sharon Stone, protagonista do filme Instinto Selvagem revela que o aborto é um “trauma que simplesmente não se pode superar”.  Sharon foi, por duas vezes, vítima de aborto espontâneo.

 

                O inesperado e o óbvio 

 

               O inesperado

                Obama recebeu o Nobel da Paz. E eu fico aqui me perguntando quais são os critérios utilizados para a concessão desse tipo de prêmio… Uma coisa é certa: os componentes políticos são determinantes na escolha do agraciado.

                Como um homem que defende publicamente a aplicação de políticas abortivas [i.e.: a institucionalização da matança de inocentes] pode ser contemplado com o Nobel da Paz? Decretar a morte de quem não tem culpa alguma é atitude pacificadora, que confere nobreza e honrarias? Ou será que esqueceram esse “detalhe” ao analisar o curriculum do presidente norte-americano? Será que a premiação faz parte da Obamania que se alastra pelo mundo afora?

                Bom, o que realmente me surpreendeu – e que talvez tenha sido a primeira verdade proferida pelo atual presidente dos EUA – foi a declaração: “Para ser honesto, acredito que não mereço”. Perfeito! Enfim, um ponto para você Obama!

              O óbvio

              Se por um lado a premiação de Obamaborto foi inesperada, o comunicado de Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, seguiu na linha de besteirol que, já há algum tempo o reverendíssimo decidiu adotar. Disse ele: “a atribuição do prêmio [Nobel da Paz] a Obama é saudada com aprecio no Vaticano à luz do esforço demonstrado pelo Presidente pela promoção da paz no campo internacional e em particular também recentemente a favor do desarmamento nuclear”.  

              Era óbvio que viria da parte de Pe. Lombardi uma declaração com esse teor: falsa e puramente diplomática. Como o Vaticano pode “apreciar” tal premiação diante do perfil anti-católico que Obama apresenta? Pobre Papa: quanto colaboradores insensatos o rodeiam!

 

              “Deus é confiável?” – um Legionário de Cristo responde

 

              Uma entrevista interessantíssima foi publicada por Zenit. Trata-se de um diálogo com “Pe. Thomas D. Williams, LC, autor do livro Can God Be Trusted? Finding Faith in Trouble Times, recém-lançado nos Estados Unidos”. O título da matéria de Zenit é provocativo: “Deus é confiável?”. A entrevista nos permite ter uma breve noção de uma espiritualidade apropriada [e bastante necessária] a estes tempos de infidelidade em que vivemos. Confiram!

           

            I

 

           Querem matar Obama! Alguém lançou uma enquete no Facebook perguntando se o presidente dos EUA deveria ser morto. Antes que a voz do povo fosse a voz de Deus, retiraram do ar a enquete. Eu particularmente sou contrário a que matem Obama. Acho que ele deveria passar por um processo idêntico [ou talvez mais radical até] ao do protagonista do filme “O Curioso caso de Benjamim Button”: ele devia regredir na idade até atingir o ventre de sua querida mamãe. E lá, no ventre materno – tal como as crianças abortadas – ele deveria conhecer a dura realidade da morte quando [ainda] se é inocente… É caro leitor, talvez eu seja mais macabro que o sujeito que criou a pesquisa no Facebook…

              II

              Para os pedófilos, castração química já! A proposta está sendo estudada pelos ilustres senadores deste nosso Brasil Varonil. Porém, eu pergunto: isso não é meio estóico, não? E quanto aos instintos? Há como livrar-se deles? Se bem que – pelo Evangelho de domingo passado – “é melhor entrar no Reino do Céu sem um dos olhos do que – tendo ambos – arder no inferno”. Por analogia…

 

               III 

 

            O Percival Puggina escreveu um primoroso artigo descendo a lenha no envolvimento do Brasil com a questão Hondurenha. Vale a pena ler 😉

 

           

           

          I

            Obama deu um passo atrás com relação à política aborteira (já que não se pode mais usar o termo “abortista” vou começar a criar variantes com o mesmo radical: aborteira, abortoso, abortivo, etc.) que “pretendia” implementar. Os bispos americanos agradeceram e elogiaram a atitude do presidente Barack. Eu, porém, continuo com os dois pés atrás com relação a ele…

             II

            Eduardo Verástegui, ator, produtor cinematográfico e membro do Movimento Regnum Christi, reuniu-se com jovens na Inglaterra para conclamá-los à viver a santidade.

          III

            Acharam, em Israel, uma sinagoga da época de Jesus!

O vídeo que estou postando abaixo foi elaborado para conscientizar os católicos norte-americanos a pautar a sua escolha presidencial (no mais recente pleito) pelos valores morais dos candidatos. O vídeo é simplesmente extraordinário: boas imagens, bom fundo musical, e – sobretudo – uma *explícita mensagem pró-vida*. Confiram:

            “Que venha Obama ao encontro de nossas esperanças, tais como o fim da agressão ao Iraque e do bloqueio a Cuba” (Frei Betto neste artigo).

 

            “A eleição de Obama parece possuir algo de providencial, como se fora um gesto da compaixão divina para com a humanidade. Vivemos tempos dramáticos com grandes crises: a ecológica, a climática, a alimentar, a energética e a econômica. O arsenal conceptual e pratico disponível não oferece condições para forjar uma saída libertadora. Precisamos de uma mudança, de um novo horizonte utópico, de coragem para inventar novos caminhos. Faz-se necessário uma figura carismática que inspire confiança, segurança e serenidade para enfrentar estes cataclismos e galvanizar as pessoas para um novo ensaio de convivência, um modo diferente de arquitetar a economia e de montar um tipo de globalização pluripolar que respeite as diferenças e possa incluir a todos num mesmo destino juntamente com a Casa Comum, a Terra.
Barack Obama preenche estas exigências de carisma. Se for realmente profunda, a esperança criará seu caminho por entre os escolhos e as ruínas da velha ordem”. (Leonardo Boff. Disponível
aqui).

 

            Bom, era de se esperar que essas duas figuras se manifestassem sobre a eleição de Osama. Perdão, Obama. O que me impressionou, porém, no comentário destes dois ícones da Teologia da Libertinagem no Brasil foi o emprego que eles deram à palavra esperança. Tratando da política abortiva que Obama pretende implementar, William Murat questionou o que se pode esperar de alguém que se propõe a ceifar a vida de milhões de inocentes. Obama vai abortar o futuro dos Estados Unidos da América! Como se pode esperar algo bom dele?

            Posto isso, quero aqui fazer uma pequena reflexão sobre a Esperança Cristã.

 

            “A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não em nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. ‘Continuemos a afirmar nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa’ (Hb 10,23). ‘Este Espírito que ele ricamente derramou sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que fôssemos justificados por sua graça e nos tornás­semos herdeiros da esperança da vida eterna’ (Tt 3,6-7)” (CIC 1817).

 

            Primeiro: é preciso perceber que a esperança é uma virtude. Não é o mesmo que uma simples expectativa construída a partir de um cenário aparentemente promissor. O cristão espera contra toda a esperança (Rm 4,18). Espera quando ninguém mais espera. Espera mesmo quando o túnel é escuro e não se consegue enxergar nenhuma luz ao fim dele.

            Segundo: o Reino dos céus é o fim último da nossa esperança. Ao contrário do que pensa Libertino Boff, resolver a crise “ecológica, climática, alimentar, energética e econômica” não é a finalidade que vai satisfazer os nossos anseios.

            Terceiro: A esperança cristã se baseia na confiança. Não se pode esperar algo bom de alguém que inspira desconfiança. Só Cristo – que é fiel às suas promessas – é capaz de fazer jus a confiança n’Ele depositada. Spes autem non confundit (A esperança não engana. Rm 5,5).

 

Uma outra definição do catecismo, diz:

 

            “A esperança é o aguardar confiante da bênção divina e da visão beatifica de Deus; é também o temor de ofender o amor de Deus e de provocar o castigo” (CIC 2090).

 

            A respeito desta declaração é importante perceber que o temor de ofender a Deus e de provocar Sua Ira, é também sinal de esperança. Quem espera dias melhores, quem espera novos céus e nova terra (2Pd 3,13), faz por onde não ofender ao Senhor. Quem quer participar do banquete divino terá que usar a veste da esperança, do contrário não participará (Mt 22, 2-14).

            Por fim, quero colocar um trecho belíssimo da Encíclica Spe Salvi, de Sua Santidade, o Papa Bento XVI:

 

            O homem, na sucessão dos dias, tem muitas esperanças – menores ou maiores – distintas nos diversos períodos da sua vida. Às vezes pode parecer que uma destas esperanças o satisfaça totalmente, sem ter necessidade de outras. Na juventude, pode ser a esperança do grande e fagueiro amor; a esperança de uma certa posição na profissão, deste ou daquele sucesso determinante para o resto da vida. Mas quando estas esperanças se realizam, resulta com clareza que na realidade, isso não era a totalidade. Torna-se evidente que o homem necessita de uma esperança que vá mais além. Vê-se que só algo de infinito lhe pode bastar, algo que será sempre mais do que aquilo que ele alguma vez possa alcançar (…) Precisamos das esperanças – menores ou maiores – que, dia após dia, nos mantêm a caminho. Mas, sem a grande esperança que deve superar tudo o resto, aquelas não bastam. Esta grande esperança só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (nº. 30-31).

 

            Nossa esperança é Deus. Obama é ilusão.

 

Barack Obama

Barack Obama

            O ilustríssimo presidente recém-eleito dos Estados Unidos da América, o Sr. Barack Obama, já começou a botar para fora as suas garras.  O Estadão publicou que vai tentar reverter algumas decisões tomadas por George W. Bush. Cerca de 200 ordens executivas por ele expedidas, poderiam ser revertidas. Dentre elas:

 

1 – a política de pesquisas com células-tronco;

2 – a legislação que diz respeito à prática do aborto;

 

            Creio que George W. Bush, estando no governo dos EUA, fez uma porção de bobagens. Por isso, tantas das suas determinações merecem realmente ser revistas. Mas, pelo menos ele tinha uma visão “ortodoxa” das questões ligadas à Vida.

            Fabrício Ribeiro já havia divulgado um vídeo no Palavras Apenas expondo qual era a posição de Obama a respeito destes assuntos. Como os americanos não usaram este tipo de critério ético-moral para escolher o seu presidente, terão que suportar os arranhões que as garras de Obama vão provocar. Espero sejam só arranhões, e não feridas profundas no povo norte-amerciano…