outubro 2009


Vejam que notícia espetacular a ACI publicou! (grifos meus)

Religiosas com Síndrome de Down

Comunidade francesa acolhe mulheres com Síndrome de Down que querem ser religiosas

PARIS, 30 Out. 09 (ACI) – Em Blanc, na França, se encontra o lar das Irmãzinhas Discípulas do Cordeiro, uma comunidade com uma característica muito especial: algumas de seus integrantes têm Síndrome de Down e demonstraram que estas mulheres excepcionais podem responder a um chamado à vida contemplativa segundo a regra de São Bento.

Conforme informou o jornal espanhol La Razón, em Blanc se vive desde 1985 uma “história de amor” muito particular pois possivelmente se trate da única comunidade religiosa que admite a mulheres com esta síndrome.

As Irmãzinhas Discípulas do Cordeiro foram fundadas em 1985 e sua vocação é eminentemente contemplativa, apoiada na Regra de São Bento e no caminho da Infância Espiritual de Santa Teresa do Menino Jesus, e oferece às jovens com síndrome de Down a possibilidade de realizar sua vocação religiosa, acompanhadas por outras irmãs da comunidade que não apresentam a mesma condição.

A irmã Line, responsável pela comunidade, afirma que “no âmbito espiritual, os termos de ‘validez’ e de ‘incapacidade’ devem relativizar-se pois “a incapacidade mais grave acaso não é aquela produzida pelo pecado, que obstaculiza a vida de Deus na alma?”, pergunta-se.

Para a irmã Line, “uma pessoa que acolhe plenamente a graça se constrói e se abre também humanamente”.

Em sua vida cotidiana, estas religiosas participam da Missa, rezam e realizam trabalhos de costura, bordados, confeitaria, entre outros. A comunidade recebe assistência do monastério beneditino de Fontgombault e conta atualmente com umas dez irmãs.

Nestes anos, a comunidade recebeu o apoio de pastores e numerosas pessoas, entre elas Birthe Lejeune, viúva de Jerome Lejeune, o descobridor da Síndrome de Down.

Conforme recorda Birthe, que se converteu em benfeitora das irmãzinhas, Lejeune pensava “que a vocação religiosa é um chamado que poderia ser para todos, incluindo as pessoas que sofrem de retardo mental” e sustentava que “este caminho de encontro íntimo com Deus, e – portanto – o desenvolvimento pessoal está à disposição das mulheres jovens com síndrome de Down, como mostram com muita felicidade nesta comunidade”.

 A comunidade foi reconhecida em 1990 pelo então Arcebispo de Tours, Dom Jean Honoré, como uma associação pública de fiéis leigos, um status confirmado em 1995 pelo então Bispo de Bourges, Dom Pierre Plateau.

Com ocasião de seus 20 anos de fundação, Dom Plateau animou às irmãzinhas a seguir respondendo ao chamado de Cristo e assinalou que “porque as ama, Jesus as chamou, provavelmente porque quer que sua pequena comunidade mostre a um mundo que pode ser muito egoísta, a ternura de Deus para todos os que o reconhecem e como os pequenos são capazes de demonstrar muito amor e provavelmente mais que outros. É sua maneira de proclamar a Boa Nova”.

Para mais informação (em francês) se pode visitar a página Web da Arquidiocese de Bourges:

http://catholique-bourges.cef.fr/communaute/religieuses/agneau.htm

[E lá vem a ladainha dos aborteiros: o estado é laico, o estado é laico, o estado é laico…. blá, blá, blá. Não agüento mais!]

 

COMPREENDENDO A LAICIDADE, SEUS DESAFÍOS, PERSPECTIVAS E

CONEXÕES COM A BIOÉTICA

 

http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6006&sid=3&UserActiveTemplate=_BR

 

             A Rede Liberdades Laicas Brasil está associada à Red Iberoamericana por las Libertades Laicas, que é uma organização que surge por iniciativa da sociedade civil, interessada na promoção das liberdades civis e os direitos sexuais e reprodutivos, sob a perspectiva de um Estado laico.

            Entendemos a laicidade como um regime de convivência social, cujas instituições políticas estão essencialmente legitimadas pela soberania popular não por instituições religiosas. Desta maneira, um Estado laico pretende garantir a livre expressão das diferentes concepções de vida, mantendo certos limites, a fim de lograr uma melhor coabitação entre os grupos. Definir a laicidade como um processo de transição de formas de legitimidade sagradas a formas democráticas ou baseadas na vontade popular nos permite também compreender a laicidade não somente no estrito sentido da separação Estado-Igrejas. De fato, existem muitos Estados que não são formalmente laicos, porém estabelecem políticas públicas alheias à normativa doutrinal das Igrejas e sustentam sua legitimidade mais na soberania popular que em qualquer forma de consagração eclesiástica. Nesta perspectiva, o Estado laico é a melhor garantia das liberdades cidadãs, incluídas as de religião, de convicção, de pensamento e de expressão. Um dos objetivos da Rede é difundir e fomentar a discussão sobre tais direitos em ambientes acadêmicos e sociais de forma geral.

            Pretende-se realizar um encontro sobre o tema laicidade, em consonância com temas afetos à Bioética, na cidade de Recife, PE, com a participação e apoio de diversas entidades locais e nacionais. A iniciativa partiu da Rede Liberdades Laicas Brasil associada à Sociedade Brasileira de Bioética Regional Pernambuco.

 

Data: 5 e 6 de novembro de 2009

Local: Memorial da Medicina de Pernambuco

Rua Amaury de Medeiros, nº 206, Derby

Recife, PE – CEP 52010-120

Telefax: (0**81) 3423.6539

 

Informações e Inscrições: CEP Hospital da Restauração

Fone (81) 31815603

Valor: R$ 15,00 estudantes / R$ 25,00 profissionais – Vagas limitadas

 

05/11/2009

8h – Abertura

 

8h15 – 9h15 Conferência

Uma introdução ao tema da Laicidade

Roberto Lorea (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

9h15 – 9h30 – Intervalo

 

9h30 – 12h – Mesa Redonda

Laicidade e suas conexões

Palestrantes: Roberto Lorea (LiberdadesLaicas Brasil)

                            Daniel Gutiérrez Martínez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

                            José Diógenes C. de Souza Júnior (OAB-PE)

 

12h- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Direitos sexuais e reprodutivos

Palestrantes: Olimpio Moraes (Cisam) – Ana

Roberta Oliveira (PAPAI) – Roberto Lorea (Liberdades Laicas Brasil)

 

06/11/2009

 

8h – 9h15 – Conferência

Diversidade, Laicidade e Crenças

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

9h15 – 10h30 – Conferência

Laicidade: desafios e perspectivas

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

1030 – 10h45 – Intervalo

 

10h45 – 12h – Debate

 

12- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Laicidade e Bioética

Palestrantes: Aurélio Molina da Costa (SBBPE)

                          Carlos Vital (CREMEPE) –

                          Marcia Mocellin Raymundo (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

 Realização: Red Iberoamericana por las Libertades Laicas – Rede Liberdades Laicas Brasil – Sociedade Brasileira de Bioética PE – Centro de Estudos do Hospital da Restauração

Apoio: Instituto PAPAI – Centro de Estudos do Hospital da Restauração – CREMEPE

             Três curtas notícias [já não tão novas] que me chamaram a atenção:

               I

           Obama critica as pessoas com “atitudes velhas” em discurso principal em evento homossexual: Ele promete revogar a tão chamada Lei de Defesa do Casamento

               II

               Arquidiocese do Rio anuncia campanha popular para manutenção do Cristo Redentor

               III

               Papa Bento XVI recebeu o novo “Compendium eucharisticum” de mãos do Cardeal Antonio Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

           

A SITUAÇÃO DA DEFESA DA VIDA

 

sdv@pesquisasedocumentos.com.br

 DIFUNDA ESTA MENSAGEM.

 EXPLIQUE A SEUS CONTATOS QUE A DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO É NECESSÁRIA PARA A DEFESA DA VIDA.

 

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DE ONDE VEM O MOVIMENTO MUNDIAL A FAVOR DO ABORTO?

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APRESENTAÇÃO E RESENHA

 

Sempre houve uma minoria muito reduzida de pessoas que eram a favor da legalização do aborto, mas o movimento só ganhou a força que possui hoje graças à iniciativa do mega-bilionário americano John Rockefeller III. Em 1952 Rockefeller e mais 26 especialistas em demografia fundaram em Williamsburg o Population Council, a organização que desencadeou o projeto mundial de controle populacional.

O problema, porém, é que John Rockefeller III era um homem de visão muito curta e não conseguiu perceber que o projeto, para ser executado com sucesso, exigiria

1. recorrer interminavelmente a práticas anti-democráticas, as quais teriam que ser executadas com o mínimo possível de divulgação ao público;

2. o desmantelamento da Igreja Católica e a alteração dos julgamentos morais e éticos dos indivíduos e da sociedade;

3. convencer a sociedade que não existe vida humana antes do nascimento, algo totalmente impossível diante das evidencias crescentes do desenvolvimento científico e tecnológico.

Ou seja, não conseguiu compreender que tal projeto não poderia ser viável e não poderia ter futuro.

Hoje o Partido dos Trabalhadores decidiu aliar seu próprio projeto político ao projeto internacional do aborto e querer afundar junto com ele. A este caso de miopia política o Partido acaba de acrescentar a condenação unânime dos deputados Luis Bassuma (PT-BA) e Afonso Henrique (PT-AC), acusados de violação da Ética Partidária por terem militado contra a legalização do aborto e por haverem criado no Congresso a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Aborto para investigar quem está financiando a promoção da prática no Brasil.

A organização Provida Família de Brasília acaba de divulgar uma circular entre os movimentos a favor da vida sobre a importância da CPI do Aborto a qual, embora já criada, não foi instalada devido ao forte lobby dos mesmos grupos que promovem o aborto no Brasil e que seriam investigados caso a CPI se instalasse. Para que a CPI seja instalada, os líderes das bancadas na Câmara devem indicar os nomes dos deputados que comporão a Comissão, e é justamente esta indicação que o lobby dos promotores do aborto está impedindo. No final desta mensagem estão listados os líderes de bancada que ainda não indicaram os parlamentares para a CPI.

Segundo a circular do Provida Família,

 

“A MAIS IMPORTANTE ATIVIDADE EM DEFESA DA VIDA NO MOMENTO DIZ RESPEITO À INSTALAÇÃO DA CPI DO ABORTO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS. ESSA CPI FOI CRIADA, MAS PARA SUA INSTALAÇÃO É NECESSÁRIO QUE OS LÍDERES PARTIDÁRIOS INDIQUEM SEUS MEMBROS. HÁ UM FORTE ‘LOBBY’ DOS GRUPOS FEMINISTAS PARA QUE NÃO SE INSTALE ESSA CPI COM O ARGUMENTO DE QUE É PARA PUNIR AS MULHERES QUE FIZERAM ABORTO.

NA REALIDADE O QUE OS PROMOTORES DO ABORTO TEMEM É TORNAR PÚBLICO QUE ELES ESTÃO A SERVIÇO DE INTERESSES INTERNACIONAIS DE CONTROLE POPULACIONAL E QUE PARA ISSO ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS INVESTEM MILHÕES DE DÓLARES PARA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO PAÍS. UMA VEZ INSTALADA ESSA CPI ESTARÃO PARALIZADOS E ARQUIVADOS OS PROJETOS DE LEI DO ABORTO NO CONGRESSO NACIONAL.

É IMPORTANTE QUE VOCÊ CONTACTE OS LÍDERES (ENDEREÇOS ABAIXO) ATRAVÉS DE E-MAILS, FAXES, TELEFONEMAS, CARTAS, CONTATO PESSOAL E PEÇA-LHES PARA INDICAREM OS MEMBROS DESSA CPI”.

 

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 DE ONDE VEM O MOVIMENTO MUNDIAL A FAVOR DO ABORTO?

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Sempre houve uma minoria muito reduzida de pessoas que eram a favor da legalização do aborto, mas o movimento só ganhou a força que possui hoje graças à iniciativa do mega-bilionário americano John Rockefeller III. Herdeiro de uma imensa fortuna e de uma extensa rede de instituições filantrópicas, indeciso sobre como assumir o comando de uma organização tão complexa em que parecia não haver espaço nem recursos para nenhuma inovação, sentiu-se atraído nos anos 50 pela questão ainda emergente da explosão populacional. O problema poderia ser resolvido promovendo o desenvolvimento educacional e econômico do terceiro mundo mas, em vez disso, as organizações Rockefeller resolveram utilizar-se de seus fabulosos recursos para tentar resolver o problema através do controle direto da natalidade, dentre os quais o principal método viria a ser o aborto.

Em 1952 Rockefeller e mais 26 especialistas em demografia fundaram em Williamsburg o Conselho Populacional, uma organização que desencadeou um projeto mundial de controle populacional. O Conselho Populacional arrastou na sua esteira, imediatamente a seguir, a imensa Fundação Ford e as próprias organizações Rockefeller e, a partir de 1990, uma quantidade extraordinariamente grande de outras e novas fundações internacionais.

O problema, porém, é que John Rockefeller III era um homem de visão muito curta e não conseguiu perceber que um projeto que, para ser executado com sucesso, necessitaria incluir a implantação do aborto totalmente livre como um direito a nível mundial é um projeto que já nasceu falido, pelo menos pelas seguintes três dificuldades.

A primeira dificuldade estava em ter-se verificado, já desde os seus primórdios, que para que um projeto como este pudesse prosperar, necessitaria recorrer interminavelmente a práticas anti-democráticas, as quais teriam que ser executadas em sigilo, com o mínimo de divulgação por parte da imprensa.

Os exemplos são inúmeros, um número tão grande que se torna impossível enumerá-los aqui, e tantos, que pode-se dizer que todo processo de implantação do aborto no mundo só foi essencialmente possível através da prática da anti-democracia. Não preciso convencer os que promovem o aborto sobre a veracidade desta afirmação. Os que realmente planejam as ações sabem muito bem que é assim. Limitado ao jogo limpo e democrático, a questão do aborto inevitavelmente perde. Nos Estados Unidos cunhou-se a expressão “rights by steal” para designar o processo, retirada literalmente dos próprios memorandos dos que promovem o aborto, e que em português se traduziria aproximadamente como “a obtenção do direito através do assalto”. Um exemplo disso deu-se já no início do movimento pela legalização do aborto nos Estados Unidos. O primeiro Estado americano a legalizar o aborto, mas apenas até o terceiro mês de gestação, foi o Colorado, em 1968. Surgiu em seguida uma contra reação tão forte nos parlamentos estaduais que ficou claro que o resultado final do processo que se desdobraria a partir daí seria claramente a favor da vida. Foi então preciso recorrer à Suprema Corte de Justiça para que, usurpando as atribuições que deveriam pertencer ao Legislativo e impedindo o livre debate democrático que estava em curso, através da apresentação de um caso de estupro ocorrido no Texas que depois revelou-se falso pela confissão dos próprios autores, o aborto pudesse finalmente ser amplamente legalizado, durante todos os nove meses da gravidez, por uma súbita imposição de cinco dos nove juízes da Suprema Corte. Em janeiro de 1973, pela célebre decisão Roe x Wade, a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos decidiu que o aborto deveria ser legal, em todo o país, durante todos os nove meses da gravidez, sem necessidade de que a mulher, do primeiro até o sexto mês, apresentasse nenhum motivo para pedir o aborto e, a partir daí, do sexto até o nono mês, bastando apenas que ela apresentasse qualquer motivo. Ademais, segundo declarou a sentença da maioria,

 

“A CONSTITUIÇÃO AMERICANA NÃO DEFINE O QUE SEJA PESSOA, MAS O USO DA PALAVRA É TAL QUE ELA SOMENTE PODE SER APLICADA APÓS O NASCIMENTO. NADA INDICA QUE ELA POSSA TER NENHUMA APLICAÇÃO PRÉ-NATAL POSSÍVEL. ALÉM DISSO, DEVERIA SER SUFICIENTE OBSERVAR A GRANDE DIVERGÊNCIA DE PENSAMENTO A RESPEITO DA QUESTÃO SOBRE QUANDO SE INICIA A VIDA. SEMPRE HOUVE GRANDE FUNDAMENTAÇÃO PARA SUSTENTAR-SE QUE A VIDA SOMENTE SE INICIA APÓS O NASCIMENTO. A LEI SEMPRE FOI RELUTANTE EM ADMITIR QUALQUER TEORIA DE QUE A VIDA, TAL COMO A RECONHECEMOS, SE INICIA ANTES DO NASCIMENTO”.

 

http://womenshistory.about.com/library/etext/gov/bl_roe_f.htm

 

A absurda sentença já tinha tido um precedente. A Suprema Corte de Justiça americana já havia sentenciado, cem anos antes, praticamente a mesma coisa sobre os escravos africanos, um dos motivos que acabou desencadeando a Guerra de Secessão. Desconsiderando lições óbvias da História, que ensina que não se podem ocultar verdades evidentes, o movimento criado a favor do aborto julgava que, conforme atesta uma ampla literatura, a causa estaria politicamente encerrada e que o povo americano se conformaria definitivamente com a sentença. Pode parecer inacreditável, mas os documentos atestam que os promotores do aborto realmente acreditavam que se a Suprema Corte havia decretado que não havia vida antes do nascimento, então todos os americanos acabariam aceitando que não havia vida antes do nascimento. Mas o próprio recurso ao Poder Judiciário, em uma causa que deveria pertencer ao legislativo e que estava sendo intensamente debatida na sociedade, revelou-se tão odiosamente antidemocrático que, em conjunto com a própria absurdidade da sentença, acabou por desencadear não o fim da controvérsia, mas a organização definitiva de um movimento a favor da vida que não parou mais de crescer até hoje nos Estados Unidos. No Brasil, passados quase quatro décadas, a imprensa não divulgou ainda, uma única vez, como o judiciário americano obrigou todos os estados da federação a instituir o aborto livre e legal durante todos os nove meses da gravidez, diante do espanto geral dos que compreenderam o que estava acontecendo, pois a possibilidade de legalizar-se o aborto durante todos os nove meses da gravidez era um assunto que jamais havia sido nem debatido nem tampouco pensado na sociedade estadunidense. Proliferam hoje no país clínicas especializadas em aborto de último trimestre. A mídia brasileira não divulga estas notícias pelo receio de tornar a população ainda mais contrária à legalização do aborto do que ela já é. A segunda dificuldade consiste em que, para que possa prosperar um projeto que para ser executado necessite incluir a implantação do aborto totalmente livre, tal projeto exigiria a destruição da Igreja Católica. Destruir a Igreja Católica, porém, seria uma façanha que nem os Césares, nem as invasões bárbaras, nem a Renascença, nem Revolução Francesa, nem Napoleão, nem os maiores gênios políticos da História até hoje não puderam conseguir. Quer os promotores do aborto o tenham entendido ou não, – parece que no início não tiveram uma idéia clara a este respeito, mas hoje tudo indica que já o entenderam-, enquanto a Igreja Católica não for destruída, o aborto nunca poderá ser definitivamente implantado como um direito. Ele sempre será um delito. A Fundação Ford, começou a sinalizar ter entendido esta necessidade em 1990, ao publicar o célebre relatório programático intitulado “Saúde Reprodutiva: Uma Estratégia para os Anos 90”. Neste documento, a Fundação estimava que para a população mundial alcançar o crescimento zero seria necessária uma redução da natalidade para a qual a oferta de serviços médicos, incluindo a legalização do aborto, somente poderia contribuir no máximo com 40% do total necessário. Os restantes 60%, segundo o relatório, não poderiam ser alcançados apenas com reformas legais e ofertas de serviços, mas fazia-se necessário

“INTRODUZIR A EDUCAÇÃO SEXUAL PRECOCE, ALTERAR O STATUS DA MULHER NA SOCIEDADE E ALTERAR O JULGAMENTOS MORAIS E ÉTICOS DOS INDIVÍDUOS E DA SOCIEDADE”,

[Reproductive Health: A Strategy for the 1990s: http://www.fordfound.org/archives/item/0148%5D

 

Para lograr o que, porém, seria necessário destruir efetivamente o papel da Igreja Católica na sociedade.

A terceira dificuldade consiste em que, para prosperar, o projeto precisaria convencer a sociedade que não existe vida humana antes do nascimento, algo totalmente impossível diante dos instintos maternos fortemente instalados na natureza humana e diante do desenvolvimento científico e tecnológico, que mostra cada vez mais claramente, com novos e espetaculares recursos a cada dia que se passa, exatamente o contrário.

Ora, qualquer projeto que, para vencer, deva ocultar constantemente seu modo de proceder e subverter os princípios democráticos e que, para consolidar-se, deva propor-se a destruir a Igreja Católica, “alterar os julgamentos morais e éticos dos indivíduos e da sociedade”, e desafiar as evidências mais manifestas que surgem todos os dias graças à ciência, não poderia nunca ter sido considerado, por nenhum estrategista sensato, como um projeto de futuro. A primeira dificuldade poderia ser vencida, durante algum tempo, por um poder econômico muito grande; não, porém, durante todo o tempo, por maior que fosse tal poder. Quanto à segunda dificuldade, há quem suponha que poderia ser vencida por um poder divino, não talvez por um poder meramente humano. Mas no que diz respeito à terceira dificuldade, esta já não poderia ser vencida nem mesmo por um poder divino. Um projeto como este, ainda que criado pelas poderosas organizações Rockefeller e Ford, é um projeto falido em seu próprio princípio. É uma missão impossível ou, como se diz em português, uma canoa furada.

Hoje pertence ao senso comum espantar-se pela falta de visão do projeto do Partido Nazista alemão, do qual era possível prever a viabilidade pelas reações praticamente insuperáveis que acabaria por suscitar. No entanto, não é difícil entender que um estrategista isento, sentado junto a uma mesa de trabalho e comparando friamente ambas as propostas, teria que concluir que o projeto nazista, já insustentável a longo prazo, teria ainda assim, tecnicamente considerado, maiores probabilidades de êxito do que o projeto Ford e Rockefeller. É espantoso observar o quanto os envolvidos nestes projetos não conseguiam perceber afirmações tão evidentes.

Porém, mais espantoso do que isto, é observar agora o Partido dos Trabalhadores, que não estava envolvido com estas questões, ter decidido, com a total aprovação do presidente Lula, diante de uma população crescentemente contra a legalização do aborto, atirar-se contra a sua base e contra a Igreja que o ajudou a organizar-se, aliar seu próprio projeto político ao projeto internacional do aborto e querer afundar junto com ele. E, se isto já não mostrasse suficientemente um caso gravíssimo de miopia política, o Partido acrescenta-lhe a condenação unânime de dois dos seus membros que mais claramente haviam percebido as verdadeiras dimensões do problema, impossibilitando sua atividade legislativa.

Para os próprios deputados, o julgamento poderá render os efeitos contrários aos desejados pelo Partido dos Trabalhadores. O partido desejava puní-los, mas, em vez disso, pode tê-los consagrado.

Em primeiro lugar, os deputados foram apresentados à nação como homens honestos. Se o Partido queria expulsá-los, a coisa mais fácil para isso teria sido flagrá-los e acusá-los de corrupção, coisa comum entre políticos. Não conseguiu fazê-lo. Em vez disso, atestou publicamente que nada encontrou nos acusados que pudesse comprometê-los, exceto haverem defendido o direito à vida.

Em segundo lugar, os deputados foram apresentados à nação como políticos capazes de serem fiéis aos seus ideais e às suas propostas de trabalho. O julgamento mostrou que estes homens não puderam ser comprados pela ameaça, pelo desprezo, ou pela própria expulsão do partido a que serviam.

O quadro com que o PT apresentou os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso ao povo brasileiro, se as notícias fossem divulgadas, representaria justamente o perfil dos políticos que qualquer eleitor brasileiro sempre sonhou que deveria existir em algum lugar, um político que qualquer partido honesto teria orgulho de exibir em suas fileiras. O PT declarou que conseguiu encontrar dois deles dentro de seus próprios quadros. Porém, em vez de acolhê-los, reconhecendo necessitar de pessoas deste porte para renovar sua imagem, fortemente abalada por constantes episódios de corrupção, declarou em vez disso, por unanimidade, que os políticos que possuírem tais currículos estão violando gravemente o Código de Ética do Partido.

A violência envolvida neste julgamento do Partido dos Trabalhadores não é apenas um grave golpe à defesa da dignidade da vida humana e à liberdade de expressão no Brasil. Ela representa um sinal claro da existência de um compromisso programático contra o direito à vida por parte do governo Lula, e um prenúncio de outras medidas ainda mais radicais que serão tomadas no futuro.

Para os deputados condenados, este julgamento representaria uma consagração jamais vista a uma carreira política, algo que não me recordo de ter presenciado em nenhum lugar, se as informações realmente pudessem circular livremente. Depende unicamente dos que receberem esta mensagem que o seu conteúdo possa se tornar domínio público, para defesa da democracia e do estado de direito.

 

O Brasil está enfrentando o maior e mais ordenado ataque já desencadeado contra a dignidade da vida humana que houve em sua história. É necessário esclarecer de onde ele vem, como ele age, e como o governo brasileiro decidiu envolver-se com esta agenda monstruosa. A divulgação destas informações é essencial para a defesa da dignidade da vida humana e a preservação do ideal democrático.

 

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LÍDERES PARLAMENTARES QUE AINDA NÃO INDICARAM MEMBROS PARA CPI DO ABORTO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

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PTC Partido Trabalhista Cristão – CARLOS WILLIAN

(61) 3215-5472 dep.carloswillian@camara.gov.br

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PMN Partido da Mobilização Nacional – ULDURICO PINTO – BA

(61) 3215-5743 dep.ulduricopinto@camara.gov.br

_________________________________________________________

PCdoB Partido Comunista do Brasil – DANIEL ALMEIDA – BA

(61) 32155-9732 lid.pcdob@camara.gov.br

_________________________________________________________

PSB Partido Socialista Brasileiro – RODRIGO ROLLEMBERG – DF

(61) 3215-9650 lid.psb@camara.gov.br

_________________________________________________________

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro –

HENRIQUE EDUARDO ALVES – RN

(61) 3215-9181 lid.pmdb@camara.gov.br

_________________________________________________________

PT do B/RJ Partido Trabalhista do Brasil – VINICIUS CARVALHO RJ

(61) 3215-5587 dep.viniciuscarvalho@camara.gov.br

_________________________________________________________

Governo Liderança do Governo – HENRIQUE FONTANA RS

(61) 3215-9001 lid.govcamara@camara.gov.br

_________________________________________________________

Minoria Liderança da Minoria – ANDRÉ DE PAULA – PE

(61) 3215-9820 lid.min@camara.gov.br

_________________________________________________________

PV Partido Verde – SARNEY FILHO – MA

(61) 3215-9790/9791/9792/9795/9796

Fax:3215-9794 lid.pv@camara.gov.br

_________________________________________________________

PPS Partido Popular Socialista – FERNANDO CORUJA SC

(61) 3215-9600 lid.pps@camara.gov.br

_________________________________________________________

PSC Partido Social Cristão – HUGO LEAL – RJ

(61) 3215-9761 lid.psc@camara.gov.br

_________________________________________________________

Bloco Parlamentar PSB, PCdoB, PMN, PRB – MÁRCIO FRANÇA – SP

(61) 3215-5543 dep.marciofranca@camara.gov.br

_________________________________________________________

PT Partido dos Trabalhadores – CÂNDIDO VACCAREZZA/PT

(61) 3215-9102 lid.pt@camara.gov.br

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Bloco Parlamentar PMDB, PTC – HENRIQUE EDUARDO ALVES – RN

(61) 3215-5539 dep.henriqueeduardoalves@camara.gov.br

 

 

 

 

 

 

[Recebi através do newsletter deste site o texto que segue. Tem algumas coisas toscas, como o uso da expressão “magistério das igrejas cristãs”, mas – em geral – o texto traz um recado muito claro que precisa ser dado e repetido a esta nossa sociedade corrompida, e a este mundo cor-de-rosa…]

 

 

Graças a Deus os vários projetos de lei a favor dos homossexuais até agora não passaram, porque se corria o risco de, fazendo dos homossexuais, uma espécie de categoria protegida, se abrir as portas para outras e mais preocupantes discriminações contra aqueles que amanhã poderiam se tornar objetos de ações penais ou ataques pessoais, começando pelos padres e pastores, que não poderiam mais ler nas suas igrejas a Sagrada Escritura onde se fala claramente contra essa categoria, sem naturalmente julgá-los ou entrar na consciência de cada um. Pessoalmente, com todo o respeito que tenho para com quaisquer pessoas e tendo amigos homossexuais, não entendo porque precisaria dar a eles um “status” privilegiado e porque alguém que bate em um homossexual deveria ser punido com uma norma diferente de quem bateu num hebreu, num negro ou em qualquer outra categoria de pessoas…

Os direitos humanos são iguais para todos e é necessária muita atenção, para não se criarem demasiadas categorias e subcategorias particulares de proteção especial. Todas as pessoas sadias física, moral e psiquicamente tem o direito de afirmar que o matrimônio é a união de um homem e uma mulher para gerar e educar os filhos.  Agora as uniões entre homossexuais e entre lésbicas não podem realizar isso e, portanto, não se pode considerar a concepção tradicional de matrimônio como uma forma de discriminação injustificada aos homossexuais.

Considerando que o Brasil é um país de alta percentagem cristã, as várias denominações cristãs, apoiando-se na Sagrada Escritura, que nos apresenta as relações homossexuais como graves depravações, a teologia e o magistério das igrejas cristãs desde sempre declararam que tanto os atos homossexuais como os lésbicos, são sempre intrinsecamente desordenadas. Estão contra a lei natural. Excluem ao ato sexual o dom da vida. Não são frutos de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. De maneira alguma podem ser aprovados. A simples inclinação homossexual, embora intrinsecamente desordenada, não constitui por si só um pecado.  Pode derivar de múltiplas causas, também sem culpa da pessoa, já que a sua gênese psíquica permanece em grande parte inexplicável. Essas pessoas merecem respeito e compreensão; e necessitam de pessoas prontas para ajudá-las e não para enganá-las ou até elogiá-las.

             Após assistir ao vídeo, favor votar na enquete:

 

              A cidade de Madrid conseguiu levar 1 mihão de pessoas às ruas em uma megamanifestação contra o aborto. Será que algum dia, aqui no Brasil, nós conseguiremos semelhante feito? Espero em Deus que sim!

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