Estou postando aqui apenas a primeira parte desta palestra de Pe. Paulo Ricardo sobre o Marxismo Cultural. Com isso, gostaria de estimular e recomendar veementemente que todos assistam [ouçam] a íntegra desta palestra. O tema é atualíssimo e, diga-se de passagem,  bastante preocupante… Os leigos [e também os sacerdotes] católicos que desejam se insurgir contra o sistema anticristão que está sendo implantado na sociedade devem, a meu ver, se inteirar desta questão.

 

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[E lá vem a ladainha dos aborteiros: o estado é laico, o estado é laico, o estado é laico…. blá, blá, blá. Não agüento mais!]

 

COMPREENDENDO A LAICIDADE, SEUS DESAFÍOS, PERSPECTIVAS E

CONEXÕES COM A BIOÉTICA

 

http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6006&sid=3&UserActiveTemplate=_BR

 

             A Rede Liberdades Laicas Brasil está associada à Red Iberoamericana por las Libertades Laicas, que é uma organização que surge por iniciativa da sociedade civil, interessada na promoção das liberdades civis e os direitos sexuais e reprodutivos, sob a perspectiva de um Estado laico.

            Entendemos a laicidade como um regime de convivência social, cujas instituições políticas estão essencialmente legitimadas pela soberania popular não por instituições religiosas. Desta maneira, um Estado laico pretende garantir a livre expressão das diferentes concepções de vida, mantendo certos limites, a fim de lograr uma melhor coabitação entre os grupos. Definir a laicidade como um processo de transição de formas de legitimidade sagradas a formas democráticas ou baseadas na vontade popular nos permite também compreender a laicidade não somente no estrito sentido da separação Estado-Igrejas. De fato, existem muitos Estados que não são formalmente laicos, porém estabelecem políticas públicas alheias à normativa doutrinal das Igrejas e sustentam sua legitimidade mais na soberania popular que em qualquer forma de consagração eclesiástica. Nesta perspectiva, o Estado laico é a melhor garantia das liberdades cidadãs, incluídas as de religião, de convicção, de pensamento e de expressão. Um dos objetivos da Rede é difundir e fomentar a discussão sobre tais direitos em ambientes acadêmicos e sociais de forma geral.

            Pretende-se realizar um encontro sobre o tema laicidade, em consonância com temas afetos à Bioética, na cidade de Recife, PE, com a participação e apoio de diversas entidades locais e nacionais. A iniciativa partiu da Rede Liberdades Laicas Brasil associada à Sociedade Brasileira de Bioética Regional Pernambuco.

 

Data: 5 e 6 de novembro de 2009

Local: Memorial da Medicina de Pernambuco

Rua Amaury de Medeiros, nº 206, Derby

Recife, PE – CEP 52010-120

Telefax: (0**81) 3423.6539

 

Informações e Inscrições: CEP Hospital da Restauração

Fone (81) 31815603

Valor: R$ 15,00 estudantes / R$ 25,00 profissionais – Vagas limitadas

 

05/11/2009

8h – Abertura

 

8h15 – 9h15 Conferência

Uma introdução ao tema da Laicidade

Roberto Lorea (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

9h15 – 9h30 – Intervalo

 

9h30 – 12h – Mesa Redonda

Laicidade e suas conexões

Palestrantes: Roberto Lorea (LiberdadesLaicas Brasil)

                            Daniel Gutiérrez Martínez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

                            José Diógenes C. de Souza Júnior (OAB-PE)

 

12h- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Direitos sexuais e reprodutivos

Palestrantes: Olimpio Moraes (Cisam) – Ana

Roberta Oliveira (PAPAI) – Roberto Lorea (Liberdades Laicas Brasil)

 

06/11/2009

 

8h – 9h15 – Conferência

Diversidade, Laicidade e Crenças

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

9h15 – 10h30 – Conferência

Laicidade: desafios e perspectivas

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

1030 – 10h45 – Intervalo

 

10h45 – 12h – Debate

 

12- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Laicidade e Bioética

Palestrantes: Aurélio Molina da Costa (SBBPE)

                          Carlos Vital (CREMEPE) –

                          Marcia Mocellin Raymundo (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

 Realização: Red Iberoamericana por las Libertades Laicas – Rede Liberdades Laicas Brasil – Sociedade Brasileira de Bioética PE – Centro de Estudos do Hospital da Restauração

Apoio: Instituto PAPAI – Centro de Estudos do Hospital da Restauração – CREMEPE

Caríssimos,

Publiquei na página “Encontros” (localizada na barra lateral deste blog) o áudio de uma entrevista que me foi concedida por um dos membros do Movimento Igreja Nova. É curiosa a postura deles… Vão lá. Ouçam e comentem!

            Já tentei, muitas vezes, esboçar para alguns católicos aquilo que a Igreja espera de um sacerdote. Mês passado, durante um retiro, o padre que conduzia uma das meditações dizia aos que estávamos presentes: “A Igreja precisa de sacerdotes-sacerdotes. Não de sacerdotes-políticos, sacerdotes-sindicalistas, sacerdotes cantores, etc. No padre, a vida e o ofício são inseparáveis (a citação não é literal, mas a idéia era esta)”. Penso que esta reflexão é muito oportuna para este Ano Sacerdotal que estamos vivendo. Dado que muitas das minhas tentativas de mostrar qual seja o papel do padre na Igreja deram com os burros n’água, vou  – agora – fazer o caminho inverso: quem sabe se, entendendo o papel dos leigos na Igreja, as pessoas não *começam a entender* a diferença essencial entre a função de um sacerdote e as tarefas que competem aos leigos realizar? Para tanto, peço que assistam a este vídeo, postado no Youtube pela equipe de ACI:

 

É interessante como as empresas, hoje em dia, conseguem mobilizar seus funcionários para atingir as metas e cumprir os objetivos da empresa. Basta um pouco de motivação para que as pessoas passem horas e horas no trabalho, sacrificando, muitas vezes, o tempo que seria dedicado aos filhos e à família.

Porém, é obvio que não nos matamos de trabalhar para atingir só, e somente só, os objetivos da empresa. Temos os nossos objetivos pessoais, entre os quais, nos manter empregados. Vamos conceder que também somos motivados, em parte, por um tipo de altruísmo que nos leva a querer, com o nosso trabalho, melhorar o mundo e satisfazer nossos clientes.

Mas, em tudo isso, prevalece o fator lucro: As empresas, para serem empresas, precisam ter intuito lucrativo (se não, seriam organizações de voluntários, com fins filantrópicos); manter nosso emprego, renda e padrão de vida é, de certa forma, a nossa maneira de lucrar; atualmente, proporcionar bem-estar para o mundo se traduz em manter a economia mundial funcionando bem, através de empresas financeiramente saudáveis. Enfim, nos sacrificamos por aquilo que nos dá lucro.

Por causa do intuito lucrativo, nos matamos. Mas não temos coragem de morrer para a salvação das almas. E nem estou falando aqui de martírio, literalmente, mas apenas da morte da nossa vontade. Estou falando dos sacrifícios que muitas vezes somos chamados a fazer para o bem da evangelização. Vamos tentar achar a lógica (se é que existe) da nossa preguiça, indiferença, e conseqüente desserviço:

 

·                           Não sacrificamos nosso tempo para a glória de Deus, porque Deus não nos paga hora-extra. Então, porque desperdiçar o nosso valioso de tempo? Tempo é dinheiro.

·                           Não sacrificamos a nossa vontade de fazer isto ou aquilo, porque somos livres, fazemos o que queremos. Deus não manda em nós porque, afinal de contas, não é nosso patrão.

·                           Não conseguimos ser mais generosos nas nossas contribuições porque já estamos trabalhando de graça, Deus não nos paga e a Igreja não nos sustenta.

·                           Nas empresas costuma-se entregar prêmio àqueles que se destacam. Eis, porém, o que o Salmista obteve por se consumir em honra da casa de Deus: “Por mortificar minha alma com jejuns, só recebi ultrajes. Por trocar minhas roupas por um saco, tornei-me ludíbrio deles [dos inimigos de Deus] (Sl 68,11-12)”. Como trabalhar para alguém que não reconhece o nosso esforço, e que nos promete perseguições? 

Esse tipo de pensamento é extremamente danoso, pois deixamos de cumprir papéis que, por direito, são nossos. Exemplo: quando trabalham em equipe as empresas demonstram unidade, coesão, companheirismo. Nós, na casa de Deus, não conseguimos trabalhar em conjunto e, assim, não conseguimos brilhar “como sinal profético de unidade e paz” (Oração Eucarística VI-A), que é tarefa nossa, como Igreja.

Nosso objetivo é muito nobre! Nossa meta é muito alta: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações (Mt 28,19a)”. Como seria diferente a Igreja se nos empenhássemos para o trabalho na vinha do Senhor, como nos empenhamos em todas as outras tarefas que executamos no nosso dia a dia.

O Salmista ao qual me referi anteriormente, dizia: “O zelo por tua casa me consome, ó Senhor” (Sl 68,10). É necessário buscar o sentido da palavra “consumir”. Significa sumir com. Lembro-me agora de uma música que diz “só por Ti, Jesus, quero me consumir como vela que queima no altar. Me consumir de amor”. É exatamente isso: a vela, ao se consumir, some. E, nós devemos, com ela, sumir. Convém que Cristo cresça, que Ele apareça, e nós desapareçamos. (cf. Jo 3,30).

Talvez não tenhamos vislumbrado ainda o valor que o serviço à casa do Senhor pode agregar à nossa vida de cristãos. Não percebemos que a nossa vida está escondida com Cristo em Deus (ICol 3,3); e que ela não se resume a este mundo. Não ouvimos – ou não respondemos – o Duc in altum (“Faze-te ao largo”. Lc 5,4) que nos dá impulso a realizar a obra de Deus. Não entendemos ainda que o nosso lucro é o céu! Ou, por último, não valorizamos o céu. E isso é grave! Deus nos ajude!

 

 

 

No coração de Maria Santíssima,

Gustavo Souza