Ecumenismo


 

I – Modelo “católica” profana crucifixo em propaganda que promove a adoção de animais.

 

A publicação foi feita por ACI. Um trecho da matéria diz que:

 

Em um dos avisos que formam parte da campanha de PETA contra a venda de mascotes, a modelo Joanna Krupa aparece nua luzindo asas de anjo, e oculta algumas parte de seu corpo com um crucifixo. No aviso se lê: “Sejamos uns anjos para os animais, adotando a pequenas criaturas, não comprando-as”.

[…]

No outro, Krupa – que foi capa da revista Playboy – aparece com as asas de anjo em topless, carregando a um cachorrinho e sustentando um terço na mão direita.

 

Profanações, sacrilégios, sátiras contra a Fé e depravação sexual já viraram moda. Nisto não há nenhuma novidade. Pena é que as maldições e os anátemas não tenham, também, se popularizado. Pena é que as autoridades não mais invoquem a ira de Deus e dos Santos Apóstolos sobre os inimigos da Igreja. Pena é que as punições sejam tão insossas. Bom, mais deixa para lá. Pelo menos a Liga Católica se pronunciou de modo contundente:

 

[…] O presidente da Liga Católica, Bill Donohue, esclareceu que “gatos e cães estão mais a salvo em lojas de mascotes que nas mãos dos empregados da PETA. As lojas de mascotes não destroem a iconografia cristã nem se envolvem em reclamações irreligiosas baratas”.

 

 

 

 

II – Brasília se prepara para ser capital da Eucaristia com ocasião do Congresso Eucarístico Nacional

 

A ACI também publicou que Brasília será a sede do XVI Congresso Eucarístico Nacional de 2010 – que ocorrerá entre os dias 13 e 16 de maio de 2010.

A existência de um Congresso Eucarístico é, em si, ótima. Aprofundar o sacramento que é o “centro e ápice da vida da Igreja” é uma coisa maravilhosa e que, certamente, agrada ao coração de Deus. Entretanto… dêem uma olhada nos capítulos do texto que servirá de base à meditações do congresso:

O texto-base é dividido em três capítulos: Eucaristia, Pão da Unidade; Pão da Unidade, Vida dos Discípulos Missionários; e, Fica conosco, Senhor! O primeiro capítulo reflete as bases divino-humanas da unidade presentes na Eucaristia. O segundo aborda a vida eucarística em comunidade e o terceiro se aproxima da realidade econômica, política, religiosa e sociocultural do mundo, estabelecendo um diálogo ecumênico a partir da Eucaristia.

 

Sei não, mas isso está me cheirando a Teologia da Libertinagem (TL)… A propósito, alguém sabe quando é que o bendito Documento de Aparecida sai de moda? Não agüento mais essa história de discípulos e missionários!

 

Aos que se interessarem, visitem a página do Congresso Eucarístico na internet clicando aqui.

 

 

III – Anglicanos na Igreja Católica: ecumenismo não foi arruinado

 

Zenit publicou um breve comentário de Sua Eminência Reverendíssima, o Cardeal Odilo Scherer, a respeito da acolhida aos anglicanos por parte da Igreja. Eis aqui alguns trechos da reportagem:

 

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, considera que as relações ecumênicas com a Comunhão Anglicana “não foram arruinadas, ou diminuídas” com a acolhida da Igreja Católica aos anglicanos que desejam estar em plena comunhão com ela.

Em artigo desta semana do jornal arquidiocesano O São Paulo, Dom Odilo afirma que “a Igreja Católica nada mais faz que acolher o pedido livre e pessoal que recebe de fiéis da Igreja Anglicana”.

[…]

 “É sinal claro”, segundo o cardeal, de que as relações ecumênicas com a Comunhão Anglicana não ficaram comprometidas. “O Ecumenismo vai adiante e vai produzindo frutos, mediante a ação do Espírito Santo”, afirma o arcebispo.

 

Que pena! D. Odilo perdeu uma grande oportunidade de ensinar! Perdeu uma grande chance de mostrar que o ecumenismo faz-se palpável exatamente em casos como o dos anglicanos: com os filhos pródigos retornando à casa paterna. É uma grande bobagem acreditar que as “relações ecumênicas” são eternas e têm um fim em si mesmas. Ora, o ecumenismo é uma maneira de resolver um problema (o das “feridas na unidade da Igreja”), de modo que – quando solucionado este problema – cessa a “atividade ecumênica”. Isto ainda não é óbvio?

 

              I – Itália e Crucifixos

 

                Uma notícia extraordinária publicada no Fratres in Unum!

 

Itália: “Esta é a resposta ao Juiz turco de Estrasburgo!”

 

             (Kreuz.net) “Oh, bella Italia! A Itália mostra aos imbecis europeus com quantos paus se faz uma canoa” – esclareceu o BLOG ‘Fakten Fiktionen’ na quinta-feira:

              “Esta é a resposta ao Juiz turco de Estrasburgo!”.

               O Blog narra os fatos: “O prefeito de San Remo, Maurizio Zoccarato, está colocando uma cruz de dois metros no prédio da prefeitura!” A cidade de San Remo encontra-se no extremo noroeste da Itália. Ao mesmo tempo Zoccarato exigiu que todos os diretores de escolas afixem cruzes nas salas de aula.

              Segundo o blog ‘Fakten Fiktionen’, em toda a Itália inicia-se uma competição para mostrar isso aos juízes de Estrasburgo”. Na cidade de Busto Arsizio, perto de Milão, a administração municipal hasteou as bandeiras da União Européia em frente aos prédios oficiais a meio mastro.

              Um enorme crucifixo está resplandecendo há pouco tempo diante da façada do Teatro Bellini de Catania, na Cicília. Inúmeras comunidades italianas encomendaram novas cruzes para as suas escolas. A cidade Sassuolo na província de Modena no norte da Itália encomendou cinqüenta novos crucifixos. Eles deverão ser pendurados em todas as salas de aula em que ainda não houver algum.

             O Ministro da Defesa Ignazio La Russa abordou o tema da defesa nacional espiritual em uma discussão de TV: “Todas as cruzes devem permanecer penduradas, e os opositores da cruz que morram, juntamente com essas instituições aparentemente internacionais!”

               A comunidade Montegrotto Terme com 10.000 habitantes – onze quilômetros a sudoeste de Pádua – anuncia em placas de néon: “Noi non lo togliamo” – Não vamos ceder.

                O prefeito da cidade de Treviso no noroeste da Itália resumiu a situação muito bem: “Encontramo-nos no reino da demência, essa é uma decisão, que clama por vingança. O tribunal deve processar a si mesmo pelo crime que cometeu!”

               O prefeito de Assis sugeriu que além dos crucifixos fossem colocados também presépios nas salas de aula. O prefeito da cidade de Trieste esclareceu que tudo permaneceria do jeito que está. A Câmara de Comércio romana pediu que as lojas pendurassem crucifixos.

               Na comunidade Abano Terme – onde mora a ateísta militante finlandesa que reclamou do crucifixo – haverá protestos amanhã em frente das escolas a favor da Cruz de Cristo.

               O prefeito de Galzignano Terme na província de Pádua, Riccardo Roman, ordenou colocação imediata de cruzes em todos os edifícios públicos – não somente escolas, mas também na Prefeitura e museus.

               Dentro de duas semanas a polícia irá conferir se a ordem foi obedecida, caso contrário haverá uma multa de 500 Euros.

              O autor de ‘Fakten Fiktionen’ está maravilhado: “Bravo! Vou descansar alguns dias lá no ano que vem! Deve valer à pena!” O Prefeito Maurizio Bizzarri da comunidade de Scarlino na Toscana do sul impôs uma multa de 500 Euros para aqueles que retirarem uma cruz dos prédios públicos. Na cidade Trapani no extremo oeste da Cecília o Presidente e o assessor do governo da província encomendaram 72 cruzes com recursos próprios. Na cidade de Neapel apareceu uma pixação que dizia: “Se arrancar a cruz, eu arranco a tua mão fora!”

            ‘Fakten Fiktionen’ se dá por vencido: “Lamento, preciso parar, mas parece que não existe nenhuma cidade sem resistência.”

 

               II – Anglicanorum Coetibus

 

             A Constituição Apostólica que trata das normas disciplinares para o retorno dos anglicanos ao seio da Santa Mãe Igreja saiu faz alguns dias. Eu, porém, só a vi hoje. Por enquanto o documento está disponível em apenas dois idiomas: inglês e italiano. Se o meu dia tivesse 25 horas iria gastar esta hora adicional traduzindo o texto do italiano para o português [já que, de inglês, no máximo consigo dizer: “the book is on the table”]. Como não tenho um dia tão longo, resumo-me a fazer alguns ligeiros comentários:

 

  • O documento é breve – conta com apenas 13 parágrafos. Isso é bom porque estimula a leitura.
  • É contundente – ao mencionar, por exemplo, que “a única Igreja de Cristo é aquela que professamos no símbolo apostólico como sendo Una, Santa, Católica e Apostólica”. Lá está dito ainda que “O Catecismo da Igreja Católica é a expressão autêntica da fé católica professada pelos membros do Ordinariato”.
  • É bastante “operacional” – a constituição é uma espécie de definição prática de como as coisas funcionarão ora em diante.

              Após uma breve introdução – na qual se fala do papel do sucessor de Pedro, das feridas que a desunião causa ao Corpo Místico de Cristo [a Igreja], e do Espírito Santo como “princípio de unidade” – o documento traz aquilo que parece ser o cerne da declaração da Santa Sé: a apresentação da estrutura e regulamentação canônica do Ordinariato Pessoal [forma em que os anglicanos serão incorporados à Igreja].

               Foi publicado ainda, pela Congregação Para a Doutrina da Fé, um conjunto de normas complementares a Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus. Vale a pena dar uma lida.

 

 

I – Uma pergunta curiosa e uma resposta adequada…

 

Fonte: Veritatis Splendor

 

LEITOR PERGUNTA: JUDAS ISCARIOTES FOI INSTRUMENTO DE DEUS?

 

Por Renato Colonna Rosman

 

Nome do leitor: Pedro Roberto

Cidade/UF: FORTALEZA/CE

Religião: Cristã

Confissão: Católica

Mensagem
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Shalom irmãos…

            Sou católico da renovação carismática, e vivo minha fé católica! Mais como todo cristão que procura se doutrinar, muitas vezes ficam algumas dúvidas em relação alguns fatos, em constante oração peço ao Senhor que jamais me deixe cair nas armadilhas do inimigo, que algumas vezes investe contra nossa caminhada rumo à Verdade. Então aqui vai minha dúvida, na verdade um pedido de esclarecimento.

            No antigo testamento Deus deu a Israel o dia de expiação, onde o sacerdote impunha as mãos sobre o bode expiatório e todos os pecados daquele ano eram colocados sobre o bode a fim de “purificar” Israel. Ainda no antigo testamento, vários profetas falam sobre esse “dia de expiação” só que com o Salvador (Jesus Cristo) que estava por vir, prevendo assim a Sua morte para remissão dos pecados. Me veio então a pergunta, nós julgamos Judas Iscariotes como um traidor, ou na verdade deveríamos julgá-lo somente como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos?

Por favor, me esclareça essa dúvida…

Desejo a todos do site a Paz do Senhor e que Deus continue derramando suas bençãos sobre vós.

 

RESPOSTA

Prezado Pedro,

Agradecemos a sua visita ao nosso site e a sua mensagem.

A sua pergunta é: “Nós julgamos Judas Iscariotes como um traidor, ou na verdade deveríamos julgá-lo somente como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos?”

Deus, que é Amor infinito, não tenta, não induz ninguém ao pecado, não realiza o mal, nem utiliza ninguém como instrumento de pecado, mesmo que seja para alcançar um fim bom. Para Deus “os fins não justificam os meios”. Deus pelo fato de ser onipotente, onisciente e onipresente, nunca faria algo absurdo, incompatível consigo mesmo, que é o pecado, o mal.

Santo Agostinho dizia que “Deus não permitiria o mal, se do mal não pudesse tirar um bem maior.” Deus permite o mal, não porque o queira, o deseje, o induza,  o realize, ou utilize alguém como instrumento para o mal, o que seria um disparate, mas porque respeita a liberdade de Sua criatura, criada à Sua imagem e semelhança, que livremente, por orgulho, se deixa levar pelas tentações, pelas paixões desregradas, pelo pecado, e deixa de fazer o bem devido, acarretando, por fim, o mal.

Não foi Deus que induziu, tentou, levou, ou utilizou como um instrumento, Judas Iscariotes para trair o Seu Filho Amado, Jesus de Nazaré, a fim de realizar a redenção da humanidade; mas foi o próprio Judas Iscariotes, que livremente aceitou a tentação diabólica, e cometeu o pecado mortal de traição do Mestre. Neste caso, Deus apenas permitiu o mal, realizado voluntariamente por Judas Iscariotes, sob influência do maligno, para do mal tirar um bem maior, a redenção da humanidade através das Paixões, Morte e Ressurreição de Jesus de Nazaré.

Sugiro, para aprofundamento, a leitura da reflexão do papa Bento XVI sobre Judas Iscariotes no texto JUDAS ISCARIOTES E MATIAS, link: http://www.veritatis.com.br/article/5022

Conclusão: Não está de acordo com os relatos nos Evangelhos a respeito de Judas Iscariotes, e também é absolutamente incompatível com a Santidade e o Amor Infinitos de Deus, a consideração de Judas Iscariotes “como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos“.

            Espero que a resposta tenha sido útil.

            Que Deus o abençoe.

            Atenciosamente,

            Renato Colonna Rosman

            Apostolado Veritatis Splendor

 

II – Tem mais gente querendo voltar para casa… 😉

 

Fonte: Zenit

 

Ortodoxos búlgaros relançam unidade com católicos

Bispo Tichon se encontra com Bento XVI

 

ROMA, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- “Devemos encontrar a unidade o quanto antes possível e celebrar finalmente juntos, as pessoas não entendem nossas divisões e nossas discussões”.

Assim afirmou o bispo ortodoxo búlgaro Tichon ao Papa, ao término da Audiência de hoje, afirmando que “não economizará esforços” para contribuir a reconstruir “logo a comunhão entre católicos e ortodoxos”.

Segundo publica o jornal L’Osservatore Romano, para Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, “é certamente importante o diálogo teológico que está sendo levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar o quanto antes o modo de celebrar juntos”.

“Um católico não se converterá em ortodoxo e vice-versa, mas devemos aproximar-nos juntos do altar”. Tichon disse ao pontífice que “esta aspiração é um sentimento surgido dos trabalhos da assembléia” de sua diocese, celebrada em Roma, na qual tomaram parte todos os sacerdotes e dois delegados de cada paróquia ortodoxa búlgara.

“Viemos até o Papa – destacou – para expressar-lhe nosso desejo de unidade e também porque ele é o bispo de Roma, a cidade que acolheu nossa assembléia”.

               I

O Roberto Cavalcanti escreveu um texto interessante sobre “Preconceito”. Segundo ele, a “pequena dissertação pretende discutir, sob uma ótica filosófica, a problemática do preconceito. Trata-se de um tema em bastante evidência na sociedade contemporânea, tendo em vista que o termo ‘preconceito’ é um chavão recorrente em discussões no sentido de travar determinadas opiniões”. As considerações me pareceram bastante pertinentes e algumas até meio chocantes… Destaco:

“A palavra “preconceito” virou uma espécie de mantra politicamente correto. É utilizada de forma tão recorrente para censurar a veiculação de determinados argumentos, que vem funcionando hoje quase como um reflexo incondicionado destinado a silenciar interlocutores. Como um clichê socialmente recorrente, trata-se de um mecanismo de exclusão sumária dos dissidentes do pensamento dominante, em outras palavras, uma heresia politicamente correta”.

 

             II

Humberto Vieira, presidente do PROVIDAFAMILIA, elaborou um documento – a partir de uma base de dados muito sólida – intitulado “PARA ENTENDER O PT”. Recomendo fortemente a leitura! Há quem pense que os pró-vida sofrem de síndrome de perseguição: em tudo enxergam uma armação do movimento pró-aborto. Entretanto, partindo dos bastidores, o Humberto demonstra que o lobby dos aborteiros é uma realidade, e o financiamento das campanhas de promoção do aborto um fato mensurável… Confiram!

 

              III

Saiu na ACI: Santa Sé confirma a passagem do maior grupo de anglicanos à Igreja Católica. Com certeza essa notícia é espetacular porque retoma o sentido católico [original] do termo “Ecumenismo”: o retorno à Verdadeira Igreja de Cristo, a volta à plena comunhão com o Bispo de Roma, o regresso ao colo Mãe. Graças a Deus!

Entretanto, diante das notícias tortas dadas pelos grandes veículos de comunicação [sobretudo a televisão], cabem aqui duas ressalvas:

1 – Permitir que ex-sacerdotes anglicanos [casados] sejam admitidos ao sacerdócio católico não é o mesmo que autorizar padres católicos [celibatários] a contrair matrimônio; muito menos incutir nos seminaristas a idéia de que o celibato tenha sido abolido ou facultado à vontade dos candidatos ao ministério presbiteral.

2 – O “modelo canônico único […] regulável a diversas situações locais”, ao qual a Santa Sé se referiu, muito provavelmente funcionará como se os anglicanos fossem mais uma tradição a enriquecer o patrimônio litúrgico e espiritual da Igreja [como há, em alguns lugares, o rito próprio da Diocese]. Nada tem a ver com um novo rito, muito menos com a manutenção de costumes que, porventura, contrariem a Fé Católica.

 

             

 

            Ontem, em Copacabana (RJ) aconteceu a II Caminhada contra a Intolerância Religiosa. 80.000 pessoas participaram do evento (eu nunca confio nesses números, mas vá lá que seja verdade). Foi noticiado que ateus participaram do evento, reivindicando o direito de não crer. Então eu me pergunto: será que todos os que participaram desta caminhada lutam por um mesmo ideal? Será que a liberdade religiosa que um católico reivindica é a mesmo que liberdade religiosa requerida por um ateu?

            O primeiro ponto a ser comentado, creio eu, é que a caminhada está com o nome errado. Na verdade, as pessoas ali estão lutando pela liberdade de culto, e não a religiosa. Ora, o Brasil é internacionalmente conhecido por ser um país “plural”, aberto a todo o tipo de cultura religiosa.  Aqui todo mundo acredita no que quiser. E o fundamento disso é que o “crer” é uma questão de foro íntimo que, por natureza, é inviolável. O Brasil parece que não só respeita isso, como até incentiva: aqui tem mais templo protestante que posto de saúde!

             A outra questão é com relação ao uso indistinto, e logo infeliz da palavra liberdade. A liberdade, segundo a Doutrina da Igreja, está orientada para o bem. Logo, nem todos são livres quanto ao credo porque nem todos os credos não se orientam ao bem. Doa a quem doer. O que todos têm é livre arbítrio – que, em termos de religião, no Brasil – significa poder fazer o “self service” religioso: cada um vai à religião que quer e escolhe o deus que quer…

             O problema, portanto, está na questão do culto. Protestantes querem ter o direito de fazer os seus cultos barulhentos na rua; nós, católicos, queremos poder manter a tradição medieval das procissões; umbandistas lutam ainda por manter a imagem de seus orixás naquela lagoa de Salvador [cujo nome eu esqueci]. Enfim, cada um tem os seus motivos para brigar. E é aí que eu retomo à questão da presença dos ateus na caminhada de ontem: a quem os ateus cultuam? Se eles não têm nenhuma cerimônia própria de culto, nenhuma cultura nem tradição próprias a serem mantidas, que raios estavam fazendo ontem em Copacabana?

             Mas, isto aqui é Brasil e todo mundo gosta é de sair na TV mesmo…

            Ah, se todos os caminhos realmente levassem a Roma… O mundo estaria a salvo!

 

            “Em uma época em que movimentos missionários cristãos das mais variadas estirpes lançam campanhas de conversão de judeus, é importante conhecer as diferenças entre nós e os cristãos para termos claras as linhas vermelhas que separam cada religião”. (trecho do artigo intitulado “Jesus, é detalhe!”, disponível aqui neste link. Grifos meus).

 

             Ao me deparar com este artigo, fiquei profundamente irritado. A começar pelo título desaforado que puseram. Tenho certeza que se eu escrevesse que o Shabat era um detalhe (e, de fato, o Shabat é uma coisa irrelevante, sem nenhuma importância) seria taxado de anti-semita. Mas, como não são os cristãos que estão escrevendo, então pode…

            Bom, deixando um pouco de lado algumas discussões importantes suscitadas por este artigo dos judeus (como, por exemplo, a discussão sobre a cruzada anticristã que tem se instaurado na nossa sociedade), quero chamar a atenção para aquilo que está por trás do texto, bem como aquilo que se encontra nas suas entrelinhas.

            Percebi, através do tal artigo, que os judeus sabem definir com clareza qual é a medida e quais são as regras do seu relacionamento com as demais religiões (notadamente o cristianismo). Não vou julgar o mérito dos argumentos deles (porque é óbvio que eles estão redondamente enganados quanto a sua interpretação das escrituras), mas devo reconhecer que o modo como eles transmitem as suas convicções e defendem a sua essência ante a multiplicidade religiosa vigente, é admirável. Eles fazem apologética! Nós, católicos, infelizmente – por conta do maldito espírito do “politicamente correto” -, há muito abandonamos esta forma de debate. Os judeus sabem se relacionar porque têm a exata noção da sua identidade (da qual se orgulham bastante) e procuram defender, com unhas e dentes, aquilo que são os pilares da sua fé. Em resumo: eles sabem determinar até que ponto as coisas são discutíveis. Sabem quais são aquelas “verdades inegociáveis” das quais não se deve abrir mão para não correr o risco de falsear a fé.

            É inadmissível que os judeus [que – como dizia o Padre Antônio Vieira“têm os olhos cobertos com aquele antigo véu de Moisés] enxerguem a importância de delinear a própria identidade e nós, católicos, não o percebamos!

            Não é preciso consultar o Ibope para saber que a maioria dos católicos não sabe “fazer ecumenismo”. Acham que ecumenismo é viver uma paz de cemitério em que cada um permanece no seu canto e, assim, ninguém incomoda ninguém.  É a proposta, e a conseqüência, do relativismo em voga: cada um fica com a “sua” verdade. Cada um fica com o “seu” Deus – fabricado sob encomenda – e, assim, cada um trilha o caminho que o próprio nariz aponta. É uma pena. Morreu, em muitas pessoas, o anseio por conhecer a verdade. Os conceitos de “falso” e “verdadeiro” foram relegados, exclusivamente, às provas de concurso… O “sim, sim; não, não” (Mt 5, 37) foi substituído por um “depende”…

            Estou convencido de que a origem de tanta confusão em torno do relacionamento com as outras religiões cristãs, está no fato de que nós, católicos, não sabemos quem somos. Perdemos muito da nossa identidade, e já não nos enxergamos mais como “uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa” (1 Pd 2,9). É como se tivéssemos deixado de ser um povo, para ser “um grupo religioso que tem uma visão diferente”. Os judeus, porém, não admitem que a unidade da fé ceda lugar à multiplicidade das opiniões.

            Ah se nós católicos fizéssemos o mesmo!

            Se soubéssemos que nenhum templo de outra religião é tão digno quanto o interior de nossas igrejas: porque nelas está Deus mesmo, em sua totalidade (corpo, sangue, alma e divindade)!

            Se soubéssemos que nenhum líder religioso de outra religião tem a autoridade de um sacerdote católico: porque este, unindo sua voz à Palavra d’Ele, traz ao altar o Filho de Deus.

            Se defendêssemos, ainda que ao custo da própria vida, a Mãe de Deus – tão vilipendiada pelos hereges e descrentes.

            É lamentável dizer isso, mas parece que alguns católicos estão precisando ouvir o Shemá, Israel: “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor(Dt 6,4).

             

As Reflexões de Taiguara Fernandes acerca do CV II

As Reflexões de Taiguara Fernandes acerca do CV II

 Um grande amigo acaba de lançar um livro! Taiguara Fernandes, membro do Apostolado Veritatis Splendor, escreveu e publicou, pelo Clube de Autores, o livro “O 21º Concílio – Reflexões sobre o Concílio Vaticano II”.

             Segundo o próprio autor, a obra “é fruto de anos de trabalho e estudo em defesa do Concílio Vaticano II, amadurecido ao longo de nossa atuação no Apostolado Veritatis Splendor, buscando uma correta “hermenêutica da continuidade”, desejada pelo nosso amado Papa Bento XVI (Discurso à Cúria Romana de 22 de dezembro de 2005)”.

             Taiguara destaca ainda que, neste livro, “trata de temas polêmicos, como a liberdade religiosa, o ecumenismo, a eclesiologia do Vaticano II, o modernismo. A todas estas questões espinhosas intenta responder amparado no Magistério da Igreja, “norma próxima de universal da verdade” (SS. Papa Pio XII), tencionando uma leitura do Concílio Vaticano II à luz da perene Tradição da Igreja”.

             O 21º Concílio – Reflexões sobre o Concílio Vaticano II conta com o endosso de D. Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, em Campos de Goytacazes – RJ.

             Há uma resenha do livro disponível neste link (inclusive com o sumário), e uma comunidade do livro no orkut.

             Recomendo, portanto, a leitura desta obra porque – em sendo o autor homem de critério – sua obra será sempre de peso.

 

            Ao Taiguara, meus parabéns!

            Ao que já adquiriram o livro, boa leitura!

            Aos que não adquiriram:  às compras!

 

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