I – Mitos Litúrgicos Comentados

O Francisco Dockhorn, do Salvem a Liturgia!, publicou um artigo muito interessante intitulado: Mitos Litúrgicos Comentados – Mito 18 : Usar casula? . Trata-se de um estudo (quase uma “catequese”)  sobre o sentido, a importância, a relevância histórica e o ensino dos Papas sobre as vestes litúrgicas em geral mas, especificamente, sobre o paramento chamado casula. Vale a pena conferir. No texto, o Francisco faz referência ao livro “Introdução ao Espírito da Liturgia”, de autoria do Papa Bento XVI, no qual se diz:


“Pensa-se que a imagem de se revestir de Cristo foi formada nas consagrações dos cultos místicos, em analogia com o culto de vestir máscaras das respectivas divindades. Paulo não fala nem de máscaras nem de ritos, antes de um processo de transformação interior, que tem por objetivo tanto a renovação interior do homem à imagem de Deus como a união dos homens. Tal superação seria a superação das barreiras que crescem e sempre crescerão na história do pecado dos homens. Daí que a imagem de revestir-se de Cristo seja uma imagem dinâmica, que aspira à transformação dos homens e do mundo – ou seja, à nova humanidade. A veste litúrgica evoca o tornar-se como Cristo e a comunidade nova que nasce daí. Ela desafia o sacerdote a pôr-se no caminho para sair da sua própria existência, a fim de se tornar novo com Cristo”.

[…]

Para os Padres, a história do Filho Pródigo regressado era a história da queda de Adão, da falência do homem (Gn 2,7). Eles entenderam a parábola de Jesus como a mensagem do regresso a casa e da reconciliação dos homens entre si: aquele que regressou a casa em Fé recebe de volta a veste primordial e será revestido da Piedade e do Amor de Deus, que constinuem a verdadeira beleza.

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II – Capela Virtual

Gostei bastante desta simpática Capela Virtual! Clique e faça sua comunhão espiritual você também!


I – “Comungar de joelhos ou em pé?” – por D. Estevão Bittencourt (via Duc in Altum)

 

Encontrei no Duc in Altum um post intitulado: “Comungar de joelhos ou em pé?”. Trata-se da reprodução de uma publicação originalmente feita na revista “Pergunte e responderemos”, idealizada e coordenada pelo saudoso D. Estevão Bittencourt, OSB. Com a sabedoria e fundamentação que lhe eram características, D. Estevão apresenta a história do indulto concedido pela Santa Sé ao clero do Brasil para que a comunhão fosse ministrada aos fiéis na mão [e, por conseguinte, de pé]. Esse indulto data de 1975. Contudo, a “Pergunte e Responderemos” salienta que – conforme declaração da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos datada de 1º de Julho de 2002 – a recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos, a saber: o de ser ajudado por seus Pastores por meio dos sacramentos (Código de Direito Canônico cânon 213). Vale a pena acessar o post do Duc in Altum e lê-lo na íntegra 😉

Recentemente, fui a uma cidade em que dois sacerdotes me negaram [por ironia do destino em um mosteiro beneditino] a comunhão na boca. Comunguei na mão. Sem problemas. Mas fiquei indignado por, mais uma vez, ver que – no Brasil – a exceção sempre vira regra…

 

II – Dom Aloísio Roque Oppermann e o Socialismo

 

Ao ler esta matéria do Fratres in Unum [a qual destaca a atitude de um arcebispo que – atendendo ao disposto no Motu Próprio Summorum Pontificum – declarou “abertas as portas” da sua arquidiocese ao Rito Tridentino], tive curiosidade de ir em busca de algo escrito por D. Aloísio Roque Oppermann, arcebispo de Uberaba (MG). Eis que me deparei com este artigo, de sua autoria, publicado no site da CNBB. Em dado momento D. Roque diz:

“[…] Já temos no mundo uma vasta experiência socialista, de duzentos anos, que se instalou em vários países, e deixou rastos de sangue e de atraso. Assim conhecemos sua face. Vejamos as características de tal linha econômico-política. Ela é invencivelmente de alma atéia. E como não consegue convencer a população, via raciocínio, então lança mão do cerceamento da liberdade.  Esvazia tudo o que é de ordem particular, para destinar todos os bens para a administração da sociedade. Como, no seu entender, a livre iniciativa só visa o lucro pessoal e o egoísmo, então o Estado é que deve planejar a produção e a distribuição dos bens. Cabe-lhe ditar regras para a imprensa, selecionar a linha ideológica da escola, e impor a revolução violenta, para implantar o regime dos miseráveis. Para o triunfo do socialismo, a via democrática se mostrou um caminho inviável. Só a coação, para eles, é que resolve. É claro que existem vários tipos de socialismo, mas suas semelhanças são enormes. Com essa descrição também não posso aprovar o capitalismo grosseiro. Mas este admite reformulações, deixa espaço para os partidos de tônica social, e aceita (às vezes constrangido), em aperfeiçoar-se pela Doutrina Social da Igreja. Gente, vamos encurtar caminhos: a via socialista, definitivamente, não é solução. Quem é socialista propõe uma via, comprovadamente retrógrada”.

Maravilha! Fiquei sem palavras ante uma declaração tão corajosa de um Apóstolo. Para D. Aloísio Roque, tiro o chapéu!

[Para os que não tiveram acesso na época da publicação, achei importante trazer à tona novamente a matéria do Fratres in Unum tratando do posicionamento da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos sobre a forma de ministrar a comunhão diante da “pandemia” de Gripe Suína. Jorge chegou a comentar ligeiramente a carta da Congregação].

 

Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1.

A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A  – subtipo H1N1 (“gripe suína”).

Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário”  de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional.

Fonte: Rorate-Caeli

Carta da Congregação para o Culto Divino

Carta da Congregação para o Culto Divino

 

 

 

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Tradução da carta

 

Prot. N. 655/09 L

Roma, 24 de julho de 2009

Prezado,

Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deseja dar-lhe ciência do recebimento de sua carta datada de 22 de julho, acerca do direito dos fiéis de receber a Sagrada Comunhão na língua.

Este Dicastério observa que sua Instrução Redemptionis Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92), nem é lícito negar a Sagrada Comunhão a qualquer dos fiéis de Cristo que não estão impedidos pelo direito de receber a Sagrada Eucaristia (cf. n. 91)

A Congregação lhe agradece por trazer esta importante matéria à sua atenção. Esteja assegurado que os apropriados contatos serão feitos.

Possa o senhor perseverar na fé e no amor a Nosso Senhor e sua Santa Igreja, e em contínua devoção ao Santíssimo Sacramento.

Com todo bom desejo e benevolente estima, sou,

Sinceramente Vosso em Cristo,

Pe. Anthony Ward, S.M.

Sub-Secretário

I – Uma pergunta curiosa e uma resposta adequada…

 

Fonte: Veritatis Splendor

 

LEITOR PERGUNTA: JUDAS ISCARIOTES FOI INSTRUMENTO DE DEUS?

 

Por Renato Colonna Rosman

 

Nome do leitor: Pedro Roberto

Cidade/UF: FORTALEZA/CE

Religião: Cristã

Confissão: Católica

Mensagem
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Shalom irmãos…

            Sou católico da renovação carismática, e vivo minha fé católica! Mais como todo cristão que procura se doutrinar, muitas vezes ficam algumas dúvidas em relação alguns fatos, em constante oração peço ao Senhor que jamais me deixe cair nas armadilhas do inimigo, que algumas vezes investe contra nossa caminhada rumo à Verdade. Então aqui vai minha dúvida, na verdade um pedido de esclarecimento.

            No antigo testamento Deus deu a Israel o dia de expiação, onde o sacerdote impunha as mãos sobre o bode expiatório e todos os pecados daquele ano eram colocados sobre o bode a fim de “purificar” Israel. Ainda no antigo testamento, vários profetas falam sobre esse “dia de expiação” só que com o Salvador (Jesus Cristo) que estava por vir, prevendo assim a Sua morte para remissão dos pecados. Me veio então a pergunta, nós julgamos Judas Iscariotes como um traidor, ou na verdade deveríamos julgá-lo somente como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos?

Por favor, me esclareça essa dúvida…

Desejo a todos do site a Paz do Senhor e que Deus continue derramando suas bençãos sobre vós.

 

RESPOSTA

Prezado Pedro,

Agradecemos a sua visita ao nosso site e a sua mensagem.

A sua pergunta é: “Nós julgamos Judas Iscariotes como um traidor, ou na verdade deveríamos julgá-lo somente como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos?”

Deus, que é Amor infinito, não tenta, não induz ninguém ao pecado, não realiza o mal, nem utiliza ninguém como instrumento de pecado, mesmo que seja para alcançar um fim bom. Para Deus “os fins não justificam os meios”. Deus pelo fato de ser onipotente, onisciente e onipresente, nunca faria algo absurdo, incompatível consigo mesmo, que é o pecado, o mal.

Santo Agostinho dizia que “Deus não permitiria o mal, se do mal não pudesse tirar um bem maior.” Deus permite o mal, não porque o queira, o deseje, o induza,  o realize, ou utilize alguém como instrumento para o mal, o que seria um disparate, mas porque respeita a liberdade de Sua criatura, criada à Sua imagem e semelhança, que livremente, por orgulho, se deixa levar pelas tentações, pelas paixões desregradas, pelo pecado, e deixa de fazer o bem devido, acarretando, por fim, o mal.

Não foi Deus que induziu, tentou, levou, ou utilizou como um instrumento, Judas Iscariotes para trair o Seu Filho Amado, Jesus de Nazaré, a fim de realizar a redenção da humanidade; mas foi o próprio Judas Iscariotes, que livremente aceitou a tentação diabólica, e cometeu o pecado mortal de traição do Mestre. Neste caso, Deus apenas permitiu o mal, realizado voluntariamente por Judas Iscariotes, sob influência do maligno, para do mal tirar um bem maior, a redenção da humanidade através das Paixões, Morte e Ressurreição de Jesus de Nazaré.

Sugiro, para aprofundamento, a leitura da reflexão do papa Bento XVI sobre Judas Iscariotes no texto JUDAS ISCARIOTES E MATIAS, link: http://www.veritatis.com.br/article/5022

Conclusão: Não está de acordo com os relatos nos Evangelhos a respeito de Judas Iscariotes, e também é absolutamente incompatível com a Santidade e o Amor Infinitos de Deus, a consideração de Judas Iscariotes “como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos“.

            Espero que a resposta tenha sido útil.

            Que Deus o abençoe.

            Atenciosamente,

            Renato Colonna Rosman

            Apostolado Veritatis Splendor

 

II – Tem mais gente querendo voltar para casa… 😉

 

Fonte: Zenit

 

Ortodoxos búlgaros relançam unidade com católicos

Bispo Tichon se encontra com Bento XVI

 

ROMA, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- “Devemos encontrar a unidade o quanto antes possível e celebrar finalmente juntos, as pessoas não entendem nossas divisões e nossas discussões”.

Assim afirmou o bispo ortodoxo búlgaro Tichon ao Papa, ao término da Audiência de hoje, afirmando que “não economizará esforços” para contribuir a reconstruir “logo a comunhão entre católicos e ortodoxos”.

Segundo publica o jornal L’Osservatore Romano, para Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, “é certamente importante o diálogo teológico que está sendo levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar o quanto antes o modo de celebrar juntos”.

“Um católico não se converterá em ortodoxo e vice-versa, mas devemos aproximar-nos juntos do altar”. Tichon disse ao pontífice que “esta aspiração é um sentimento surgido dos trabalhos da assembléia” de sua diocese, celebrada em Roma, na qual tomaram parte todos os sacerdotes e dois delegados de cada paróquia ortodoxa búlgara.

“Viemos até o Papa – destacou – para expressar-lhe nosso desejo de unidade e também porque ele é o bispo de Roma, a cidade que acolheu nossa assembléia”.

            Enquanto cada vez mais os bispos do Brasil se organizam para **instituir ** a comunhão na mão como “norma litúrgica” – usando como desculpa a pandemia de gripe suína – o Santo Padre, caminhando na “contramão”, estuda manter “a comunhão na mão como algo *extraordinário*”. A notícia, dada por ACI, faz referência a uma matéria escrita pelo Vaticanista Andrea Tornielli. Eis a íntegra da reportagem de ACI (grifos meus):

 

              VATICANO, 24 Ago. 09 / 11:53 am (ACI).- O vaticanista italiano Andrea Tornielli informou que o Papa Bento XVI estaria considerando algumas modificações para a celebração da Missa, manteria a comunhão na mão como algo “extraordinário” e reformaria algumas partes do Missal para evitar abusos, dar maior sacralidade à Liturgia e favorecer a adoração eucarística.
            Em um artigo publicado no jornal “Il Giornale” e titulado “Ratzinger reforma a Missa: Não mais hóstia na mão”, Tornielli explica que em 4 de abril deste ano, o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, entregou ao Santo Padre um documento com o resultado de uma votação reservada, ocorrida em 12 de março durante a plenária do mencionado dicastério para o que seria o primeiro passo para a “reforma da reforma” auspiciada pelo Pontífice.

            Quase por unanimidade, explica o vaticanista, os bispos membros desta Congregação decidiram: “dar maior sacralidade ao rito, recuperar o sentido da adoração eucarística, recuperar o latim na celebração e a re-elaboração das partes introdutórias da Missa para pôr um freio nos abusos, experimentos e a criatividade inoportuna”.

           Do mesmo modo, assinala, “mostraram-se favoráveis a reafirmar que o modo usual de receber a comunhão segundo as normas não é na mão, a não ser na boca. Embora seja certo que existe um indulto que os permite, dado o pedido de alguns episcopados para distribuir a Eucaristia na palma da mão, isto deve permanecer como um fato extraordinário”.
            Outra das medidas sugeridas pelo Cardeal Cañizares seria a de fazer que durante a consagração, pelo menos, o celebrante olhe para o Oriente, “como acontecia antes da reforma” litúrgica.
            Estas proposições, inspiradas pelo documento Sacrosanctum Concilium, estão em linha com o que foi expresso pelo Cardeal dias atrás pela publicação mensal 30Giorni, a quem disse “às vezes houve mudanças pelo simples gosto de mudar com respeito a um passado percebido como totalmente  negativo e superado. Às vezes se concebe a reforma como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da Tradição”.

            As propostas dos bispos também incluem o maior uso do latim, assim como a publicação de missais bilíngües, solicitude feita em seu momento pelo Papa Paulo VI, assinala Tornielli.

            O vaticanista precisa ademais que o Papa Bento XVI já aprovou estas solicitudes, pois estão “perfeitamente em linha com a idéia mais de uma vez expressa por Joseph Ratzinger quando era ainda Cardeal, como testemunha os extratos inéditos sobre a liturgia antecipados ontem pelo “Il Giornale” que serão publicados no livro Davanti al Protagonista (Diante do Protagonista); apresentado na véspera do Encontro de Rimini” que se realiza em Roma.
            Depois de ressaltar que o Santo Padre sabe que não serve de muito “lançar diretivas desde o alto, com o risco de que sejam letra morta”, Tornielli finaliza indicando que o estilo do Pontífice “é o de confrontar as coisas e sobre tudo, o exemplo. Como demonstra o fato que, há mais de um ano, quem deseja receber a comunhão do Papa, deve ajoelhar-se sobre o genuflexório preparado especialmente para as cerimônias”.

 

Adendos:

 

            Aos que lêem em italiano, aqui está o post original do Blog de Andréa Tornielli, publicado em 22/08.

            Aqui também trago o artigo original publicado em Il Gionarle. O título é bem à moda italiana: “Ratzinger riforma la messa Basta con l’ostia sulla mano” (Ratzinger reforma a missa: basta com a hóstia sobre a mão). Perfeito!

 

            Uma das irmãs mais antigas, espectadora diária dos atos de Madre Teresa, testemunha a enorme fé que tinha na Eucaristia:

 

“A Madre recebia diariamente a Sagrada Comunhão com enorme devoção. E se acontecesse de uma segunda Missa ser celebrada na Casa Mãe em determinado dia, tentava sempre assistir, mesmo que estivesse muito ocupada. Escutava-a dizer em tais ocasiões: ‘Que bonito é receber Jesus duas vezes hoje’. A profunda reverência que a Madre tinha pelo Santíssimo Sacramento era um sinal da fé profunda que tinha na Presença Real de Jesus sob as aparências, gestos com genuflexões – até com ambos os joelhos na presença do Santíssimo Sacramento exposto, mesmo quando já estava bem idosa – as suas posturas tais como ajoelhar-se e juntar as mãos, a preferência por receber a Sagrada Comunhão na boca, tudo isso são provas da fé que tinha na Eucaristia”.

Fonte: Madre Teresa – Venha, seja minha luz!  Pg. 220. Rio de Janeiro. Tomás Nelson Brasil, 2008. Autor: Brian Kolodiejchuk.

             Parece que alguns não leram os argumentos de Jorge em favor da comunhão na boca. É uma pena… A mim, particularmente, parece muito mais sensato comungar na boca. Alguns bispos dos Brasil, porém, pensam de modo diverso. Sagrada e legítima discordância 😉

Recomendação de evitar abraços e mãos dadas durante missas divide fiéis

 

            Dom Pedro Luiz Stringhini, responsável pela região episcopal Belém, mandou uma carta na terça-feira (21) aos padres das 63 paróquias e 140 comunidades da Zona Leste de São Paulo aconselhando mudanças nas missas por causa da doença. São três recomendações: “pedir que os fiéis recebam a comunhão na mão”, “não fazer o convite ao abraço da paz, passando diretamente ao ‘Cordeiro de Deus’” e “não convidar os fiéis a darem as mãos na oração do Pai Nosso”. 

            Não é uma medida alarmista, é uma precaução sanitária. É um ajuste dentro da missa para não precisar suprimir as celebrações”, afirmou o bispo ao G1. A assessoria da arquidiocese disse que o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, voltará de uma viagem nesta quinta-feira (23) e decidirá sobre eventuais indicações por causa da doença. Enquanto isso, os bispos responsáveis pelas regiões podem adotar medidas específicas.

            Dom Nelson Westrupp, bispo da diocese de Santo André, fez as mesmas recomendações para os padres e diáconos de 95 paróquias de sete municípios: Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. “Eu julguei necessário porque a vida é um dom de Deus e temos a obrigação de cuidar do outro, de sua saúde”, afirmou. Um e-mail com as indicações foi enviado às paróquias na segunda-feira (20).