ESPIRITUALIDADE


Sulco, “Humildade”, 263


Fonte: http://www.escrivaworks.org.br/book/sulco/ponto/263


Deixa-me que te recorde, entre outros, alguns sinais evidentes de falta de humildade: – pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou dito do que aquilo que os outros fazem ou dizem; – querer levar sempre a tua avante; – discutir sem razão ou- quando a tens – insistir com teimosia e de maus modos; – dar o teu parecer sem que to peçam, ou sem que a caridade o exija; – desprezar o ponto de vista dos outros; – não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados; – não reconhecer que és indigno de qualquer nota e estima, que não mereces sequer a terra que pisas e as coisas que possuis; – citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas; – falar mal de ti mesmo, para que façam bom juízo de ti ou te contradigam; – desculpar-te quando te repreendem; – ocultar ao Diretor algumas faltas hu milhantes, para que não perca o conceito que faz de ti; – ouvir com complacência quando te louvam; ou alegrar-te de que tenham falado bem de ti; – doer-te de que outros sejam mais estimados do que tu; – nega-te a desempenhar ofícios inferiores; – procurar ou desejar singularizar-te; – insinuar na conversa palavras de louvor próprio ou que dêem a entender a tua honradez, o teu engenho ou habilidade, o teu prestígio profissional…; – envergonhar-te por careceres de certos bens…

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[Na sequência de publicações do livro “O Inferno existe”, de autoria do Padre André Beltrami, SDB, trago-lhes o sétimo capítulo desta obra, publicada em 1897].


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CAPÍTULO VII

A vida futura é um programa insolúvel, um programa talvez invencível

São as fórmulas estereotipadas que a impiedade põe na bôca dos que seguem a estrada do vício. No entanto, como se enganam! O problema da vida futura foi plenamente resolvido pela revelação divina e não nos deixa a menor dúvida. Não um homem sujeito a erros, mas o mesmo Deus nos deu a conhecer o que nos espera depois da morte, Deus, a verdade por essência, que não pode enganar-se, nem enganar.

Mas suponhamos por um instante que haja alguma dúvida, e que a existência dos eternos suplícios seja tão somente provável; eu pergunto a quem tem um pouquinho de juízo, se alguém apoiando-se num talvez, pode expôr-se ao perigo de cair naquele fogo terrível. Não é verdadeira loucura arriscar a salvação eterna? Não conviria até neste caso fazer penitência para evitar o perigo provável de ser infeliz para sempre? Não seria prudente o caminho mais seguro?

Dois incréus entraram um dia na cela dum anacoreta e vendo uns instrumentos de penitência, perguntaram-lhe porque vivia assim tão austeramente.

– Para merecer o paraíso, respondeu o anacoreta.

– Bom Padre, lhe disseram êles sorrindo, V. R. sairá logrado se depois da morte não houver mais nada.

E o santo homem olhando-os com ar de compaixão:

– Maior o logro de vossas senhorias, se depois da morte houver alguma coisa!

Narra o Padre Schouppe, que um jovem, pertencente a uma família católica da Holanda, por causa de leituras perigosas, teve a desgraça de perder o tesouro da fé e cair em completa indiferença; pelo que seus pais, e especialmente sua mãe, mulher de grande piedade, estavam tristíssimos. Debalde lhe repetia, qual nova Mônica, as mais graves verdades da nossa Fé, em vão o exortava com as lágrimas nos olhos a volta a Deus; êle se torna surdo e insensível a tudo.

Mas, só para agradar a mãe, resolveu passar uns dias numa casa religiosa para fazer retiro espiritual, ou, como êle mesmo dizia, retirar-se um pouco para fumar mais sossegado. Ouvia muito distraidamente os sermões que se faziam aos retirantes; logo depois ia fumar, pouco se importando de meditar no que ouvira. Veio a meditação sôbre o inferno, que parecia ter êle ouvido como as outras, mas voltando para a cela, enquanto fumava como de costume, surgiu-lhe na mente, mau grado seu, essa reflexão:

– “Se de fato existe evidentemente será para mim… e afinal de contas, como sei que não existe? Devo confessar que não tenho nenhuma certeza a êsse respeito, que para estribar as minhas idéias não tenho senão um talvez. Isso de expôr-se por um talvez ao perigo de sofrer por tôda a eternidade é mesmo uma extravagância sem limites; se há tais néscios, não quero imitar.”

Dessas reflexões passa à oração; a graça penetra na sua alma, dissipam-se-lhe as dúvidas e levanta-se convertido.

Não podemos nos perder olhando em derredor e acabar esquecendo de olhar para Ele – que está no centro e que é O Essencial. Sem Ele, lutar não tem sentido, não vale a pena, tudo aqui não passaria de debates orgulhosos e vidas vazias. Sem essa sensibilidade – da qual muitas vezes fugimos por um salutar receio de virar “sentimentalistas” – podemos correr o risco de nos posicionarmos em um outro extremo, o da ditadura da razão [que é igualmente prejudicial]. Por isso parei. Olhei para Ele. Retomei a caminhada. E convido-vos hoje ao mesmo. A música é bonita, ajuda a elevar a alma a Deus. Dediquemos um instante a fitá-Lo. Afinal, como diz uma outra canção “o tempo esconde o que é eterno”.


[Na sequência de publicações do livro “O Inferno existe”, de autoria do Padre André Beltrami, SDB, trago-lhes o sexto capítulo desta obra, publicada em 1897].


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CAPÍTULO VI

Não voltou ninguém do outro mundo para nos dizer que existe a eternidade

Não há tal. Se consultardes a História, vereis como frequentes vezes Deus permitiu, em todos os tempos viesse alguém dizer-nos da existência das verdades que Ele revelou. Muito de indústria êsses doutores da impiedade omitem o estudo dos fatos; e depois sentenciam do alto de suas cátedras que nunca ninguém levantou a cabeça da sepultura para nos dizer que existe algo depois da morte.

A história da Igreja na Polônia registra um fato importantíssimo, sucedido em 1070, com Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Trata-se duma prodigiosa ressurreição, perante muita gente, numeroso clero e magistrados.

Boleslau, rei ímpio e cruel, movera contra o santo bispo Estanislau uma feroz perseguição; entre outras coisas, acirrou de ódio contra o Bispo os herdeiros de um Pedro Miles, que tinha morrido três anos antes, deixando para a Igreja uma de suas terras. Os herdeiros, certos do apoio do rei, processaram o santo, e tendo subornado ou intimidado as testemunhas, conseguiram que Estanislau fosse condenado à restituição do terreno. O santo, vendo que falhava a justiça dos homens, apelou confiantemente para a de Deus e conseguiu suspender a condenação, prometeu chamaria como testemunha o próprio testador que jazia havia três anos na sepultura. Com efeito, depois de três dias de jejum e orações, o santo Bispo se dirige com todo o clero à sepultura de Pedro Miles.

Aberto o túmulo, encontraram, como se previa, poucos ossos num monte de pó, e já os adversários se alegravam, certos da vitória. Mas o santo com voz majestosa ordena ao cadáver que ressuscite, em nome d‟Aquele que é ressurreição e vida; e num pronto aquêles ossos se aproximam, cobrem-se de carne, na presença de uma imensa multidão possuída de grande terror.

O Bispo tomou-o pela mão e o levou diante de Boleslau para certificar a verdade da doação feita, confundindo destarte o rei e os herdeiros. Perguntou-lhe depois se preferia voltar à sepultura ou viver ainda alguns anos na terra; êle respondeu que, conquanto pelos seus inúmeros pecados estivesse no purgatório, onde sofria muito, preferia tornar a morrer do que ficar nesta terra tão miserável em que poderia sempre ocorrer o perigo de se condenar eternamente. Suplicando as orações do santo bispo para se libertar logo do purgatório, foi levado processionalmente ao seu sepulcro, aí entrou e ficou no estado de antes.

Na vida de S. Bruno, fundador dos Cartuxos, lê-se a ressurreição momentânea de uma personagem respeitável para atestar diante de muita gente a própria condenação. París e tôda a França ficaram horrorizados com êsse acontecimento; foi, então, que Bruno temendo os juízos divinos retirou-se para a Cartuxa a fim de lavar vida austerríssima.

Morreu Raimundo Diocres, doutor de Sorbona, homem conceituadíssimo pela sua vasta ciência, não menos por uma aparência de virtude. Depois de três dias, o seu corpo, revestido das insígnias doutorais, foi transportado solenemente para ser sepultado; acompanhavam-no o colégio dos professores, grande número de estudantes e teoria de clero. As exéquias celebraram-se na catedral, revestida de luto, entre luzes e muitas inscrições que lembravam a insígne ciência e as virtudes do ilustre extinto. Mas quando o coro dos cantores chegou àquele trecho do ofício: Responde mihi: quantas habeo iniquitates et peccata; scélera mea et delicta ostende mihi; onde o santo Job roga a Deus lhe faça conhecer as suas culpas, o cadáver levantou a cabeça e féretro e com voz lastimosa exclamou: Por justo juízo de Deus sou acusado: dito isto, tornou a repousar a cabeça, como dantes.

Apoderou-se dos assistentes um terror geral, e resolveram deixar para o outro dia os funerais. Neste dia foi muito maior a concorrência; recomeçou-se o ofício, e ao chegar às mesmas palavras, tornou o cadáver a erguer a cabaça e a exclamar com voz esforçada e mais lastimosa: Por justo juízo de Deus estou julgado.

Subiu de ponto o pasmo e o espanto. Resolveram diferir a inumação para o terceiro dia. Nesta foi imenso o concurso; deu-se princípio ao ofício, como nos precedentes; quando se cantavam as mesmas palavras, levantou o defunto a cabeça, e em voz horrível e espantosa exclamou: Não careço de orações; por justo juízo de Deus estou condenado ao fogo eterno.

É fácil compreender a impressão que faria nos ânimos um acontecimento tão extraordinário. Achava-se Bruno presente a êste espetáculo; tão fortemente se emocionou com êle que, retirando-se horrorizado, resolveu deixar quanto tinha e enterrar-se em algum espantoso deserto para ali passar a vida entregue unicamente aos rigores da mortificação e da penitência. Parecia necessário um sucesso tão trágico para uma resolução tão generosa.

O nosso século foi também fecundo de aparições de além-túmulo e já narramos algumas. A que vamos agora narrar com as palavras de Monsenhor Ségur, foi confirmada por um sinal deixado numa porta, sinal êsse que até ora se conserva religiosamente. Quem não crê, pode ir ao lugar onde o fato se deu e interrogar as testemunhas oculares que ainda vivem. (*Aqui e em outros lugares o Autor fala de testemunhas ainda vivas, as quais podem ser consultadas: é bom notar que o Servo de Deus André Beltrami viveu no século XIX e o presente opúsculo foi escrito em 1897). Parece que Deus na sua bondade, como crescer da incredulidade e da libertinagem, aumenta os testemunhos das verdades terríveis do juízo e do inferno, para confirmar na fé os cristãos e preservá-los da impiedade.

A 4 de novembro de 1859, morreu de apoplexia fulminante no convento da Franciscanas de Foligno uma boa irmã, camada Teresa Gestas, que por muitos anos fôra mestra das noviças e ao mesmo tempo encarregada de superintender à pobre rouparia do convento. Nascera na Córsega em 1797 e entrara na Ordem em fevereiro de 1826; fôra supérfulo dizer que estava convenientemente preparada para a morte.

Doze dias depois, precisamente aos 16 de novembro, uma irmã, de nome Ana Felicidade, que a substituiria no cargo, subiu à rouparia e estava para entrar quando ouviu gemidos que pareciam vir do interior do quarto. Um tanto assustada, abriu a porta, ninguém! mas, ouviu novos gemidos e tão distintos que apesar de sua coragem comum, a irmã ficou com mêdo.

“Jesus! Maria! Gritou ela, que é isso?”

Não acabou de falar quando ouviu uma voz que dizia: – “Ó meu Deus, quanto sofro!”

A irmã, atônita, reconheceu a voz da irmã Teresa. Então o quarto se encheu de fumaça densa, e a sombra da irmã Teresa apareceu em ato de se dirigir para a porta arrastando-se ao logo da parede; e chagando à porta disse: – “Eis um sinal da misericórdia de Deus”; e assim falando, tocou com a palma da mão a porta e a deixou impressa em traço carbonizado; e desapareceu.

Irmã Ana Felicidade, toda nervosa, morrendo de mêdo, começou a gritar e pedir socorro. Correu uma de suas irmãs de hábito, outra, depois tôda a comunidade; fizeram-lhe roda, incomodadas, com os gritos e com o tresandar de madeira queimada. Irmã Ana contou o que tinha sucedido e mostrou a forma da mão da irmã Teresa, que era bem pequena; então aterrorizadas, mais que depressa foram a igreja para rezarem pela defunta, e pela mesma intenção passaram a noite na oração e na penitência, e na manhã seguinte receberam a Comunhão. A notícia espalhou-se fora de casa e diversas comunidades religiosas daquela cidade uniram suas orações às das Franciscanas.

No dia seguinte, 18 de novembro, irmã Ana Felicidade, entrando na cela para o repouso, ouviu que a chamavam pelo nome e reconheceu a voz de irmã Teresa; viu então aparecer um globo de luz, iluminando o quarto como se fôra meio-dia, e ouviu distintamente a voz de irmã Teresa, que jubilosa lhe falou: – “Morri numa sexta-feira, dia dedicado à paixão e numa sexta-feira vou para a glória: sêde forte no levar a vossa cruz, sêde corajosa no suportá-la; amai a pobreza; e com muito afeto ajuntou: – “adeus! adeus! adeus!” Dito isto, transfigura-se em uma nuvem leve, branca, deslumbrante, alteia-se para o céu e desaparece.

O bispo de Foligno e os magistrados da cidade procederam a um inquérito canônico para averiguar o fato, e no dia 23 de novembro, na presença de muitas testemunhas, aberto o túmulo de irmã Teresa reconheceram que o sinal gravado com o fogo na porta era plenamente conforme a mão da defunta. O resultado dêsse inquérito foi uma declaração oficial, a qual atestava a certeza e a autenticidade do que referimos. A porta com o sinal se conserva com veneração no convento para testemunhar a aparição.

I – Mitos Litúrgicos Comentados

O Francisco Dockhorn, do Salvem a Liturgia!, publicou um artigo muito interessante intitulado: Mitos Litúrgicos Comentados – Mito 18 : Usar casula? . Trata-se de um estudo (quase uma “catequese”)  sobre o sentido, a importância, a relevância histórica e o ensino dos Papas sobre as vestes litúrgicas em geral mas, especificamente, sobre o paramento chamado casula. Vale a pena conferir. No texto, o Francisco faz referência ao livro “Introdução ao Espírito da Liturgia”, de autoria do Papa Bento XVI, no qual se diz:


“Pensa-se que a imagem de se revestir de Cristo foi formada nas consagrações dos cultos místicos, em analogia com o culto de vestir máscaras das respectivas divindades. Paulo não fala nem de máscaras nem de ritos, antes de um processo de transformação interior, que tem por objetivo tanto a renovação interior do homem à imagem de Deus como a união dos homens. Tal superação seria a superação das barreiras que crescem e sempre crescerão na história do pecado dos homens. Daí que a imagem de revestir-se de Cristo seja uma imagem dinâmica, que aspira à transformação dos homens e do mundo – ou seja, à nova humanidade. A veste litúrgica evoca o tornar-se como Cristo e a comunidade nova que nasce daí. Ela desafia o sacerdote a pôr-se no caminho para sair da sua própria existência, a fim de se tornar novo com Cristo”.

[…]

Para os Padres, a história do Filho Pródigo regressado era a história da queda de Adão, da falência do homem (Gn 2,7). Eles entenderam a parábola de Jesus como a mensagem do regresso a casa e da reconciliação dos homens entre si: aquele que regressou a casa em Fé recebe de volta a veste primordial e será revestido da Piedade e do Amor de Deus, que constinuem a verdadeira beleza.

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II – Capela Virtual

Gostei bastante desta simpática Capela Virtual! Clique e faça sua comunhão espiritual você também!


Eu quase esqueço de divulgar esta importante iniciativa do Patricardo Latino de Jerusalém, publicada em Zenit esta semana (grifos meus):

 

JERUSALÉM, domingo, 29 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Comunidades contemplativas da Terra Santa ofereceram sua disponibilidade para rezar pelas pessoas que queiram comunicar-lhes suas intenções por meio do correio eletrônico. Trata-se de uma iniciativa que acaba de ser proposta pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, neste momento de preparação do primeiro sínodo da história do Oriente Médio, que será realizado em Roma no próximo mês de outubro.

 O patriarcado ofereceu uma lista de 9 destinatários de correio eletrônico, cada um pertencente a uma comunidade religiosa presente na terra do Senhor.

 “Podeis confiar-lhes vossas intenções, indicando os detalhes que desejais comunicar-lhes. Tudo isso ficará entre vós e a comunidade!”, garante o Patriarcado.

As comunidades e seus e-mails são: 

Clarissas de Nazaré: clairemarie1884@bezeqint.net Carmelitas do Monte Carmelo, Haifa: zanotiel@netvision.net.il

 Mosteiro de Emanuel, Belém: community@emmanuelmonastery.org

 Irmãs Brigidinas de Belém (em inglês e italiano): brigida@p-ol.com

 Silenciosas Operárias da Cruz – Mater Misericordiae, Jerusalém: betaniasilenziosi@yahoo.com

 Beneditinas, Monte das Oliveiras, Jerusalém (francês, inglês, italiano): benetur@netvision.net.il

 Clarissas de Jerusalém: mi.yesh@gmail.com

 Carmelo de Pater, Jerusalém: edcarmelpn@live.com

 Irmãzinhas de Belém, Bet Gemal, Bet Shemeshmidbar@gmail.com

 Pequena Família da Ressurreição, Jerusalém: pfrjer@alqudsnet.com

 

  Para mais informações, é possível contactar o Patriarcado Latino de Jerusalém: secretary3@latinpat.org 

 

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A mim particularmente sempre confortou muito saber que, na Igreja, temos garantida a intercessão de tantos homens e mulheres que, em seus conventos e mosteiros, mantêm acesa a sarça da comunhão com Deus. Em um mundo tão atribulado e cheio de preocupações, onde as pessoas parecem não mais ter tempo para dedicar-se à oração, estas pessoas suprem a sede de Deus que todos temos. Rezam, combatem, sofrem, esperam adoram: tudo aquilo que o homem moderno – por orgulho, e com a desculpa esfarrapada de falta de tempo – recusa-se a fazer. Além de tudo isso, as comunidades contemplativas a que Zenit se refere dispuseram-se a rezar pelo outro. Sair um pouco de si, esquecer os próprios desejos e aspirações e suplicar pelo outro é uma demonstração ímpar de caridade fraterna. Enviem os seus e-mails, não percam esta oportunidade, confiem e acreditem que Deus não desprezará estas intenções. Parabéns ao Patriarcado Latino de Jerusalém. Divulguem!

Há dois dias eu postei aqui a Profissão de Votos Perpétuos do Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom. Hoje, por acaso, deparei-me com o vídeo de uma Profissão Solene feita por um irmão da Ordem de São Bento no Mosteiro daqui de Fortaleza. O vídeo é curto, o ritual é simples, mas a atitude do que postula entregar-se irrevogavelmente a Deus é algo que realmente toca. Ademais, não sei se é impressão minha mas, todas as vezes em que eu vejo um frade ou um monge – como é o caso – revestido d0 hábito com o capuz cobrindo a cabeça, alegro-me sobremaneira! Parece-me um sinal de respeito muito grande. Assim era no Antigo Testamento: os homens cobriam o rosto para denotar sua profunda indignidade perante Aquele que era, que é, e que sempre será. Assistam.

 

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