abril 2009


Santa Catarina de Sena - Doutora da Igreja

Santa Catarina de Sena - Doutora da Igreja

 

            Hoje é dia de Santa Catarina de Sena. Eis aqui uma pequena biografia desta santa:

 

“Santa Catarina de Sena nasceu em Sena, Itália, em 25 de março de 1347. Era a mais moça de vinte ou mais irmãos. Catarina desde pequena tinha visões e fazia penitências e austeridades, contra uma severa oposição familiar. Aos sete anos consagrou sua virgindade a Cristo e com apenas 16 anos tomou o hábito da Terceira Ordem Dominicana. Sempre sofria de doenças e praticamente não se alimentava, à exceção do Santíssimo Sacramento.

Santa Catarina tinha um grupo de seguidores que a acompanhava em suas inúmeras viagens. Foi responsável por várias conversões. Ela não sabia escrever, mas ditou mais de 350 cartas e o livro Diálogos, que trata da vida espiritual do homem em forma de uma série de colóquios entre o Pai Eterno e a alma humana (representada pela própria Santa Catarina).

Os últimos anos de sua vida foram dedicados a questões políticas da Igreja. Nesta época, o Papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Santa Catarina juntou-se às pessoas que clamavam pela volta do Papa Gregório XI a Roma. Em 17 de janeiro de 1377, o dia em que o Papa partiu de volta para Roma por mar, Santa Catarina e seus seguidores iniciaram o mesmo trajeto por terra.

Em 1378, após a morte de Gregório XI, Urbano VI é eleito Papa em Roma, e um rival é posto em Avignon. Santa Catarina tenta, com suas cartas, o reconhecimento da legitimidade do Papa Urbano VI por parte de governantes e cardeais europeus. O Papa convida-a a Roma para ajudá-lo nesta causa, e ela vai. Em 1380, sofre um derrame e morre dias depois, em 29 de abril. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva, próximo ao de Fra Angelico.

Um de seus seguidores e seu confessor, Fr. Raimundo de Cápua, posteriormente Mestre da Ordem Dominicana, escreveu a biografia de Santa Catarina, que influenciou seu processo de canonização, levado a efeito em 1461 pelo Papa Pio II. Foi declarada Doutora de Igreja em 1970”.

 

            Encontrei este precioso estudo, de autoria de Gustavo Coração, sobre a santa. Destaco:

 

“Tomando um exemplo entre muitos, eis o que disse ela por carta a Fr. Raimundo Cápua quando teve notícia de seu esmorecimento em certa empresa a que ela o enviara, e de seu recuo diante dos ferozes adeptos de Clemente VII, o falso papa. Depois de algumas exprobrações, alternativamente maternais e filiais, como só ela sabia fazer, terminava assim a carta:

‘Ó meu pobre pai, como tua alma e a minha estariam felizes se, com teu próprio sangue, tivesses cimentado uma pedra a mais nos muros da Igreja! Choremos, pensando que por nossa falta de coragem deixamos de merecer tamanho bem. E agora, deixemos os nossos dentes de leite; e exercitemos os de adultos: os fortes dentes do ódio e do amor. Revistamo-nos com a couraça da Caridade e empunhemos o escudo da santa Fé. Como homens feitos, corramos ao combate, e agüentemos os golpes, firmes com uma cruz ao peito, e uma cruz às costas… E para que Deus nos conceda esta graça, a ti, a mim, aos outros, comecemos desde já a oferecer-lhe nossas lágrimas, e nosso desejo muito doce, mas muito amargo por causa de nossas falhas que nos privaram de tão grande bem. Eia, pois, filho, afoga-te no sangue do Cristo crucificado; banha-te no sangue; sacia-te no sangue; inebria-te no sangue; protege-te, alegra-te e chora por ti mesmo, no sangue; cresce e fortifica-te, no sangue; deixa a tua tibieza e tua cegueira no sangue do Cordeiro imolado: e iluminado enfim, corre, corre, meu viril cavalheiro, no encalço da honra de Deus, do bem da Igreja, e da salvação das almas — no sangue.’”

 

“Para Catarina, como para Luiz de França, a volta ao pecado, a recaída no amor desregrado de si mesmo, a ofensa ao sangue do Cordeiro, tinham repugnância maior que um vômito de cão; para ela, como para o santo rei, era preferível acordar coberta de lepra do que ofender a Deus. Esse horror instintivo que nós temos pela carne esfarinhada, intumescida e purulenta, esse medo que se esconde em nossos subterrâneos e vem povoar nossos piores pesadelos, dá uma idéia ainda imperfeita do horror da santa pelo pecado. Por um dom especial, ela sentia-lhe o mau cheiro: o amor próprio, o orgulho, a concupiscência, eram para ela tão sufocantes como as maiores podridões físicas. Sentia-os com intenso sofrimento, chegando ao desmaio”.

 

 

ORAÇÃO À SANTA CATARINA DE SENA


            Ó Catarina de Sena, irresistível Santa, à força de tua palavra não resistem os corações dos pecadores e alcançam o Reino dos céus, pela tua fé ardente e pela tua insistente oração. Como outrora, faça sentir hoje o poder de tua intercessão, para fortalecer a frágil paz entre os homens, libertar as vítimas das injustiças e todos os oprimidos por qualquer adversidade. Conforta e cura os que sofrem dos males do corpo e da alma. Roga a Jesus Cristo, Supremo Pastor, pela paz de todo o mundo, pela unidade e fidelidade do Povo de Deus, a Igreja. Pede também pelo bem de Nossa Pátria, o Brasil.Finalmente, se recorda também de mim, que te invoco com fé, sabendo que nunca abandonas na dificuldade, os que te consideram como mãe e mestra. Amém.

(Tradução Livre do Italiano extraída daqui)

Jesus doce, Jesus amor.

 

            Ricardo Carpena fez uma breve entrevista (disponível aqui) com o presidente Lula. Duas perguntas, particularmente, me chamaram a atenção. Teci, então, ligeiros comentários às palavras do iletradíssimo (digo, ilustríssimo) chefe da República Federativa do Brasil. Todos os grifos são meus; e os comentários que fiz estão entre colchetes e em itálico, no corpo do próprio texto.

 

 

            O que acontece no interior de um dirigente de esquerda que hoje é um exemplo de pragmatismo? Que mudanças se produziram em seu interior?

            Nunca fui marxista. Nunca. Desse mal não sofri. Minha origem política foi o movimento sindical, nas comunidades de base [Eis o que consta na certidão de nascimento: filho da TL…tsc, tsc.] e no movimento social. Sempre me considerei um socialista; [Ele fala como se fosse um orgulho afinar-se a uma ideologia socialista. Bobinho… No fundo dá no mesmo: Marxismo e Socialismo são os dois lados de uma mesma moeda…] Porém, o PT jamais definiu um tipo de socialismo porque isso era impossível. Estava o exemplo da União Soviética: esse era o modelo de socialismo que queríamos? Não, eu não queria isso porque não concebo um socialismo sem liberdade democrática, sem direito de greve, sem alternância de poder. Essa é minha ideologia. Houve um momento, nos anos setenta, em que a esquerda brasileira me dizia que eu era de direita. E a direita dizia que eu era de esquerda. Essa postura eras importante porque considerava que estava no caminho do meio. A realidade é que o trabalho que fizemos no movimento sindical me permitiu reunir um grupo muito grande de brasileiros que, nos anos setenta, participavam da luta armada, um grande número de intelectuais, os melhores que tínhamos no Brasil; um grande número de sindicalistas, com o apoio muito forte dos movimentos sociais das comunidades. Nunca tive um trauma por ter mudado de postura [Caro leitor, não se espante: daqui a algumas linhas ele vai dizer exatamente o contrário disso] por ver a política com um grande pragmatismo. Na política se faz o que se pode fazer. No discurso podemos dizer o que se quer, porém no momento de executar, o limite é o possível. [Nossa! Quanta coerência! “Moral” da história: enquanto candidato, prometa o impossível; depois de eleito, faça só o que der!] Eu fui eleito com um programa muito claro, firmei um compromisso com o povo brasileiro e por isso me elegeram presidente da República. E estou cumprindo. Duvido que haja em outro lugar do mundo uma relação entre o presidente e os movimentos sociais como a que existe aqui no Brasil. Eu falo com os dirigentes sindicais, com os que vivem na rua, com os travestis, com os homossexuais e tudo sem preconceitos [ninguém tinha tocado nesse assunto… Por que, entre os tantos grupos sociais existentes, mencionar justo esses? Quer angariar a simpatia (=votos; apoio, etc.) deles é?]. Por isso é que, no fundo, não mudei [Finalmente, mudou ou não mudou?]. Cresci e assumi mais responsabilidades. Quando somos oposição, dizemos o que cremos e pensamos que deve ser feito; porém, quando somos governo, não cremos e nem pensamos nada: fazemos ou não fazemos. E eu fui eleito para fazer.

            Existem pessoas que dizem que o senhor e Michelle Bachelet são parte de uma esquerda racional e que Chávez e Evo Morales são mais populistas. É isso mesmo? Em todo caso, como situaria a Kirchner nesse espectro?

            Não vejo dessa forma. A coisa não é tão simplista. Evo Morales é o que é devido á sua cultura política, devido às pessoas as quais ele representa. Chávez também é o que é por sua cultura política. E Kirchner o mesmo. Qualquer pessoa pode ter suas diferenças com Kirchner; porém, a verdade é que depois de muitos anos, Argentina voltou a ser um país, voltou a crescer, a gerar empregos e a ser mais respeitada. Podemos gostar ou não; porém, o dado concreto é esse. Kirchner foi o princípio de uma nova era para a Argentina, que tem sua continuidade com Cristina. Meu orgulho é que, depois de deixar o governo, teremos outro paradigma de governabilidade nesse país. E isso também é válido para Chávez. Quando escutamos as pessoas criticarem a Chávez teríamos que perguntar-lhes como era a Venezuela antes de que ele governasse. Se o povo vivia melhor, então, sem dúvida, ele seria o ‘bandido’ da história; porém, isso não é verdade. Chávez melhorou muitíssimo a vida dos pobres, exerce a democracia… [a questão que me inquieta é: como se vive ‘melhor’ se não se é livre? Pão e circo é o que o povo precisa? E só?] Eu, pessoalmente, não agüentaria disputar tantas eleições como ele. Um referendo hoje, um referendo amanhã? Eu não agüentaria. [Deus existe! Bendito seja Deus para sempre!] Se aprendemos a respeitar a soberania de cada país, seus hábitos culturais e políticos, a história, sofreremos menos, teremos menos inimigos. Quando Evo Morales começou a brigar com o Brasil, os setores mais conservadores queriam que eu o ameaçasse. Sempre o tratei como se trata um companheiro. Eu sabia que o gás era dele e sabia que algum dia a situação seria compreendida, que ele mesmo perceberia que havia coisas distintas para fazer. Isso é o que está acontecendo: está muito mais maduro; conseguiu organizar sua equipe. Porque para ser governo temos que montar uma equipe. Obama não pode eleger o segundo homem de sua equipe econômica porque tem que passar pelo Partido Republicano. Por mais inteligentes que sejamos, por mais importante que seja o país, existe um tempo para amadurecer. Espero que a América Latina nunca mais retroceda.

 

            Ontem assisti a uma palestra na Universidade Católica de Pernambuco. O tema da palestra, proferida pelo professor italiano Luigino Bruno, era Economia da Comunhão: uma proposta que Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, idelalizou como opção ética e cristã de resolução das dificuldades econômicas enfrentadas pelos países e empresas. Este site reúne informação teórica (de nível acadêmico) e prática a respeito de como funciona a lógica da Economia de Comunhão.

            A palestra foi interessantíssima (durou quase duas horas, sem ser cansativa!). Luigino Bruno, falou das causas da crise econômica atual. Ele apresentou três tipos de razões: as financeiras, as econômicas e as éticas. De tudo que foi dito, porém, me interessa comentar aqui apenas os pontos relativos aos princípios e idéias cristãs que orientam a lógica da Economia da Comunhão (EDC).

            Primeiro, como bem disse o Prof. Bruno, soa como loucura – num momento de crise econômica – se falar em “comunhão”. No momento do “salve-se quem puder!”, a solidariedade se dissipa, e a caridade que leva à comunhão passa longe de ser uma possibilidade real… Contudo, a comunhão é uma proposta cristã. Ousada, mas possível.

            O segundo ponto que o professor abordou e que, para mim, encaixa como uma luva na realidade brasileira, é o fato de que não se deve esperar que os políticos resolvam a crise. Que o presidente do Banco Central (que, no Brasil, está muito submetido às forças políticas) solucione num passe de mágica os nossos problemas de ordem econômico-financeira. Isso é um tapa na apatia e no paternalismo que, infelizmente, assola o povo brasileiro. E isto, a meu ver, muito se relaciona com o princípio da subsidariedade (que pertence ao escopo da Doutrina Social da Igreja). Subsidariedade significa, grosso modo: quem está mais próximo, tem mais obrigação de ajudar. O estado apenas subsidia aquilo que as pessoas, por si só, não conseguem fazer.

            Em terceiro lugar, mas não menos importante, foi a abordagem feita a respeito do Marxismo e do Comunismo. Estas ideologias, apesar de serem intrinsecamente más, geraram nas pessoas tão somente uma adesão exterior, superficial. É como se as pessoas, em sã consciência, soubessem como eram absurdas as propostas de verve socialista. No “oba-oba” todos aderiam; mas, em verdade, sabiam que eram alternativas fadadas ao fracasso. Na ótica do professor Luigino, o Consumismo ,sim, é a religião da contemporaneidade: afeta diretamente o comportamento das pessoas (que vêem no ato de comprar uma “terapia”). O consumismo torna as relações humanas superficiais: “as mercadorias tomam o lugar das pessoas”, disse o acadêmico. Esta é uma visão, no mínimo, interessante.

            Disso tudo, o que mais me alegra é saber que foi a partir de um movimento da Igreja que surgiu uma alternativa ética, lícita, moral, às dificuldades econômicas e financeiras deste nosso mundo. A missão da Igreja é, fundamental e primordialmente, espiritual; mas, ela não deixa de oferecer, por meio de leigos autênticos como Chiara, sua contribuição à vida secular, terrena, temporal. Isto, sim, é ser humano e engajado sem precisar ser TL…

            O blog de Luigino Bruni – que, atualmente, é professor de economia política na Universidade de Milão, e coordenador da Comissão Internacional de EDC – está hospedado neste endereço.

            O Life Site News publicou e o Marcelo Coelho traduziu :

 

            O arcebispo de Freiburg, Robert Zollitsch negou publicamente o dogma da Redenção. Em entrevista a um canal alemão de televisão ele afirmou que Cristo “não morreu pelos pecados das pessoas, como se Deus tivesse provido uma oferta sacrificial, um bode expiatório“.

            Para o prelado alemão na verdade Jesus se ofereceu apenas por uma tremenda solidariedade com os pobres e os sofredores. Questionado pelo entrevistador se Deus teria entregado seu próprio Filho porque nós homens somos pecadores o arcebispo respondeu simplesmente: “Não“. Deus entregou “seu próprio Filho por solidariedade conosco até a agonia mortal para mostrar: Vocês valem tanto para mim, Eu estou convosco e Eu estou completamente convosco em qualquer situação“.

 

            Quem pensava que a mentalidade da teologia da libertinagem era exclusividade das terras latino-americanas se enganou redondamente. Ao negar o Dogma da Redenção, o arcebispo de Freiburg e presidente da Conferência Episcopal Alemã, D. Robert Zollitsch, mostra que também o Velho Mundo foi contaminado pela praga da TL. D. Zollitsch já fez outras declarações infelizes. Por exemplo: quando falou à revista alemã Der Spiegel sobre celibato e homossexualismo; e quando criticou D. Walter Mixa, bispo de Augsburgo, falando da comparação entre aborto e Holocausto.

            O posicionamento de D. Zollitsch está enraizado naquela lógica (absurda) – idealizada e propalada pelos teologistas libertinos – segundo a qual os pobres e sofredores são o único objeto da misericórdia divina. Seguindo esta linha de raciocínio, Cristo estaria mais preocupado com a opressão que os governantes exercem sobre os povos, do que com o jugo do pecado que oprime e derrota tantos homens! Deus seria um tipo meio “impotente” que – vendo o pecado e fazendo vista grossa a ele – apenas se solidariza com o sofrimento terreno dos seres humanos. O Criador estaria pouco se lixando para o sofrimento eterno que muitas almas terão que padecer (em virtude de terem levado uma vida inteira de subserviência ao pecado). Não se fala mais no pecador como objeto da complacência de Deus. Não se fala em pecador porque, em nome do “politicamente correto”, evita-se mencionar a palavra pecado. É então quando ressoam os sábios conselhos de São Josemaría Escrivá, que diz: “Fica tranqüilo se exprimiste uma opinião ortodoxa, ainda que a malícia de quem te escutou o leve a escandalizar-se. – Porque o seu escândalo é farisaico”(Caminho, 349). O mais triste disso tudo, a meu ver, é que o estilo Carpe Diem instaura a era da permissividade sob o olhar condescendente de alguns ministros de Deus. Ministros estes que não denunciam o pecado e o erro, que não mais se dirigem ao pecador, que negam os benefícios e graças obtidos na Cruz de Cristo aqueles por quem o sangue de Nosso Senhor foi derramado…

            É bem provável que D. Robert não tenha pensado em todas essas conseqüências (danosas) que decorrem de sua afirmação. Mas, a mim parece de fundamental importância refletir sobre esses desdobramentos.

 

Para assistir à entrevista concedida pelo arcebispo alemão clique aqui

Saiba mais sobre esse assunto acessando o blog Fratres in Unum

Recebi por e-mail e publico aqui, na íntegra, esta pérola da Tradição da Igreja: uma belíssima oração para a hora da morte. Muitas vezes não nos damos conta de que o fim pode estar próximo; de que ninguém sabe o dia nem a hora em que o Senhor nos chamará à Sua Presença; de que é preciso preparar-nos para o Derradeiro Encontro. Na oração da Ave-Maria a Igreja nos ensina a pedir: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Iluminados por esta mentalidade, digamos, “preventiva” em relação à morte, meditemos com esta magnífica invocação da piedade cristã:

 

 

A Nosso Senhor Jesus Cristo, para obter Misericórdia na hora da morte.

 

 

Meu Jesus crucificado, ouvi, na vossa grande misericórdia, a súplica que Vos faço agora, para a hora da minha morte, quando todos os meus sentidos desfalecerem:

 

Quando, pois, Jesus, a imobilidade dos meus pés indicar que o fim da minha viagem, neste triste vale, chegou, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim;

 

Quando as minhas mãos trêmulas e enregeladas já não puderem sustentar e apertar sobre o peito o vosso amado crucifixo, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando os meus olhos, escurecidos e prestes a se apagarem, já não puderem mais contemplar-Vos nessa Cruz, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando os meus lábios insensíveis já não puderem mais beijar as vossas chagas e, em balbucio, mal puderem, pela última vez, invocar o vosso nome santíssimo, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando as minhas faces pálidas e os meus cabelos desgrenhados causarem aos circundantes terror e compaixão, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando os meus ouvidos já irem se fechando para os sons e vozes deste mundo, e se abrindo para escutar a sentença da minha sorte para toda a eternidade, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando, a minha imaginação, agitada por temerosos fantasmas, perturbar o meu espírito, e a lembrança das minhas iniqüidades, junto com o temor da vossa santa justiça, encherem minh’alma de remorso e confusão, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando eu, em tristeza de morte, derramar minha última gota de lágrima, aceitai-a como oferenda de sacrifício expiatório, para que eu morra como vítima de penitência, e assim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando parentes e amigos em torno de mim, se enternecendo e se apiedando face ao meu lastimoso estado, por mim Vos invocarem, escutai-os ó misericordioso Jesus, e tende piedade de mim.

 

Quando, após o meu espírito ter lutado contra o espírito do mal, na tentativa extrema de não ser vencido e lançado no abismo negro do desespero, e, naquela última aflição de alma, tiver o mundo inteiro desaparecido para mim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando as últimas e fenecidas ânsias de vida forçarem minh’alma a sair, aceitai-a, Jesus, como o desejo ardente de uma santa impaciência de acercar-se de Vós, e Vós, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando meu coração, exausto da agonia da morte, determinar sua derradeira palpitação e render-se ao fim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando a minha alma partir, aceitai a destruição do meu corpo como filial homenagem à vossa augustíssima majestade e humanidade, e então, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

E quando, finalmente, minha alma comparecer diante de Vós e, pela primeira vez, ver e admirar o esplendor da vossa majestade, não a expulseis, mas recebei-a com misericórdia, para que cante os vossos louvores; e para toda a eternidade, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Oremos: Ó clementíssimo Jesus, tão amante das almas, eu Vos suplico, pela agonia do vosso SS. Coração e pelas dores da vossa Mãe Imaculada, que purifiqueis no vosso sangue todos os pecadores que estão em agonia e neste dia hão de morrer; ó Coração agonizante de Jesus, tende piedade dos moribundos.

Divulgando…

Debate sobre o ABORTO

 

            Acontecerá no Programa Jurídico News, na quarta-feira, dia 08/04/2009, às 22:00 horas. O programa é exibido ao vivo e pode ser assistido pelos internautas (que podem enviar perguntas no ar), no site www.justtv.com.br.

 

Os convidados são:

 

Dr. Cicero Harada – Advogado, conselheiro da OAB-SP, presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-SP, foi Procurador do Estado de São Paulo. (cicero.harada@terra.com.br ; http://tamarmatar.wordpress.com/ )

 

Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira – Médica ginecologista-Obstétrica; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo, Diretora do Centro Interdisciplinar de Bioética da Associação “Casa Fonte da Vida”; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação.

 

Dr. Luiz Riccetto Neto – Entrevistador.