Neste primeiro Encontro, quero trazer o perfil de alguém ligado profundamente à Teologia da Libertação. Sempre quis saber como pensa um TL. Essa curiosidade (persistente) me levou a uma conversa com o ex-Pároco do Morro da Conceição, em Recife: Reginaldo Veloso. Arquiinimigo do Arcebispo D. José Cardoso Sobrinho e (pasmem!) colaborador da CNBB para música litúrgica este personagem encarna a essência do “movimento libertário”. Ele é um ícone (local) desse movimento. Não obstante, é um homem extremamente educado e de uma inteligência admirável. Do escritório do CERVAC (organização não-governamental fundada por seus correligionários) ele me concedeu a seguinte entrevista:

 

 

            Vamos começar falando um pouco do senhor.  Como é que surgiu a sua vocação?

           

            Eu sou de origem de uma família religiosa e, desde criança, me envolvi com práticas religiosas. Já com 9 anos de idade (ainda incompletos!), iniciado pela minha avó paterna, eu comecei a – como o povo diz no interior – “tirar rezas” para o povo da minha vizinhança no mês de maio. Depois, estudei em colégio de Padres, no interior de Alagoas, em Palmeira dos Índios, e aí me foi feita a pergunta se eu gostaria de entrar no seminário, de ser padre. Eu tinha 13 anos de idade. E eu, depois de pensar um dia ou dois, dei a resposta positiva, e no mês de janeiro de 1951 vim para Recife, para a Várzea, onde havia o Seminário dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Aí eu comecei. Depois, estudei na Europa, onde diz fiz Teologia. Fiz ainda uma especialização em História da Igreja, e dois mestrados: Teologia e História da Igreja. E voltei para o Brasil em 1966, já ordenado. Eu me ordenei em 1961, antes do concílio vaticano segundo.

 

            Então o senhor ainda celebrou no Rito Antigo…

 

            É. Eu estava em Roma durante todo o tempo em que acontecia o Concílio Vaticano II. Eu estava estudando na Universidade fazendo estes cursos que mencionei. E voltei para o Brasil para ser professor do Seminário. Mas, depois de dois anos e meio, preferi me colocar completamente a serviço do trabalho pastoral. Passei 10 anos na Paróquia da Macaxeira. Em 1978 eu vim para o Morro da Conceição, e até hoje estou por aqui.

 

            O senhor viu toda a transição do Concílio…

 

            Toda a transição. Eu conheço o modelo antigo de Igreja, antes do Concílio. Toda a minha juventude foi neste modelo. Conheci o tempo da transição, e a renovação.

 

            E o seu envolvimento com música? Como é que começou?

 

            Como seminarista, eu sempre participei de corais. Já antes de entrar no seminário, eu gostava muito de música: tocava gaita de boca (realejo aqui no nordeste), e gostava muito das músicas de Luiz Gonzaga. Mas tinha um gosto aberto a todo tipo de música. E, no seminário, participando de corais, cantei o canto gregoriano durante 15 anos. Não tive formação musical propriamente dita (a não ser esta participação em corais). No ano de 1967 eu comecei a fazer canções de protesto. Era coisa da época, muito forte. 1967, 1968 mais ainda! Então em 1967 eu comecei a fazer estas músicas de protesto e as apresentei a alguns amigos (que gostaram!). Em 1969 eu comecei a fazer letras para músicas litúrgicas. No final desse mesmo ano, eu comecei a compor – não só a fazer letras, mas a fazer músicas também – para a liturgia. Foi aí que começou a minha carreira como músico litúrgico, como compositor litúrgico, até hoje.

 

            O senhor ainda é assessor da CNBB para música litúrgica não é isso?

 

            Sim.

 

            Ainda tratando da sua pessoa, como é que começou a sua relação, se é que existe, com a Teologia da Libertação? Com Leonardo Boff…

 

            Bem, tendo eu voltado de Roma – com o Concílio Vaticano II tendo acontecido de maneira tão próxima – eu já vinha com a cabeça virada (como diz o povo) para uma proposta de Igreja mais comprometida com a vida, com os problemas da humanidade. É bom lembrar que o Concílio Vaticano II terminou justamente com a Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo. Foi uma grande avaliação de como está a humanidade, dos grandes desafios e dos compromissos que os cristãos tinham de tentar dar sua resposta, fazer a sua parte, diante desses desafios da humanidade. Eu já voltei de Roma com essa visão de Igreja. Não só voltada para as ações propriamente religiosas, litúrgicas, pastorais, mas voltada para uma compreensão de que alguma coisa a gente tem que fazer nesse mundo diante dos problemas que a humanidade apresenta. Nós, como Igreja, temos que dar nossa contribuição juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade, como dizia o Papa João XXIII, se abrindo para uma participação mais ecumênica, mais aberta a todos aqueles que estão buscando caminhos de vida, de felicidade, de paz para a humanidade. E aqui, na América Latina, sobretudo a partir de 1968 (portanto, dois anos depois que eu voltei da Europa) nós já tínhamos a Conferência Episcopal Latino-americana, que aconteceu em Medellín, na Colômbia. Já estávamos em plena efervescência de uma  experiência de Igreja engajada politicamente – não necessariamente na política partidária. Mas, no envolvimento nas lutas sociais, no protesto contra os regimes ditatoriais – e no enfrentamento destes sistemas ditatoriais; na luta por mudanças, pela redemocratização. Sobretudo pelo direito dos oprimidos, dos excluídos.

 

            O senhor chegou a ter algum contato com Leonardo Boff, que é ícone da Teologia da Libertação?

 

            Ah, sim. Em encontros de Igreja participávamos de momentos juntos. Essas pessoas tinham assessorias importantes. De qualquer maneira estávamos em comunicação. Participei de toda essa “onda”, que foi muito significativa para a vida da Igreja, que foi uma volta aos ideais, digamos, mais puros do Evangelho: compromisso pelos mais pobres e opção pelos oprimidos.

 

            O senhor já deve ter ouvido a crítica, feita pelos mais ortodoxos, segundo a qual a Teologia da Libertação teria promovido o desvirtuamento da missão do padre. “A Igreja existe para salvar as almas. A parte política existe, mas não é a principal”. O que o senhor diz em ralação a isso?

 

            Isso é uma visão muito limitada do Evangelho, da proposta de Jesus (que veio ao mundo com uma mensagem de libertação muito explícita). Ele foi um crítico ferrenho de toda a sorte de opressão e, sobretudo, da opressão religiosa, que mantém as pessoas alienadas e sujeitas a um sistema de dominação que as impede de viver plenamente sua dignidade de filhos e filhas de Deus. Sua dignidade cidadã (é coibida) tanto dentro da própria organização religiosa, a Igreja, quanto (muito mais ainda!), dentro da organização social, da sociedade como um todo.

 

            O senhor se definiria como católico apostólico mas não-romano?

 

            Não. Eu sou católico apostólico romano.

 

            Pergunto isto porque se fala muito (sempre negativamente) em “romanização”, “vaticanização”…

 

            Esse é o problema. Eu sou católico romano enquanto para mim é importante estar em comunhão com a Igreja que tem sua sede em Roma a partir de uma longa tradição; que vem do apóstolo Pedro que, segundo o Evangelho, aparece com uma missão ma missue, segundo o Evangelho, aperece com ga puros do Evangelho, de comesenta.bastante específica. É uma missão especial: de ser aquele que junta, que segura as pontas, vamos dizer. Mas que não tem, evidentemente, essa missão entendida da maneira clerical, centralizadora e dominadora (como hoje é exercido este ministério). Eu faço críticas à maneira como o papa, os bispos e os padres exercem seus ministérios, que deveriam ser muito mais ministérios a serviço da participação de todo o povo de Deus, e não ministérios que centralizam todo o poder em suas mãos e colocam o povo numa situação que, eu diria, de dependentes, numa situação infantilizante, e não de pessoas adultas e co-responsáveis.

 

            Agora que analisamos bem a sua figura, queria passar para outro ponto: a figura de D. Hélder Câmara, que hoje é muito evocado como ícone histórico desta arquidiocese e da teologia da libertação. Há inclusive, hoje em dia, um grupo intitulado “Amigos de D. Hélder”. Como é era a sua relação com ele? Qual a imagem que o senhor tem dele? O senhor o vê como um homem afinado com essa idéia de uma igreja mais “participativa”?

 

            D. Hélder foi o meu primeiro bispo. Ele foi e continua sendo a imagem de uma Igreja que não está voltada para o seu próprio umbigo, mas está aberta para a vida da humanidade, os problemas da humanidade, os clamores do que ele chamava “os dois terços da humanidade que vive numa condição sub-humana”. Então, ser bispo, ser padre e ser cristão para D. Hélder era voltar ao que foi Jesus Cristo: alguém que se solidariza completamente com a causa dos oprimidos do mundo, dos excluídos da terra; e que coloca a Igreja a serviço de uma transformação profunda da pessoa e da sociedade.

 

             Quanto tempo de pároco o senhor tem?

 

            Eu fui pároco de 1968 a 1989, quando fui demitido pelo arcebispo atual. Está terminando o tempo dele. De 1968 a 1985 eu fui padre da diocese de D. Hélder Câmara. Inclusive eu deixei a congregação religiosa a que pertencia, e passeia ser padre diocesano.

 

            Qual era a Congregação?

 

            Era a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, que tem a sede lá em Camaragibe, no Seminário Cristo Rei.

 

 

            Quando houve a transição D. Hélder – D. José, qual era a expectativa – não só do senhor, mas do clero da época – a respeito do novo arcebispo? Sabia-se, ou supunha-se, o rigor maior com que ele trataria a arquidiocese? As expectativas eram negativas, ou eram boas e ele as frustrou?

 

            Para os padres que tinham um engajamento maior numa pastoral no estilo de D. Hélder Câmara foi uma decepção: um bispo que viveu 25 anos em Roma e depois passou quatro anos no interior de Minas Gerais. Era natural de Pernambuco, mas não tinha nenhuma vivência pastoral, nem humana, simplesmente, com essa região do nordeste. Mas eu, pessoalmente, me guardei de qualquer atitude preconceituosa. Nos primeiros tempos – primeiro ano, entrando pelo segundo ano – eu tentei estar aberto. Eu tinha uma atuação aqui nos altos e córregos de Casa Amarela: eu era coordenador pastoral deste setor. E eu me coloquei de maneira muito disponível. Convidei o arcebispo para visitar o morro da conceição. Preparamos da melhor maneira o encontro das comunidades daqui da paróquia com ele. O povo já demonstrava muita desconfiança. Mas eu tentava explicar que ele estava chegando, estava dando os primeiros passos, mas, certamente, havia esperança de que ele ficasse mais próximo do povo. Porém, na campanha política em que José Múcio e Miguel Arraes eram candidatos a governador (não sei se foi em 1986 ou 1987), o bispo apareceu no guia eleitoral da Arena (não lembro se já era PFL). Aí, então, os movimentos de Igreja mais afinados com uma prática libertadora, os padres, religiosas, e pessoas mais engajadas num modelo de Igreja no estilo de D. Hélder (que tinha realmente, do ponto de vista político, uma orientação para a esquerda) se indignaram.

 

            Ele apareceu apoiando o partido ou o candidato, foi isso?

 

            Ele apareceu recebendo o candidato do PFL (ou da Arena) no palácio. Deixou-se filmar e apareceu gratuitamente no guia do PFL. Ele não dizia que estava apoiando, mas aparecia com o candidato. O resultado foi uma reação muito forte. Foram escritas cartas de protesto. Uma delas foi da então Ação Católica Operária a qual eu assessorava. E a Ação Católica fez uma carta muito forte, denunciando a volta da opção pelos ricos por parte de quem dirigia a arquidiocese. Nós dizíamos que, depois de mais de 20 anos de uma opção pelos pobres, feita pelo arcebispo D. Hélder Câmara, a gente voltava, com D. José, à opção pelos ricos.

  

            O senhor mencionou a Ação Católica Operária. Esta entidade tinha uma relação muito próxima com o atual presidente da Câmara dos vereadores – candidato à reeleição como vereador – Josenildo Sinésio. O senhor tinha, naquela época, algum tipo de relação com ele?

 

            Não. Ele surgiu, tanto no cenário da Igreja quanto no cenário político (aqui no morro da conceição) no tempo que eu era pároco do morro.

 

            O senhor falava de uma desconfiança do povo em relação a D. José…

 

            Exato. A partir do episódio que eu mencionei (a aparição pública do arcebispo prestando, tacitamente, seu apoio político ao candidato de direita), começou o conflito aberto. E, dentro deste conflito aberto, eu estava do lado dos que protestavam. No ano de 1988 vieram os problemas na coordenação de pastoral do Regional Nordeste 2. Ele (D. José) andou mudando pessoas de uma orientação para nós importante. Depois, em 1989, veio o fechamento do seminário do Regional Nordeste 2 e do Instituto de Teologia, o ITER. Tudo isso provocou manifestações grandes, no centro da cidade. Em dezembro de 1989, 3 dias depois da Festa do Morro (de cujo encerramento ele não veio participar) aconteceu que eu estava na casa de uma irmã minha, em Maceió, no dia do aniversário dela, tirando uns dias de folga após 10 dias da Festa (que foi muito trabalhosa!), quando recebi o telefonema de uma prima, informando que o NETV noticiara que eu havia sido demitido da paróquia e suspenso do exercício do ministério presbiteral. Eu soube por telefone. Ele nunca me chamou para conversar.

 

            Antes disso ele não havia conversado o senhor?

 

            Ele conversou comigo em Abril do mesmo ano (1989), me formulando o pedido que eu deixasse a paróquia. Eu pedi um tempo. Depois disso, ele não me chamou mais para conversar. Escreveu-me duas cartas (ameaçadoras), me demitiu, mas não me chamou para conversar.

 

            Que motivos ele alegou para lhe demitir?

 

            Dizia que eu estava tomando uma atitude de inimigo dele, que eu estava cometendo sérios delitos do ponto de vista do direito canônico, e a qualquer momento eu poderia ser punido de acordo com o mesmo direito. Finalmente, por conta destas “transgressões”, saiu essa punição no dia 11/12/1989.

 

            E como é que o senhor reagiu a isso?

 

            Eu recebi a notícia com certa estranheza. Embora já aguardasse que mais dia menos dia iria acontecer algo desse tipo. A estranheza era mais a de ter recebido essa notícia pela televisão; do arcebispo não me haver chamado para comunicá-la. Agora, grande foi a reação da população!

 

            Principalmente da população de Casa Amarela?

 

 

            De Casa Amarela sim, mas também um pouco de toda a cidade. Houve até uma grande passeata, se eu não me engano no dia 26 de dezembro, da pracinha do diário até o palácio do bispo, com alguns milhares de pessoas que protestaram.

 

            Nesse período em que o senhor pensava na situação do seu ministério, o senhor cogitou pedir dispensa das obrigações sacerdotais?

 

            Não. Em nenhum momento. Nem quando eu resolvi me casar. Quando eu escrevi para as autoridades do Regional Nordeste 2, ao tribunal eclesiástico, comunicando a minha decisão de casar, eu pedi que considerassem a minha vontade de continuar exercendo o ministério.

 

            Então o senhor queria continuar casando e exercer o ministério?

 

            É. Como, de fato, eu exerço – não oficialmente. Eu acompanho 3 pequenas comunidades eclesiais de base e recebo muitos pedidos, durante o ano todo, de pessoas que não se sentem mais à vontade participando de certas cerimônias, tal como elas são realizadas oficialmente pela Igreja. Elas, então, me chamam.  Contam comigo, com meus serviços. Eu faço vários tipos de celebração.

 

            O senhor celebra a missa, batiza, confessa, etc.?

 

            É. E eu faço de acordo com o rito da Igreja.

 

            Usa os livros litúrgicos?

 

            Alguns.

 

            Alguns?

 

            É. E não faço em ambientes de Igreja.

 

            É sempre em ambientes reservados?

 

            É. Em casas de família, às vezes no salão comunitário.

 

            O senhor ainda tem paramentos?

 

            Eu não visto os paramentos oficiais. Visto túnicas que são também para os ministros leigos.

 

            O senhor não usa os paramentos oficiais do tipo estola, etc.?

 

            Não.

 

            Então o senhor nunca cogitou a possibilidade de pedir dispensa?

 

            Não.

 

            Há algum tempo li uma reportagem que afirmava que o bispo que se tornou presidente do Paraguai, D. Lugo, pediu a dispensa. Um comentário de um outro bispo, dizia que, com esse pedido de dispensa ele ficaria “de bem” com a Igreja e de bem consigo mesmo, já que realizaria sua vontade. Mas, até hoje, pedir dispensa não passa pela sua cabeça de jeito nenhum? 

 

            Não. Não passa.

 

            Na época em que o senhor foi destituído do cargo houve alguma crise de consciência do senhor?

 

            Não. De jeito nenhum.

 

            Nem quando casou?

 

            Também não. Tudo ocorreu muito tranquilamente.

 

            Hoje, como é que é a vida do senhor? O senhor é assessor da CNBB para música litúrgica…?

 

            É. Eu presto serviços a Igreja toda. Este ano eu estive em 5 dioceses assessorando cursos de música e liturgia. Estive 2 vezes em São Paulo participando do Encontro de Compositores Litúrgicos, promovido pela CNBB. Participei do Encontro Nacional da Pastoral Litúrgica, promovido também pela CNBB, no mês de fevereiro. Estas últimas informações eu gostaria que você não publicasse no seu blog. Diga, de maneira geral, que eu continuo, ocasionalmente, prestando serviços a dioceses e à CNBB, quando sou convocado, dentro dessa minha especialidade. Porque se você detalhar muito pode provocar as “iras dos deuses”.

 

            E este lugar, o CERVAC, o que é que senhor faz aqui?  

 

            Isto aqui não é uma obra da Igreja. É uma ONG que surgiu um pouco de pessoas que passaram por este processo de evangelização, de pastoral libertadora.

 

            Mas qual o cargo que o senhor desempenha aqui?

 

            Hoje eu sou o coordenador geral do CERVAC. Mas só recentemente, nesses últimos dois anos. Antes disso não tinha cargo nenhum.

 

            E hoje o senhor é casado? Tem filhos?

 

            Tenho um filho com 13 anos.

 

            E qual é o trabalho do senhor atualmente?

 

            Eu trabalho na Secretaria de Educação do Recife como assessor de um programa de animação cultural nas escolas – programa esse que eu fundei em 1993. Faz, portanto, 15 anos que eu presto esta assessoria.

 

            Com relação ao que podemos chamar de “vida sacramental”, estou vendo aqui a liturgia das horas… O senhor reza ainda o breviário?

 

            Rezo.

 

            Reza o breviário ainda?

 

            Rezo.

 

            E a participação na celebração dominical? O senhor mesmo celebra?

 

            Eu celebro a cada no domingo com uma das comunidades, ou participo de uma celebração feita pelo pessoal da comunidade.

 

            O senhor se arrepende de alguma coisa? Alguma palavra dita, ou ação tomada?

 

            Não. Porém, nós temos sempre as nossas fragilidades, nossas limitações, de modo que sempre temos um pouco do que nos arrepender. Mas não dessas decisões às quais eu me referi ao longo da minha história. Destas eu não me arrependo. Nem de ter sido celibatário, nem de ter me casado. Não me arrependo. Acho que minha vida como celibatário teve um sentido importante. Minha vida como casado, hoje, tem um sentido importante. É também uma contribuição para a Igreja.

 

            Como o senhor avalia a atual situação da Arquidiocese? Quais são suas expectativas para a sucessão de D. José Cardoso Sobrinho?

 

            As expectativas são as de que não aconteça o que o povo diz: “em cima de queda, coice”. A coisa andou muito ruim estes anos todos. A gente espera que não chegue coisa pior para a Arquidiocese. Porque já foi um esvaziamento, um esmagamento, um desmonte que custou muito caro a uma experiência de Igreja que era tão bonita, tão significativa, que fazia com que o Recife ocupasse um lugar de destaque no cenário mundial da Igreja, e na história da humanidade, com a presença de D. Hélder no trabalho que aqui foi desenvolvido. Tudo isso foi desmontado, foi esvaziado. Hoje está reduzido a quase nada. Nós somos um “pequeno rebanho”, somos o “resto de Israel” aqui nesta arquidiocese. A gente espera que haja possibilidade de resgatar (o que éramos). Embora no cenário da Igreja como um todo, com as mudanças que vêm ocorrendo desde João Paulo II – sobretudo agora com Bento XVI -, não haja muita esperança de que as coisas, nestes próximos anos, possam caminhar e tomar o fôlego que tinham antes destes ilustres pontífices. O cenário é mais de virada à direita. É a Igreja participando dessa virada à direita que o mundo deu com a globalização neoliberal.

 

            O senhor acha que a CNBB segue essa linha? Ou está mais à esquerda?

 

            A CNBB ainda se mantém à esquerda nos seus documentos oficiais. Porque ela também não pode voltar atrás de tudo quanto foi afirmado ao longo dos últimos anos em relação a uma postura de Igreja politicamente mais engajada, no sentido de os cristãos se envolverem com os problemas do povo deste país. Oficialmente, a Igreja ainda continua sendo uma voz que é solidária com os problemas do povo e, com certa força moral, edifica as melhores soluções para a vida dos trabalhadores e dos pobres. Oficialmente, este ainda é o tom dos documentos da Igreja. Agora, a pastoral como um todo, não tem mais, de jeito nenhum, a força que tinha. A CNBB continua mais à esquerda, graças a Deus. Agora, o jeito da Igreja como um todo é que está mais à direita. Há um processo de alienação muito forte. Há uma Igreja de massa muito entusiasmada. Mas pouca gente, dentro dessa igreja, leva a sério um compromisso, um engajamento mais sério nas lutas do povo.

 

            Aproveitando que estamos em tempo de eleição: o senhor, que já teve contato com Josenildo Sinésio, está apoiando ele? Como é sua relação com ele atualmente?

 

            Não. Hoje eu não tenho contato com ele. Também não tenho envolvimento com a candidatura dele. Eu ainda me considero militante do Partido dos Trabalhadores. Mas estou procurando gente nova que dê esperança de o Partido dos Trabalhadores voltar à sua proposta mais original, mais genuína, que anda sendo muito desgastada por desvios de conduta irresponsável de algumas figuras históricas, sobretudo do PT de São Paulo.

 

            O senhor tem alguma consideração final a fazer?

 

            Não. Apenas desejo que seu trabalho possa servir às causas maiores da Igreja e da humanidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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26 Respostas to “Reginaldo Veloso”

  1. Glauco Gonçalves Says:

    Gustavo,

    Esta entrevista é uma verdadeira pérola. Parabéns! Sugiro que você adicione ao texto a data em que ocorreu esta entrevista, para efeito de arquivo.

  2. Aldo Says:

    Parabéns pela esclarecedora entrevista. Penso ser interessante a aposição da data para efeito de arquivo e melhor contextualização. Sugiro, na medida do possível, até mesmo como direito de reposta e de se conhecer o outro lado também, na medida do possível, uma entrevista com D. José Cardoso.
    Mais uma vez, parabéns e sucesso no seu blog!

  3. André Serrano Says:

    Olá Gustavo, conheci seu Blog recentemente e o parabenizo pelo excelente trabalho.

    Quanto a entrevista com o sr. Reginaldo Veloso você conseguiu fazer-nos conhecer como pensa alguém intimamente ligado à Teologia da Libertação.
    Mais claro do que isto impossível…

    Concordo com o comentário do Aldo, na medida do possível uma entrevista com Dom José Cardoso Sobrinho para ouvirmos suas colocações a este respeito, tendo em vista que foi muito criticado pelo sr. Reginaldo Veloso.

    Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho…

    André Serrano
    Guarulhos-SP

  4. Gustavo Souza Says:

    André e Aldo,

    Obrigado pela visita e pelos comentários. Já conversei com D. José a respeito de Reginaldo Veloso (aliás, o arcebispo me pareceu bem preocupada com a situação canônica e espiritual do “ex”-padre). Contudo, para compilar mais formalmente a opinião de D. José sobre o assunto, assumo com vocês o compromisso de, em breve, realizar uma entrevista com ele. Quando a fizer, posto aqui. A título de informação: a entrevista foi realizada no dia 15/09/2008.

  5. Melquides Pereira Says:

    Parabéns pela bela entrevista!
    Hoje sinto uma profunda tristeza quando vejo os bairros mais pobres e afastados do centro do Recife sem aqueles seminaristas que , até 1989, visitavam as famílias, celebravam a Palavra, participavam das reuniões onde eram discutidos os clamores do povo. Quem destruíu esse apoio terá uma grande dívida a acertar com o Grande Pai. Ele está vivo e atento aos clamores.

  6. Melquides Pereira Says:

    Nada que o Arcebispo atual queira justificar que acertou irá me convencer de que o modelo de Igreja hoje está correto, pois sou parte daquele grupo que foi acusado de misturar-se com o povão pobre, sem educação, sem terra, sem trabalho, sem teto, sem nome…se estes não são os preferidos de Deus, quem serão? Ou a minha Bíblia, das Paulinas, está errada?

  7. genteestranha Says:

    Caro Melquides,

    1 – Obrigado pela visita e comentários!

    2 – O arcebispo não quer nem precisa se justificar quanto as atitudes que tomou para frear a ação da TL em Recife. Tudo foi feito com muita prudência e transparência.

    3- É repugante essa visão TL segundo a qual a Igreja é como a Teoria Econômica: pode assumir vários modelos. Quem dera eles entendessem que o “modelo” de Igreja é um só: o da Esposa de Cristo cujos filhos se destacam pelo amor recíproco, pela comunhão de pensamento e de vontade, e que caminha (milita) rumo à Patria Celeste. Ficou claro para você a distinção entre Igreja e ONG?

    4 – Nunca foi proibido misturar-se com o “povão”. Ninguém, repito, *niguém* nesta arquidiocese de Olinda e Recife foi “acusado”, pura e simplesmente, de misturar-se com os pobres. o que ocorre é que a Teologia da Libertação queria (e quer) tranformar clérigos em políticos. E isto não é admissível. A visão de Jesus como o precursor de Che Guevara é totalmente abominável. A lógica TL desvia o sentido da missão do clero. Por mais que seja preciso estar ao lado dos pobres, existem pobres mais pobres que aqueles que não tem dinheiro: são os que não tem Deus! O mundo padece de muitos males, é verdade (tais como desemprego, violência, etc.). Mas o mal mais grave que aflige o mundo é o *pecado*. Você entende? É próprio dos padres cuidar das almas! Eles podem até *promover* a justiça social: falar da importância dela, mostrar que é um desejo de Deus, estimular os leigos a arregaçar as mangas, etc. Mas fica a encargo destes – dos leigos – lutar para que a justiça social se concretize. Se o padre interfere no campo de ação do leigo ele pede a própria identidade e acaba abrindo espaço para que leigos queiram agir como sacerdote, o que é deveras grave.

    Abraço,
    Gustavo Souza.


  8. […] do Instituo Teológico do Recife (ITER), o caso do Padre Reginaldo Veloso (já entrevistado por mim aqui), e outras situações próprias daquele momento da vida da Igreja em Olinda e Eecife. Creio que […]

  9. Lindolfo Euqueres Says:

    Ólá, parabéns pela entrevista com o Reginaldo, ainda não o conheço pessoalmente, mas já estive com amigos seus. Me apresento, meu nome é Lindolfo, moro em João Pessoa e trabalho com juventude na arquidiocese. Quero apenas lembrar, que não existe apenas uma teologia da libertação, senão que há várias abordagens e maneiras de situar desde que se parta do conceito de justiça e da crença de que os pobres são sujeitos de seu processo histórico e de sua missão evangelizadora. Mas também quero fazer um pedido, por acaso você tem o email de Reginaldo, quero enviar para ele a lista dos cds do Ofício Divino das Comunidades, adaptadas à nova edição. Procurei o seu email na internet e não consigo. Saudações!

  10. Arthur Says:

    Quantas opiniões! muito legal… mas comungarei com aqueles que defendem uma igreja comprometida com as coisas do povo. qualquer citação dogmatica ou do direito canonico nao mudarao minha opiniao. Não há justificativa para a maneira com dom josé tratou das coisas de dom helder… Nada justifica e se há purgatorio tenham certeza de que ele vai passar um bom tempo por lá se purificando antes de subir ou descer, que creio eu esta mais certo a segunda alternativa….

  11. genteestranha Says:

    Caro Artur,

    – “(…)comungarei com aqueles que defendem uma igreja comprometida com as coisas do povo”.

    Lamento o fato de você querer uma igreja “comprometida com as coisas do povo”, e não uma igreja comprometida com AS ALMAS.

    – “(…)qualquer citação dogmatica ou do direito canonico nao mudarao minha opiniao”.

    Lamento, igualmente, o fato de você não ser católico [porque, afinal, quem não está disposto a aceitar as normas e crenças da Igreja, não pode se dizer católico]. Além disso, é sempre bom frisar: casos como o de Reginaldo Veloso não tem nada a ver com dogmática. Quanto à aplicação do Direito Canônico… bom, é natural que alguém simpático à TL tenha um quê de anarquista…

    – “Não há justificativa para a maneira com dom josé tratou das coisas de dom helder”…

    Meu caro, o que é que você sabe de D. Hélder? Você já conversou com D. José para saber o porquê de cada atitude? Já leu o livro do professor Helcias (“A Vitória da Fé)”? Já teve a curiosidade de pesquisar o que se ensinava [e se fazia] no SERENE II e no ITER? Não seja leviano.

    – “se há purgatório”

    Esse é o seu atestado de herege?

    – “tenham certeza de que ele vai passar um bom tempo por lá se purificando antes de subir ou descer, que creio eu esta mais certo a segunda alternativa”…

    Foi isso que te ensinaram nessa tal “igreja comprometida com o povo”? A julgar as pessoas como se fosse Deus? A desesperar da salvação alheia?

    Pobre de ti, caríssimo. Espero que a boa Mãe de Deus te reconduza à Casa Paterna.

    Abraço,
    Gustavo Souza
    Autor deste blog

  12. Dito Vivaldo Says:

    Parabéns Pe. Reginaldo Veloso, somos seus admiradores. Obrigado por não desistir da luta.
    Dito Vivaldo

  13. ALBANITA LUCIANA Says:

    PARABÉNS PELA ENTREVISTA.

    FOI ESCLARECIDO O FATO ONDE VIMOS QUE O SER HUMANO DEVE SIM SE PREOCUPAR COM OS OUTROS SERES HUMANOS, PRINCIPALMENTE, OS POBRES E OPRIMIDOS E A IGREJA DEVE ESTÁ FOCADA NESTE ASSUNTO, POIS, DEUS DEIXOU SEU MANDAMENTO AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO, PORTANTO, É A PALAVRA DELE QUE FALA QUE DEVEMOS AMAR E AMAR É CUIDAR E AJUDAR A PROGRESSÃO DOS NECESSITADOS E NÃO SÓ EXPLANAR A PALAVRA DURANTE UMA CERIMONIA .
    PARABÉNS REGINALDO VOCÊ FOI E SEMPRE SER[Á IMPORTANTE PARA A HUMANIDADE.
    DEUS TE ABENÇÕE E TE DÊ SABEDORIA PARA QUE POSSAS CONTINUAR AJUDANDO OS QUE PRECISAM.
    SAÚDE PARA VOCÊ!

  14. Kerson Says:

    Caros irmãos e caro Gustavo Souza,

    Acredito que você teve muito trabalho para essa entrevista. Em primeiro lugar parabéns, foi muito sensato de sua parte este trabalho. Por ele você pôde perceber o como a Igreja de Cristo, comprometida com os pobres e não somente em “salvar almas” cumpre o requisito evangélico do amor.
    É muito fácil falar de Jesus e pregar a fim de uma conversão e, portanto, a fim de “salvar almas” de quem está de barriga cheia e tem tudo do bom e do melhor.
    Difícil é mostrar o Jesus solidário com a dor humana e que não nasceu em berço de ouro. As críticas feitas ao modelo de Igreja comprometida com as causas dos pobres e as CEB’s (a saber Comunidades Eclesiais de Base) vem dos poderosos, daqueles que não convivem com a chaga da pobreza. Faça como D. Hélder diz, “um trabalho não para os pobres, mas com os pobres” e veja como eles tem capacidade para desenvolver excelentes frutos, tão (ou mais) valorosos que os dos teólogos e doutores da Igreja.
    A visão de “salvar almas” é transcendente, mas o Cristo foi além disso, ele soube se inserir na realidade, coisa que a Igreja Tradicional não sabe fazer sem a Teologia da Libertação. A RCC tenta, mas nitidamente também não consegue.
    A perseguição à Teologia da Libertação é como a perseguição ao Cristo pobre. Mas, sem delongas, a Igreja tem que ser política, pois política é organização, e se a Igreja tem hierarquias (abaixo a visão de hierarquia como subserviência dogmática), também tem organização política. Claro que não partidária, mas política consciente e conscientizadora de libertação, justamente o propósito de Cristo e dos primeiros cristãos.
    Caro Gustavo e demais irmãos, a Igreja tal qual a temos agora continua alienada e alienante, fugindo aos propósitos de Cristo que pregam o amor, a igualdade e o ideal de comunidade. Uma Igreja que deseja “salvar almas” deve contribuir para tirar o ser humano da dor, sofrimento, fome e miséria, dando de comer a quem tem fome, dando de beber a quem tem sede, e não de maneira assistencialista, mas favorecendo que o ser humano assuma novamente a sua dignidade, dada por Deus e por isso, devendo ser respeitada por nós.
    Por isso, também apoio o ideal de Cristo, presente em pessoas como Francisco de Assis, Leonardo Boff, D. Helder Camara e o grande Reginaldo Veloso, como a maioria dos que comentaram acima e ainda irão comentar em defesa de Reginaldo.
    Deus é nosso amigo (“já não vos chamo de servos”) e não está longe de nós, está em nosso meio, em nossa realidade. Nesse sentido, queremos sim, padres comprometidos com o Reino de Deus que se manifesta dessa forma, portanto padres que sirvam ao povo e não sejam servidos por ele.

    Um abraço!

    Kerson Aniston* – kersonpsi@hotmail.com – (98) 8148-2606

    * psicólogo, servidor público federal, catequista da Comunidade N. Srª da Vitória, vinculada a Paróquia N. Srª da Glória – São Luís – MA.

  15. Wélio Dias Says:

    Em primeiro lugar eu quero dizer que eu sou pobre, filho de pais semi-analfabetos, vivo em bairro pobre, estudei a vida toda em escola pública, sou mestiço…
    Dito isto, passo a defender a Santa Igreja de Deus contra este desgraçado comunismo cultural que entra dentro dela por meio destes senhores padres e bispos que são elogiados acima e até colocado ao lado do grande São Francisco de Assis. Sim, não sou rico nem poderoso, mas defendo a Igreja hierárquica, defendo a Igreja dos apóstolos e dos mártires, a Igreja edificada sobre Pedro. E não esta “igrejola comunista” fundada sobre um Cristo idealizado, que como, se expressou muito bem alguém acima, seria um precursor do Che-Guevara.
    A Igreja sempre cuidou dos pobres e necessitados, mas nunca os instrumentalizou para defesa de um modelo econômico-filosófico materialista e ateísta como é o comunismo.
    O ato de caridade que rezo todos os dias me ensina a amar a Deus e amar ao próximo por amor a Ele, e não ter no amor ao próximo um fim em si mesmo, mas Deus mesmo como fim último de todas as coisas.E assim deve ser o amor ao pobre (não como uma classe social num esquema de luta de classes entre oprimidos e opressores).
    Este é o erro gravíssimo da TL, o fim último é o pobre e não Deus. E se a TL é mesmo uma teologia tem o seu fim como seu objeto o pobre, então este é o deus da TL, e assim, esta não é católica.
    O que quer então a TL? Uma fé sem Igreja, sem dogma? Uma paz sem Cristo? Uma fraternidade sem Pai?
    Pio XI estabeleceu a festa de Cristo Rei, esta festa fala do reinado social de Cristo. O ensino tradicional da Igreja reza que para ter paz é necessário que Cristo reine nas famílias e na sociedade, é necessário, que se ensine as nações (como foi ordenado pelo Senhor no evagelho). É necessário que os governos se submetam ao reinado de Cristo, e este reinado se dá por meio da Santa Igreja Católica Apostólica Romana!
    Salve Maria! Viva Cristo Rei!

  16. antonio fabio alves Says:

    muito bem moro , na diocese de crateus- ce onde o bispo emerito seguia a mesma linha, é de uma riqueza imensa, tambem meu paroco atual,no final percebemos um amor incondicional pela Igreja, que Reginaldo Veloso tem… aqui se canta muito, o que ele compoes

  17. Fabiana Souza Says:

    Faço um trabalho que ressalta a comparação entre as duas orientações dentro de uma mesma igreja: a TL e a Visão “Oficial” da igreja e tenho percebido que quando os argumentos falham as pessoas começam a se agredir. É muito triste que pessoas retruquem comentários dos irmãos com termos agressivos, tachando os seguidores da TL de repugnantes, acusá-los de heresia. Isso é uma luta de muito desamor. Se é esse modelo de catolicismo que tem que ser seguido, com vossa licença, Eu me retirarei, com muito amor, esse espaço ideológico não me pertence.


  18. […] sacerdote amasiado que largou o ministério há décadas para se juntar com uma mulher e que, como ele mesmo diz, até hoje celebra sacramentos ilícitos (ou inválidos) nas comunidades do Morro da Conceição, […]


  19. Fabiana Souza, então se retire!Se você prefere obedecer mais o Leonardo Boff ao Bento XVI, é melhor que tu saias mesmo.Não tá a fim de seguir o que a doutrina diz, é lamentável.Mas é preferível pessoas fiéis a Igreja a pessoas que debocham de quem quer expurgar hereges e repugnantes, pois é isso que os adeptos da TL são, querendo você ou não, Fabiana.

  20. iños Says:

    Hilda Navarro Lima- Perú

    Admiro la sencillez de su testimonio y la valentia por ser consecuente
    con el Evangelio de Jesus la opcion por los pobres
    Tuve la alegria de conocerlo en 1980 en un encuentro Jesus Obrero Surquillo, trabajo junto con mi hermana Bertha en Villa el Salvador Lima-Perú desde 1993 en un AAHH
    con Niños y adolescentes en extrema pobreza.
    seria una alegria podernos comunicarnos
    Hilda

  21. iños Says:

    Hilda Navarro Lima- Perú

    Admiro la sencillez de su testimonio y la valentia por ser consecuente
    con el Evangelio de Jesus la opcion por los pobres
    Tuve la alegria de conocerlo en 1980 en un encuentro Jesus Obrero Surquillo, trabajo junto con mi hermana Bertha en Villa el Salvador Lima-Perú desde 1993 en un AAHH
    con Niños y adolescentes en extrema pobreza.

    seria una alegria podernos comunicarnos
    Hilda


  22. Conheço padre reginaldo desde sua chegada no Brasil,de volta dos seus estuds. Homem estudioso,e comprometido com a rganização popular,como dizia o d.Helder:”Pobre evangelizando pobre”. Reginaldo,sempre foi muito amigo do Dom, homem de confiança Dom,comprometido com a vida do povo na Macaxeira e depois no Morro até hoje. Sempre recebeu apôio deste bispo dos pobres. viceu e vive sua vida neste compromisso evangélico. sua intrevista é uma pérola que nos ajuda a olhar a igreja prá frente.Participei de vários encontros e reflexões feitas na casa de reginaldo e na Arquidiocese.Agradeço muito a Deus,toda a oportunidade.Durante um certo tempo todas as 5as.feiras,a tarde a gente se encontrava para rezar e preparar a homilia do final de semana. Naquela época contávamos com um pastor e sua esposa,(chamada Jane e o esposo não reordo nomomento),também Pe.Adriano Jansen (holandês) e outros.
    Reafirmo,minha admiração pelo Pe.reginaldo.Que Deus o abênçõe cada ves mais,sua família e sua grande família,como disse,o Mestre:”Todos que ouvem e colocam em prática as Minhas Palavras”.
    O amigo e companheiro pe.João.


  23. Hilda Navarro AA HH.” Príncipe de Asturias”- Villa el Salvador-Lima- Perú

    28 de julio 2013

    Creo que hoy estamos entrando a una esperanza nueva en la Iglesia ya
    teología de la liberación después de muchos años ha sido reconocida
    oficialmente por la iglesia es la teología que nace desde la experiencia

    reflexiones y vivencias de las comunidades cristianas.

    Dios habla con los acontecimientos
    como siempre lo admiro por ser autentico y valiente
    su amiga Hilda

    victoriahilda_63@outlook.com


  24. ENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO DA VERDADE

    (GL.1.9) ASSIM JÁ DISSEMOS, E AGORA REPITO: (AP.22.18) EU, A TODO AQUELE QUE OUVE AS PALAVRAS DA PROFECIA DETE LIVRO, TESTIFICO: (JB.14.17) O ESPÍRITO DA VERDADE QUE O MUNDO NÃO PODE RECEBER, PORQUE NÃO NO VÊ NEM O CONHECE, VÓS O CONHECEIS; PORQUE ELE HABITA CONVOSCO E ESTARÁ EM VÓS, (SL.33.19) PARA LIVRAR-LHES A ALMA DA MORTE, E NO TEMPO DA FOME CONSERVAR-LHES A VIDA: (MC.15.28) E CUMPRIU-SE A ESCRITURA QUE DIZ: (MT.1.23) EIS QUE A VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ A LUZ UM FILHO, E ELE SERÁ CHAMADO PELO NOME DE EMANUEL (QUE QUER DIZER: DEUS CONOSCO:
    ATÉ QUE ENFIM…
    AGORA, OS IDOLATRAS JÁ NAO PODERAO CONTINUAR AFASTANDO A ALMA HUMANA DO ESPÍRITO DE DEUS IMPUNIMENTE; PORQUE JÁ SÃO PECADORES CONSCIENTES: JÁ NAO PODERÃO CONTINUAR PERPETUANDO A IGNORÂNCIA NA TERRA, CAUSANDO O SOFRIMENTO DO MEU POVO, E A DESTRUIÇÃO DO NOSSO PLANETA; PORQUE A MENTIRA JÁ NÃO PODE PREVALECER CONTRA A VERDADE ETERNA DOS MEUS TESTEMUNHOS ESPIRITUAIS, ASSIM SINTETIZADA:

    Paz à todos!

    Este tópico tem a finalidade de reunir algumas referências a respeito da encarnação do Espírito da Verdade para o período atual de transição planetária. Não serão mostradas as mensagens na íntegra, mas serão mencionadas as obras das quais os trechos foram extraídos, para quem quiser conferir posteriormente. Muitos estudiosos espíritas, para não dizer todos, fazem uma vista grossa para este magno acontecimento. Sendo assim, fazendo menção à parábola evangélica As Dez Virgens, perguntamos: estamos nos assemelhando às virgens loucas ou às virgens prudentes, quando o Noivo divino já está chegando? O real preparo está sendo realizado para receber Ensinamentos de ordem mais elevada, pelo novo Enviado de Deus à face da Terra? Quando uma nova luz iluminar o entendimento humano a respeito da Verdade Eterna através do Espírito da Verdade encarnado, estaremos preparados para recebê-la, ainda mais se estiver fora das nossas expectativas? Receberemos o Enviado mesmo se ele não estiver vinculado diretamente e atuante no Espiritismo? É, no mínimo, para refletir sobre o assunto.

    1 – “Vimos preparar os caminhos para que as profecias se cumpram. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais retumbante da sua clemência, que o enviado celeste já vos encontre formando uma grande família; que os vossos corações, mansos e humildes, sejam dignos de ouvir a palavra divina que Ele vos vem trazer; que ao eleito somente se deparem em seu caminho as palmas que aí tenhais deposto, volvendo ao bem, à caridade, à fraternidade.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, Instruções do Espíritos, mensagem O Orgulho e a Humildade, 12º parágrafo, pelo espírito Lacordaire)

    2. – “(…) mas há outros [seres] cuja missão é agir sobre a Humanidade inteira, que não aparecem senão nas épocas mais raras, que marcam a era das transformações gerais.
    Jesus-Cristo foi um destes enviados excepcionais; do mesmo modo tereis, para os tempos chegados, um Espírito superior que dirigirá o movimento de conjunto e dará uma coesão poderosa às forças esparsas do Espiritismo. (…) Limito-me a dizer-vos: Esperai e orai., porque o tempo é chegado e o novo Messias não vos faltará: Deus saberá designá-lo a seu tempo. E, aliás, é por suas obras que ele se afirmará.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 3ª mensagem, Os Messias do Espiritismo, pelo espírito Baluze)

    3 – “(…) Não fiqueis, pois, admirados de todas as comunicações que vos anunciam a vinda de um Espírito poderoso sob o nome do Cristo; (…) Se o Messias de que falam essas comunicações não é a personalidade de Jesus, é o mesmo pensamento. É aquele que Jesus anunciou, quando disse: ‘Eu vos enviarei oEspírito de Verdade, que deve restabelecer todas as coisas’, isto é, reconduzir os homens à sã interpretação de seus ensinamentos, porque ele previa que os homens se desviariam do caminho que lhes havia traçado. (…) Quando todas as bases estiverem postas, então virá o Messias, que deve coroar o edifício e presidir à reorganização, auxiliado pelos elementos que tiverem sido preparados” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 4ª mensagem, Os Messias do Espiritismo, pelo espírito Lacordaire)

    4 – “(…) Esse glorioso futuro que vos anunciamos será realizado pela vinda de um Espírito superior, que resumirá, na essência de sua perfeição, todas as doutrinas antigas e novas, e que, pela autoridade de sua palavra, ligará os homens às crenças novas. (…) Perguntais se esse novo Messias é a pessoa mesma de Jesus de Nazaré? Que vos importa, se é o mesmo pensamento que os anima a ambos? (…) Espíritas! Compreendei a gravidade de vossas missão; estremecei de alegria, porque não está longe a hora em que o divino enviado alegrará o mundo. (…) A ignorância e a perturbação ainda vos ocultam uma parte da verdade que só o celeste Mensageiro vos pode revelar inteiramente.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 6ª mensagem, Os Espíritos Marcados, pelo espírito São Luís)

    5 – “(…) Sim, meus filhos, o povo se comprimirá sobre os passos do novo mensageiro anunciado pelo próprio Cristo, e todos virão escutar essa divina palavra, porque nela reconhecerão a linguagem da verdade e o caminho da salvação.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 7ª mensagem, Os Espíritos Marcados, pelo espírito Lamennais)

    6 – “(…) Novas raças saídas das altas esferas vêm rodopiar em torno de vós, esperando a hora de sua encarnação messiânica (…). Estamos e ficaremos convosco, sob a égide do Espírito de Verdade, meu e vosso mestre.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 8ª mensagem, Futuro do Espiritismo, pelo espírito Erasto)

    7 – “(…) as virtudes dos céus já se abalam e as estrelas caem de sua abóbada, mas transformadas em Espíritos puros, que vêm, como anuncia a Escritura em linguagem figurada, proclamar sobre as ruínas do velho mundo, o advento do Filho do Homem.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 10ª mensagem, As Estrelas Cairão do Céu, pelo espírito Dupuch)

    8. – “Povos, escutai!… Uma voz se faz ouvir de um extremo ao outro do mundo: é a do precursor anunciando a vinda do Espírito de Verdade, que vem endireitar os caminhos tortuosos por onde o espírito humano se desgarrava em falsos sofismas. (…) O Espiritismo é essa voz poderosa que já repercute até os confins da Terra; todos a ouvirão.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Fevereiro, Instruções do Espíritos, 11ª mensagem, Os Mortos Sairão de Seus Túmulos, pelo espírito João Evangelista)

    9 – “(…) A vinda do Messias, como fato geral, está anunciada, porque era útil que dela se estivesse prevenido; é uma garantia do futuro e um motivo de tranquilidade, mas as individualidades não devem revelar-se senão por seus atos. (…)” (Revista Espírita, ano 1868, mês Março, Comentários Sobre os Messias do Espiritismo, 4º tópico, 8º parágrafo, por Allan Kardec)

    10 – “(…) Moisés é o tempo passado; o Cristo, o tempo presente; o Messias a vir, que é o amanhã, ainda não apareceu… Moisés tinha que combater a idolatria; o Cristo, os fariseus; o Messias a vir terá também os seus adversários: a incredulidade, o cepticismo, o materialismo, o ateísmo e todos os vícios que acabrunham o gênero humano… (…) Mas esse Messias que deve vir é o próprio Cristo? questão difícil de compreender no tempo presente, e que amanhã será esclarecida. (…) É o Espiritismo que deve remover as grandes pedras que poderiam dificultar a passagem daquele que deve vir. Esse homem será poderoso e forte, e numerosos Espíritos estão na Terra para aplanar o caminho e fazer cumprir o que foi predito. (…) Esse novo Messias será chamado o Cristo? É uma pergunta que não posso responder; esperai o amanhã. (…) trabalhai sobre vós mesmos para vos regenerardes, a fim de que o Mestre vos encontre preparados.” (Revista Espírita, ano 1868, mês Maio, Dissertação dos Espíritos, mensagem Ontem, Hoje e Amanhã, pelo Espírito da Fé)

    11. – – “(…) Todos somos chamados ao grande labor e o nosso mais sublime dever é responder aos apelos do Escolhido. (A Caminho da Luz, cap. XXV, O Evangelho e o Futuro, 24ª parágrafo, pelo espírito Emmanuel)
    Setembro/2015

    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/encarnacao-do-espirito-da-verdade/#ixzz3mTdR8eBO

  25. GIUSEPPE, PEPPINO Says:

    POTETE INVIARMI LA e-mail DI p. REGINALDO VELOSO? GRAZIE.
    peppe.aiello@yahoo.it

  26. Hilda Navarro Says:

    Hilda Navarro
    17 de agosto 2016

    la Iglesia esta viviendo momentos nuevos,cuestionándose así misma sobre las actitudes de algunos de sus miembros, las personas valientes que siempre, hablaron con la verdad fueron cuestionados,juzgados y apartados
    p.Reginaldo Veloso, hay nuevos tiempos el Señor se hace presente Hoy
    siempre lo admiro y quisiera conocer mas sus canciones
    victoriahilda_63@outlook.com

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