Blogosfera


Reproduzo aqui a íntegra de um excelente post escrito pelo Wagner Moura a respeito de [mais] uma infeliz declaração dada pelo Pe. Fábio de Melo no programa Direção Espiritual, transmitido pela TV Canção Nova. O Jorge Ferraz, a Sandra Katzman, e tantos outros blogueiros se posicionaram, desmascarando o excessivo “respeito humano” que marca o discurso sempre “politicamente correto” deste sacerdote. De fato, chega! É preciso escrever a Dom Carmo João Rhoden (rhodenscj@uol.com.br), bispo da diocese de Taubaté , na qual está encardinado o Pe. Fábio. É preciso escrever à Congregação para o Clero (Palazzo delle Congregazioni – Piazza Pio XII, 3 – 00193 Roma. Ou, por e-mail: clero@cclergy.va) . É preciso protestar contra o trabalho contraproducente deste sacerdote que, no afã de agradar aos ouvidos de muitos, relativiza a moral católica e subestima o potencial danoso da ideologia gayzista que busca se instaurar a todo custo na sociedade, destruindo a família, seus princípios e valores.

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Por Wagner Moura

Eu não tenho o direito de usar de palavras agressivas que venham ferir a dignidade das pessoas. [E isso] foi justamente a palavra do deputado Jean, que estava defendendo a causa homossexual naquele momento. Eu creio que o Brasil esteja passando por um momento muito delicado em que nós precisamos fazer prevalecer o bom senso, o equilíbrio, sobretudo no momento em que discutimos essas questões. Não queira ter uma opinião formada sem antes você ter conhecido de verdade o que diz essa bendita lei.” – Pe. Fábio de Melo mostrando o lado bom do PL 122.

Nosso querido Pe. Fábio de Melo foi indagado por uma telespectadora, em seu programa do dia 1/06/11, a respeito do fanatismo religioso que estaria em ascensão no Brasil por causa dos últimos fatos envolvendo a militância homossexual no país (a qual pretende criminalizar a crítica ao homossexualismo além de educar adolescentes de escolas públicas para uma cultura “homoafetiva”). Em resposta, Pe. Fábio comentou as entrevistas ao Jornal Nacional concedidas pelo pastor Silas Malafaia (principal organizador da marcha contra o PL 122, realizada em Brasília, ontem) e pelo deputado federal Jean Willys (ex-BigBrother e principal defensor da criminalização da crítica contra o homossexualismo).

Pe. Fábio expôs o pensamento dos entrevistados. Ele concordou, em tom de ponderação, com a postura do pastor que defendia o direito de poder pregar de acordo com valores contrários à prática homossexual. Depois, com entusiasmo, demonstrou que a posição do deputado Jean também era sensata e, refletindo sobre a mensagem do deputado, o padre falou sobre respeito ao outro e solidariedade:

“O que nós não podemos admitir é que nosso discurso religioso possa ferir a dignidade humana mesmo quando nós queremos ser proféticos. Eu acho que há uma forma de ser profeta sem você precisar ferir a dignidade do outro. Você tem todo direito de se posicionar contrário a muitas coisas mas não tem o direito de perder o que é fundamental ao cristianismo: o amor ao outro. (…) O que eu tenho agora e posso dizer pra vocês é o reconhecimento daquilo que eu considero justo, do que algumas pessoas reinvidicam”.

Uma crítica aos tuiteiros também teve espaço no discurso humanista do Pe. Fábio de Melo. Ele falou sobre fanatismo e cegueira exemplificando o assunto com “a onda do twitter, [na qual] todo mundo [vai] dizendo e querendo forjar uma resposta rápida: você é contra, você é a favor”. Para o padre os cristãos correm risco de ter posicionamento idiotizado sobre uma questão que, a seu ver, ainda não estaria muito claro. “Se você faz questão de defender o posicionamento da sua igreja, não esqueça que a Igreja a quem você serve tem um fundador cuja atitude o tempo todo foi o amor, a solidariedade e o respeito às pessoas. Jesus morreu justamente pelos marginalizados! Precisamos ter muito cuidado para que o nosso discurso não seja um lugar confortável onde nós podemos nos esquecer da nossa verdadeira missão”.

Marcado pelo respeito ao ser humano, em seu discurso do Pe. Fábio de Melo não citou eventos agressivos promovidos por militantes homossexuais contra cristãos. Ações positivas da marcha de 20 mil cristãos organizada em Brasília também não receberam destaque na fala do padre focada em lembrar os cristãos contrários ao PL 122 que a defesa do valor da família não pode ser “desrespeitosa com os seres humanos (…), [pois] isso pode gerar um crime muito pior do que aquele que você está querendo evitar com sua defesa”.

A sociedade brasileira – sobretudo o meio católico – está verdadeiramente fervilhando de notícias em virtude da “corrida presidencial” – que neste dias mais parece “boxe presidencial”.

O Reinaldo Azevedo escreveu um excelente artigo “descendo a lenha” no apoio descarado que o Ministério da Saúde, na pessoa do Ministro José Gomes Temporão [abortista fanático], tem dado à causa abortista. A postagem do Reinaldo denuncia a calhordice de Temporão, que desperdiçou R$ 80.000,00 dos cofres públicos [usando a dotação do Ministério da Saúde] na produção de um vídeo com depoimentos [comprados?] de mulheres que se dizem a favor da descriminalização do aborto. O blogueiro da Veja escreveu:

Os abortistas enchem a boca para afirmar que a interdição é de natureza religiosa e que o estado é leigo. Uma ova! Mais de 70% dos brasileiros são contra a mudança da legislação na área. Se é ou não a religião que move boa parte, pouco importa. O estado brasileiro existe também para os crentes. Ou não? Se o estado tem de ser leigo, e tem, também tem de ser neutro no que diz respeito a paixões. Não cabe ao governo, como gerente desse Estado na área executiva, patrocinar campanhas contra interdições legais. O governo é um servo das leis, não um agente do proselitismo.

Enquanto isso, D. Demétrio Valentini decepciona os católicos brasileiros em uma espécie de “anti-campanha” ou “tentativa desesperada de salvar a campanha de Dilma”: o prelado resolveu “esclarecer e denunciar” aquilo que chamou de “instrumentalização da questão do aborto”. Esta infeliz declaração de D. Demétrio teve algumas implicações péssimas:

 

i)          O blog da Dilma publicou a declaração.

ii)        O Padre José Comblin publicou no site da Adital [“tradicionalmente” diabólico] uma Carta Aberta a D. Demétrio na qual ele endossa o posicionamento do bispo, tece loas ao mesmo, e afirma – quase em tom de ameaça – que “se não houver um esclarecimento público, ficará a imagem de uma igreja conivente com as manobras espúrias”. Pe. Comblin ainda acrescentou, antes de finalizar sua Carta: “Queremos continuar confiando nos nossos bispos e por isso aguardamos palavras claras”.

iii)     Pasmem (ou não!): a CNBB atendeu, solícita, ao pedido do Pe. Comblin e publicou uma Nota em Relação ao Momento Eleitoral. A CNBB está preocupada com os bispos que, sensatamente, estão orientando de forma clara os seus fiéis a não votar em uma candidata cujo partido é **institucionalmente** favorável à descriminalização do aborto. Lamentável.

 

Em meio a esta confusão, a Globo compilou as declarações que Dilma, Serra e Marina – ao longo de sua carreira política – já fizeram a respeito do tema aborto. Em algumas declarações, eles – como diria Dilma (argh!) no debate de ontem na Band -“apenas tergiversam”. Mas em outros pronunciamentos fica claro o posicionamento favorável da candidata petista à descriminalização do aborto. Nas palavras dela, é **um absurdo** que abortar seja crime! \o/ Confiram a matéria no G1.

Por falar em debate na Band, quem não assistiu ontem poderá conferir os 5 rounds da Batalha pelo Poder clicando aqui [os links para o debate estão nos comentários feitos a respeito de cada bloco. Quem não conseguir acessar no site da Band pode assistir no Youtube]. Em tempo: ou o debate foi mal divulgado ou as pessoas encheram a paciência de assistir a este tipo de espetáculo circense: a rede amargou o quinto lugar no Ibope durante a transmissão do debate ontem

O Último Segundo, por sua vez, abriu uma enquete com respostas a meu ver propositadamente mal escritas para saber qual o percentual de pessoas que mudariam de voto em função do tema aborto. Votem clicando aqui! O tempo urge e nós precisamos demonstrar a força de nossas posições. A alternativa a ser escolhida é, obviamente, **a segunda**.

E o Gabriel Chalita? Pensam que ele escapou? Justo ele – que adora escrever cartas para amigos e para a mãe – agora tem que engolir uma Carta de Repúdio à sua pessoa, escrita pelo Pe. Michelino Roberto, do Grupo de Oração Sementes do Espírito, da Paróquia de Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo. Não consegui acessar a tal carta pelo site da Paróquia (terão recebido ordens de tirar do ar, como as restrições impostas a alguns vídeos do Youtube que demonstram a incoerência do Chalita?… Nunca saberemos). O fato é que sempre há uma solução: a carta está postada neste blog ;) Um dos trechos diz:

 

Às vésperas da eleição, vimos também a sua presença marcante no encontro de Dilma com a imprensa para tratar publicamente do “apoio religioso”. Como se já não bastasse, vimos nos jornais de hoje duas notícias que só corroboram com nosso terror: a de que o Sr. fora escolhido para “costurar” apoio de religiosos à candidatura Dilma

[...]

Continuaremos rezando por você para que você reencontre seu caminho, a tanto perdido.

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Mateus 5:37

É, Chalita. Se eu fosse você não brincava de papagaio do Lula, não. Tua máscara está caindo…

Por fim, eu não poderia me esquecer de fazer côro à Campanha de Orações pela Salvação do Brasil, que reiniciou hoje! Faltam 20 dias para as eleições do segundo turno. Se rezarmos todos os dias, a começar de hoje, um terço em honra de Nossa Senhora, teremos oferecido um milheiro de ave-marias à Santíssima Virgem para que ela nos livre do flagelo do comunismo. Hoje, 11 de Outubro, a intenção especial é “pela vitória da Verdade, contra a mentira”. Participem! Para mais detalhes acessem o site da Campanha.

p.s.: Aproveitem para rezar a fim de que consigamos que os bispos do Brasil consagrem o país ao Imaculado Coração de Maria. Para que o façam, senão pela benevolência episcopal, ao menos pela insistência dos fiéis que lhes suplicam ;)

 

Dois vídeos, dois homens, dois destemidos, dois pronunciamentos, duas vozes. Mas em tudo isto, uma só motivação: a Fé.

 

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O Padre

 

O Bispo

O artigo abaixo é de autoria da Emanuelle Carvalho, que faz parte do movimento pró-vida do Piauí. Já troquei alguns e-mails com ela mas desta vez o texto de sua autoria me veio através do William Murat. É um pouco longo, mas merece ser lido na íntegra e divulgado ao máximo. Emanuelle faz uma análise dos episódios mais recentes envolvendo o PT, as eleições presidenciais, o Pe. José Augusto, o Gabriel Chalita, e o futuro da Canção nova… Os carismáticos mais fanáticos vão gritar e espernear dizendo que eu estou semeando a discórdia, “julgando o irmão”, espalhando mentiras, servindo a Satanás, blá-blá-blá-blá-blá. Eles sempre fazem isso quando alguém os critica com fundamento. Então, paciência. Já estou devidamente vacinado. Com a palavra, Emanulle [os grifos são do texto que me foi encaminhado pelo Murat, a quem agradeço muitíssimo]:


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Profetização do fim da Canção Nova

 

O envolvimento do PT com políticas pró-aborto e as tentativas de legalização desse crime hediondo, tornando-o um direito das mães de matarem a prole é fato conhecido e notificado com todas as provas documentais que se possa imaginar. Um exemplo notório é o PL 1135/91 que prevê a legalização do aborto até o fim da gestação e que foi elaborado por COMISSÃO DO GOVERNO DO PT.

Além de tudo, o Partidão está prevendo censura e outras aberrações em um pacote chamado “Plano de Direitos Humanos”.

Isso tudo foi denunciado pelo Pe. José Augusto. Em link retirado do ar pela Canção Nova, porque esta fez questão de dizer que suas opiniões não manifestavam a opinião da instituição. As opiniões do bravo Pe. José Augusto eram contra o aborto, contra a união civil de homossexuais, contra a censura à imprensa, contra a legalização das drogas e contra a covardia dos católicos que, acomodados, não se preocupam em lutar pela cristianização da sociedade com um voto consciente sobre o quê está sendo planejando para o Brasil com o Plano de Direitos Humanos do PT subscrito por Dilma:

 

Veja algumas palavras do Pe. José Augusto:

 

“Chega de sermos católicos mornos, frios e medrosos! [...] Como é que nós ficamos assim, como se nada tivesse acontecendo, numa boa, com medo de perder isso, medo de perder aquilo… que perca tudo! Nós só não podemos perder é Jesus Cristo nessa vida. E a nação brasileira tem que ser uma nação cujo Deus é o Senhor!”.

 

Mas as opiniões do Pe. José Augusto não manifestam a opinião da Canção Nova. Isso não soa sombrio? A coisa está tão feia que o Pe. Joãozinho da Canção Nova ainda faz apelo contra os bispos de Cristo e insinua claramente ser um cabo eleitoreiro da Dilma:

 

http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2010/10/07/o-momento-politico-e-a-religiao/

 

O caso clínico Gabriel Chalita

 

Gabriel Chalita foi eleito porque tinha 4 anos de propagandas eleitorais gratuitas fornecidas pela Canção Nova através de um programa que ele coordenava no canal. Hoje, Chalita zomba dos Bispos fiéis ao Magistério da Igreja, chamando-os de “boateiros”, esse vídeo do Chalita é o mais nojento que eu já vi, o mais asqueroso dos seus pronunciamentos contra a verdade:

 

 

 

O que a Canção Nova fez? Não deu um pronunciamento sobre toda a contra propaganda do atual deputado federal Chalita à Igreja de Cristo, que lhe deu abrigo e acolhimento para que pudesse se eleger no Estado de São Paulo. Mas e quanto ao Pe. José Augusto? A Canção Nova lhe deu a palma da censura. Realmente, deduz-se muito tristemente qual a verdadeira opinião da Canção Nova. Ela varia segundo a quantidade de dinheiro que lhe prometem pagar. Está prostituída, vendida e idolatra o bezerro de ouro. Ela confia nos homens (e em um homem como Gabriel Chalita que já provou ser um traidor da pior espécie). Canção Nova perdeu o temor de Deus para confiar seus porcos centavos a homens. A providência divina lhe fez perder a paciência, Canção Nova quer um cachê generoso do Chalita e da Dilma.

Canção Nova e Padre Antônio Vieira

Mas qual a diferença entre o que a Canção Nova fez e o que os judeus fizeram quando escolheram que se crucificasse o filho do Deus Vivo em troca de um sossego com o governo que comandava sua terra? Pe. Antônio Vieira explica:

“Sendo este conselho tão político, e sendo tão políticos os seus conselheiros, que se seguiu de todas estas políticas? O que se seguiu foi a destruição de Jerusalém, a destruição de toda a República dos Hebreus, a destruição dos mesmos pontífices e fariseus que fizeram o conselho. E por quê? Porque, tendo o conselho tanto de político, não teve o que devia ter de cristão: antes todo ele foi contra Cristo: Collegerunt pontifices et pharisaei concilium adversus Jesum (Jo 11,47). Estas palavras:adversus Jesum, não são do texto, senão da glossa da Igreja. Notai, diz a Igreja, que este conselho foi contra Cristo. E de um conselho contra Cristo que se podia esperar, senão a destruição do mesmo conselho, dos mesmos conselheiros, e de toda a república, que por tais meios pretenderam defender e sustentar? E assim foi. O fundamento político de toda a resolução que tomaram de matar a Cristo foi este: Si demittimus eum sic, venient Romani, et tollent locum nostrum, et gentem (Jo. 11, 48): Se deixamos este homem assim; todos o hão de aclamar por rei, e se se souber em Roma que nós temos rei contra a soberania e majestade do Império Romano, hão de vir contra nós os romanos, e hão de tirar-nos dos nossos lugares, e hão de destruir a nossa gente e a nossa república: pois morra este homem, para que nos não percamos todos.”

“Pois morra Cristo, para que não nos percamos todos”: é isso o que a Canção Nova pensa em fazer? Esconder a morte de inocentes, esconder os planos maquiavélicos de imoralidade previstos pelo Governo do PT? Para que a Canção Nova continue fazendo seu programa de TV diário com segurança e sobretudo dinheiro, e sobretudo com Gabriel Chalita mostrando sua cara cínica na TV? Isso tudo para que morra o Cristo? Crucificando o Cristo? Desfigurando a Igreja de Deus?

Pe. Vieira explica em que resulta política tão obtusa:

“Mas vede como lhes saiu errada esta sua política. Matemos este homem por que nos não percamos todos, — e perderam-se todos, porque mataram aquele homem; — matemos este homem por que não venham os romanos, e tomem Jerusalém, — e porque mataram aquele homem, vieram os romanos e tomaram Jerusalém, e não deixaram nela pedra sobre pedra. Que é de Jerusalém? Que é da República Hebréia? Quem a destruiu? Quem a dissipou? Quem a acabou? Os romanos. Eis aqui em que vêm a parar os conselhos e as políticas, quando as suas razões de estado são contra Cristo.”

 

Eu não profetizo que a Canção Nova vai cair, quem o profetiza é o Pai do Brasil, Pe. Antônio Vieira, ela vai afundar como assim ocorreu com a Jerusalém dos judeus da época da morte de Cristo. A Canção Nova está sob maldição. E isso basta ver, pensar e refletir porque Deus fala conosco através da consciência. E se “a consciência” da Canção Nova ainda não está pesada, vai ficar em breve. Digo mais: se Dilma ganhar, a primeira instituição que comerá da bolota dos porcos vai ser a Canção Nova. E eu não vou rir disso, mas vou lamentar um desfecho tão óbvio. Porque não me rio da desgraça de nenhum irmão:

“E vós temeis mais a potência dos romanos que a justiça de Deus? Pois castigar-vos-á a justiça de Deus com a mesma potência dos romanos. E vós entregais a Cristo aos soldados romanos para que o prendam e crucifiquem, pois Cristo vos entregará aos soldados romanos, para que vos cativem, vos matem e vos assolem. E vós antepondes a amizade do imperador dos romanos à graça de Deus; pois Deus fará que os imperadores romanos sejam os vossos mais cruéis inimigos, e que venha Tito e Vespasiano a conquistar-vos e destruir-vos. De maneira que todas as políticas dos pontífices e fariseus se converteram contra eles, e das resoluções do seu mesmo conselho se formaram os instrumentos da sua ruína. Disto lhes serviu o temor, o respeito, a dependência e a amizade dos romanos. E este foi o desastrado fim daquele conselho, merecedor de tal fim, pois tinha elegido tais meios.”

Convertei-vos enquanto existe tempo. Porque a verdadeira política é o temor de Deus:

 

“Senhor. A verdadeira política é o temor de Deus, o respeito de Deus, a dependência de Deus e a amizade de Deus, e a verdadeira arte de reinar é guardar sua Lei.”

Emanuelle Carvalho Moura

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Sermão da 6a Sexta-Feira da Quaresma de 1662

Padre Antônio Vieira

 

parte VII

 

Sendo este conselho tão político, e sendo tão políticos os seus conselheiros, que se seguiu de todas estas políticas? O que se seguiu foi a destruição de Jerusalém, a destruição de toda a República dos Hebreus, a destruição dos mesmos pontífices e fariseus que fizeram o conselho. E por quê? Porque, tendo o conselho tanto de político, não teve o que devia ter de cristão: antes todo ele foi contra Cristo:Collegerunt pontifices et pharisaei concilium adversus Jesum (Jo 11,47). Estas palavras:adversus Jesum, não são do texto, senão da glossa da Igreja. Notai, diz a Igreja, que este conselho foi contra Cristo. E de um conselho contra Cristo que se podia esperar, senão a destruição do mesmo conselho, dos mesmos conselheiros, e de toda a república, que por tais meios pretenderam defender e sustentar? E assim foi. O fundamento político de toda a resolução que tomaram de matar a Cristo foi este: Si demittimus eum sic, venient Romani, et tollent locum nostrum, et gentem (Jo. 11, 48): Se deixamos este homem assim; todos o hão de aclamar por rei, e se se souber em Roma que nós temos rei contra a soberania e majestade do Império Romano, hão de vir contra nós os romanos, e hão de tirar-nos dos nossos lugares, e hão de destruir a nossa gente e a nossa república: pois morra este homem, para que nos não percamos todos.Mas vede como lhes saiu errada esta sua política. Matemos este homem por que nos não percamos todos, — e perderam-se todos, porque mataram aquele homem; — matemos este homem por que não venham os romanos, e tomem Jerusalém, — e porque mataram aquele homem, vieram os romanos e tomaram Jerusalém, e não deixaram nela pedra sobre pedra. Que é de Jerusalém? Que é da República Hebréia? Quem a destruiu? Quem a dissipou? Quem a acabou? Os romanos. Eis aqui em que vêm a parar os conselhos e as políticas, quando as suas razões de estado são contra Cristo. Santo Agostinho: In contrarium eis vertit malum consilium: Vede, diz Agostinho, o mau conselho como se converteu contra os mesmos que o tinham tomado: Ut possiderent, occiderunt, et quia occiderunt, perdiderunt: para conservarem a república, mataram a Cristo, e porque mataram a Cristo, perderam a república. — Oh! quantas vezes se perdem as repúblicas, porque se tomam por meios de sua conservação ofensas de Cristo! Quem aconselha contra Deus, aconselha contra si. E os meios que os homens tomam para se conservar, se são contra Deus, esses mesmos tomam Deus contra eles, para os destruir.

 

Muitas vezes castigou Deus a República Hebréia, em todos os estados e em todas as idades, por diferentes nações. Deixo os cativeiros particulares no tempo dos Juízes pelos madianitas, e no tempo dos reis pelos filisteus. Vamos aos cativeiros gerais. O primeiro cativeiro geral, em tempo de Moisés, foi pelos egípcios; o segundo cativeiro geral, em tempo de Oséias, foi pelos assírios; o terceiro cativeiro geral, em tempo de Jeconias, foi pelos babilônios; o último cativeiro geral,depois de Cristo, que é o presente, foi pelos romanos. E por que ordenou Deus que os executores deste último cativeiro fossem os romanos, e não por outra nação? Não estavam ainda aí os mesmos egípcios, os etíopes, os árabes, os persas, os gregos e os macedônios, que eram as nações confinantes? Pois por que não ordenou Deus que os executores deste cativeiro fossem estas, ou outra nação, senão os romanos? Para que visse o mundo todo que a causa deste castigo foram as políticas deste conselho. Ora vede.

 

Três resoluções tomaram estes conselheiros para conservação da sua república, todas três fundadas no temor, no respeito, na dependência e na amizade dos romanos. A primeira notou S. Gregório, a segunda S. Basílio, a terceira Santo Ambrósio. Deixo as palavras por não fazer o discurso mais largo. A primeira resolução foi que, se Cristo continuasse com aquele séquito e aplauso e com as aclamações de rei que lhe dava o povo, viriam os romanos sobre Jerusalém: Si dimittimus eum sic, venient romani (Jo 11,48). A segunda resolução foi entregarem a Cristo aos soldados romanos, porque eles foram os que o

prenderam no Horto e o crucificaram: Judas vero, cum accepisset cohortem (Jo 18,3), que era uma das coortes romanas. A terceira resolução foi persuadirem a Pilatos, governador de Judéia posto pelos romanos, que, se livrava a Cristo, perdia a amizade do César: Si hunc dimittus, non es amicus Caesaris (Jo 19,12). Ah! sim! E vós temeis mais a potência dos romanos que a justiça de Deus? Pois castigar-vos-á a justiça de Deus com a mesma potência dos romanos. E vós entregais a Cristo aos soldados romanos para que o prendam e crucifiquem, pois Cristo vos entregará aos soldados romanos, para que vos cativem, vos matem e vos assolem. E vós antepondes a amizade do imperador dos romanos à graça de Deus; pois Deus fará que os imperadoresromanos sejam os vossos mais cruéis inimigos, e que venha Tito e Vespasiano a conquistar-vos e destruir-vos. De maneira que todas as políticas dos pontífices e fariseus se converteram contra eles, e das resoluções do seu mesmo conselho se formaram os instrumentos da sua ruína. Disto lhes serviu o temor, o respeito, a dependência e a amizade dos romanos. E este foi o desastrado fim daquele conselho, merecedor de tal fim, pois tinha elegido tais meios.

 

Senhor. A verdadeira política é o temor de Deus, o respeito de Deus, a dependência de Deus e a amizade de Deus, e a verdadeira arte de reinar é guardar sua Lei. Os políticos antigos estudavam pelos preceitos de Aristóteles e Xenofonte; os políticos modernos estudam pelas malícias de Tácito, e de outros indignos de se pronunciarem seus nomes neste lugar. A verdadeira política, e única, é a Lei de Deus. Ouvi umas palavras de Deus no capítulo 17 do Deuteronômio, que todos os príncipes deviam trazer gravadas no coração: Cum sederit rex in solio regni sui, describet sibi Deuteronomium legis hujus, legetque illud omnibus diebus vitae suae, ut discat timere Deum, neque declinet in partem dexteram, vel sinistram, ut longo tempore regnet ipse, et filii ejus (Dt. 17,18 ss). Tanto que o rei, diz Deus, se assentar no trono do seu reino, a primeira coisa que fará, será escrever por sua própria mão esta minha Lei, e a lerá todos os dias de sua vida, para que aprenda a temer a Deus, e não se apartará dela um ponto, nem para a mão direita, nem para a esquerda, e deste modo conservará o seu reino para si e para seus descendentes. — Pois, Senhor, esta é a arte de reinar, este são os documentos políticos, e estas são as razões de estado que dais ao rei do vosso povo para sua conservação e para perpetuidade e estabelecimento de seu império? Sim. Estas são, e nenhumas outras. Saber a Lei de Deus, temer a Deus, guardar a Lei de Deus, e não se apartar um ponto dela. Se Aristóteles sabe mais que Deus, sigam-se as políticas de Aristóteles. Se Xenofonte sabe mais que Deus, imitem-se as idéias de Xenofonte. Se Tácito fala mais certo que Deus, estudem-se as agudezas e sentenças de Tácito. Mas se Deus sabe mais que eles, e é a verdadeira e única sabedoria; estudem-se, aprendam-se, e sigam-se as razões de estado de Deus.

 

Não digo que se não leiam os livros, mas toda a política sem a Lei de Deus é ignorância, é engano, é desacerto,

é erro, é desgoverno, é ruína. Pelo contrário, a Lei de Deus só, sem nenhuma outra política, é política, é ciência, é acerto, é governo, é conservação, é seguridade. Toda a política de um rei cristão se reduz a quatro partes e a quatro respeitos: do rei para com Deus, do rei para consigo, do rei para com os vassalos, do rei para com os estranhos. Tudo isto achará o rei na Lei de Deus. De si para com Deus, a religião; de si para consigo, a temperança; de si para com os vassalos, a justiça; de si para com os estranhos a prudência. Para todos estes quatro rumos navegará segura a monarquia, se os seus conselhos levarem sempre por norte a Deus, e por leme a sua Lei: Consiliorum gubernaculum lex divina, disse S. Cipriano. Os conselhos são o governo da república, e a Lei de Deus há de ser o governo dos conselhos. Conselho e república que se não governa pela Lei de Deus, é nau sem leme. Por isso o reino de Jeroboão, de Bassa, de Jeú, e de tantos outros, fizeram tão miseráveis naufrágios.

 

O mais político e o mais prudente rei que lemos nas Histórias Sagradas foi Davi. E qual era o seu conselho? Ele o disse: Consilium meum justificationes tuae (Sl. 118,24): O meu conselho, Senhor, são os vossos mandamentos. — Oh! que autorizado conselho! Oh! que prudentes conselheiros! O conselho: a Lei de Deus, os conselheiros: os dez mandamentos. De Aquitofel, aquele famosíssimo conselheiro, diz o texto que eram os seus conselhos como oráculos e respostas de Deus: Tanquam si quis consuleret Dominum (2Sam 16,23). Os Mandamentos de Deus, que eram os conselheiros de Davi, não são como oráculos, senão, verdadeiramente oráculos de Deus. E quem se governar pelos oráculos de Deus, como pode errar? Quando Cristo apareceu a el-rei D. Afonso Henriques, e lhe certificou que queria fundar e estabelecer nele e na sua descendência um novo império, assim como disse a Moisés: Ego sum qui sum: Eu sou o que sou — assim o disse àquele primeiro rei: Eu sou o que edifico os reinos e os dissipo: Ego edificator, et dissipator regnorum sum. Nestas duas máximas resumiu Cristo todas as razões de estado por onde queria se governasse um rei de Portugal. Deus é o que dá os reinos, e Deus é o que os tira. O fim de toda a política é a conservação e aumento dos reinos. Como se hão de conservar os reinos, se tiverem contra si a Deus, que os tira, e como se hão de aumentar os reinos, se não tiverem por si a Deus, que os dá? Se não tivermos contra nós a Deus, segura está a conservação; se tivermos por nós a Deus, seguro está o aumento: Pone me juxta te, et cujusvis manus pugnet contra me (Jó 17,3), dizia Jó, que também era rei: Ponha-me Deus junto a si, e venha todo o mundo contra mim. — Se tivermos de nossa parte a Deus, ainda que tenhamos contra nós todo o mundo, todo o mundo não nos poderá ofender; mas se tivermos a Deus contra nós, ainda que tenhamos todo o mundo da nossa parte, não nos poderá defender todo o mundo. Fazer liga com Deus ostensiva e defensiva, e estamos seguros. Eis aqui o erro fatal deste mal-aconselhado conselho dos pontífices e fariseus: por se ligarem com os romanos, apartaram-se de Deus, e porque não repararam em perder a Deus, por conservar a república, perderam a república e mais a Deus. Iste homo multa signa facit (Jo 11,47): Este homem, diziam, faz muitos sinais. — Chamavam sinais aos milagres de Cristo, e, ainda que acertaram o número aos milagres, erraram a conta aos sinais. Os milagres eram muitos, mas os sinais não eram mais que dois. Se seguissem a Cristo, sinal de sua conservação: se o não seguissem, sinal de sua ruína. Cada milagre daqueles era um cometa que ameaçava mortalmente a República Hebréia, se não cresse, e ofendesse a Cristo. E assim foi.

 

Príncipes, reis, monarcas do mundo, se vos quereis conservar, e a vossos estados, se não quereis perder vossos reinos e monarquias, seja o vosso conselho supremo a Lei de Deus. Todos os outros conselhos se reduzam a este conselho, e estejam sujeitos e subordinados a ele. Tudo o que vos consultarem vossos conselhos e vossos conselheiros, ou como necessário à conservação, ou como útil ao aumento, ou como honroso ao decoro, à grandeza e à majestade de vossas coroas, seja debaixo desta condição infalível: se for conforme à Lei de Deus, aprove-se, confirme-se, decrete-se e execute-se logo; mas se contiver coisa alguma contra Deus e sua Lei, reprove-se, deteste-se, abomine-se, e de nenhum modo se admita nem consinta, ainda que dele dependesse a vida, a coroa, a monarquia. O rei em cuja consciência e em cuja estimação não pesa mais um pecado venial que todo o mundo, não é rei cristão. Quid prodest homini, si universum mundum lucretur, animae vero suae detrimentum patiatur. Que lhe aproveitará a qualquer homem, e que lhe aproveitou a Alexandre ser senhor do mundo, se perdeu a sua alma? Perca-se o mundo, e não se arrisque a alma; perca-se a coroa e o cetro, e não se manche a consciência; perca-se o reino da terra, e não se ponha em contingência o reino do céu. Mas o rei, que por não pôr em contingência o reino do céu, não reparar nas contingências do reino da terra, é certo e infalível que por esta resolução, por este valor, por esta verdade, por este zelo, por esta razão e por esta cristandade, segurará o reino da terra e mais o do céu, porque Deus, que é o supremo senhor do céu e da terra, nesta vida o estabelecerá no reino da terra, pela firmeza da graça, e na outra vida o perpetuará no reino do céu, pela eternidade da glória.

 

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p.s.: A prova da covardia da Canção Nova para com o Pe. José Augusto é esta:


 

 

 

Reproduzo aqui matéria do Deus lo Vult! que convida todos os católicos desta Terra de Santa Cruz a realizar uma Campanha de Oração – pela salvação do Brasil. A ideia partiu do Taiguara, o Jorge aderiu, o Alessandro [do Veritatis] também manifestou apoio, e já se está discutindo como a Campanha pode ultrapassar as fronteiras da internet [o que, a meu ver, é absolutamente necessário]. A proposta é muito simples: nos 20 dias que antecedem às eleições, cada católico rezaria um terço acrescentando, no início, a jaculatória: Nossa Senhora Aparecida, livrai o Brasil do flagelo do comunismo!. Desta forma, honraríamos a Virgem Mãe com 1.000 ave-marias ao mesmo tempo em que suplicaríamos a Deus ficar livres da maldição do comunismo. Este blog adere a esta Campanha. Adira você também!

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Campanha de Oração – pela salvação do Brasil!

O Brasil vive uma situação política terrível. Enquanto governantes ímpios zombam de Deus e das raízes católicas do povo brasileiro, o país caminha a passos largos em direção à Foice e ao Martelo que, derrotados no Leste Europeu, querem fincar raízes aqui no Novo Mundo. Os brasileiros, inermes e apáticos, não se apercebem do abismo que se lhes abre aos pés. Não se descortina, no horizonte, nenhuma esperança meramente humana que possa libertar o país da sombra que, sobre ele, paira ameaçadora.

Já não há o que fazer, mas o nosso auxílio está no Nome do Senhor – que fez os Céus e a Terra. As hostes do Inferno levantam-se contra o Brasil e o pretendem tomar de assalto, diante da apatia do seu povo; mas esta aqui é a Terra de Santa Cruz. Esta é a terra que tem por Padroeira uma Senhora poderosa e terrível, uma Virgem que, sozinha, venceu todas as heresias do mundo inteiro. Esta aqui é Terra de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Este é o país que, em sua história, já pôde contar com as inestimáveis graças desta Boa Rainha. Foi Ela que, no século XVII, livrou-nos da dominação holandesa. Foi também Ela que, no século passado, livrou-nos do comunismo. É a Ela que recorremos mais uma vez, e que mais uma vez há de nos valer. Porque jamais se ouviu dizer que algum dos que tivessem a Ela recorrido, fosse desamparado.

É a Ela que recorremos, gemendo e chorando sob o peso de nossos pecados, sem termos absolutamente mais a quem recorrer. É a Virgem Aparecida que vai salvar o Brasil. É aos pés d’Ela que depositamos a nossa confiança; e a Ela que recorremos neste momento terrível que a nossa Pátria atravessa.

Rezemos pela Pátria! Unamo-nos à Campanha de Oração pela Salvação do Brasil. Reproduzo-a, como foi originalmente publicada no En Garde. Divulguemo-la. E rezemos. Que Nossa Senhora Aparecida Se compadeça de nós, e nos salve!

* * *

A nossa Terra de Santa Cruz enfrenta um de seus piores momentos. O comunismo galopa como o cavaleiro vermelho do Apocalipse, trazendo consigo os flagelos do aborto, da destruição da família, da perseguição religiosa, do ateísmo programático, do narcotráfico.

Em Pernambuco, a Virgem apareceu em 1936 advertindo que o Brasil passaria por uma sangrenta Revolução que instauraria o comunismo no país e traria sofrimento e dor ao povo brasileiro. Com o sangue dos cristãos nas mãos, a Virgem pediu que rezássemos o Santo Terço, em devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, contra a comunistização do país e em favor da exaltação da Santa Cruz. Pediu penitência e oração.

Esse é o momento de atendermos ao pedido da Virgem!

1000 Ave-Maria’s pelo Brasil!

Rezemos o Santo Terço diariamente, até o dia das Eleições, adicionando a início a seguinte petição: “Nossa Senhora Aparecida, livrai o Brasil do flagelo do comunismo!”

Se cada católico brasileiro comprometer-se um Terço pelos 20 dias anteriores à Eleição, teremos rezado 1000 Ave-Maria’s, cada um, pelo nosso país!

Comprometamo-nos a rezarmos diariamente o Santo Terço até o fim do pleito, atendendo ao pedido da Virgem, nesta hora difícil que se avizinha.

Caso contrário, com o advento do comunismo, do aborto e da destruição do matrimônio e da família, advirá sobre nós também a Ira de Deus; lembremo-nos que a Virgem disse em La Salette que “a mão do Seu Filho já pesava demais, e já não conseguia segurá-La”. Rezemos, pois!

Replique em seu Blog e listas este apelo, no Brasil e no exterior! Faça chegar o apelo da Virgem a todo o Brasil, pelas diversas mídias católicas: TV’s, rádios, Blogs, jornais, revistas… tudo!

A Virgem pediu, a Mãe pediu: nós atendemos! Rezemos!

Recorramos à Virgem Santíssima, Porta dos Céus e Refúgio dos Pecadores! Consagremos a nós mesmos e ao Brasil ao Coração Imaculado de Maria!

Bispos do Brasil, consagrem a Terra de Santa Cruz ao Coração Imaculado de Maria, por Ela prometeu em Fátima: No fim, meu Imaculado Coração triunfará!

Mãe Maria, Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil, rogai por nós!

Entre as coisas que eu deveria ter visto, lido e comentado a tempo, mas não o fiz [por justas razões, é bem verdade], encontrei algumas coisas que merecem ser replicadas.

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Está circulando na internet – e eu recebi há pouco através de uma amiga – a lista dos deputados federais, por Pernambuco, que assinaram um recurso para que o Plenário da Câmara delibere sobre o PL 1.135/91 (que trata da descriminalização do aborto) MESMO APÓS O PROJETO TER SIDO ARQUIVADO. Ao fazerem isso, estes deputados subscreveram seu “certificado de abortistas” – de modo que não merecem o voto de nenhum católico. Eis aqui os engraçadinhos:

Pedro Eugênio – PT

Fernando Ferro – PT

Maurício Rands – PT

Raul Jungmann – PPS

Sílvio Costa – PMN

Ana Arraes – PSB

Inocêncio Oliveira – PR

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São realmente escandalosas e indignantes as fotos que Jorge postou no Deus lo Vult! a respeito da edição recifense do Grito dos Excluídos, ocorrido no último dia 07 de Setembro na capital pernambucana. Entidades gayzistas tomaram conta do evento, ao lado de abortistas e comunistas. Que apenas essa trupe satânica se reúna para reivindicar seus pseudo-direitos, é compreensível. Mas é incompreensível, inadmissível e lamentável que haja católicos, e autoridades católicas “apoiando” o grito de quem constantemente buscar calar a voz da Igreja. Enquanto tantos católicos se esforçam para lançar e sedimentar os valores cristãos na sociedade [obedecendo à ordem de São Paulo de "não nos conformarmos com este mundo"], outros – religiosos [as], inclusive – ajudem a engrossar as fileiras de quem não caminha com a Igreja, de quem combate contra Cristo. “Quem não recolhe comigo, dispersa”, disse Nosso Senhor. Eu, felizmente, não pude assistir a essa palhaçada porque estava em Garanhuns – onde, graças ao Bom Deus, o Berro dos Prostituídos ainda não chegou. Contudo, recomendo enfaticamente a leitura do horrendo relato que Jorge nos legou – como testemunho de sua coragem e de seu estômago forte…

Com a licença do Jorge Ferraz, reproduzo abaixo algumas das foto-evidências de que o Grito dos Excluídos há muito deixou de ser católico e, por isso, não deve contar com o apoio de nenhuma entidade ou organismo autenticamente vinculado à Igreja de Cristo.


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Palmas na Missa? Não , não condiz com a dignidade da celebração. Vejam a brilhante explanação de D. Roberto Francisco Ferrería Paz,  bispo auxiliar de Niterói, a respeito deste assunto. A matéria [na realidade o artigo escrito pelo senhor bispo auxiliar] está no site da Arquidiocese de Niterói e foi replicada no blog do Pe. Demétrio nos seguintes termos [com grifos dele]:


Dom Roberto Francisco, Bispo Auxiliar de Niterói, em seu último artigo publicado no site de nossa Arquidiocese, explica o porquê D. Alano e ele proibiram as palmas dentro das Celebrações Eucarísticas da Arquidiocese:


Porque não se adequa a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas. Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior. Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói

Alguma dúvida?

 

I – Sobre Ritos

Para os que apreciam o riquíssimo patrimônio litúrgico da Santa Madre Igreja, há duas publicações recentes no Salvem a Liturgia que valem a pena conferir. : uma é sobre o Rito Bizantino, e a outra sobre o Rito Dominicano. Há fotos muito interessantes!

 

II – Dilma, o Dragão

 

Frei Rojão – com o seu peculiar bom humor – publicou um excelente post intitulado “O Dragão é a Dilma!”. Transcrevo-o na íntegra [mas acessem para ver a foto :D ]:

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Estava numa homilia falando da astúcia de Satanás, como ele persegue a Igreja, restringe a liberdade, promove o aborto, favorece a corrupção, engana os homens,  promove a mentira, desobedece as leis, enfraquece as instituições, degrada a família, estimula o comunismo, muda de discurso conforme a ocasião, oprime os pequenos, escraviza o homem, tiraniza o mundo, etc, etc, etc … num certo momento, disse aquele verso de São Pedro que o Dragão estava em toda a parte, procurando a quem devorar. E usei a seguinte frase: “Inclusive para devorar o Brasil“. Ouvi alguém falar mais alto do que deveria nos bancos:
 
- O Dragão é a Dilma Rousseff !!!
 
E muitas risadas em volta. Pego de surpresa indo da angelologia à política, eu concordei intimamente, mas não podia falar nada. O que é a política senão a ética aplicada ao coletivo? Continuei meu sermão.

Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai! – Jo 8,44

 

E quem foi que disse que os tradicionalistas são carrancudos e mal humorados? ;)

 

III -A angústia de um bispo”

 

Esta semana circulou amplamente na internet a angustiante carta que S. Excª Revma., D. Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis, escreveu aos seus irmãos no Episcopado. Aos que não leram, recomendo não só a leitura, mas a meditação] das palavras do digníssimo prelado. Transcrevo um trecho:

 

“Horroriza-me a frieza com que olhamos [nós, os bispos] tal estado de coisas. Somos pastores ou cães voltados contra as ovelhas? Somos ou não, além disso, cúmplices de uma política atéia empenhada em apagar os últimos traços da nossa vida cristã?”  

 

De fato, D. Pestana, a omissão de alguns dos Sucessores dos Apóstolos nos entristece deveras e, infelizmente, traz prejuízo à muitas almas… =/

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