agosto 2010


Há dois dias eu postei aqui a Profissão de Votos Perpétuos do Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom. Hoje, por acaso, deparei-me com o vídeo de uma Profissão Solene feita por um irmão da Ordem de São Bento no Mosteiro daqui de Fortaleza. O vídeo é curto, o ritual é simples, mas a atitude do que postula entregar-se irrevogavelmente a Deus é algo que realmente toca. Ademais, não sei se é impressão minha mas, todas as vezes em que eu vejo um frade ou um monge – como é o caso – revestido d0 hábito com o capuz cobrindo a cabeça, alegro-me sobremaneira! Parece-me um sinal de respeito muito grande. Assim era no Antigo Testamento: os homens cobriam o rosto para denotar sua profunda indignidade perante Aquele que era, que é, e que sempre será. Assistam.

 

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Os católicos pernambucanos que puderem comparecer a este evento **não deixem de ir**. Aproveitem a ocasião para colocar este senhor, candidato a deputado federal por Pernambuco, “no canto da parede” a fim de que ele se posicione de forma clara, como convém a um candidato que se pretende católico, a respeito de alguns temas de fundamental importância para os cristãos que habitam esta selva religiosa que é o nosso país.

Um evento imperdível...

Acabo de chegar da Casa Mãe da Comunidade Católica Shalom. Fui à Missa de Profissão dos Votos Perpétuos do fundador da Comunidade, Moysés Louro de Azevedo Filho. Celebração belíssima [não obstante os habituais exageros em termos de liturgia] presidida pelo Arcebispo de Fortaleza, S. Excª Revma. D. José Antônio, e concelebrada por mais de vinte sacerdotes – alguns dos quais consagrados à CCS. Alguns diáconos, diversos religiosos [as], e uma quantidade  enorme de leigos [consagrados e não-consagrados]. Bem, após destacar toda esta coorte, permitam-me dizer [ou reiterar] que também eu, Zé Ninguém, súdito e plebeu, lá estava 🙂 Segue portanto, o testemunho do que vi e ouvi neste dia de peculiar importância para Moysés [que pareceu-me ter a língua “pegada” tal e qual o Moisés da Escritura!], para os filhos e amigos da Shalom, para a Igreja particular de Fortaleza e, quiçá, para a Igreja como um todo.

A celebração estava marcada para as 18h30min. Cheguei, britanicamente, por volta das 18h15min – quando já havia muitos leigos e alguns padres presentes. Aproveitei para confessar-me. Encontrei um conhecido de Recife [xará, inclusive] e conversamos brevemente. Observei os dois telões montados, a iluminação e todo o aparato zelosamente preparado para aquela grandiosa ocasião. De repente, olhei para o relógio e já eram quase 19h… A Missa ainda não havia começado! Só então entendi porque os músicos estavam tocando quase todo o repertório planejado com a desculpa de estar “passando o som”: trata-se de uma técnica muito usada [por mim, inclusive] para dissimular o atraso. Pura enrolação. Mas  dá certo. A propósito, não posso deixar de registrar que entre os músicos havia três violinistas, um flautista e um violoncelista. Não fosse a bateria e os instrumentos eletrônicos [baixo, guitarra…] eu seria capaz de jurar que iriam fazer uma camerata. Na falta de silício para penitenciar-me, escolhi sentar-me exatamente atrás da baterista [lugar rejeitado por muitos embora moça afosse uma verdadeira virtuosi].

Tive sede e tomei água. Não muito depois disso, o comentarista da Missa pediu que a assembléia ficasse de pé para receber o cortejo – que entrou em meio à fumaça do incenso queimado para honra e glória de Deus Altíssimo. Paramentos sanguíneos na festa de São Bartolomeu, Apóstolo e Mártir. Ao fundo, desponta a Mitra do Sr. Arcebispo, que solenemente subiu ao altar como Cristo subiu ao Calvário.

Em nome do Pai… Começa a Missa. Rito Romano Ordinário celebrado mui dignamente. Também não posso esquecer de dizer que o Kyrie cantado foi particularmente belo. Mais do que “comover”, me levou a aquele “cair em si” do Filho Pródigo. Acho que inspirou realmente contrição não só em mim mas em todos os presentes. Em seguida, com muito menos solenidade, diga-se de passagem, veio o Glória. Aí, sim, a  baterista reinou triunfante. Exercício de benedicência: pelo menos foi o texto do Glória oficial da Igreja.

Primeira leitura. Falava da “Jerusalém Celeste”, que desce do Alto, de junto de Deus. Recordei-me que “Jerusalém” significa “cidade da Paz”. Como a vocação Shalom é dita “uma vocação de Paz”, eu diria que a leitura “caiu como uma luva”. Depois veio o Salmo – que cantado segundo a salmodia “shalomita” demora tanto que rezar todo o saltério deve ser mais breve…

Proclamação do Evangelho: “Eis aí um verdadeiro Israelita, no qual não há falsidade”. Estas palavras dirigidas por Jesus à Nicodemos [São Bartolomeu] foram reforçadas na homilia de D. José Antônio – que suplicou a Deus fosse Moysés este “homem sem fingimento”, generoso e aberto à Vontade de Deus. Das palavras de S. Excª em referência à profissão perpétua do fundador da Comunidade Católica Shalom gostaria de destacar o seguinte: D. José Antônio afirmou [não com estas exatas palavras, é claro, haja vista que as cito de memória] que a profissão perpétua é como uma ponte que se atravessa. Só que, após a travessia, a ponte se desfaz de modo que não é mais possível voltar atrás. Nunca mais… A colocação do Arcebispo, além de ter um tom poético e misterioso, é profundamentea verdadeira.

Após a homilia, ocorre o tão aguardado momento em que, solene e publicamente, Moysés Louro de Azevedio Filho, se entrega irrevogávelmente a Deus, Nosso Senhor. De joelhos, aos pés de um Sucessor dos Apóstolos, Moysés lê a fórmula de consagração na qual promete viver os Conselhos Evangélicos [Pobreza, Obediência e Castidade no celibato pelo Reino de Deus] no seio da CCS e segundo os estatutos desta mesma comunidade. Em definitivo.Um parêntese: tendo o fundador feito a profissão perpétua, abre-se precedente para que, de acordo com as regras estatuídas, os demais membros possam repetir os passos do fundador nesta entrega incondicional e perene a Deus.

Segue a Missa. A partir de agora, tudo ocorreu “como sempre”: Credo, Preces, Ofetório, Consagração, Comunhão e Ação de Graças. Neste último momento, a co-fundadora da Comunidade, Maria Emmyr Nogueira, com a licença do Sr. Arcebispo, foi fazer publicamente sua ação de graças. Ela agradeceu pela Eucaristia que acabara de ser celebrada, pela Fé recebida no Batismo, e “pelo encontro de dois abismos que ocorria naquele momento da profissão perpétua de Moysés: o abismo da Misericórdia abraçando o abismo do pecado”. Colocação mística brilhante! Penso que isto valha uma boa meditação. Despeço-me para  fazê-la.

[ ]’s

Gustavo Souza

p.s.: No site da Comunidade há alguns vídeos da Missa. Assistam!

I – A psicóloga

 

Recebi por e-mail uma Carta Aberta da lavra da Drª Rozangela Justino. Em dado trecho, ela mostra o tratamento que o movimento gayzista – instaurado na sociedade brasileira e infiltrado nos conselhos regionais de psicologia – reserva a quem discorda [e procura sanar] a abominável, e anti-natural, prática homossexual. Assim desabafou a Drª Rozangela:

Infelizmente, ao longo dos anos, os psicólogos têm  mantido os mesmos administradores, os que de forma totalitária  me condenaram a Censura Pública, simplesmente porque apoiava pessoas que voluntariamente desejavam deixar a homossexualidade. Além de me condenarem, me colocaram em situação de risco, pois recebo constantemente, ameaças dos ativistas do movimento pró-homossexualismo, obrigando-me a não receber mais pacientes novos, desconhecidos, e com isso, aos poucos, estou fechando as portas dos meus consultórios, devido ao risco quanto a minha integridade pessoal.

 

Lamentável. Que Deus dê coragem a Drª Rozangela.

 

II – O médico

 

Comoventes, porque belas, as declarações que deu o Dr. Patrizio Polisca ao L’Osservatore Romano. Dr. Polisca foi médico de João Paulo II e agora cuida da saúde de S. Santidade, o Papa Bento XVI, . A ACI publicou alguns trechos da entrevista, entre os quais destaco:

“Minha vida profissional sempre esteve em torno do trabalho realizado com sentido cristão”.

“Posso dizer que não posso pensar em minha vida sem a responsabilidade em relação ao Papa e à Igreja. Eu a vivo com uma grande alegria e compartilho-a com minha família. O resto é um sonho feito realidade: exercitar a profissão médica e ter a possibilidade de fazê-lo em uma dimensão que sempre é a minha: a cristã, ao máximo de sua expressão terrena”.

“Compreendi meu sentido de pertença à Igreja de Cristo, tomei consciência do que significa servir o Papa e, através dele, a Igreja”.

Como já comentei, estou trabalhando, temporariamente, na cidade de Fortaleza. Hoje, após ir à missa, peguei o Jornal e me deparei com este artigo maravilhoso no Jornal Diário do Nordeste. É bom que os laicistas inveterados o leiam e se conscientizem da profundidade das raízes católicas no Brasil, sobretudo no Nordeste do país. Às vezes me pergunto por que a defesa da cultura indígena ou negra é feita de forma tão enérgica (encarada por alguns como “obrigação”), e a defesa da Cultura Católica – que plasmou de maneira muito mais significativa a sociedade brasileira – deve ficar na obscuridade? Doa a quem doer ainda somos a Terra de Santa Cruz!

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Santificados

Monsenhor Quinderé, figura das mais simpáticas do mundo religioso de nossa terra, tem seu nome perpetuado em rua da Aldeota.

 

A tradicional religiosidade da gente cearense motivou, desde tempos remotos, bairros, avenidas, praças e ruas com nomes de santos ou de algo relacionado à religião, às vezes, leves referências. Exemplos: o antigo bairro Alagadiço mudou para São Gerardo; o popular Pirambu, embora muita gente o chame assim, oficialmente é Nossa Senhora das Graças. Piedade, sempre foi assim, da mesma forma que o bairro de Fátima. Santa Terezinha situa-se no antigo Arraial Moura Brasil. E têm os bairros São João do Tauape, Pio XII e João XXIII.

A Praça Dom Pedro II, popularmente chamada Praça da Sé, era, no passado, o Largo da Matriz; a Praça dos Mártires, mais conhecida como Passeio Público, era o Largo da Misericórdia. E têm as praças do Carmo, São Sebastião e Cristo Redentor. Onde foi o Boulevard da Conceição hoje é a Avenida Dom Manuel; a Avenida Duque de Caxias era o Boulevard do Livramento. A antiga Rua do Seminário agora é Avenida Monsenhor Tabosa. E têm as avenidas Monsenhor Salazar, 13 de Maio e Padre Ibiapina.

A atual Rua Pedro Pereira era Travessa de São Bernardo, a Rua Meton de Alencar era Travessa de São Sebastião. A Rua São José era Beco das Almas, a Rua Conde D´Eu era Rua da Matriz, a Rua 24 de Maio era Rua do Patrocínio, a Rua Tereza Cristina era Rua Santa Tereza, a Rua Princesa Isabel era Santa Isabel, a Rua Rodrigues Júnior era Rua da Glória, a Rua Dr. João Moreira era Travessa da Misericórdia. E têm as ruas Santo Antônio, Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora de Lourdes.

Padres que foram homenageados nominando ruas de Fortaleza: Anchieta, Mororó, Roma, Frota, Antonino, Quinderé, Francisco Pinto, Luiz Figueiras, Cícero, Monsenhor Catão, Cônego Rosa, Frei Mansueto. No passado, a atual Rua Pereira Filgueiras era Rua do Paço, alusão ao Palácio do Bispo. Ah, ia esquecendo, a antiga Travessa das Belas é a atual Rua São Paulo. E tem a Rua Assunção, homenagem a padroeira de nossa Capital. A Rua Rufino de Alencar, aquela via estreita que liga a Praça da Sé à Praça Cristo Redentor, era o Corredor do Bispo.

MARCIANO LOPES

 

Fonte : Blog da Canção Nova

 

O debate inédito entre candidatos à presidência da República, feito por emissoras católicas, está chegando. É nesta segunda-feira (23), a partir das 22h. A Canção Nova está preparando muitas novidades para você que vai acompanhar este momento importante para os cristãos. E uma delas é esse espaço no blog, que vai deixar você por dentro de tudo que acontece nos bastidores do programa.

O debate acontecerá no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, no dia 23 de agosto, a partir das 22h. E será transmitido ao vivo para todo o Brasil, e para alguns países, pelo Sistema Canção Nova de Comunicação e a Rede Aparecida. Estima-se um público de mais de 100 milhões de telespectadores.

O programa pretende criar um espaço inédito para que temas de interesse dos cristãos sejam tratados com profundidade, além de questões ligadas à saúde, educação, emprego, segurança pública, previdência, liberdade de imprensa e reforma agrária. O aborto, o uso de células-tronco embrionárias e a exposição de símbolos religiosos em locais públicos ganham destaque na pauta.

p.s.: O mediador será o padre Antônio César Moreira

Até que ponto é lícito a um candidato que se diz católico valer-se de personagens da Igreja local e nacional para dar apoio à sua causa e candidatura? Não estaria esse candidato “forçando a barra” para simular um apoio “da Igreja”? E se este candidato for petista, agrava-se a situação? Mas, por outro lado, é de todo errado dar e/ou buscar “apoio” para eleger o que se considera “um homem de bem”? O chamado “jogo político” é [ou pode ser] ético? E as declarações escorregadias são sempre um exercício necessário de diplomacia e respeito ou indicam medo de “comprometer-se”?

Bem, essas foram algumas das perguntas que me vieram à mente quando vi as fotos abaixo:

 

Antecipemo-nos à votação fazendo uma enquete:

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