Defesa da Vida


Como eu já havia replicado aqui, o IPCO organizou uma palestra com o bispo de Guarulhos, S. Excª Revmª, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, sobre “a cultura da vida contra a cultura da morte”. A palestra aconteceu no Colégio e Faculdade São Bento, em São Paulo, e foi transmitida ao vivo pela internet. A qualidade do trabalho feito pelo pessoal do IPCO no que tange à transmissão ao vivo pela internet é digna de menção: realmente excelente!

Um amigo me indicou o link do Justin.tv – através do qual pude assistir à palestra e ainda participar de um chat direto com a equipe que fez a cobertura do evento. Foi desse chat que surgiram algumas das perguntas feitas a D. Bergonzini ao final do seu pronunciamento.

A palestra estava marcada para iniciar às 19h30min. Entretanto, eu só comecei a assistir às 19h50min. Com um sotaque paulista bem carregado, mas com voz firme e clara, o Leão de Guarulhos fez uma magnífica alocução, da qual penso que valha realmente à pena ressaltar alguns pontos.

Antes de mais nada, registre-se que alguns nomes de relevo no panorama da defesa da vida e da família no Brasil estavam presentes à palestra de D. Bergonzini: a Drª Alice Teixeira, médica, doutora em biologia molecular, e professora do Departamento de Biofísica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); o coronel e deputado federal pelo estado de São Paulo, Paes de Lira; o professor Felipe Néri, um dos diretores do Colégio e Faculdade  São Bento e ativista pró-vida; e muitos outros nomes importantes que têm se empenhado em talhar a cultura da vida no Brasil em oposição à cultura da morte que tenta se instalar no seio da nossa sociedade. Alguns movimentos, comunidades e outros organismos da Igreja também se fizeram presentes no evento. A Comunidade Católica Greco-Melquita Theotokos, por exemplo, estava lá; assim como – é óbvio – representantes do Instituto Plínio Correia de Oliveira e do Movimento Brasil sem Aborto. Diversos seminaristas, padres e religiosos também marcaram presença.

Após uma breve reflexão sobre o “dar a César, o que é de César; e a Deus, o que é de Deus” (cf.) – passagem que foi tema do apelo que o insigne prelado dirigiu aos padres, religiosos e fiéis da diocese de Guarulhos, quando das eleições presidenciais de 2010 – D. Bergonzini fez uma importante reflexão sobre o sentido da política. Ele recordou que o conceito de “política”, em si mesmo, está vinculado à “promoção do bem comum”. Este é o sentido autêntico de “fazer política”. Isto, porém – recordou ele – nada tem a ver com política partidária, a qual almeja simplesmente o bem do partido por meio da divulgação de suas ideias e defesa de seus interesses. Com voz firme, falou: “Como cidadão, tenho o direito de fazer política. Como bispo, tenho o dever de fazer política. O chefe do nosso partido é Jesus Cristo e a nossa lei é o Evangelho!”.

Um pouco de leve, o bispo teceu críticas à presidente Dilma Rousseff a qual, no interregno de tempo entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2010, esteve na Basílica de Aparecida mas não soube fazer direito o sinal da cruz, nem muito menos rezar com o terço que lhe fora dado… Justas e merecidas as críticas do bispo a alguém que por pura manobra política tentou pateticamente manifestar uma religiosidade que nunca teve, nem tem.

O bispo tratou ainda de estupro, excomunhão decorrente de realização, participação ou colaboração com a prática do aborto, bem como de uma porção de temas correlatos e transversais a estes assuntos. Muito oportuna foi a distinção por ele feita entre “gravidez indesejada” (aquela que é decorrente de uma relação sexual não consentida por uma das partes) e “gravidez inesperada” (decorrente de uma relação sexual consentida, mas inconseqüente, isto é, uma relação na qual o prazer era a finalidade única e absoluta, de modo que negligenciou-se os efeitos naturais que podem decorrer do ato sexual). O bispo apresentou uma estatística segundo a qual 80% das mulheres estupradas que engravidam não desejam abortar.

Recordando o recolhimento ilegal dos folhetos assinados pelos bispos do regional Sul 1 da CNBB por ocasião das eleições presidenciais do ano passado. D. Bergonzini disse: “Se eu não tivesse colocado o nome da Dilma, [os folhetos] não teriam surtido o efeito que surtiram. É preciso mostrar onde está a verdade e onde está o erro. Por isso resolvi dar nome aos bois”. Reafirmando a declaração que já havia feito na entrevista  concedida à Valor Econômico [a qual foi publicada no Fratres in Unum] D. Bergonizini afirma categoricamente: “não tenho partido político”.

Falando em CNBB, para a infelicidade de alguns colegialistas-corporativistas-ceenebebistas, D. Luiz Gonzaga reiterou que o múnus de ensinar [que compete, de maneira especial e mais grave aos bispos em particular] implica lecionar para os fieis não apenas a fé, mas tudo aquilo que se relaciona com ela: “A CNBB não tem autoridade sobre um bispo diocesano”, disse ele, ajuntando que ela é apenas um órgão subsidiário de consulta e esclarecimentos. Lamentou que alguns presbíteros, religiosos, e mesmo irmãos no episcopado não concordem com “opinião” dele. E, com franqueza, admitiu não saber o que tais pessoas dirão a Deus a este respeito no dia do Juízo… Para o ódio dos relativistas, S. Excª. disse: “Politicamente correto é ‘sim, sim; não, não’. Não existem meias-verdades, como não existe algo que seja branco e preto ao mesmo tempo”.

Terminada a alocução de D. Bergonzini, abriu-se espaço para as perguntas que os presentes haviam feito e entregue à organização do evento. Também os internautas puderam elaborar questões e enviar via chat para o bispo responder. Não fiz nenhuma pergunta. Mas mandei uma mensagem de apoio representando os fieis da arquidiocese de Olinda e Recife a manifestando a nossa proximidade a este tão grande sucessor dos apóstolos. A breve mensagem foi lida e os aplausos soaram no auditório quando lido o nome de D. José Cardoso Sobrinho, arcebispo emérito da nossa arquidiocese e ardoroso defensor da Vida.

D. Bergonzini respondeu à perguntas sobre o PLC 122/06, sobre o laicismo do Estado e sobre uma série de temas complexos que, doa a quem doer, precisam ser abordados uma vez que estão “no olho do furacão” em termos de defesa da vida e da família no Brasil. O prelado esquivou-se, muito prudentemente, de entrar em detalhes sobre a omissão da CNBB em algumas discussões de relevo no plano nacional.

A palestra encerrou-se com a ave-maria e a benção dada por S. Excª Revmª D. Luiz Gonzaga Bergonzini. Após isso, todos [exceto nós, que estávamos do lado de cá da tela] participaram de um coffee breake oferecido pela organização do evento.

p.s.: Em breve,quando o vídeo estiver no Youtube, farei questão de reproduzi-lo aqui na íntegra.

 

Para vós, caros leitores recifenses, isto não é um convite, mas sim uma INTIMAÇÃO! Como eu não consegui transformar o cartaz abaixo (que chegou a mim na forma .pdf) em um arquivo de  imagem legível, seguem os dados do convite para o evento (que, aliás, já haviam sido publicados no Deus lo vult!):

Convite

O Presidente e os demais diretores do Círculo Católico de Pernambuco convidam seus Sócios, Colaboradores, Religiosos, Líderes Pró Vida e Amigos para participarem do Encontro com o Padre Luis Carlos Lodi da Cruz; Líder do Pro Vida de Anápolis-GO. A ser realizado nos dias 18 (sábado) e 19 (domingo) de junho de 2011. No horário de 8 h as 17 h no Auditório Alfredo Álvares de Carvalho, situado na Rua do Riachuelo, 105, 10° andar- Boa Vista- Recife- PE.

O quê: Círculo de palestras com o padre Lodi
Onde: Edifício Círculo Católico, Recife/PE
Quando: 18 de junho (manhã e tarde, com intervalo para almoço) e 19 de junho (manhã)
Horário: 8:00 às 17:00 (sábado) e 8:00 às +/- 12:00 (domingo)

A equipe do Nascer é um Direito enviou, hoje [07], aos assinantes do site um convite imperdível: S. Excª Revmª D. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, proferirá uma palestra sobre “A cultura da vida contra a cultura da morte”. A realização do evento está a cargo do IPCO. Replico o convite para que todos quantos tenham condições de ir não percam de forma alguma a oportunidade de ouvir as palavras deste digno sucessor dos apóstolos. Abaixo, mais detalhes sobre a palestra.

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No próximo dia 20 de junho temos um compromisso. O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira está promovendo mais um importante evento, com o objetivo de coligar forças em defesa da vida humana inocente e da família.

A cultura da vida contra a cultura da morte

Cristãos, não tenhais medo: mobilizemo-nos em defesa da vida e da família.

Temos visto, ao longo dos últimos anos sobretudo, uma investida internacional para implantar o aborto em todos os países e destruir a família, com projetos de “casamento” homossexual, “lei da homofobia”, entre outros.

No Brasil a agenda abortista está encontrando vigorosas reações, e aí está nossa esperança. Uma das vozes que se levantaram a nível nacional contra a lei do aborto foi Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Por esta razão o convidamos para tratar do assunto, e da importância da mobilização para impedir que o aborto seja imposto em nossa Pátria.

De fato, ou ficamos de guarda e avançamos, ou as manobras sorrateiras, tão utilizadas pelos movimentos pró-aborto, vão acabar empurrando essa prática ignominiosa no Páis inteiro. E essa mobilização depende de cada um de nós. Eventos, palestras, campanhas, abaixo-assinados, tudo deve formar um conjunto que vá fortalecendo nossa posição. Espero sua presença, e de toda sua família.

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Faça sua inscrição para Conferência “A cultura da vida contra a cultura da morte”

Data: 20 de junho de 2011

Horário: 19h00 (recepção) 19h30 (início da palestra)

Local: Colégio e Faculdade São Bento s/n°

Centro – São Paulo/SP

Há estacionamento dentro do próprio colégio para os que forem de automóvel.

No fim será servido um cocktail para que os assistentes possam se conhecer, trocar idéias e combinar ações.

Clique aqui para fazer sua inscrição.

  Fonte:

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira  

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O vídeo abaixo me deu muita (mas muita mesmo!) saudade deste sacerdote: voz firme, voz clara, voz verdadeira…

I – Sobre a Caminhada pela Vida, que ocorreu domingo p.p, na Avenida Boa Viagem:


As pessoas que estavam na praia paravam para olhar a caminhada. Dos prédios na beira-mar, alguns moradores se debruçavam das janelas para verem a multidão passar gritando “não” ao aborto. Muitas pessoas que simplesmente estavam por lá juntavam-se aos manifestantes, para também darem o seu “sim” à vida. E o evento atingiu o seu objetivo: fez com que fosse ouvida a nossa voz, a voz do povo brasileiro, que é visceralmente contra o assassinato de crianças no ventre de suas mães. Parabéns aos que dedicaram a sua manhã de domingo para participarem desta importante manifestação pública! Que a Virgem Santíssima os possa recompensar com generosidade.

Fonte: Deus lo vult!

É bom ressaltar que o senhor Arcebispo de Olinda e Recife, D. Fernando Saburido, afirmou em alto e bom tom que a Arquidiocese não tem candidatos próprios. A Igreja, segundo ele, não recomenda nenhum candidato em particular. O Arcebispo – como era de se esperar – orientou os católicos a votar em candidatos que sejam a favor da Vida [sincera e declaradamente, é claro]. Segundo alguns ouvintes da Rádio Olinda, D. Fernando já havia feito as mesmas declarações naquele canal de comunicação. Com tais afirmativas partindo do nosso Metropolita, fica evidente que a Comunidade Obra de Maria mentiu ao divulgar um cartaz entre os seus colaboradores em que se dizia que a Igreja havia “pensado, rezado e escolhido” determinados candidatos. Lamentável é ver a falta de humildade da mesma Comunidade que, embora ciente de seu erro, silenciou e não teve a ombridade de reconhecer a sua falha, de pedir desculpas e de retratar-se de alguma forma. A O.M. não respondeu aos e-mails de protesto que lhe foram enviados, não publicou nota de esclarecimento em jornal e, sinceramente, não me surpreenderá se no próximo jornal mensal da Comunidade não constar nem mesmo uma notinha de rodapé mixuruca a título de “errata”. É triste mas o orgulho, inevitavelmente, precede a ruína. Graças a Deus tivemos um Pastor para defender o nome da Igreja Particular de Olinda e Recife e a honra da Imaculada Esposa de Cristo :).

Não deixem de acessar o Deus lo vult! para ver algumas fotos da Caminhada pela Vida e ler a íntegra da matéria que Jorge escreveu.

En passant: O Diário de Pernambuco divulgou que havia 60.000 presentes na Caminhada. Segundo um amigo, o Jornal do Commércio [tradicionalmente inimigo da Igreja] afirmou que havia apenas 4.000 presentes [seguramente esses cálculos foram feitos com uma calculadora paraguaia, comprada a R$ 1,00]. Na matéria veiculada no site do JC [acesso público, i.e., para não assinantes] eles abstiveram de citar os números do evento. Tiveram que engolir goela abaixo a multidão de pró-vidas. A Igreja lhes mostrou uma força contra a qual não puderam resistir: a da Fé, a da Vida.

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II – Notícia estarrecedora (I)

Projeto autoriza uso de órgãos de crianças anencéfalas em transplantes

Aguarda decisão da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) que permite o uso de órgãos de criança anencéfala em transplantes. A proposição está sendo relatada pelo senador Augusto Botelho (Sem partido-RR), que apresentou voto favorável à matéria.

A proposta (PLS 405/05) altera a lei que trata da remoção de órgão e tecidos do corpo humano com fins de tratamento médico (Lei 9.434/97) para permitir a remoção de tecidos, órgãos ou partes do corpo de criança anencéfala e seu uso em transplantes.

O relator observa que a atual legislação estabelece que a retirada de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para transplantes deve ser precedida do diagnóstico de morte encefálica. No entanto, essa exigência legal impede que o recém-nascido anencéfalo seja considerado um potencial doador, pois não haveria como diagnosticar morte encefálica na ausência de encéfalo.

Pela proposta, o procedimento de retirada dos órgãos da criança poderá ser efetivado a partir de diagnóstico de anencefalia feito por dois médicos não-participantes das equipes de remoção e transplante. O projeto também estabelece que a remoção dos tecidos só será permitida quando a manutenção das atividades cardiorrespiratórias da criança se der somente por meio artificial, ou quando comprovada a impossibilidade de manutenção da vida, respeitados os critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em seu relatório, Augusto Botelho, que é médico, explica que a anencefalia é uma má-formação fetal que impossibilita a vida fora do útero. Normalmente o recém-nascido anencéfalo não sobrevive mais que algumas horas, diz o senador, podendo permanecer vivo, em raras ocasiões, por até três dias. A anencefalia caracteriza-se pela ausência dos hemisférios cerebrais e dos ossos da calota craniana, explica Botelho. Em muitos casos, a morte do anencéfalo ocorre durante a gravidez, acarretando aborto ou parto prematuro, destacou.

Recentemente, no entanto, a menina Marcela de Jesus Ferreira, nascida em Patrocínio Paulista (SP) e diagnosticada com anencefalia, viveu um ano e oito meses, falecendo em 2008. Na época, alguns médicos contestaram o diagnóstico.

Fonte: Senado

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III – Notícia estarrecedora (II)

Dia pela Despenalização do Aborto na América Latina e Caribe

O dia 28 de setembro marca a luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. A Coordenação Regional da “Campanha do 28 de setembro” lançou um manifesto em defesa do direito ao aborto legal e seguro.

“Chega de violações dos nossos direitos” é a chamada escolhida para a campanha deste ano, que está sendo puxada pela coordenação regional, com sede na Nicarágua, e apoiada pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe e pela Rede Feminista de Saúde.

No dia 15 de setembro, foi lançado o Manifesto de 2009, denominado “Luzes e sombras”. O manifesto faz um apanhado de avanços e retrocessos na garantia dos direitos das mulheres à interrupção voluntária da gravidez na América Latina e no Caribe. Declara também seu apoio aos esforços dos movimentos de mulheres no sentido de consolidar os avanços conquistados recentemente em cada país.

O manifesto afirma que milhões de mulheres continuam sofrendo lesões e traumas por conta da legislação proibitiva, que as coloca na posição de realizar abortos de maneira ilegal e insegura. Muitas outras são ainda criminalizadas e presas.

Fonte: Observatório de Gênero

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