No post anterior, tratei de alguns aspectos da Parada Gay de São Paulo. Agora, acabo de ler que em Recife o movimento gayzista também quer fazer algo diferente no sentido de “chamar a atenção para o respeito ao amor diferente”. Não dançarão valsa – como se pretende fazer na Parada da capital paulista – mas resolveram programar um “beijaço” gay para amanhã, dia dos Namorados. Diz a matéria do JC:

Esse gesto simples será a forma de chamar a atenção para o amor diferente. Estão convocados gays, bissexuais e heterossexuais para um beijaço neste domingo, Dia do Namorados, no Recife. O ato vai acontecer no Sítio da Trindade, bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade.

A realização é da ONG Leões do Norte que quer chamar a atenção para o respeito ao amor diferente. “Nós nos beijamos pelo direito de amar diferente quando milhares de homossexuais não pode expressar o amor que sentem em razão do preconceito e da discriminação” explica o cartaz da mobilização. O beijaço está programado para às 17h.

O Sítio da Trindade é um polo cultural e artístico muito conhecido e frequentado em Recife. Por ser um lugar muito arborizado e amplo, alguns pais costumam levar seus  filhos para passear lá – sobretudo em dias de domingo. Portanto, aqui vai um aviso aos pais que pretendem dar aos seus filhos uma educação cristã, e que não querem submetê-los à visualização de cenas inadequadas à sua idade e formação: não levem suas crianças amanhã, 12 de junho de 2011, para o Sítio da Trindade! Poupem-nas!

[E lá vem a ladainha dos aborteiros: o estado é laico, o estado é laico, o estado é laico…. blá, blá, blá. Não agüento mais!]

 

COMPREENDENDO A LAICIDADE, SEUS DESAFÍOS, PERSPECTIVAS E

CONEXÕES COM A BIOÉTICA

 

http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6006&sid=3&UserActiveTemplate=_BR

 

             A Rede Liberdades Laicas Brasil está associada à Red Iberoamericana por las Libertades Laicas, que é uma organização que surge por iniciativa da sociedade civil, interessada na promoção das liberdades civis e os direitos sexuais e reprodutivos, sob a perspectiva de um Estado laico.

            Entendemos a laicidade como um regime de convivência social, cujas instituições políticas estão essencialmente legitimadas pela soberania popular não por instituições religiosas. Desta maneira, um Estado laico pretende garantir a livre expressão das diferentes concepções de vida, mantendo certos limites, a fim de lograr uma melhor coabitação entre os grupos. Definir a laicidade como um processo de transição de formas de legitimidade sagradas a formas democráticas ou baseadas na vontade popular nos permite também compreender a laicidade não somente no estrito sentido da separação Estado-Igrejas. De fato, existem muitos Estados que não são formalmente laicos, porém estabelecem políticas públicas alheias à normativa doutrinal das Igrejas e sustentam sua legitimidade mais na soberania popular que em qualquer forma de consagração eclesiástica. Nesta perspectiva, o Estado laico é a melhor garantia das liberdades cidadãs, incluídas as de religião, de convicção, de pensamento e de expressão. Um dos objetivos da Rede é difundir e fomentar a discussão sobre tais direitos em ambientes acadêmicos e sociais de forma geral.

            Pretende-se realizar um encontro sobre o tema laicidade, em consonância com temas afetos à Bioética, na cidade de Recife, PE, com a participação e apoio de diversas entidades locais e nacionais. A iniciativa partiu da Rede Liberdades Laicas Brasil associada à Sociedade Brasileira de Bioética Regional Pernambuco.

 

Data: 5 e 6 de novembro de 2009

Local: Memorial da Medicina de Pernambuco

Rua Amaury de Medeiros, nº 206, Derby

Recife, PE – CEP 52010-120

Telefax: (0**81) 3423.6539

 

Informações e Inscrições: CEP Hospital da Restauração

Fone (81) 31815603

Valor: R$ 15,00 estudantes / R$ 25,00 profissionais – Vagas limitadas

 

05/11/2009

8h – Abertura

 

8h15 – 9h15 Conferência

Uma introdução ao tema da Laicidade

Roberto Lorea (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

9h15 – 9h30 – Intervalo

 

9h30 – 12h – Mesa Redonda

Laicidade e suas conexões

Palestrantes: Roberto Lorea (LiberdadesLaicas Brasil)

                            Daniel Gutiérrez Martínez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

                            José Diógenes C. de Souza Júnior (OAB-PE)

 

12h- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Direitos sexuais e reprodutivos

Palestrantes: Olimpio Moraes (Cisam) – Ana

Roberta Oliveira (PAPAI) – Roberto Lorea (Liberdades Laicas Brasil)

 

06/11/2009

 

8h – 9h15 – Conferência

Diversidade, Laicidade e Crenças

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

9h15 – 10h30 – Conferência

Laicidade: desafios e perspectivas

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

1030 – 10h45 – Intervalo

 

10h45 – 12h – Debate

 

12- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Laicidade e Bioética

Palestrantes: Aurélio Molina da Costa (SBBPE)

                          Carlos Vital (CREMEPE) –

                          Marcia Mocellin Raymundo (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

 Realização: Red Iberoamericana por las Libertades Laicas – Rede Liberdades Laicas Brasil – Sociedade Brasileira de Bioética PE – Centro de Estudos do Hospital da Restauração

Apoio: Instituto PAPAI – Centro de Estudos do Hospital da Restauração – CREMEPE

           Hoje recebi um e-mail interessante de um amigo. O assunto do e-mail dizia: Proibir Marcha da Maconha é atentado aos direitos civis. O e-mail fazia referência à matéria publicada neste site a respeito de uma ação judicial, perpetrada por um promotor público, no sentido de coibir a realização da “Marcha da Maconha” em Recife. Vários promotores, em diversas cidades, fizeram a mesma tentativa e deram com os burros n’água. No máximo, conseguiram adiar a realização da Marcha (é o caso de Fortaleza, Goiânia, Salvador, São Paulo e João Pessoa). A matéria traz fotos, vídeos e argumentos em favor da Marcha.

            O e-mail e a notícia publicada no site me impressionaram por diversos motivos. Entre eles, porque eu não tinha conhecimento de que em Recife acontecia este tipo de marcha (muito menos que ela havia acontecido domingo passado, à revelia do promotor – que não obteve êxito com a ação movida); também porque eu não sabia que o movimento em defesa da legalização do consumo de drogas (especificamente a maconha) era tão organizado a ponto de ter um site: http://www.marchadamaconha.org, e de ter camisetas do movimento à venda (por R$ 25,00).

           Um detalhe para o comentário constante no blog Acerto de Contas: “Não faz tanto tempo assim, década de 1960, cidadãos dos EUA tinham que lutar pela liberdade de orientação sexual e contra leis ridículas, como as que propunham a demissão de todos os professores gays para não “contaminarem” as novas gerações”. Perceba-se que a pessoa que escreveu tamanha asneira perdeu a noção de gravidade moral. Querer estabelecer um paralelo entre o “direito” de fumar maconha e o “direito” de escolher a “orientação sexual” é um completo disparate: Por quê? Porque orientação sexual não se escolhe, se nasce com ela! Homossexualismo é pecado contra a natureza. Além do que, as pessoas têm direito de escolher os professores de seus filhos. Para não ocorrer de os pais ensinarem uma coisa em casa e o professor ensinar outra no colégio. Ora, sempre houve colégios católicos (onde os católicos matriculam seus filhos); colégios protestantes (onde os filhos de protestantes estudam); colégios de judeus (onde os pais judeus põem seus filhos para aprender matemática e Torá), etc. Cada um matricula seus filhos no colégio que mais se afina às suas convicções (porque crê que ali há docentes que vão transmitir aqueles valores às crianças). Que mal há nisso? Agora, se não há colégios de gays (porque não há filhos de gays para serem matriculados…), paciência! São dois casos completamente diferentes. Excluídos os exageros e preconceitos das leis americanas editadas na década de 60 a esse respeito, elas têm, sim, o seu fundamento.

             Não é meu objetivo aqui fazer análise da “licitude moral” de fumar ou legalizar o uso/consumo da maconha. Mas realmente fico surpreso com a capacidade do ser humano de empreender esforços e gastar recursos com coisas irrelevantes. Num artigo publicado no blog do movimento, um sujeito chamado Augusto Boal escreveu: “Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!”. Belíssimas palavras. Só espero que ele não esteja querendo insinuar que vai mudar o mundo fumando maconha… Tenha dó. Se as pessoas tivessem todo esse empenho para fazer a mudança que Cristo deseja (a dos seus corações), que bem fariam à Igreja de Deus! Se essas pessoas fossem ativistas do Movimento Pró-Vida – tão carente de braços e vozes – que maravilha seria! Que bonito seria se todas essas pessoas marchassem com a Igreja Militante rumo à Pátria Celeste!

             Mudanças simplesmente exteriores, não significam nada. A proposta de transformar o mundo a partir do soerguimento de novas “estruturas sociais” é balela. Os adeptos da Teologia da Libertação pregam isso (é isso mesmo, caro leitor, eu confesso: sou realmente um perseguidor da TL…). Cristo, porém deseja metanóia (mudança de mentalidade, conversão do interior). Para alcançarmos novos céus e nova terra (2Pd 3,13), não precisamos construir torres, como em Babel (Gn 11), precisamos de homens novos (Ef 4,24)!