O Pe. Mateus Maria, FMDJ, enviou-me um e-mail dizendo que na próxima quinta-feira [23], Nossa Senhora fará, em Viena, uma aparição a dois dos videntes de Medjugorje. A aparição, segundo ele, será transmitida ao vivo pela internet. O título do e-mail que me foi enviado pelo Pe. Mateus era o mesmo que pus neste post, salvo os sinais entre colchetes, e me causou bastante impacto. Isto porque, em outras oportunidades, eu já declarei que não consigo acreditar nas aparições da Gospa em Medjugorje. Como a crença em revelações particulares não é matéria obrigatória de Fé, fico isento da acusação de heresia. Entretanto, adoraria estar na internet neste horário para matar a curiosidade e ver como acontecem estas “aparições” e como se comportam estes “videntes” durante as mesmas. Caso eu não consiga assistir, peço a quem conseguir que comente aqui, depois, como é que se dá tal evento. No blog do Pe. Mateus encontrei o texto abaixo, que traz os detalhes da transmissão. A aparição, segundo ele, terá início no Brasil às 13h40min.


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TRANSMISSÃO AO VIVO DA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA À IVAN E MARIJA EM VIENA

Podemos ler no site http://www.marytv.tv/ – link a notícia de que no dia da festa de Padre Pio, 23 de setembro, próxima quinta-feira, será transmitida ao vivo pela internet a aparição de Nossa Senhora aos videntes Ivan Dragicevic e Marija Pavlovic Lunetti na Catedral de Viena dedicada a Santo Estevão. Esta é a catedral do Cardeal Christopher Schonborn que esteve em Medjugorje no final de 2009 e inicio de 2010. Ele celebrou a Santa Missa do ano novo. O programa para o dia 23 de setembro é o seguinte:

16h – Testemunho da Irmã Elvira da Comunidade Cenáculo

17h – Testemunho dos videntes Ivan e Marija

18h – Oração do Rosário

18h40min – Aparição de Nossa Senhora para Ivan e Marija

19h – Santa Missa

20h – Adoração ao Santíssimo Sacramento

21h Término da Adoração

Nossa Senhora está usando a internet para que o mundo todo possa participar de suas aparições Todas as bênçãos que Nossa senhora der aos doentes, às pessoas e aos objetos religiosos na Catedral de Santo Estevão serão estendidas aos que acompanharem a aparição pela internet.

Logo informaremos o horário correspondente para Brasil e Portugal.


Confirmando o horário no Brasil da aparição de Nossa Senhora dia 23.09.2010

Oração do Rosário: 13h –

Aparição: 13h40min –

Santa Missa: 14h –

Adoração: 15h

[Fonte: Blog “Il Gionarle”, do vaticanista Andrea Tornielli. A tradução do italiano foi feita por mim mesmo, às pressas. Os que puderem ler no original, façam-no].

No Giornale de hoje falo da notícia confirmada ontem pelo porta-voz do vaticano padre Federico Lombardi, que anunciou o início dos trabalhos da comissão sobre as aparições de Medjugorje, guiada pelo Cardeal Camillo Ruini. Lombardi não disse nada sobre do grupo liderado pelo ex-vigário de Roma. Segundo soube Il Giornale, entre os membros da comissão estão os cardeais Vinko Pulijc, arcebispo de Sarajevo; Josip Bozanic, arcebispo de Zagabria; Julian Herranz, já presidente do Pontifício Conselho para Interpretação dos Textos Legislativos. Foi chamado a fazer parte também Tony Anatrella, jesuíta e psicólogo francês, junto com outros especialistas em Mariologia. Entre os membros há também leigos. Mas a notícia mais significativa é a ausência, no elenco de cerca de vinte pessoas escolhidas por orientação do Cardela Ruini, do atual bispo de Mostar, Ratko Peric, firmemente contrário ao reconhecimento da autenticidade das aparições e convicto de que nada de sobrenatural acontece naquela aldeia da Herzegovina. Não é possível fazer previsões sobre o tempo necessário para se obter um veredicto, mas a intenção de Ruini é não perder tempo e chegar a uma primeira síntese no fim de 2010. O ex-vigário de Roma não tem posição decisiva sobre o assunto: o seu secretário – hoje bispo – Mauro Parmeggiani, havia ido lá com alguns peregrinos; e o próprio cardeal tinha próximas a si pessoas emocionalmente envolvidas com o fenômeno.  O ponto de partida imprescindível, no entanto, aquele da contrariedade expressa de ambos os bispos que se sucederam na liderança da diocese de Mostar, desde o início das aparições – ao contrário do que aconteceu, por exemplo, em Lourdes, quando foi o próprio bispo diocesano a reconhecer a autenticidade das visões de Santa Bernadette Soubirous. O bispo de Mostar à época das aparições, Pavao Zanic, chegou a definir Medjugorje “a maior farsa [truffa] da história da Igreja”. Mas em Abril de 1991, a Conferência Episcopal Iugoslava estava muito mais cautelosa e havia utilizado nas suas declarações a clássica expressão de prudência, não sendo tendenciosa a aprovar nem rejeitar, sinal de que não havia elementos suficientes para dizer “sim”, e não havia tampouco provas de que se tratasse de uma farsa como sustentava, contrariamente, o bispo: “Com base na investigação realizada até o momento, não é possível afirmar que se trata de aparições e fenômenos sobrenaturais”. Segundo diversos testemunhos, entretanto, o Papa Wojtyla parecia estar pessoalmente convencido da autenticidade.

             Há alguns dias lancei aqui no blog uma enquete acerca das aparições de Medjugorje: eu queria ter uma idéia de como os católicos em geral consideravam as supostas aparições da Virgem naquele lugarejo. Até o presente momento, a situação é:

 

50% dos votantes não acredita nas aparições

39% não têm opinião formada sobre o assunto

11% acredita nas aparições

 

            Eu ainda não vou emitir nenhuma opinião sobre o assunto; mas, escrevi este post apenas para recomendar a leitura de um artigo publicado no Deus lo vult! a respeito de um suposto “milagre do sol” (similar ao de Fátima) em Medjugorje. Pensemos… consideremos…rezemos.

 Zenit publicou :

 “Perda do estado clerical do Pe. Vlasic não é juízo sobre Medjugorje” – Declara o procurador geral da Ordem dos Franciscanos

 

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 29 de julho de 2009

 

            A aceitação por parte de Bento XVI da perda do estado clerical do Pe.Tomislav Vlasic não constitui um juízo sobre os testemunhos de aparições de Maria em Medjugorje, declara o procurador geral da Ordem dos Irmãos Menores(Franciscanos).

            O Pe. Francesco Bravi informou nesta quarta-feira a ZENIT que a medida não foi imposta pela Santa Sé, mas aconteceu em resposta ao pedido apresentado pelo até agora sacerdote franciscano de ser dispensado não só do celibato sacerdotal, mas também dos votos religiosos.

            “Ele o pediu”, explica Pe. Bravi, sublinhando que, ainda que seja verdade que Vlasic era vice-pároco de Medjugorje quando aconteceram os primeiros testemunhos destas aparições, que estão sendo analisadas pela Santa Sé, viveu mais de duas décadas na Itália.

            Era religioso da província franciscana de São Bernardino de Sena (Áquila) e havia fundado a comunidade “Kraljice mira potsuno Tvoji – po Mariji k Isusu” (Rainha da Paz, todos teus – a Jesus por Maria –).

            Vlasic pediu à Santa Sé para ser dispensado das obrigações próprias do ministério sacerdotal, declara esta fonte, porque não quer aceitar as sanções que lhe havia imposto a Congregação para a Doutrina da Fé com um decreto (protocolo 144/1985) de 25 de janeiro de 2008, assinado pelo cardeal William Levada e pelo arcebispo Angelo Amato, respectivamente presidente e secretário da Congregação.

            No decreto, que foi divulgado por Dom Ratko Peric, bispo de Mostar-Duvno, a diocese na qual se encontra Medjugorje, por encargo da própria Congregação vaticana, explicava que as sanções se impuseram diante das acusações contra o sacerdote recebidas “por difusão de doutrina duvidosa, manipulação de consciências, misticismo suspeito, desobediência a ordens legítimas e cargos *contra sextum*” (ou seja, contra o sexto mandamento).

            O decreto estabelecia cinco sanções, entre elas a obrigação de permanecer em uma casa da Ordem Franciscana da região de Lombardia (Itália), determinada pelo ministro geral da Ordem, Pe. José R. Carballo, e a proibição de manter toda relação com a comunidade Rainha da Paz e com seus membros.

            O decreto proibia que o então sacerdote mantivesse assuntos ou negócios sem permissão escrita do ministro geral da Ordem e estabelecia a obrigação de haver um curso de formação teológico-espiritual, reconhecido pela Congregação, que devia avaliar os resultados, e uma solene profissão de fé.

            Por último, proibia “o exercício da atenção de almas, a pregação, as intervenções públicas” e lhe negava a faculdade de confessar “até o cumprimento dos termos descritos”.

            O Pe. Bravi informa a Zenit que o sacerdote não reconheceu as acusações que lhe foram dirigidas e que por este motivo tampouco aceitou as sanções. Diante desta rejeição, pediu para ser dispensado do exercício de seu ministério sacerdotal e de sua condição de religioso.

            Ao mesmo tempo, o sacerdote recebeu a proibição absoluta de exercer qualquer forma de apostolado, assim como fazer declarações, em especial sobre Medjugorje.

            O Pe. Vlasic teve um papel importante no início dos relatos das aparições de Maria referidos pelos seis jovens da região da Bósnia-Herzegóvina em 1981, pois trabalhava nessa paróquia, ainda que não era o pároco. Em 1985, contudo, mudou-se para a Itália.

            Fez publicamente e por escrito interpretações dos mesmos, mas em algumas ocasiões  foi contradito pelos videntes.

            Por exemplo, afirmou que a comunidade que ele fundou, Rainha da Paz, nasceu por expresso desejo de Nossa Senhora, algo que a vidente Marija Pavlovic negou em uma carta enviada à Santa Sé.

            O bispo de Mostar se declarou publicamente contra os testemunhos das aparições de Medjugorje, mas o dossiê está sendo estudado agora na Congregação para a Doutrina da Fé.

            No livro publicado pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Bento XVI e antigo secretário dessa Congregação vaticana, “A última vidente de Fátima” (*La Esfera de los Libros*, 09/10/2007), o prelado afirma que “as declarações do bispo de Mostar refletem uma opinião pessoal, não são um juízo definitivo e oficial da Igreja. Tudo se deve remeter à declaração dos bispos da antiga Iugoslávia em Zara, de 10 de abril de 1991, que deixa a porta aberta para futuras investigações. A verificação, portanto, deve seguir adiante. Enquanto isso, estão permitidas as peregrinações privadas com um acompanhamento pastoral dos fiéis. De fato, todos os peregrinos católicos podem ir a Medjugorje, lugar de culto mariano, onde há possibilidade de expressar-se com todas as formas devocionais”.