Beatificação de João Paulo II – Nas palavras do Cardeal Stanislaw Dziwisz – que foi secretário do papa Wojtyla durante 40 anos – o ponta-pé inicial para o processo de beatificação do venerável predecessor de Bento XVI “depende do Papa”. Já há um milagre a atribuído a João Paulo II. Contudo, antes de passar a analise da veracidade do milagre, a Igreja deve pronunciar-se sobre a “heroicidade das virtudes” dele. Ainda há muitos passos a serem dados, e o processo segue segundo a na velocidade de Roma… [que, nesse sentido, se assemelha à leniência da justiça brasileira]. Contudo, é preciso que seja assim. É mais prudente, é mais sensato, é mais sábio. Enquanto isso, rezemos!

           

Casados por três horas – O caso é inusitado: A juíza Maria Luíza Póvoa Cruz, da 3ª Vara de Família de Goiânia (GO), anulou ontem (17) o casamento realizado por E.T.F e M.A.D. Eles ficaram casados por apenas três horas, quando descobriram ‘incompatibilidade durante a ocasião do enlace’”.  A notícia é curta. Recomendo que leiam na íntegra. Dos males o menor: se não houve consumação, então não houve casamento. E se não houve casamento, não houve divórcio. Pergunto, sinceramente, aos moralistas de plantão: o “enlace” [acho que a melhor definição para isso seria a de uma “tentativa” de relação sexual], nesse caso, constitui então um pecado de fornicação?

Atente-se para o fato de que, no fim da matéria, é dito que o “órgão máximo” da religião [católica] concedeu a anulação do matrimônio. Na verdade, deve ter sido concedida [pelo Tribunal Eclesiástico Diocesano, e não pelo “órgão máximo” da Igreja – que seria a Santa Sé] uma declaração de nulidade matrimonial. Lembrem-se: Anular não é o mesmo que decretar a nulidade!

 

 

O texto abaixo chegou a mim através de um amigo que, por sua vez, o obteve de um padre legionário de Cristo. Chamou-me muito a atenção o que diz esta psiquiatra acerca dos jovens norte-americanos (que não devem ser muito diferentes dos nossos jovens…). Não traduzi, como sempre, por falta de tempo. Mas creio que, aos que lêem português, o espanhol seja um idioma inteligível. 😉

 

 

Jóvenes sin criterio, jóvenes sin salud

 

Comité Independiente SinSida

Lunes, 16 de noviembre de 2009

La psiquiatra estadounidense Miriam Grossman acaba de publicar “You’re Teaching My Child What?”, un libro en el que describe el panorama actual de la educación sexual que se imparte en las escuelas de Estados Unidos.

Resumimos una entrevista a la autora para “eReview” (9-09-2009), publicación del Institute of Marriage and Family Canada.
”No podía hacer mucho por ellos. Eran jóvenes que estaban muy bien informados y que se preocupaban activamente por su salud. Cuidaban la alimentación, hacían ejercicio, evitaban fumar y tantas cosas. Pero en el terreno de la sexualidad asumían todo tipo de riesgos. Así que empecé a preguntarles sobre la educación sexual que recibían en clase”.

Tras ejercer durante 12 años como psiquiatra en la UCLA (University of California, Los Ángeles), Grossman comprobó el desconcierto con que se mueven la mayoría de los jóvenes en el ámbito de la sexualidad. Ella misma se sintió frustrada al ver cómo, paciente tras paciente, se repetían los mismos errores que terminaban en enfermedades de transmisión sexual, trastornos emocionales e incluso infertilidad.

A partir de estos testimonios, Grossman llegó a la conclusión de que los jóvenes estaban prácticamente desprotegidos. Éste fue el título de su primer libro: “Unprotected: A Campus Psychiatric Reveals How Political Correctness in Her Profession Harms Every Student”. En el que ahora acaba de publicar analiza el material pedagógico que utilizan los alumnos: páginas webs, libros, folletos, guías, videos…

Lo primero que sorprendió a Grossman es la falta de conocimiento sobre los fundamentos del desarrollo evolutivo de niños y jóvenes, así como de los últimos descubrimientos de la neurobiología.

“Los profesores de educación sexual insisten en que los adolescentes tienen, al igual que los adultos, la madurez suficiente para tomar decisiones responsables. El problema, añaden, está en que les falta la información suficiente y no utilizan preservativos”.


“De manera que la propuesta de estos ‘expertos’ para reducir las enfermedades de transmisión sexual y el número de embarazos adolescentes es: más información y más condones. Pero las investigaciones recientes de la neuropsicología no respaldan esta postura. Ahora sabemos que las malas decisiones de los adolescentes proceden no de la falta de información sino de la falta de criterio. Y sólo hay una cosa que cura esto: el tiempo”.

Otro dato básico que omiten la mayoría de los manuales sobre educación sexual es la mayor vulnerabilidad biológica de las chicas a las enfermedades de transmisión sexual. Tampoco se dice a los chicos que el sexo oral suele ir asociado al cáncer de garganta. “No hace falta repetir que se trata de una información de vida o muerte; ocultar estas cosas es el colmo de la irresponsabilidad”.

En lugar de informar sobre los riesgos, algunas organizaciones estadounidenses como Planned Parenthood o SIECUS (Sexuality Information and Education Council of the US) “se limitan a repetir que la adolescencia es el tiempo idóneo para explorar nuevas prácticas sexuales, o que los niños tienen derecho a expresar su sexualidad en cualquiera de las formas que se les ocurra”.

Para Grossman, “este mensaje promueve el libertinaje sexual, no la salud sexual. Es pura ideología, no ciencia. Y cuando el libertinaje sexual pasa a primer plano, la salud sexual se resiente. Ahí están, para demostrarlo, las alarmantes cifras de Estados Unidos sobre enfermedades de transmisión sexual, infecciones por VIH, embarazos adolescentes y abortos”.

El enfoque ideológico de la educación sexual se observa también en el papel que los educadores atribuyen a los padres. Grossman dice que en este punto hay mucha doblez: “Cuando los educadores hablan ante los medios o en los materiales destinados a los padres, siempre destacan que la educación sexual empieza en casa y que los papás son los principales educadores en este terreno. Sin embargo, los materiales didácticos que utilizan los niños trasmiten un mensaje muy diferente”.

“El 90 por ciento de los padres quiere que sus hijos retrasen las relaciones sexuales, y confían en que quienes imparten la educación sexual les van a ayudar a reforzar ese mensaje. Hay organizaciones como SIECUS que se comprometen a difundirlo, pero luego no lo hacen”.

Aunque la situación que describe Grossman es bastante cruda, su libro también transmite esperanza. “La buena noticia es que todos estos problemas de salud sexual pueden ser evitados en el 100 por ciento de los casos. Los padres pueden hacer mucho por sus hijos.

Cada vez más, sabemos que los hijos se sienten muy influidos por los valores y las expectativas de sus papás. En el libro recojo numerosos estudios que demuestran el efecto positivo que tiene en los hijos un estilo educativo que sabe combinar la comprensión con la autoridad”.

“Vemos avançarem diariamente apoiadas pelas legislações maléficas e arbitrárias, que destroem a reta consciência e a fundamental dignidade do homem, causas tão repugnantes como o aborto, a eutanásia, o divórcio, o matrimônio entre homossexuais, a libertinagem sexual, o racismo, a intolerância contra os velhos, etc., etc. Não assistimos somente a um processo de degradação, de autodestruição da civilização ocidental. Gradualmente se impõe o que o Papa chama de cultura da morte.

[…]

Eu não sei se todos vocês percebem o dano tão grande que tem se feito às famílias com essa campanha mundial, que pretende cortar drasticamente o crescimento populacional, com todos os meios possíveis, sem excluir os mais indignos e arbitrários, como o aborto e a esterilização. À base de mentira e desinformação, certos grupos movidos por interesses perversos – tão mesquinhos como não querer compartilhar os recursos naturais com as populações em desenvolvimento – têm propagado um alarme falso, apresentando um futuro apocalíptico na hipótese, para eles abominável, de que a humanidade continue crescendo em seu ritmo natural. De nada têm servido os estudos muito sérios que desmentem ou pelo menos abrandam bastante os temores e prevenções contra a assim chamada explosão demográfica. Qual a “brilhante solução” que propõem e impõem abusivamente? Diminuir os nascimentos. Daí surge o rentabilíssimo comércio de artifícios mecânicos ou bioquímicos e outras técnicas contraceptivas ou abortivas. É preciso dizer que, paralelamente, esta indústria promove também a “liberalização do sexo”, com as manifestações aberrantes que conhecemos.

O amor cristão […] é difusivo, procura se expandir, quer gerar vida. Por isso, essa mentalidade que se fecha à vida não pode caber num matrimônio cristão. Não cabe o recurso a meios moralmente ilícitos para evitar novos nascimentos. Por isso, apesar de ser tão óbvio, é necessário afirmar com a máxima energia que não cabe absolutamente o recurso a um meio tão repugnante como o aborto. Gostaria de ir além, e dizer que num matrimônio cristão não cabe a limitação do número da família por motivos meramente egoístas e arbitrários.

Obviamente que o que disse não implica de maneira nenhuma que não exista o gravíssimo dever de exercer a paternidade de modo eminentemente responsável. Isso é claro. Eu me refiro a essa mentalidade gratuitamente aceita de que a prole de uma família não deve exceder a um ou dois filhos, inclusive quando as possibilidades da família poderiam permitir, por exemplo, três ou quatro, ou mais. Por que negar os bens da vida, e sobretudo os bens da vida eterna, a outros que vocês poderiam chamar à existência?Certamente não se pode apelar a um suposto “direito” do filho ainda não gerado, pois somente quem já existe possui direitos. Mas a lógica do amor ultrapassa a lógica estreita do legalismo, que fundamenta tudo em direitos e deveres. O homem, com todo o universo a seu serviço, não teria nenhuma direito a existir; porém o amor de Deus foi tamanho, que quis chamá-lo à existência, para ter com quem partilhar a sua vida e a sua felicidade. Essa é a lógica do amor. E, portanto, é também a lógica do amor conjugal.

Os grupos propagadores da mentalidade contrária à vida (da cultura da morte, como diria o Papa), conseqüentes com seu programa, há vários anos abriram uma nova frente de batalha. Primeiro consistia em acabar com a vida em sua concepção. Agora procuram acabar com a vida em sua etapa final. Apresentam pretextos, como evitar o sofrimento do enfermo que se encontra em fase terminal, libertá-lo de uma vida que chegou a ser desumana, ajudá-lo a morrer com dignidade, etc., etc. Seu objetivo é alcançar um amparo legal para praticar impunemente uma forma de homicídio que eufemisticamente denominam “eutanásia”, “morte doce”. Com programas de mentalização muito bem orquestrados, vão conseguindo, pouco a pouco, a aquiescência e a aprovação das pessoas. Se os homens retos, começando pelos cristãos, com um mínimo de senso de humanidade não se moverem para colocar um freio drástico a essa campanha, podemos esperar que, em data não muito distante, as diversas legislações dêem luz verde a esta prática monstruosa. Naturalmente, à frente do desfile veremos os países “desenvolvidos”, que serão seguidos pelos outros”.

 

Fonte: “A Caridade Evangélica”. Pe. Marcial Maciel, LC, Roma – 22/10/1993.

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              Um testemunho  

 

              A atriz hollywoodiana Sharon Stone, protagonista do filme Instinto Selvagem revela que o aborto é um “trauma que simplesmente não se pode superar”.  Sharon foi, por duas vezes, vítima de aborto espontâneo.

 

                O inesperado e o óbvio 

 

               O inesperado

                Obama recebeu o Nobel da Paz. E eu fico aqui me perguntando quais são os critérios utilizados para a concessão desse tipo de prêmio… Uma coisa é certa: os componentes políticos são determinantes na escolha do agraciado.

                Como um homem que defende publicamente a aplicação de políticas abortivas [i.e.: a institucionalização da matança de inocentes] pode ser contemplado com o Nobel da Paz? Decretar a morte de quem não tem culpa alguma é atitude pacificadora, que confere nobreza e honrarias? Ou será que esqueceram esse “detalhe” ao analisar o curriculum do presidente norte-americano? Será que a premiação faz parte da Obamania que se alastra pelo mundo afora?

                Bom, o que realmente me surpreendeu – e que talvez tenha sido a primeira verdade proferida pelo atual presidente dos EUA – foi a declaração: “Para ser honesto, acredito que não mereço”. Perfeito! Enfim, um ponto para você Obama!

              O óbvio

              Se por um lado a premiação de Obamaborto foi inesperada, o comunicado de Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, seguiu na linha de besteirol que, já há algum tempo o reverendíssimo decidiu adotar. Disse ele: “a atribuição do prêmio [Nobel da Paz] a Obama é saudada com aprecio no Vaticano à luz do esforço demonstrado pelo Presidente pela promoção da paz no campo internacional e em particular também recentemente a favor do desarmamento nuclear”.  

              Era óbvio que viria da parte de Pe. Lombardi uma declaração com esse teor: falsa e puramente diplomática. Como o Vaticano pode “apreciar” tal premiação diante do perfil anti-católico que Obama apresenta? Pobre Papa: quanto colaboradores insensatos o rodeiam!

 

              “Deus é confiável?” – um Legionário de Cristo responde

 

              Uma entrevista interessantíssima foi publicada por Zenit. Trata-se de um diálogo com “Pe. Thomas D. Williams, LC, autor do livro Can God Be Trusted? Finding Faith in Trouble Times, recém-lançado nos Estados Unidos”. O título da matéria de Zenit é provocativo: “Deus é confiável?”. A entrevista nos permite ter uma breve noção de uma espiritualidade apropriada [e bastante necessária] a estes tempos de infidelidade em que vivemos. Confiram!