[Recebi através do newsletter deste site o texto que segue. Tem algumas coisas toscas, como o uso da expressão “magistério das igrejas cristãs”, mas – em geral – o texto traz um recado muito claro que precisa ser dado e repetido a esta nossa sociedade corrompida, e a este mundo cor-de-rosa…]

 

 

Graças a Deus os vários projetos de lei a favor dos homossexuais até agora não passaram, porque se corria o risco de, fazendo dos homossexuais, uma espécie de categoria protegida, se abrir as portas para outras e mais preocupantes discriminações contra aqueles que amanhã poderiam se tornar objetos de ações penais ou ataques pessoais, começando pelos padres e pastores, que não poderiam mais ler nas suas igrejas a Sagrada Escritura onde se fala claramente contra essa categoria, sem naturalmente julgá-los ou entrar na consciência de cada um. Pessoalmente, com todo o respeito que tenho para com quaisquer pessoas e tendo amigos homossexuais, não entendo porque precisaria dar a eles um “status” privilegiado e porque alguém que bate em um homossexual deveria ser punido com uma norma diferente de quem bateu num hebreu, num negro ou em qualquer outra categoria de pessoas…

Os direitos humanos são iguais para todos e é necessária muita atenção, para não se criarem demasiadas categorias e subcategorias particulares de proteção especial. Todas as pessoas sadias física, moral e psiquicamente tem o direito de afirmar que o matrimônio é a união de um homem e uma mulher para gerar e educar os filhos.  Agora as uniões entre homossexuais e entre lésbicas não podem realizar isso e, portanto, não se pode considerar a concepção tradicional de matrimônio como uma forma de discriminação injustificada aos homossexuais.

Considerando que o Brasil é um país de alta percentagem cristã, as várias denominações cristãs, apoiando-se na Sagrada Escritura, que nos apresenta as relações homossexuais como graves depravações, a teologia e o magistério das igrejas cristãs desde sempre declararam que tanto os atos homossexuais como os lésbicos, são sempre intrinsecamente desordenadas. Estão contra a lei natural. Excluem ao ato sexual o dom da vida. Não são frutos de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. De maneira alguma podem ser aprovados. A simples inclinação homossexual, embora intrinsecamente desordenada, não constitui por si só um pecado.  Pode derivar de múltiplas causas, também sem culpa da pessoa, já que a sua gênese psíquica permanece em grande parte inexplicável. Essas pessoas merecem respeito e compreensão; e necessitam de pessoas prontas para ajudá-las e não para enganá-las ou até elogiá-las.

             Fazia tempo que eu não ficava tão indignado. Mas hoje não deu para conter um misto de raiva e asco frente à uma invenção – descabida e de mau gosto – das Associações Espanholas de Defesa dos Direitos dos Homossexuais.

             Trata-se de um calendário com santos caracterizados como transexuais! Sim, caro leitor, é isso mesmo que você está lendo! A BBC Brasil publicou matéria a respeito, o El Mundo também abordou a questão. Fotos do calendário podem ser vistas neste link da UOL.

              O objetivo é, mais uma vez, destruir os valores religiosos inerentes àquela nação. Como se tem feito, sistematicamente, em todo o mundo [incluídas as terras de Seu Lula]. Os gayzistas espanhóis alegam que os feriados religiosos devem ser substituídos por eventos sociais já que o país é laico. Querem, por exemplo, trocar o Natal por um tal “Dia da Democracia”.

              Esse laicismo desenfreado – completamente sem sentido – está se tornando cada dia mais comum. Graças a Deus, o fundamento da argumentação laicista é suficientemente imbecil para ser combatido com uma única frase: o estado é laico, mas a nação não!

               Agora, pensem comigo: se nós, cristãos, fizéssemos um calendário ridicularizando os GLSTBXYZ-ETC-E-TAL (daqui a uns dias vai faltar letra no alfabeto para enumerar as modalidades de aberração que esse pessoal inventou) seríamos imediatamente taxados de preconceituosos, intolerantes, blá-blá-blá. Eles podem, nós não.  Ah, tenha santa paciência!

              Entretanto creio que o povo espanhol, mesmo sofrendo a pressão de um governo socialista, demonstrará que tem fibra, que tem valores, que tem fé [como, aliás, já o fez levando um milhão de pessoas às ruas para protestar contra a nefanda lei que visa ampliar os casos de “abortamento legal” naquele país), e há de rejeitar com veemência este ultrajante calendário, exigindo retratação por parte dos ofensores gayzistas.

              Que Nossa Senhora do Pilar, padroeira da Espanha, Se digne esmagar os Seus inimigos e pô-los a escabelo de seus pés! Que a ira dos Apóstolos recaia sobre todos os que buscam vilipendiar o patrimônio espiritual da Igreja! Que assim seja!

  

            Michael Jackson era gay

 

             Calma! Quem está dizendo isso não sou eu: foram os próprios gays que – durante uma Parada Gay no Pará – resolveram “homenagear” o cantor norte americano.

            “Ele era uma das maiores vítimas de preconceito e sofreu com isso até a morte – seja pela cor da pele ou pelo estilo de vida”, disse Paulo Caldas, um dos fãs que prestou a homenagem” (grifos meus).

            Clique aqui para ler a matéria completa.

  

            E o bicho tá pegando em Honduras…

 

             “A tensão ficou mais forte em Honduras neste domingo (27) em antecipação a novos confrontos depois que o presidente deposto Manuel Zelaya pediu a seus partidários que façam uma ofensiva final e os líderes golpistas responderam com uma dura advertência ao Brasil. Trabalhadores rurais de Honduras se dirigem para a capital em apoio a Zelaya, disse o líder religioso Andres Tamayo à agência France Presse. Ele está dentro da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde o presidente deposto está abrigado desde que voltou ao país na última segunda-feira”.

            O site da Globo acrescenta que “o governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, decretou neste domingo (27) a suspensão de direitos constitucionais públicos, como a liberdade de circulação e expressão, de protestos, e autorizou a suspensão de grupos de mídia que, na visão do governo de fato, “provoquem distúrbios pelo país”. O anúncio foi feito através de uma cadeia nacional de rádio e TV.

 

            Conselho Federal de Serviço Social adere publicamente ao abortismo

  

            Conselhos de classe, ordens e associações profissionais quaisquer normalmente não servem para porcaria nenhuma além de recolher taxas [através de um sutil processo de extorsão]. O Conselho Federal de Serviço Social  – que deve ser uma verdadeira gaiola das loucas – prestou um grande DESserviço social escrevendo a seguinte Moção de Apoio:

 

            Nós, assistentes sociais, delegadas/os, observadores/as e convidadas/os reunidas/os no 38º Encontro Nacional CFESS/CRESS realizado em Campo Grande/MS no período de 06 a 09 de setembro de 2009 manifestamos nosso apoio ao Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto apresentado pela Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.

            Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 -, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.

            A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.

            As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.

            A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.

            A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres.

            Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares.

            A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.

            Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura.

            A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, cultura, saúde.

            As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde.

            Neste contexto, não podemos nos calar!

            Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.

            Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe.

            Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.

            Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde!

            Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito.

            Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!

            Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!

            Pela não criminalização das mulheres!

 

Campo Grande- MS, 09 de setembro de 2009.

Conselho Federal de Serviço Social (CFESS)

Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS)

 Aprovada na Plenária Final do 38º. Encontro Nacional CFESS/ CRESS, realizado de 06 a 09 de setembro de 2009 em Campo Grande-MS.

              “Sexualidade é uma questão de escolha”, “todos somos livres para decidir o que fazer”, “cada um tem direito de fazer a opção sexual”.

             Não agüento mais ouvir esse blá-blá-blá gayzista. É um conjunto de argumentos falaciosos montado meticulosamente com o intuito de implantar a ditadura cor-de-rosa na sociedade light (ou seria dark?…) em que vivemos. Refutemos:

             “Sexualidade é uma questão de escolha

             Mas não é mesmo. De jeito nenhum. É, sim, uma questão de identidade e de responsabilidade. Não se pode, de repente, acordar com o sexo trocado (a menos que você seja Tony Ramos ou Glória Pires e esteja atuando em mais uma edição da trama “Se eu fosse você”…). Já comentei aqui no blog e repito: não se pode decidir entre ser homem e ser mulher. A gente nasce homem ou mulher.

 

            “Todos somos livres para decidir o que fazer”:

            Não se confunda liberdade com livre arbítrio. Todos os seres humanos têm livre arbítrio; já liberdade é privilégio dos que obedecem a Deus. O livre arbítrio é a capacidade de decidir os rumos da própria vida; a faculdade de, conforme a inteligência, agir deste ou daquele modo. Quando a decisão que se toma é boa (ou pelo bem) pode-se dizer que se agiu com liberdade; quando, porém, se toma uma decisão que contraria a vontade de Deus, está-se agindo em favor do mal; neste caso, o livre arbítrio conduziu não à liberdade, mas à libertinagem. Em resumo: podemos escolher entre a porta estreita e a larga. Temos capacidade de discernir entre uma e outra. Entretanto, é preciso saber que a porta estreita conduzirá à liberdade; e a larga, à libertinagem (que nada mais é que uma deturpação da vontade).

 

            “Cada um tem direito de fazer a opção sexual”:

            Note-se que, ao tratar do livre arbítrio usei a palavra “capacidade” e não “direito”. Isto porque nem sempre temos direito de decidir os rumos da própria vida. Por exemplo: eu tenho a capacidade de bater na minha mãe. Afinal, eu posso decidir o que fazer, tenho braços e pernas (que me servirão como armas para bater), e tenho acesso à minha mãe. Portanto, basta que eu tome coragem para lhe dar umas bofetadas. Ok? Ok. Mas isso significa que eu tenho direito de agir assim? Significa que está correto e é justo proceder desta forma? Claro que não! Logo, ter a capacidade de decidir entre agir desta ou daquela forma não significa ter o direito de realizar aquilo que, em mente, se resolveu.

 

            A mim é impossível não protestar, também, contra essa cultura de permissividade que tem sido disseminada pela mídia no que se refere ao papel dos pais com relação à “orientação” sexual dada aos seus filhos. Parece muito bonito ver os pais dizerem aos filhos: “olha, meu filho, desde que você esteja feliz qualquer escolha é válida”, “se você está satisfeito com a vida que leva, eu também estou”. Acontece que o argumento da “felicidade” é completamente inócuo. A felicidade consiste em fazer a vontade de Deus: “Fora de vós não há felicidade” (Sl 15,2). Não há nenhuma possibilidade de o homem encontrar a realização de si, a plenitude de sua vida, longe do seu Criador. Além disso, esse tipo de conselho dado pelos pais constitui omissão. Não intrometer-se, nesses casos, é omitir-se. Imaginem: numa bela manhã de sol, a criança acorda e diz aos pais: “não vou à escola hoje”. Ao que os pais respondem: “tudo bem, filhinho. Se é assim que você quer, que seja. Se você está feliz e satisfeito com esta sua opção, então eu o apóio”. Tem cabimento? Óbvio que não. Cabe aos pais explicar aos filhos, na medida de seu entendimento, a importância de ir à escola, a necessidade de se dedicar aos estudos, etc. Cabe-lhes persuadir os filhos (e até coagi-los, se preciso for). O papel dos pais neste caso é discernir e apontar para o caminho reto e bom. Precisam ser parciais, precisam ter opinião clara, precisam fazer juízo de valor de acordo com as suas convicções. Não podem simplesmente deixar os filhos fazerem o que querem e bem entendem. Claro que, em última instância, sobretudo dependendo da idade dos filhos, é mais difícil de convencê-los e ganhá-los para o bem. Mas, nos casos em que os filhos decidem agir em contraposição à moral cristã, cabe aos pais cristãos o dever de dizer: “se você quer, vá em frente. Mas fique sabendo que eu não concordo. Fique sabendo que desagrada a Deus e, portanto, eu não apóio”. Essa é a postura que Deus espera dos pais. Não aquela postura omissa que a mídia ensina a adotar.

 

STF autoriza plano para homossexuais

            Já está em vigor o Ato Deliberativo 27/2009 do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite aos seus funcionários que vivem relações homoafetivas estáveis incluírem seus parceiros como dependentes do plano de saúde do tribunal, o STF Med.

            A questão foi discutida em reunião do Conselho Deliberativo do STF-Med realizada em janeiro e junho deste ano, sendo que a medida passou a valer no dia 1º de julho.

            Para colocar o companheiro ou companheira como dependente, o funcionário precisa comprovar que a união é estável apresentando uma declaração pessoal. Além disso, a união também poderá ser comprovada por cópia autenticada de declaração conjunta de imposto de renda; referência ao companheiro no testamento; comprovação de residência em comum há mais de três anos e comprovação de financiamento de imóvel em conjunto e comprovação de conta bancária conjunta há mais de três anos.

            Outro requisito é comprovar que não existe da parte de nenhum dos dois companheiros qualquer impedimento decorrente de outra união. Para esses casos, poderá ser apresentada declaração de estado civil de solteiro firmada pelos companheiros; certidão de casamento com a averbação da sentença do divórcio; sentença que tenha anulado casamento ou certidão de óbito do cônjuge, na hipótese de viuvez.

            Os companheiros de funcionários do STF deixarão de ser beneficiados nos casos que houver a dissolução da união homoafetiva, o desligamento do funcionário titular do benefício ou no caso de comprovação de que foram apresentadas informações inverídicas.

 Fonte: http://www.nenoticias.com.br/lery.php?var=1246952735

 Saiu no JC:

             “A procuradora-geral da república interina, Deborah Duprat, enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal parecer favorável à interrupção da gestação em casos de fetos anencéfalos (sem cérebro). A argumentação é que a proibição vai contra o direito à liberdade, à privacidade e à autonomia reprodutiva da mulher, além de ferir o princípio da dignidade humana e o direito à saúde.

            O documento enviado pela procuradora será anexado à ação proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, também favorável ao aborto. Juridicamente a CTNS pede que os ministros interpretem o Código Penal brasileiro de modo a não criminalizar tal interrupção. O aborto só é permitido em casos de estupro e perigo de morte da mãe.

            Segundo a procuradora, se a anencefalia ficar comprovada após diagnóstico de médico habilitado, a antecipação terapêutica do parto é direito fundamental da gestante. “A escolha sobre o que fazer nessa difícil situação tem de competir à gestante, que deve julgar de acordo com seus valores e sua consciência, e não ao Estado”, escreveu. O STF deverá julgar ainda este ano a ação.

            Há no tribunal duas tendências. De um lado, favoráveis ao aborto, ficariam os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa; contra a interrupção estariam Carlos Alberto Direito, Eros Grau, Ricardo Lewandowski e César Peluso. O julgamento deverá ser decidido pelso votos de Elen Gracie, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia”.

            Vale a pena dar uma olhada no pacto de San José da Costa Rica (do qual o Brasil é signatário). Decidi fazer alguns comentários a ele depois que soube, através do Wagner Moura, que este pacto – também chamado de Convenção interamericana de Direitos Humanos – foi usado pelo STF para fundamentar a decisão de abolir a necessidade do diploma de jornalismo no Brasil. Se os magistrados levassem o pacto realmente a sério, teriam que abolir uma porção de coisas…

             

Artigo 1º – Obrigação de respeitar os direitos

(…)

2. Para efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano.

            Afirmação óbvia? Não. Afirmação necessária num país em que as tartarugas têm mais direito que os seres humanos.

Artigo 4º – Direito à vida

1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.

            A primeira grande “bofetada” que o pacto de San José dá dirige-se àqueles que teimam em querer legalizar aborto, eutanásia, e congêneres. O raciocínio [cínico] de quem apóia a carnificina institucionalizada é mais ou menos assim: o ser humano frágil (ou fragilizado) não interessa mais à sociedade, já não serve mais… Para uma sociedade que adotou um modus vivendi extremamente utilitarista, as pessoas só merecem viver se forem capazes de produzir algo. A vida passou a ser um fruto de uma barganha: “deixo você viver, enquanto você me for útil”. A idéia é mais ou menos a seguinte: “Já que Darwin afirmava que só os fortes sobrevivem, matemos os fracos como forma de ‘antecipar’ a seleção cedo ou tarde a natureza faria”. Esta maneira de pensar é mesquinha, orgulhosa e covarde – ao mesmo tempo; quem a adota está pensando unicamente em si mesmo, julga-se auto-suficiente, crê que as pessoas ao seu redor não passam de ‘seres inferiores’, e não tem nenhuma compaixão de seu próximo. O pacto de San José da Costa Rica estabelece o direito à vida (e o dever de respeitá-la), precavendo-nos contra esta mentalidade medonha que se difundiu na sociedade. Quem dera o Supremo Tribunal Federal conhecesse esse artigo do pacto…

Artigo 17 – Proteção da família

1. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e deve ser protegida pela sociedade e pelo Estado.

            “Natural e fundamental”. A família forma-se e instaura-se na sociedade da forma como a natureza estabelece: homem e mulher. Não há um “núcleo natural”, não há nenhuma união segundo a natureza distinta daquele que se forma quando indivíduos de sexo oposto decidem criar vínculos de comunhão afetiva e efetiva. Sem este núcleo fundamental a sociedade desmorona. Quem dera o Estado cumprisse seu papel de proteger esta instituição (quando esta mesma não possa fazer sua defesa, é claro).

 Artigo 12 – Liberdade de consciência e de religião

 (…)

 4. Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

 Ótimo. Quer dizer que não é discriminação nenhuma querer que nas escolas católicas se ensine a doutrina católica. Se eu não quero que os meus filhos aprendam teses espíritas, nem métodos budistas de meditação, estou apenas exercendo o meu direito. A inclusão da “educação (…) moral” no texto do pacto é excelente: significa que aquela cartilha depravada do Ministério da (des)Educação é totalmente incompatível com o pacto de San Jose da Costa Rica. A “moral” lulista não tem que ser imposta.

 Artigo 21 – Direito à propriedade privada

1. Toda pessoa tem direito ao uso e gozo de seus bens. A lei pode subordinar esse uso e gozo ao interesse social.

2. Nenhuma pessoa pode ser privada de seus bens, salvo mediante o pagamento de indenização justa, por motivo de utilidade pública ou de interesse social e nos casos e na forma estabelecidos pela lei.

            Pergunto: é interesse social tirar a propriedade de quem lutou para adquiri e entregar na mão de alguém que se define como “sem-terra”? É justo que o Estado se negue a resolver o problema destas pessoas e autorize que outros assumam o “custo” deste problema? “Desuso” é justificativa para perda do direito de propriedade?

 

            Nem as crianças estão livres dos ardis do gayzismo. Recebi por e-mail esta entrevista com o roteirista dos quadrinhos da turma da Mônica, o qual afirma que “as crianças já crescem com a visão errada de que o único relacionamento ‘sério’ e ‘digno’ é aquele formado entre um homem e uma mulher”. Como bom educador, este distinto roteirista gostaria que se abrisse “uma porta gigantesca (ipsis literis) para a aceitação dos gays na sociedade”. Tragos aqui alguns trechos dessa entrevista:

 

 

            Nas histórias da Turma da Mônica também é comum haver inversões de papéis de gêneros, quando a Mônica acorda e virou menino ou os personagens masculinos usam roupas femininas. Acredita que de certa forma isso ajuda a separar a dicotomia de meninos x meninas ou essa inversão é muito mais pra fazer humor?

           

            Na grande maioria das vezes é apenas uma inversão criada para fazer humor. Mas em alguns casos essas histórias são usadas para quebrar aqueles velhos tabus que ditam que só os meninos jogam bola e que lugar de mulher é no fogão. Nos roteiros da turma da Mônica não existe nenhum elemento oculto ou mensagem subliminar escondida, na verdade a mensagem é a mais clara possível.

 

            No site A Capa, após a publicação da primeira matéria, alguns fãs e internautas se revoltaram com a notícia, querendo “limpar” talvez uma “pecha gay” da personagem. Por que acha que isso aconteceu? Acredita que talvez tenham ligado gírias gays a algo ofensivo?

 

            É claro que sim. Infelizmente, na sociedade em que vivemos, qualquer coisa que tiver uma leve conotação gay é tratada como uma ofensa à moral e aos bons costumes. Existem alguns fãs da Denise que acham suas gírias engraçadas, mas quando descobrem que são expressões gays, eles partem para a defensiva. Tentam argumentar dizendo que as gírias não são gays, que esse é apenas o jeito de falar de qualquer patricinha dos dias de hoje… Provavelmente são pessoas que não sabem que essas expressões existem há mais de 13 anos.

 

            O Maurício de Sousa afirmou recentemente em entrevista à Veja que sempre pedem para que ele faça um personagem gay. Acredita ser possível um personagem gay na Turma da Mônica?

 

            Como eu disse anteriormente, não acredito que seja possível, pelo menos não num futuro próximo. Mas, na minha opinião, isso abriria uma porta gigantesca para a aceitação dos gays na sociedade, porque muito do preconceito existente hoje nas famílias brasileiras é moldado desde a infância. As crianças já crescem com a visão errada de que o único relacionamento “sério” e “digno” é aquele formado entre um homem e uma mulher. Quando uma criança assiste aos programas humorísticos da TV (como o “Zorra Total”) ela acaba acreditando que ser gay é ser motivo de piada e de chacota. Não estou falando que criar um personagem gay influenciaria nossos leitores a seguir esse caminho, o que eu estou dizendo é que as outras crianças aceitariam esse amigo “diferente” com muito mais naturalidade.

 

            Se as crianças tivessem um contato mais cedo com as diversas “alternativas” existentes no mundo elas cresceriam muito mais resolvidas com sua própria identidade. E isso não se aplica apenas à aceitação da sexualidade, mas também à aceitação das diferentes religiões, filosofias de vida e quaisquer outras escolhas que elas terão que enfrentar no futuro.