I – “Comungar de joelhos ou em pé?” – por D. Estevão Bittencourt (via Duc in Altum)

 

Encontrei no Duc in Altum um post intitulado: “Comungar de joelhos ou em pé?”. Trata-se da reprodução de uma publicação originalmente feita na revista “Pergunte e responderemos”, idealizada e coordenada pelo saudoso D. Estevão Bittencourt, OSB. Com a sabedoria e fundamentação que lhe eram características, D. Estevão apresenta a história do indulto concedido pela Santa Sé ao clero do Brasil para que a comunhão fosse ministrada aos fiéis na mão [e, por conseguinte, de pé]. Esse indulto data de 1975. Contudo, a “Pergunte e Responderemos” salienta que – conforme declaração da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos datada de 1º de Julho de 2002 – a recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos, a saber: o de ser ajudado por seus Pastores por meio dos sacramentos (Código de Direito Canônico cânon 213). Vale a pena acessar o post do Duc in Altum e lê-lo na íntegra 😉

Recentemente, fui a uma cidade em que dois sacerdotes me negaram [por ironia do destino em um mosteiro beneditino] a comunhão na boca. Comunguei na mão. Sem problemas. Mas fiquei indignado por, mais uma vez, ver que – no Brasil – a exceção sempre vira regra…

 

II – Dom Aloísio Roque Oppermann e o Socialismo

 

Ao ler esta matéria do Fratres in Unum [a qual destaca a atitude de um arcebispo que – atendendo ao disposto no Motu Próprio Summorum Pontificum – declarou “abertas as portas” da sua arquidiocese ao Rito Tridentino], tive curiosidade de ir em busca de algo escrito por D. Aloísio Roque Oppermann, arcebispo de Uberaba (MG). Eis que me deparei com este artigo, de sua autoria, publicado no site da CNBB. Em dado momento D. Roque diz:

“[…] Já temos no mundo uma vasta experiência socialista, de duzentos anos, que se instalou em vários países, e deixou rastos de sangue e de atraso. Assim conhecemos sua face. Vejamos as características de tal linha econômico-política. Ela é invencivelmente de alma atéia. E como não consegue convencer a população, via raciocínio, então lança mão do cerceamento da liberdade.  Esvazia tudo o que é de ordem particular, para destinar todos os bens para a administração da sociedade. Como, no seu entender, a livre iniciativa só visa o lucro pessoal e o egoísmo, então o Estado é que deve planejar a produção e a distribuição dos bens. Cabe-lhe ditar regras para a imprensa, selecionar a linha ideológica da escola, e impor a revolução violenta, para implantar o regime dos miseráveis. Para o triunfo do socialismo, a via democrática se mostrou um caminho inviável. Só a coação, para eles, é que resolve. É claro que existem vários tipos de socialismo, mas suas semelhanças são enormes. Com essa descrição também não posso aprovar o capitalismo grosseiro. Mas este admite reformulações, deixa espaço para os partidos de tônica social, e aceita (às vezes constrangido), em aperfeiçoar-se pela Doutrina Social da Igreja. Gente, vamos encurtar caminhos: a via socialista, definitivamente, não é solução. Quem é socialista propõe uma via, comprovadamente retrógrada”.

Maravilha! Fiquei sem palavras ante uma declaração tão corajosa de um Apóstolo. Para D. Aloísio Roque, tiro o chapéu!

[Para os que não tiveram acesso na época da publicação, achei importante trazer à tona novamente a matéria do Fratres in Unum tratando do posicionamento da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos sobre a forma de ministrar a comunhão diante da “pandemia” de Gripe Suína. Jorge chegou a comentar ligeiramente a carta da Congregação].

 

Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1.

A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A  – subtipo H1N1 (“gripe suína”).

Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário”  de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional.

Fonte: Rorate-Caeli

Carta da Congregação para o Culto Divino

Carta da Congregação para o Culto Divino

 

 

 

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Tradução da carta

 

Prot. N. 655/09 L

Roma, 24 de julho de 2009

Prezado,

Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deseja dar-lhe ciência do recebimento de sua carta datada de 22 de julho, acerca do direito dos fiéis de receber a Sagrada Comunhão na língua.

Este Dicastério observa que sua Instrução Redemptionis Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92), nem é lícito negar a Sagrada Comunhão a qualquer dos fiéis de Cristo que não estão impedidos pelo direito de receber a Sagrada Eucaristia (cf. n. 91)

A Congregação lhe agradece por trazer esta importante matéria à sua atenção. Esteja assegurado que os apropriados contatos serão feitos.

Possa o senhor perseverar na fé e no amor a Nosso Senhor e sua Santa Igreja, e em contínua devoção ao Santíssimo Sacramento.

Com todo bom desejo e benevolente estima, sou,

Sinceramente Vosso em Cristo,

Pe. Anthony Ward, S.M.

Sub-Secretário