De fato, a primeira reação à verdade é o ódio. Toda vez que os cristãos cumprem sua missão de ser “fermento e sal” no mundo, enfrentam ataques e perseguições de toda sorte. Após a estrondosa manifestação pró-vida em Madrid – que contou com cerca de 1 milhão de pessoas – o que se viu na Argentina, durante o XXIV Encontro Nacional de Mulheres, foi uma verdadeira luta entre os filhos das trevas e os filhos da luz. Este encontro, feito para “reivindicar o gênero”, é organizado por entidades ligadas à promoção do aborto no mundo. Os cristãos de Argentina deram, mais uma vez, testemunho de cristianismo e de autêntica defesa da vida [eu já havia postado aqui um vídeo sobre este encontro na qual se via o bonito exemplo dado pelos jovens argentinos durante uma edição anterior deste encontro].  Vejam a matéria abaixo:

 

Espectacular contraste de manifestaciones en Argentina:

 los pro vida y los pro aborto

 

Mientras que los católicos se apostaban alrededor de las iglesias para evitar ataques a los templos, las manifestantes pro aborto provocaron altercados y se pasearon desnudas

Entre el 10 y el 12 de octubre se realizó en Tucumán –provincia de Argentina- el XXIV Encuentro nacional de Mujeres. El objetivo de esta reunión era según fuentes de la organización ‘reivindicar el género’, debatir sobre la violencia doméstica, la trata de blancas, la salud reproductiva, el derecho a abortar y expresar su preocupación por la violencia que se vive en la actualidad.

Los católicos de Tucumán alertados por lo sucedido en anteriores concentraciones se apostaron frente a las iglesias para proteger los templos de posibles ataques. Los creyentes permanecieron cogidos de la mano y con carteles que reivindicaban la vida del niño por nacer mientras oraban.

 Los católicos se situaron ordenadamente rodeados de unas vallas de protección y encabezados por los hombres que resguardaban a las mujeres y los niños. Este hecho enfureció a las manifestantes que arrojaron botellas, pintura, orina, pastillas y escupieron a los cristianos.

 La manifestación tenía entre uno de sus objetivos la de ser una contra réplica de la manifestación del 17-O que tuvo lugar en Madrid a favor de la vida y contra el aborto, de cuyo éxito se ha hecho eco la prensa internacional

 

           Hoje recebi um e-mail interessante de um amigo. O assunto do e-mail dizia: Proibir Marcha da Maconha é atentado aos direitos civis. O e-mail fazia referência à matéria publicada neste site a respeito de uma ação judicial, perpetrada por um promotor público, no sentido de coibir a realização da “Marcha da Maconha” em Recife. Vários promotores, em diversas cidades, fizeram a mesma tentativa e deram com os burros n’água. No máximo, conseguiram adiar a realização da Marcha (é o caso de Fortaleza, Goiânia, Salvador, São Paulo e João Pessoa). A matéria traz fotos, vídeos e argumentos em favor da Marcha.

            O e-mail e a notícia publicada no site me impressionaram por diversos motivos. Entre eles, porque eu não tinha conhecimento de que em Recife acontecia este tipo de marcha (muito menos que ela havia acontecido domingo passado, à revelia do promotor – que não obteve êxito com a ação movida); também porque eu não sabia que o movimento em defesa da legalização do consumo de drogas (especificamente a maconha) era tão organizado a ponto de ter um site: http://www.marchadamaconha.org, e de ter camisetas do movimento à venda (por R$ 25,00).

           Um detalhe para o comentário constante no blog Acerto de Contas: “Não faz tanto tempo assim, década de 1960, cidadãos dos EUA tinham que lutar pela liberdade de orientação sexual e contra leis ridículas, como as que propunham a demissão de todos os professores gays para não “contaminarem” as novas gerações”. Perceba-se que a pessoa que escreveu tamanha asneira perdeu a noção de gravidade moral. Querer estabelecer um paralelo entre o “direito” de fumar maconha e o “direito” de escolher a “orientação sexual” é um completo disparate: Por quê? Porque orientação sexual não se escolhe, se nasce com ela! Homossexualismo é pecado contra a natureza. Além do que, as pessoas têm direito de escolher os professores de seus filhos. Para não ocorrer de os pais ensinarem uma coisa em casa e o professor ensinar outra no colégio. Ora, sempre houve colégios católicos (onde os católicos matriculam seus filhos); colégios protestantes (onde os filhos de protestantes estudam); colégios de judeus (onde os pais judeus põem seus filhos para aprender matemática e Torá), etc. Cada um matricula seus filhos no colégio que mais se afina às suas convicções (porque crê que ali há docentes que vão transmitir aqueles valores às crianças). Que mal há nisso? Agora, se não há colégios de gays (porque não há filhos de gays para serem matriculados…), paciência! São dois casos completamente diferentes. Excluídos os exageros e preconceitos das leis americanas editadas na década de 60 a esse respeito, elas têm, sim, o seu fundamento.

             Não é meu objetivo aqui fazer análise da “licitude moral” de fumar ou legalizar o uso/consumo da maconha. Mas realmente fico surpreso com a capacidade do ser humano de empreender esforços e gastar recursos com coisas irrelevantes. Num artigo publicado no blog do movimento, um sujeito chamado Augusto Boal escreveu: “Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!”. Belíssimas palavras. Só espero que ele não esteja querendo insinuar que vai mudar o mundo fumando maconha… Tenha dó. Se as pessoas tivessem todo esse empenho para fazer a mudança que Cristo deseja (a dos seus corações), que bem fariam à Igreja de Deus! Se essas pessoas fossem ativistas do Movimento Pró-Vida – tão carente de braços e vozes – que maravilha seria! Que bonito seria se todas essas pessoas marchassem com a Igreja Militante rumo à Pátria Celeste!

             Mudanças simplesmente exteriores, não significam nada. A proposta de transformar o mundo a partir do soerguimento de novas “estruturas sociais” é balela. Os adeptos da Teologia da Libertação pregam isso (é isso mesmo, caro leitor, eu confesso: sou realmente um perseguidor da TL…). Cristo, porém deseja metanóia (mudança de mentalidade, conversão do interior). Para alcançarmos novos céus e nova terra (2Pd 3,13), não precisamos construir torres, como em Babel (Gn 11), precisamos de homens novos (Ef 4,24)!

         

 

 

            Lembram-se do caso do padre de Água Fria? É aquele que veio da diocese de Cajazeiras suspeito de homicídio, foi acusado de envolvimento amoroso com uma paroquiana, processou o Arcebispo por calúnia e difamação, não cumpriu a determinação de D. José Cardoso Sobrinho para que se retirasse da Paróquia, administra os sacramentos mesmo à revelia de seu superior, enfim. Lembram-se agora quem é o rebelde? Pois bem, saiu no PE 360 graus:

 

O padre João Carlos Santana, 42 anos, que administrava há onze anos a paróquia de Santo Antônio, no bairro de Água Fria, no Recife, disse que não vai recorrer da decisão judicial para permanecer no cargo. Ele foi comunicado que deveria se retirar da igreja na última terça (21), quando um oficial de Justiça interrompeu a missa para informá-lo da decisão”.

 

Padre João Carlos diz que está decepcionado com tudo o que ocorreu. “Não há mais condições de trabalhar. Com o direito de trabalhar cerceado e marginalizado por essa campanha difamatória em cima de mim, com padres nas igrejas lendo, falando, me difamando, não há mais condições. Acho até que o povo de Água Fria foi muito firme em acreditar no seu pastor”, lamentou.

 

           

            Detalhe nº. (1): o oficial de justiça que foi abordar o padre João Carlos, sem querer, acabou impedindo que se realizasse mais um ato ilícito: o da celebração da eucaristia sem a permissão do Ordinário local (D. José). Dona Judite Cardoso, irmã do arcebispo de Olinda e Recife, disse que desde janeiro ele – o padre – está suspenso do uso de ordens.

            Detalhe nº. (2): Quando o oficial de justiça chegou na Paróquia, o povo protestou: pôs-se a cantar, rezar e lamentar a ação da polícia militar (que veio acompanhando o oficial). Na realidade, lamentável é ver que o povo volta-se contra o Arcebispo e se coloca a favor do padre. A contraposição de dois indivíduos que, via de regra, deveriam estar em comunhão, já é escandalosa; com o povo ajudando então…

            Detalhe nº. (3): o padre pede uma indenização de R$ 72.991,75 à arquidiocese – que corresponde ao valor que o padre investiu em benfeitorias nos imóveis da Paróquia de Santo Antônio, em Água Fria. Pergunto: de onde diabos esse homem tirou setenta e dois mil reais? Ele disse ter contraído empréstimos em seu próprio nome. É sabido que os bancos concedem empréstimos de acordo com a renda de quem solicita. Para este cidadão ter conseguido um empréstimo de R$ 72.991,75 a renda dele teria que ser muito, muito alta. Se, contudo, ao invés de recorrer a bancos, ele foi socorrido por agiotas, é pior: agiotagem é ilegal.

 

            Afora isso, a Srª. Ivânia Olímpio de Almeida Queiroga (a suposta concubina do padre João Carlos), que processou o arcebispo D. José Cardoso Sobrinho por calúnia e difamação, não teve a mesma atitude do sacerdote: recorreu da sentença (que foi favorável ao Arcebispo) levando o processo para a 2ª instância (veja aqui a publicação o histórico do processo).

           

            Vale lembrar que, segundo o site do TJ, desde 13 de novembro de 2006 o sacerdote foi destituído das funções de administrador paroquial, mas só agora – por força de medida judicial – é que ele, efetivamente – entrega a paróquia. Para o lugar dele foi designado o Padre Edmilson de Lima Lopes, atualmente Pároco em Jaboatão dos Guararapes, na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

 

Rezemos para que enfim tenha se encerrado a querela.