I – CEB’s e CNBB


[Trago aqui um trecho da vergonhosa mensagem que a CNBB divulgou acerca das CEB’s, por ocasião da 48ª Assembléia Geral dos Bispos. Estou publicando aqui apenas a introdução – para que o leitor não tenha náuseas lendo o resto do documento… Grifei as partes que mais me enojam].


MENSAGEM AO POVO DE DEUS SOBRE AS

COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE


48ª Assembléia Geral da CNB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

“As Comunidades Eclesiais de Base”, dizíamos em 1982, constituem “em nosso país, uma realidade que expressa um dos traços mais dinâmicos da vida da Igreja (…)” (Comunidades Eclesiais de Base na Igreja do Brasil, CNBB, doc. 25,1). Após a Conferência de Aparecida (2007) e o 12º Intereclesial (Porto Velho-2009), queremos oferecer a todos os nossos irmãos e irmãs uma mensagem de animação, embora breve, para a caminhada de nossas CEBs.

Queremos reafirmar que elas continuam sendo um “sinal da vitalidade da Igreja” (RM 51). Os discípulos e as discípulas de Cristo nelas se reúnem para uma atenta escuta da Palavra de Deus, para a busca de relações mais fraternas, para celebrar os mistérios cristãos em sua vida e para assumir o compromisso de transformação da sociedade. Além disso, como afirma Medellín, as comunidades de base são “o primeiro e fundamental núcleo eclesial (…), célula inicial da estrutura eclesial e foco de evangelização e, atualmente, fator primordial da promoção humana (…)” (Medellín 15).

Por isso, “Como pastores, atentos à vida da Igreja em nossa sociedade, queremos olhá-las com carinho, estar à sua escuta e tentar descobrir através de sua vida, tão intimamente ligada à história do povo no qual elas estão inseridas, o caminho que se abre diante delas para o futuro”. (CNBB 25,5)

Fonte: Adital [cuidado: este site reúne o maior número de hereges e comunistas que eu já vi. Recomendo rezar a São Miguel antes de clicar…]


II – Zapatero e o aborto

O Presidente da Espanha, Zapatero, quer resolver o problema financeiro das famílias espanholas. Mas, a seu modo… O Hazteoir está promovendo mais uma mobilização popular para protestar contra a proposta, feita pelo senhor José Luis Rodrigues Zapatero, de cortar o auxílio dado às mães solteiras e desempregadas. O problema não é simplesmente cortar um benefício assistencialista. O problema é fazer isso e, por outro lado, continuar, como bom comunista, sustentando e subvencionando sindicatos e partidos políticos que já há muito não mais exercem os seus papéis – porque servem somente à manutenção da ditadura. O problema, mais grave ainda, é o raciocínio esdrúxulo que está por trás de todo esse plano: i) as pessoas não têm emprego; ii) se as pessoas não têm emprego, não tem dinheiro; iii) se não têm dinheiro, não podem sustentar seus filhos; iv) se não podem sustentar os seus filhos, não merecem tê-los! Brilhante conclusão, D. Zapata!

 Primeira dica:

             Leiam o excelente post de Jorge intitulado “Comunhão na boca JÁ!”. Trata do modo mais coerente de se comungar nestes tempos de gripe suína. Destaco:

            “Vejamos: a pessoa chega na Igreja, possivelmente de ônibus. Senta-se nos bancos onde outras pessoas já sentaram, apoiando as mãos no banco da frente. Pega em jornaizinhos que foram utilizados anteriormente por outras pessoas. Pega em dinheiro na hora do ofertório. Aperta as mãos de cinco ou seis pessoas durante o “abraço da paz”. Dá as mãos durante o pai-nosso. Depois de tudo isso, sem lavar as mãos, ela vai receber a Eucaristia e, pegando-A com as mãos sujas, leva-a à boca! É muito mais razoável que o sacerdote, com as mãos lavadas antes da Santa Missa e durante o ofertório, coloque diretamente a hóstia sagrada na boca dos comungantes, bastando que ele distribua a comunhão como deve fazer, isto é, sem tocar nos lábios dos fiéis”.

            Recomendo enfaticamente a leitura do texto na íntegra. Não é grande e está bem interessante.

 

Segunda dica:

             Não soa muito bem mas, de acordo com a ACI, um perito socialista italiano elogiou a mais recente encíclica do Papa Bento XVI, Caritas in Veritate.  Diz o italiano: “fez-se sentir a voz do Papa com a Caritas in veritate e com o chamado de 12 de julho ao G8 (…) Será que verdadeiramente só a Igreja é capaz de pedir uma economia à medida do homem e dar também voz aos marginados da terra; assim como ao imperativo da igual dignidade de todos os homens, todas as mulheres e todas as crianças?”. Para ler a reportagem de ACI completa, clique aqui.

 

Terceira dica:

             Quem estiver a fim de ouvir o besteirol que vai ser esse tal 12º Encontro Intereclesial das CEB’S. Poderá ouvir pela Rádio Caiari no site www.radiocaiari.com. Haja estômago! Aos que acham que eu exagero quando falo que as CEB’s são uma realidade desgraçada, vejam a estrutura “litúrgica” montada para a celebração de abertura (registre-se: a celebração de abertura **não** é uma missa…). Destaco: “Dividida em quatro momentos, a celebração se destaca pela diversidade cultural e pela riqueza de símbolos. Logo no início, um indígena tocará sua flauta convocando os presentes para o silêncio, lembrando o silêncio da mata. Em seguida, começa a “composição dos povos da Amazônia”, quando serão convocados os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos e velhos posseiros e os seringueiros extrativistas. Serão convocados ainda os garimpeiros, colonos e urbanos, além dos bolivianos e colombianos, povos de fronteira. Cada um destes grupos entrará com algum instrumento típico de sua cultura ou de seu trabalho”. Repito: haja estômago!

 

A triste notícia:

            Parece que se multiplica a idéia estapafúrdia de leiloar a virgindade. Desta vez é uma equatoriana de 28 anos que se propõe a ser deflorada por qualquer um que se disponha a custear o tratamento de saúde de sua mãe. Desespero? Também. Mas, acima de tudo, falta de critério, falta de fé, falta de amor autêntico a si e a Deus. Diz ela: “Não estou roubando nada. O corpo é meu e faço dele o que quiser”. E viva o suicídio da moral!… Lamentável. Quando será que as pessoas vão entender que os fins não justificam os meios? A matéria completa está neste site.

             Irar-se durante a Santa Missa é pecado? Se for, cometi-o ontem.  O motivo: a oração da assembléia proposta pelo “semanário litúrgico-catequético” O DOMINGO. A oração fazia coro às preces em favor do 12º Encontro intereclesial das CEBS. As CEBS, para quem não sabe o que é, são as comunidades eclesiais de base: uma criação TL para formar grupos de pessoas comprometidas com a vida política da comunidade em que vivem. Lá, as pessoas estão preocupadas com a justiça social e não estão nem aí para a justiça divina; o Evangelho é interpretado do ponto de vista sócio-cultural-econômico-financeiro-… – humano-interpessoal -… – ecumênico-blá-blá-blá… E só! Todas as dimensões são abordadas, exceto a dimensão ESPIRITUAL da Sagrada Escritura. As CEBS são “minipartidos” políticos comunistas. Como a TL, tal como existe, foi condenada pela Igreja, por extensão estão abolidos estes invencionismos.

            Transcrevo aqui, na íntegra, a oração de ontem (não me espantaria se a autoria da mesma fosse de Frei Betto ou Leonardo Boff…):

 

            “Deus da vida e do amor, Trindade Santa, a melhor comunidade: queremos acolher vossa palavra, partilhar a eucaristia, assumir a missão na comunidade eclesial e no movimento popular (movimento popular = movimento político).

            Somos as CEBS do Brasil, seguidores e seguidoras (faz parte da novilíngua TL, que não admite o machismo da língua portuguesa – a qual exclui as mulheres permitindo que se façam generalizações no masculino) de Jesus em missão profética, ecumênica e transformadora (não se iludam: a transformação aqui não é a do coração do homem, mas sim a das estruturas sociais, da política, etc.).

            Na opção pelos pobres (selo de identidade TL) e na defesa da terra, da água e da vida.

            Do ventre da terra (expressão panteísta), profanada pelo latifúndio depredador (acaso a terra é Deus para ser “profanada”?), nos chega o clamor dos povos indígenas e do povo sem-terra (xiii… Atestado de comunismo).

            Dos nossos campos e das nossas cidades nos chega o clamor por justiça, partilha e paz.

            Animados pelo Espírito do ressuscitado, sob a proteção de Maria, a mãe, e com tantas testemunhas de vida e de martírio (alguma referência a Chico Mendes e Ir. Dorotty?…), seguiremos a caminhada, como Igreja de Jesus, nas lutas e na esperança do reino”.

(grifos meus)

            Ao terminá-la, disse eu: Senhor, NÃO escutai esta prece!

            Há tempos que eu venho engasgado com esse maldito jornalzinho. Às vezes ele me parece a versão “cristã” do Jornal do Commercio (de Pernambuco)…        Não é de hoje que ele vem cometendo e propondo absurdos do ponto de vista litúrgico e doutrinal. Um breve histórico das atrocidades cometidas por esse “semanário litúrgico-catequético”:

 

1 – Durante a Campanha da Fraternidade cujo mote era o cuidado com as populações indígenas, a oração da assembléia proposta era concluída com a expressão indígena AWERÊ (que é uma espécie de amém, assim seja). Não haveria nenhum problema concluir desta forma se estivéssemos rezando a Tupã… Como não era o caso, torna-se totalmente inadequado.

2 – Quando o Santo Padre, o papa Bento XVI, discursou na Universidade de Ratisbona, o jornalzinho incluía, também na oração da assembléia, um prece para que os líderes religiosos soubessem compreender a pluralidade de pensamento e respeitar as demais religiões (não lembro se as palavras eram exatamente essas, mas era algo nesse sentido). Uma clara referência (crítica) à Sua Santidade.

3 – Na edição do 11º Domingo Comum deste ano, a sugestão litúrgica que o jornal trazia era a seguinte, in verbis: “Providenciar sementes e introduzi-las na procissão das oferendas junto com o pão e o vinho, podem ser abençoadas e distribuídas a quem quiser plantá-las”. Pergunto: pra quê isso? O pão e o vinho para Iaweh, as sementes para Tupã… É isso? Criatividade inútil. Inculturação forçada.

4 – Na Missa da Santíssima Trindade deste ano O DOMINGO propunha que “três pessoas com vestes de cores diferentes entrassem dançando para simbolizar a Trindade”. Abuso total! Onde é que se tem registro de que Pai, Filho e Espírito Santo dançam? É inaceitável. O Papa Bento XVI, quando ainda Cardeal Ratzinger, escreveu: “A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século III, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia (…) As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas – invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior a Liturgia do “sacrifício da Palavra”. É totalmente absurdo – na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente” recorrera a espetáculos de pantomimas de dança” (Introdução ao Espírito da Liturgia, pg. 146). Preciso dizer mais alguma coisa?  

            Isto sem contar com os artigos horrorosos que vêm na última página do jornal…Por estas e outras é que eu proponho: ABAIXO “O DOMINGO”!

            As paróquias e capelas que abolirem O DOMINGO obterão a vantagem adicional de reduzir os gastos com a assinatura do mesmo 😉

             P.S.: Aqueles que desejarem mandar cartas protestando contra a postura editoral anti-litúrgica que O DOMINGO vem adotando, podem escrever para: Via Raposo Tavares, km 18,5 – Cx. Postal 2.534 – 01060-970 São Paulo, SP. Aos que desejarem ligar, o telefone é: (11) 3789-4000. O fax é: (11) 3789-4004. E o e-mail é: assinaturas@paulus.com.br

 

            1 – No Fratres in Unum encontra-se uma carta absurda escrita por um padre da Diocese de Limeira em defesa da  Missa de Paulo VI e contrária ao Rito de São Pio V. O reverendíssimo sacerdote a chega a dizer a seguinte bobagem: “O excesso de ritualismos, que acabava tirando a atenção da essência (que dá o ser a uma realidade) deveria dar lugar a uma liturgia mais envolvente, participativa e ligada à vida do povo”. Como não bastasse esse comentário infeliz do Padre Marcos Radaéllii, a Coordenação das CEB’s (sim, infelizmente elas ainda da existem!) da Diocese de Limeira complementou, e piorou, a asneira do padre. Em Nota Oficial de apoio a D. Vilson Dias, bispo daquela diocese, a organização TL diz (grifos e comentários entre parêntesis meus):

                   (…) As CEB’s, fiel aos ensinamentos do Cristo (piada, né?) e assumindo sua missão profética contemporânea quer colaborar nesta reflexão. Embora respeitemos o direito de expressão e organização dos aludidos cidadãos e cidadãs, estamos convencidos que a Santa Missa deve continuar sendo celebrada no idioma de cada comunidade. E mais: ao contrário do que defendem os referidos cidadãos, a catequese de nossa santa igreja evoluiu consideravelmente ao incluir elementos culturais dos nossos irmãos indígenas e afro-descendentes (afirmação gratuita de quem não tem a mínima noção da realidade em que a Igreja vive).

                   Embora a Missa celebrada em latim resgate a tradição tridentina, objetivo maior dos seus defensores, certamente seu ritual distanciará nossos irmãos da compreensão do amor salvífico do Pai e de nosso compromisso com seu reino (afirmação blasfema e herética! Quanta petulância!). É na Santa Missa que nos encontramos para, ao redor do altar, celebrarmos o amor de Deus por nós. No ritual, oferecemos a Deus o fruto do trabalho humano, para em seguida, consagrado no corpo de cristo, partilharmos o pão/corpo de cristo. Esta aí a catequese máxima: Se partilharmos anteciparemos o Reino de Deus (que visão medíocre do Evangelho… é lamentável!). É necessário que esta mensagem seja assimilada pelos nossos irmãos, caso aspiremos de fato o Reino de Deus entre nós. Agora, para que possamos compreender a mensagem é necessário que ela nos seja clara, perfeitamente audível e compreensível para o nosso irmão mais simples que não pode sequer freqüentar uma escola, que dirá conhecer outro idioma.

               Cabe ao profeta a missão de evangelizar. Para evangelizar é necessária uma comunicação eficiente, a exemplo de Paulo, o arauto do Evangelho. Agora, somente haverá comunicação eficiente quando nos despirmos de uma pseudo-erudição extemporânea, para falar a língua que todos possamos compreender. (tsc, tsc, tsc) (…)

 

            2 – No site da Montfort uma curiosa entrevista com o padre Héry que, segundo a própria Montfort é “uma das figuras das mais significativas do Instituto do Bom Pastor, do qual ele  é um dos fundadores, protagonista dos acordos com a Santa-Sé e da convenção entre o IBP e o Cardeal Ricard em Bordeaux”

Da entrevista destaco o seguinte trecho:

 

D.T. –Como uma tal «crítica construtiva » do Concílio será possível, já que o Vaticano II é um ato do magistério autêntico, na prática intocável?  

 

Abbé Hery – Certamente, o Concílio é um ato do magistério autêntico. Mas ele não é intocável, visto que a «autêntica recepção» do Concílio, conforme o Santo Padre, ainda não aconteceu, ou não é ainda satisfatória; portanto, ele é retocável, por via do processo de interpretação. Há um espaço de liberdade deixado à controvérsia teológica sobre o texto do magistério conciliar, mantendo salva a Tradição dogmática e apostólica…

 

D.T. –Isso não é colocar a Tradição acima do magistério? 

 

Abbé Hery — A Tradição não está nem acima, nem abaixo do Magistério. Nesse mesmo discurso de 25/12/2005, nosso Papa fustigou «a hermenêutica da descontinuidade», que opõe o magistério conciliar à  Tradição. Com efeito, o magistério autêntico não utiliza jamais a Tradição a seu capricho e não está acima dela: quando ele estatue de modo infalível, ele é o que chamo a Tradição «em ato». Quando ele não estatue de modo infalível, como a maior parte do Vaticano II faz, o magistério (ainda que autêntico) deve ser interpretado e recebido, sem ruptura com a Tradição, portanto à  luz dela.

 

D.T.– O senhor pode precisar em que a recepção de um Concílio permite fazer dele uma crítica construtiva?

 

Abbé Hery — O problema posto pelo Vaticano II é que ele não se parece em nada com os Concílios precedentes. Estes apresentavam ensinamentos, definições do dogma, condenações de erros opostos, que obrigavam a fé. Ao contrário, renunciando por princípio pastoral à toda pretensão dogmática (exceto a repetição de alguns pontos anteriormente definidos pelo magistério solene), o Vaticano II não se impõe à Igreja como objeto de obediência absoluta para a fé (cfr. Cânon 749), mas como objeto de «recepção».

Ora, a recepção induz a um processo de interpretação. Para um tal corpus de textos, a recepção exige trabalho, e sobretudo tempo. O Cardeal Jean-Pierre Ricard, em Lourdes, em 4 de Novembro de 2006, notou: «O Concílio está ainda para ser recebido» (isto é, para ser reinterpretado). E ele indicou a direção a seguir: aplicar-se à «uma releitura calma de nossa recepção do Concílio» e não «uma leitura ideológica», notadamente para «verificar os pontos que merecem ainda ser levados em conta.» O que significa uma vasta operação de colocar em questão (no sentido escolástico) de esclarecimento (no sentido de triagem) entre o que precisa ser salvo e o que não deve ser salvo; e, mais ainda, uma interpretação correta do que pode ou deve ser guardado.

 

 

            3 – Ainda sobre Anjos e Demônios, o Márcio Campos escreveu alguns comentários. No Tubo de Ensaio ele escreveu:

 

            “(…) Meu maior problema com livros e filmes do tipo Anjos e Demônios é que, ao misturar ficção e realidade, a tendência é que tudo seja absorvido pelo público como realidade. Não é como os livros do Jô Soares, que são comédias usando personagens históricos. Dan Brown se pretende sério; coloca “listas de fatos” no começo de seus livros. A pessoa vai ao cinema ver Anjos e Demônios e sai realmente achando que Galileu e Bernini eram Illuminati, que Copérnico morreu assassinado, que a Igreja atrapalha a ciência, que Pio IX era um maníaco que atravessava o Vaticano de martelo na mão, que a Igreja “marcou” quatro Illuminati (Langdon reprova o chefe da Guarda Suíça, perguntando se os católicos não lêem sua própria história. Bom, nós lemos; é que La purga não é história, é invenção de Dan Brown), que os cientistas querem refazer o momento da criação, que Galileu escreveu o tal Diagramma e por aí vai. Isso é um desserviço considerável à verdade histórica, e também à ciência”.

 

            No Blog do Veritatis, o mesmo Márcio Campos complementou:

 

            “Fora essa tentativa absurda de jogar lama na reputação da Igreja, o filme ainda tem um punhado de erros. Pelamordedeus, tivemos um conclave real em 2005! Nunca se escreveu tanto, nunca se explicou tanto na imprensa como funciona a eleição de um Papa. E conseguem fazer um zilhão de coisas erradas. Tudo bem que o livro foi escrito em 2000, mas ainda assim temos uma série de aberrações. Tem cardeal citando a Romano Pontifice Eligendo, de Paulo VI, que foi abolida em 1996 pela Universi Dominici Gregis, de João Paulo II; tem cardeal propondo eleição por aclamação, quando ela foi abolida por João Paulo II no mesmo documento; o filme coloca muito mais de 120 cardeais na Capela Sistina; inventa um cargo de “cardeal grande eleitor”, inelegível, que não existe. Será que Dan Brown não sabia que o camerlengo é necessariamente um cardeal? Que não existe restrição à eleição de não-cardeais ao papado? O pior é que dá para perceber que foi, sim, feita pesquisa. Há detalhes como as cédulas sendo costuradas depois da votação, o “extra omnes”, coisa que só quem estudou o assunto conhece. E ainda assim cometem essas barbaridades.

            Mas isso é o de menos comparado à difamação da Igreja, retratada como cruel adversária da ciência, quando na verdade ela foi uma grande incentivadora da pesquisa científica. De fato, só por isso não valeria a pena gastar dinheiro com o filme. Se um ingresso cair do céu, ou se um dia passar na televisão, até seria uma oportunidade para evangelizar alguém, explicar o que está errado. Mas financiar a calúnia, aí não sei não…”