Obra de Maria


I – Blog: um meio para aproximações e encontros

 

A internet realmente proporciona coisas maravilhosas.  Recentemente, entrou em contato comigo o Anderson Reis, fundador da Comunidade Católica Escravos de Maria [vejam aqui a comunidade que eles têm no Orkut]. Ele me conheceu através do blog e propôs que nos encontrássemos – já que ele viria de São Paulo a Pernambuco para pregar um retiro. Topei a ideia e, assim, o encontro aconteceu. Conversamos, trocamos presente, rezamos e adoramos o Santíssimo Sacramento na simpática e acolhedora Capela de uma das casas da Obra de Maria. Gilberto Gomes Barbosa, fundador da Obra, também se fez presente e nos acolheu com alegria e muita hospitalidade. Este encontro me trouxe uma grande satisfação por saber que o gérmen desta aproximação entre mim e Anderson se deu a partir deste veículo de comunicação, o blog. Quam bonum est et jucundum, habitare fratres in unum!

 

II – “Bem aventurados os misericordiosos”

 

O Padre Álvaro Corcuera, L.C., diretor geral dos Legionários de Cristo e do Movimento Regnum Christi, escreveu – por ocasião da Quaresma de 2010 – uma carta aos membros e amigos do Movimento. No último dia de Cristo Rei, também postei aqui uma carta lavrada pela pena de Pe. Álvaro. Naquela ocasião, eu dizia que “embora dirigida a um grupo específico, penso que a carta seja de grande utilidade a todos”.  Penso o mesmo desta sua alocução sobre a Quaresma: serve aos católicos em geral [afinal, ele apresenta uma doutrina e uma espiritualidade que, antes de tudo, são genuinamente católicas]. Ao discorrer sobre uma das bem-aventuranças [“Bem aventurados os misericordiosos”], o Superior da Legião de Cristo propõe [e o faz com maestria] uma meditação sobre um tema apropriadíssimo a este tempo de conversão e penitência que vivemos: a Misericórdia. A carta encontra-se disponível neste link.

 

III – “Tolices beato-marxistas”

 

O Percival Puggina escreveu um artigo sobre a Campanha da Fraternidade. Jorge Ferraz, mencionando o texto do Puggina, destacou: “Perdoem-me os mais benevolentes que eu. Mas ano após ano, servindo-nos sempre um pouco mais do mesmo lero-lero beato-marxista e um pouco menos da palavra de Deus, a CNBB já foi bem além da minha capacidade de tolerância. Ao longo dos anos, foi perfeitamente possível encontrar impressões digitais e carimbos das suas pastorais sociais em documentos que deixavam claro que o Reino de Deus tinha partido político na Terra. Ou não?”. Sem comentários…

            Trago aqui trechos de uma interessante matéria publicada na revista mensal da Comunidade Obra de Maria. Ei-la:

            Em outubro a Igreja comemora o mês do Rosário. O Rosário, que significa coroa de rosas, é sem dúvida a melhor das devoções a Nossa Senhora. Ela mostrou o seu apreço pela recitação do Rosário, nas suas aparições, em vários lugares: Lourdes, Fátima, etc. (…).

            A devoção do Rosário data na Igreja do século XIII e foi propagada por São Domingos Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores, a quem Nossa Senhora apareceu e recomendou que a propagasse.

            Em 7 de outubro de 1571, durante a decisiva batalha de Lepanto, na Grécia, a cristandade rezava o Rosário. A vitória completa dos cristãos sobre os turcos otomanos é, pois, atribuída à sua eficácia milagrosa.

            O Papa Leão XIII estabeleceu a devoção do Rosário recitado em comum nas Igrejas durante o mês de outubro, que passou a ser o mês do Rosário.

Muitos foram os santos e papas que tiveram grande devoção à reza do Rosário:

“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Missa e o Rosário” (São João Bosco).

“O Rosário é a melhor maneira de orar” (São Francisco de Sales)

“O Rosário é o colar de pérolas de minha Mãe do Céu” (São Felipe Néri)

“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário” (São Pio X).

            Em 29 de outubro de 1978, na Praça de São Pedro, na hora do Angelus, o Papa João Paulo II (era comum vê-lo com um Rosário nas mãos) disse diante de cem mil pessoas: “Hoje, último domingo de outubro, desejo chamar a vossa atenção para o Rosário. O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa, na simplicidade e na profundidade…”.

            Rezar o Rosário é retirar os espinhos e colocar rosas no coração de Nossa Senhora. A reza do Rosário, mais do que Mariana, é Cristocêntrica, pois meditamos nos mistérios da nossa salvação. Rezar o Rosário não significa refugiar-se num canto e viver afastado do mundo e da vida. Significa ter forças para carregar as nossas próprias cruzes e ajudar aos outros a carregarem as suas (como o fizeram Jesus e Maria).

            Você que ainda não incluiu em sua vida religiosa esta oração que tanto agrada a Nossa Senhora, experimente e constatará o que disse Santa Teresa D’Ávila: “No Rosário, tenho encontrado os atrativos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus”. Portanto, meu irmão, minha irmã comece hoje a rezar o Santo Rosário, pois é uma maneira simples de estarmos junto de Jesus e Maria.

 

Maria Salomé Ventura

Co-fundadora da Comunidade Obra de Maria

[in: Revista Obra de Maria]. Ano VII – nº. 73. Outubro/2008]