eleições


Reforço o convite – já feito aqui – para o curso sobre Doutrina Social da Igreja. O evento, com duração de três dias (não completos) está sendo promovido pelo Movimento Regnum Christi em conjunto com o Círculo Católico de Pernambuco. Imperdível! Seguem os detalhes:

_____________________________________

Venha a nós o Vosso Reino!

Estimados em Cristo,

Gostaria de fazer-lhes um convite.

O período eleitoral se aproxima e, como católicos que somos, recai sobre nossos ombros uma imensa responsabilidade. Responsabilidade não apenas na escolha daqueles que nos representarão nas casas legislativas e no governo, mas, principalmente, na formação de nossas consciências para uma autêntica ação social cristã.

Alguns católicos, seja por ignorância ou seja por apego a alguma ideologia, infelizmente preferem separar o âmbito da Fé do âmbito da política. Todavia, tal comportamento revela-se um enorme equívoco, uma vez que o católico verdadeiro deve saber colocar em primeiro plano a sua Fé, orientando suas decisões de acordo com à Vontade de Deus expressa na Revelação Sagrada cuja Fiel Depositária é a Santa Igreja Católica, Coluna e Sustentáculo da Verdade (cf. 1Tm 3, 15), afinal, assim nos ensina Nosso Senhor: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33).

Isto posto, diante do quadro político atual é natural que surjam dúvidas acerca de qual deve ser aescolha correta – ou, no mínimo, a menos nociva – para o eleitor católico. Sabemos bem quea Igreja não apóia partidos e nem candidatos, antes, ela nos aponta princípios pelos quais devemos guiar tanto as nossas escolhas políticas quanto a nossa atuação social. Tais princípios encontram-se sintetizados naquilo que chamamos de Doutrina Social da Igreja.

Por quais motivos a Igreja condena o socialismo? Por quais motivos a Igreja não apóia todas as práticas ditas “liberais“? O que falar do capitalismo? No intuito de dar respostas satisfatóriasa estas e a muitas outras perguntas, o Movimento Regnum Christi promoverá em Recife umCurso de Doutrina Social da Igreja, voltado para a conscientização do autêntico cidadão católico. Todos vocês estão convidados a tomarem parte deste importante evento, que ocorrerá nos dias 30/07, 31/07 e 01/08 conforme planejamento abaixo:

Sexta, 30/07:
Missa de abertura na Paróquia das Graças, às 19h00 . Após a Missa, seguiremos para o salão paroquial da igreja, onde teremos uma breve introdução ao assunto que será estudado durante o curso.

Sábado, 31/07, no auditório do Círculo Católico de Pernambuco: Palestras das 8h30 às 12h00, com Coffee Break; Almoço (não incluso) até as 14h00; Palestras das 14h00 às 17h00.

Domingo, 01/07no auditório do Círculo Católico de Pernambuco: Palestras das 8h30 às 12h00, com Coffee Break;

O palestrante será o Pe. Deomar Guedes, LC, Reitor do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil (São Paulo) e um grande conhecedor da Doutrina Social da Igreja. Ele fundamentará sua palestra na obra “As Três Cidades: O Conteúdo da Mensagem Social Cristã”, de Patrick de Laubier, que aborda os princípios e as fases do desenvolvimento da mensagem social cristã na história.

O investimento será de apenas R$ 15,00 por pessoa.

Espero poder contar com a presença de todos vocês neste importantíssimo evento em nossa cidade. E, se não for pedir demais, peço que divulguem o convite entre os seus amigos e conhecidos.

Aos que pretendem comparecer, peço que me retornem este e-mail confirmado a presença com os seguintes dados: Nome, Paróquia, Endereço e Telefone.

Para os que puderem pagar antecipadamente para ajudar na organização do evento, deixo a conta poupança abaixo:

Banco do Brasil
Ag: 3504-1
Conta Poupança: 19.393-3 Var: 01
Titular: Francisco Alves Sobrinho

Me coloco à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Em Cristo e Maria Santíssima,
José Claudemir Pacheco Júnior
Assistente da Seção de Senhores do Regnum Christi – Recife
(81) 8787-1229

Per Regnum Christi ad Gloriam Dei!

Este texto me foi encaminhado através de uma lista de e-mails e está publicado no “Por que não dizem?”. Trata-se de uma análise do Partido dos Trabalhadores, feita pelo Pe. Lodi – do Pró-vida de Anápolis. Com bom humor, verdade, e objetividade, o Apóstolo da Vida nos apresenta a configuração real do PT. Neste ano eleitoral, é de suma importância que este alerta dado pelo Pe. Lodi ganhe a máxima divulgação possível. Mais uma vez fica provado que Catolicismo e Petismo não combinam.

________________________________________________________

Contra a certidão de PeTismo


AVISO: Se acaso você fez algum tipo de compromisso com um possível suposto futuro estado totalitário brasileiro (tipo, planos para 2017…), NÃO LEIA esta postagem sob risco de perder sua “fé” tão laboriosamente construída. Está avisado.


PT: Partido ou Religião?

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será “votar nos candidatos indicados” pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 05/10/2007, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.

Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade (“que todos sejam um”), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido, são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em “tendências” (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o “casamento” de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 “caput”), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.

Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.

Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana, após a queda da União Soviética.

Se sou petista, não quero saber por que durante anos nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, ousou propor um projeto de lei antiabortista. Nem me interessa questionar a punição de dois deputados que ousaram apresentar propostas legislativas pró-vida.

Se sou petista, pouco me importa que Dilma Rousseff defenda a legalização do aborto como “questão de saúde pública”[9]. Muito menos que Dilma e Lula tenham assinado em dezembro de 2009, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que defende a descriminalização do aborto, o reconhecimento da prostituição como uma profissão, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por duplas homossexuais[10].

Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido.

Agora, uma pergunta final, com vistas às eleições de outubro: pode um cristão votar no PT? Só há um jeito: trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:

– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)

– ou por opção pessoal.

[Se você professa a Fé Católica, continue lendo o que o Padre Lodi escreve…]

Posso votar no PT?

(uma questão moral)

1. Existe algum partido da Igreja Católica?

A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].

2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?

Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].

3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?

Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[4].

4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?

Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5]).

5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?

Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[6].

6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?

Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.

7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM…

Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.

8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando…

Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.

9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?

Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a)[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”[8].

10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?

Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.

Anápolis, 12 de julho de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”

[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.

[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.

[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.

[4] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://old.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/livro%20de%20resolucoes%20final.pdf

[5] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Versão II, aprovada pelo Diretório Nacional em 5 out. 2007, in: http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/c091003181315estatutopt.pdf

[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html

[7] http://www.pv.org.br/download/estatuto_web.pdf

[8] Programa: 7 – Reprodução Humana e Cidadania Feminina, in: http://www.pv.org.br/download/programa_web.pdf.

[9] Dilma Rousseff defende legalização do aborto. 28 mar. 2009, Diário do Nordeste, in:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=626312

[10] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm.

I – Jarbas Vasconcelos e o aborto


O senador [quase Coronel…] Jarbas Vasconcelos, em resposta a um e-mail enviado por um amigo meu, disse ser “indubitavelmente contrário à legalização do aborto no Brasil”. Disse ainda que, quando o PL 478/07 [Estatuto do Nascituro] chegar ao Senado, irá “acompanhar com o maior interesse para oferecer a sua contribuição”. Esperamos em Deus que ela essa contribuição seja positiva e que ele honre a palavra empenhada. Divulguem: quanto mais gente souber disso mais comprometedora será a declaração do senador pernambucano!


2 – Arautos: Nossa Senhora visita o Tribunal de Justiça de Pernambuco


“No dia 13 de maio, os Arautos do Evangelho de Recife conduziram a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Tribunal de Justiça de Pernambuco”. Acho importante essas visitas promovidas pelos arautos: foi exatamente em uma dessas que Nossa Senhora me “fisgou” de uma vez por todas para Cristo! Assistam ao vídeo.

3 – CNBB: “Eleições 2010: o chão e o horizonte”


Do site da CNBB:

“Eleições 2010: O chão e o horizonte”, este é o nome da cartilha eleitoral que servirá de subsídio ao eleitor e também de preparação das eleições de 2010. A cartilha foi elaborada pelo Conselho Nacional dos Leigos/as do Brasil (CNLB); Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP); Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (CEFEP); Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (IBRADES) e Pastorais Sociais da CNBB.

Alguém tem coragem de dar R$ 1,00 [um real] num negócio desses?

O vídeo que estou postando abaixo foi elaborado para conscientizar os católicos norte-americanos a pautar a sua escolha presidencial (no mais recente pleito) pelos valores morais dos candidatos. O vídeo é simplesmente extraordinário: boas imagens, bom fundo musical, e – sobretudo – uma *explícita mensagem pró-vida*. Confiram:

 

            Há alguns dias, lancei uma enquete aqui no blog argüindo os blogonautas sobre a “moralidade” (estou usando este termo por falta de um melhor) de se votar num candidato do Partido dos Trabalhadores. Resultado da enquete até o momento: 70% não votariam num candidato petista, ainda que ele se dissesse católico. 25% afirmam que priorizariam a análise do o perfil do candidato e não do partido ao qual ele pertence. 5% alegam que política e religião pertencem a esferas distintas, portanto, alegar “motivos religiosos” para não se votar em determinado candidato não faz sentido.

            Por incrível que pareça, não me impressiono tanto com os 70% que disseram não ao PT.  O público que freqüenta este blog tem convicções morais muito sólidas (e, seguramente, também lê o blog do Reinaldo Azevedo). Somos acusados de direitistas, conservadores, capitalistas, falsos moralistas, latifundiários (quisera eu!), retrógrados, preconceituosos, exagerados, etc. Na realidade, o raciocínio que nos faz tomar uma posição dessa natureza (sim, eu me incluo no número destes) é o de que um católico que quisesse se envolver diretamente com política deveria escolher um partido menos canalha que o PT para filiar-se. Se ele fosse mais sensato, não engrossaria as fileiras de um partido degradado moralmente como o PT (aos que discordam dessa afirmação, recomendo fortemente a leitura deste artigo do Pe. Lodi). Em teoria, haveria uma outra opção para esse candidato: a de lançar uma candidatura independente. Mas, no Brasil, é obrigatória a filiação partidária para se concorrer a um cargo eletivo. Além disso, por aqui só se ganha uma eleição com muito apoio ($$$)… O que nos incomoda, é o fato de que a opção por um partido, implica a anuência com o ideário deste. E, se um católico consegue se manter no PT, mesmo com a política de expulsão que tem sido implantada (vide o caso do deputado Luiz Bassuma), é porque ele não discorda ou não incomoda tanto assim… E isso é grave!

            E que dizer dos 25% que julgam por candidato e não por partido? Faz um pouco de sentido. Se estivéssemos nos Estados Unidos (onde, ou se é democrata ou republicano), aí sim votaríamos em virtude da afinidade com este ou aquele partido político. Mas no Brasil, com os atuais 28 partidos políticos que existem, fica difícil para o eleitor afinar-se à ideologia e as propostas de um. Assim, vota-se na pessoa do candidato. Algumas pessoas usam como critério a concessão de alguma benesse… Penso que essa alternativa – de fazer vista grossa ao partido e deter-se na pessoa do candidato – seja a mais aconselhável num pleito em que não haja opções boas. Se todas as opções são ruins, escolhe-se o mal menor. E pode ser que o mal menor seja um petista. Assim, como é provável que os dinossauros voltem a existir e dominem o mundo…

            Os 5% que distinguem a análise política das convicções religiosas são, provavelmente, as mesmas pessoas que acham que a Igreja deve ficar muda diante de todas as propostas indecentes do Estado; entre as quais, podemos citar: a perseguição aos crucifixos em órgãos públicos, o ensino da promiscuidade e da imoralidade nas escolas públicas, o direito ao aborto, etc. Tudo com a mesma justificativa: “o Estado é laico. A Igreja deve orientar os seus adeptos. Quem está à frente do poder estatal, porém, deve governar para todos”. Essa é a argumentação mais esdrúxula que alguém pode fazer porque ela contradiz aquilo mesmo a que se propõe: Ora, se se governa para todos porque ignorar, por exemplo, que a maioria dos pais não quer ver os seus filhos estudando pornografia pela cartilha cretina do Ministério da [des]Educação? Na verdade, no Brasil se governa para quem concorda com ideais imorais petistas. Quem não faz parte desse todo, não importa.

 

 

 

            Antes das eleições entrevistei um padre que era candidato à prefeitura de uma cidade da região metropolitana de Recife. Esse padre era – além de padre – diplomata e agora postulante à cadeira de prefeito. Bom, passadas as eleições, verificou-se – como já previam as pesquisas de intenção de voto – a derrota do reverendíssimo padre. Mas aquela entrevista me levou a uma reflexão muito séria e oportuna. Por que um padre se candidata? Quem – e com qual mentalidade – povoa o cenário político nacional como sacerdotes e candidatos?

 

 

Histórico de candidaturas

 

            Há quatro anos, segundo informações da Folha de São Paulo, no nordeste 14 padres eram candidatos apenas em São Paulo. Segundo a reportagem da Folha, um frade chamado Frei Anastácio (pasmem: do PT da Paraíba) era quem organizava um fórum de padres candidatos no Nordeste.

            O Instituto Humanitas Unisinos (veja o artigo completo neste site) informa que “em 2008, Em todo o Brasil, há 544 candidatos a vereador, 31 candidatos a prefeito e 17 a vice-prefeito que declararam ser ‘sacerdotes ou membros de ordem ou seita religiosa’ na relação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) […] No Estado (de Goiás, apenas), são 26 candidatos a vereador, três a vice-prefeito e um a prefeito”.

            Este blog confirma a informação do IHS como relação ao número de padres candidatos a prefeito: 31. E acrescenta que, no Maranhão, 13 candidatos nas eleições deste ano se declararam “sacerdote ou membro de ordem e seita religiosa”. A maioria, no entanto, são padres que tentaram entrar na vida pública. Destes 13, apenas um candidato era candidato a prefeito. Os demais postulavam o cargo de vereador.

            Daí me pergunto se isso tudo teve origem em Padre Cícero: ele foi prefeito, deputado federal, e em 1912 foi eleito vice-governador do Ceará. Será que foi ele que inspirou o Padre Otoniel Passos, da Diocese de Garanhuns (PE), que foi prefeito da cidade de Canhotinho 4 vezes?

 

 

Comentando os comentários

 

 

Padre Petrônio de Fátima Bonfim Alves (PT), 43, candidato a prefeito de Itagiba (BA), disse: “Temos que mostrar que a vida espiritual não está desligada do cotidiano das pessoas”.

 

            A essa afirmação esdrúxula normalmente se segue aquele tipo de comentário tosco: “não podemos ser pessoas alienadas… que fecham os olhos para os problemas da humanidade…” blá, blá, blá, blá, blá. Não se está pedindo que o padre se desligue do “cotidiano das pessoas”, mas que ele participe dessa realidade dentro do seu estado de vida e na posição que ele escolheu! Acaso pode-se dizer que o goleiro está aquém do jogo apenas por não ficar correndo de um lado para o outro em campo? De forma algumas. Ele vive aquela realidade dentro de suas condições. Não precisa sair da barra e tomar o lugar do atacante para mostrar que está jogando.

 

 

 

Em Anápolis (a 54 km de Goiânia), o candidato do PTB, deputado estadual Frei Valdair, argumentou: “Quando decidi me candidatar, apenas conversei com o bispo e não apareceu nenhum problema”, diz o petebista, que pediu licença depois que já ocupava o mandato legislativo.

            Problema grande! Falta de bispos com fibra! Ausência de Pastores que orientem suas ovelhas com clareza e austeridade, quando preciso for. Mais que dar consentimento, às vezes se encontra bispo que apóiam explicitamente (veja aqui).

Em Cidade Ocidental (a 192km de Goiânia), Frei Francisco (PSDB) – candidato a vereador – afirmou:Continuarei na Ordem Franciscana e na Câmara”.

 

            Jesus já tinha dito: ninguém pode servir a dois senhores. Ou amará um e odiará o outro; ou amará o segundo e odiará o primeiro. Essa idéia de jogar dos dois lados só prejudica.

 

Em entrevista dada à revista ÉPOCA, o padre Rogério de Oliveira Pereira, de 45 anos, tentou se reeleger vereador pelo PT (argh!) no município de Ouro Branco, Minas Gerais. Ele assim expôs as razões de sua candidatura: “Minha candidatura não é coisa minha. Ela nasce de um apelo da comunidade”.

 

            As pessoas querem políticos honestos, sim. Mas seguramente querem – com muito mais razão e necessidade – sacerdotes santos e dedicados. Essa coisa de “é o povo que quer” é messianismo. Tentativa de parecer o salvador da Pátria. Ainda que o povo queira, não se justifica a candidatura. E se o povo não sabe o que quer? E se o que as pessoas querem não for o melhor para elas? Se um filho pedir uma serpente acaso um pai (de verdade!) dará? Apenas para satisfazer o gosto do filho?

 

            Como não bastassem estas pérolas todas, ainda se encontra termos sem nenhum sentido como política da comunhão. O que é isso? Pra mim cheira àquela tese imbecil do PSTU de que é preciso governar com todo o povo. Só quando houver comunhão de opiniões se fará algo. O absurdo disso é o seguinte: se os representantes do povo, antes de tomarem qualquer decisão, precisam consultar toda a população, então para que os elegemos? Se for assim, então sirvamos referendos à la carte! 

 

            Padre João de Barros Filho, de 73 anos, que disputou uma vaga de vereador em Lagoa Santa (MG) disse que se afastou do ministério mais continua a ajudar os “companheiros padres a celebrar missas informalmente”. Que é que isso quer dizer? Ele é uma espécie de acólito oculto? Ou disfarça-se de leigo para concelebrar? Será que essa missa ajudada por ele é um misto de comício com missa? Ou pior: de missa com comício?

 

Os franciscanos

 

            Numa rápida busca na internet, me impressionei com o número de frades franciscanos candidatos ou envolvidos diretamente em política partidária. É lamentável ver que a família franciscana seja uma das que mais colabora como fornecedora candidatos. Isto decorre, em grande parte, do fato de o carisma franciscano estar muito vinculado à lida com os pobres. Obviamente, a idéia que São Francisco tinha da Dama Pobreza, e a forma que ele escolheu para servir a ela, era bem diversa desta que alguns de seus filhos vêm adotando. Estes, deixaram-se contaminar por uma compreensão de pobreza (e de pobre) muito libertária… Vinculou-se a imagem do pobre à do oprimido. E para vencer o opressor, unem forças os paladinos da pobreza! Com suas foices vêm derrotar os opressores: capitalistas, latifundiários, americanos imperialistas, etc.). [Argh! Luta de classes!].

           

 

O ensino da Igreja

 

            A igreja trata da militância política de padres no Código de Direito Canônico, que deve ser obedecido pelos clérigos. O parágrafo terceiro do cânon (norma) 285 diz que “os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos, que implicam participação no exercício do poder civil”.
            Já o parágrafo segundo do cânon 287 diz: “os clérigos não tenham parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que, a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exijam a defesa dos direitos da igreja ou a promoção do bem comum”.
            Além disso, muitos bispos em suas dioceses já se manifestaram contrários à participação direta de padres na política: D. Mauro, no Paraná (veja
aqui); D. José, em Recife; D. João, em Brasília.

           

Uma esperança

            Frei Valdair, diz: “Me licenciei, mas continuo padre, como sempre serei. É um sacramento”, afirma. O petebista lembra que, caso deixe a política no futuro, pode retornar à função eclesiástica: No mesmo sentido, Padre Ferreira afirma: “Preferi pedir meu afastamento para não ocupar os dois cargos ao mesmo tempo. Ninguém nunca deixa de ser padre. É igual a médico, advogado, você pode não exercer, mas sempre será um. Padre ainda mais, porque a ordenação tem caráter sacramental”.

            Em meio a essa confusão toda, pelo menos uma centelha de consciência: parece que a maioria dos padres que se candidatam está ciente da teologia sacramental da Igreja, a qual professa a irrevogabilidade do sacerdócio católico: Tu es sacerdos in aeternum.

 

O manifesto comunista – 2ª edição

 

            Agora vem o pior: Sob o efeito de algum tipo de ópio satânico alguns padres assinaram em 13 e 14/05/2008 um documento chamado “Carta – manifesto dos padres na política partidária”. A assinatura da carta se deu durante o VI ENCONTRO MINEIRO DOS PADRES NA POLÍTICA PARTIDÁRIA. É um nojo.

“Sob a inspiração do Vaticano II, das Comunidades Eclesiais de Base, da Opção pelos Pobres e da Teologia da Libertação, muitos padres abraçaram a evangelização com inserção no mundo da Política. A história mostra a participação de  inúmeros padres na vida política do Brasil: Pe. Cícero, Pe. Ibiapina, Frei Caneca, Pe. Lage (em Belo Horizonte), Hugo Paiva (no RJ) etc. Muitos sacerdotes foram perseguidos por denunciar tantas injustiças contra as pessoas e muitos foram martirizados. Só para citar alguns: Pe. Ezequiel Ramin, Pe. Gabriel, Pe. Josimo, Dom Oscar Romero Os anais da história política dos pequenos municípios mostram padres que participaram ativamente na política partidária com mandatos no executivo e legislativo e que contribuíram muito para a melhoria de vida do povo. Até um bispo salesiano, Dom Aquino Correia, chegou a ser governador do Estado do Mato Grosso”.

            Acho que os termos que grifei dizem tudo, não é verdade? Depois de evidenciar a adesão total ao pensamento Boffiano, vem a narrativa (quase genealógica) dos nomes que serviram de exemplo, inspiração e motivação dos sacerdotes candidatos de hoje em dia. 

“Há padres que são advogados, diretores de escola, professores, operários,… Por que um padre não pode assumir um cargo político? “Divide a comunidade”, dizem muitos. Engano! Muitas vezes a unidade preconizada é só espiritual e aparente, não é uma unidade real e concreta, pois continuam comungando na mesa da eucaristia pessoas que são solidárias aos oprimidos, ao lado de pessoas que, no dia-a-dia, estão em estruturas de opressão. Se o padre ou o pastor se posiciona politicamente, corre o risco de perder alguns fiéis, mas a comunidade ganhará em qualidade. Explicita as divisões internas na comunidade e faz vir à tona as opções que negam  a postura evangélica. O ministério sacerdotal não se restringe ao âmbito interno da Igreja, mas, em regime de exceção, pode incluir a administração pública, no exercício de cargos administrativos. É questionável o princípio ético que diz: Para não dividir a comunidade, padre não deve se candidatar, não deve indicar candidatos, não deve se posicionar politicamente”.

            Interessante o início deste parágrafo da carta. Os reverendíssimos se questionam o porquê de um padre não poder assumir um cargo político. E eu fico me perguntando por que ele não assume o seu cargo eclesiástico. “Há padres advogados, diretores, professores…” E por que não padres padres?

“Religião e Política não se separam. O nosso mestre Jesus de Nazaré foi condenado à pena de morte por um complô dos poderes político-econômico e religioso”.

            A velha visão TL… Chega a dar tristeza: a dimensão salvífica da morte de Jesus é deixada de lado. A visão de Jesus como Mestre, como Filho de Deus, dá lugar a uma espécie de pré-cursor de Che Guevara.

O Galileu enfrentou os conflitos, tomou partido do lado dos oprimidos e, por isso, foi condenado à pena de morte. Não se contentou com uma paz de cemitério, nem com uma unidade aparente.

Hilário.

 

Que São João Maria Vianney, o Cura d”Ars, interceda por nós e pelos nossos sacerdotes!