Ciência


Recebi o texto abaixo de um amigo, o Marx Lima, a quem agradeço de coração.  O artigo, de autoria de Alexandre Zabot, conta um pouco da história da Teoria do Big Bang – que muitos usam, erroneamente, na tentativa de desmerecer ou invalidar a teoria criacionista. Há detalhes muito interessantes!


__________________________________________

Poucos sabem, mas foi um padre, Georges Lemaître (1894-1966), quem propôs a teoria do Big Bang. Em 1927, baseando-se em cálculos com a então recente teoria da relatividade geral, o jesuíta belga enfrentou Einstein e a comunidade científica da época para propor seu modelo cosmológico. É lamentável, portanto, que hoje fundamentalistas combatam a teoria do Big Bang como se fosse contrária ao relato bíblico do Gênesis. Até mesmo porque a exegese católica moderna também não vê problemas de incompatibilidade entre o Big Bang e o relato bíblico.

O termo Big Bang vem do inglês e significa, ao pé da letra, “grande bum”. Foi criado pelo astrofísico Fred Hoyle, que acreditava no universo estacionário, para ridicularizar a teoria. Acabou dando-lhe o nome. O primeiro a vislumbrar teoricamente a expansão do universo foi o russo Alexandrer Friedman, mas ele morreu logo e seguida e seu trabalho era essencialmente matemático, não físico. Foi o trabalho desenvolvido independentemente pelo padre Lemaître que ganhou destaque. A teoria prevê que o universo surgiu da explosão de um átomo primordial, infinitamente pequeno, quente e denso. Os físicos acreditam que antes do Big Bang não faz sentido falar na noção de tempo e nem de espaço. Depois dele, o cronômetro começou a correr e o universo a se expandir, crescendo sempre e sempre.

Lemaître teve muita audácia para divulgar seu modelo. A comunidade científica no início do século XX acreditava num universo estacionário, ou seja, parado e sempre do mesmo tamanho. Conforme o modelo cosmológico newtoniano. O próprio Einstein acreditava nisso e diminuiu o trabalho de Lemaître dizendo que “seus cálculos estão corretos, mas seu conhecimento de física é abominável”. Entretanto em 1929, o astrofísico americano Edwin Hubble provou observacionalmente que as galáxias estavam todas se afastando umas das outras. Exatamente como o jesuíta havia previsto,  por meios teóricos, apenas dois anos antes. Esta prova era contundente e o sábio físico alemão voltou atrás. Einstein e Lemaître proferiram várias palestras juntos e numa delas, de pé depois de aplaudir, Einstein disse que aquela era “a mais bela e satisfatória explicação da criação” que ele já ouvira.

Tendo sua contribuição amplamente reconhecida, Lemaître foi homenageado por muitos órgãos científicos, e também por vários cientistas de renome. Mais do que isso, em 1936 o próprio papa Pio XI o indicou para a Pontifícia Academia de Ciências. E em 1960 recebeu do papa João XXIII o título de Monsenhor.

Hoje em dia, além da confirmação das observações de Hubble do afastamento das galáxias, há muitas outras provas diretas e indiretas da expansão do universo. As mais importantes são a radiação cósmica de fundo, a quantidade de hidrogênio e hélio detectáveis hoje e o acordo entre as idades das estrelas mais velhas e a prevista para o universo pelo Big Bang, 14 bilhões de anos. Cientificamente não há mais dúvidas quanto ao modelo do Big Bang. Somente alguns detalhes ainda estão em debate, mas que de maneira alguma ameaçam a certeza da teoria, quando vista em um panorama mais amplo.

Sob vários aspectos não é compreensível que algumas pessoas possam se colocar contra a teoria do Big Bang dizendo que ela contraria o relato bíblico do Gênesis. O reconhecimento pontifício recebido pelo padre Lemaître por causa de seu trabalho não é um atestado a favor da teoria. Entretanto, de certo modo, não pode deixar de ser entendido como uma aprovação do trabalho do jesuíta. Também a exegese moderna não lê no Gênesis um relato literal da criação. Porém, não pode-se deixar levar pelas interpretações puramente materialistas. Estas, se disfarçando de científicas, tentam confundir as pessoas argumentando que não há mais lugar para Deus na criação do mundo. Pelo contrário. Para o crente, fiel ao magistério da Igreja, há sempre um lugar privilegiado para Deus. Deve-se deixar sempre bem claro que a ciência explica o “como” (a teoria do Big Bang), mas não o “porquê” (Deus, para Sua glória e por causa de Seu amor).


 

              No site do Opus Dei há um testemunho fabuloso de um casal de espanhóis, casados há 16 anos, que tem dez filhos. Destaco (grifos meus):

 

Cada filho trazia um pão debaixo do braço: às vezes sutilmente, outras de forma tão patente que chegava a notícia de um projeto ou de um aumento no próprio dia da notícia da gravidez ou no dia do parto. […] A cultura do êxito leva, por vezes, a organizar a vida esquecendo o mais importante. E repare que a vida não é cor-de-rosa e a nossa também não; mas conviver com os filhos, educá-los com o exemplo e com as explicações, ajuda-nos a esforçar-nos por sermos melhores… e até a compreender melhor Deus Pai, que nos quer ainda mais do que nós aos nossos próprios filhos, que nos ama como somos e se derrete por nós, que só quer o nosso bem, está sempre atento às nossas necessidades… O que mais Lhe agrada das nossas obras é o amor com que as fazemos. Como o entusiasmo dos nossos filhos quando trazem um desenho para o dia dos pais…”

 

              O Taiguara Fernandes escreveu um artigo há alguns dias um texto muito interessante ao qual só hoje tive acesso. O foco da crítica dele é o escritor Dan Brown. É um ponto de vista curioso. No decurso do texto ele fez uma citação magnífica do papa Pio XII acerca do “inimigo da Igreja”. Transcrevo-a (com meus grifos):

 

             “Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um Direito sem Deus, uma política sem Deus“.

 

              O Márcio Antônio divulgou no Tubo de Ensaio e eu repito a indicação para motivar aqueles que tiverem a disponibilidade de ir:

 

Jornada de Bioética

Jornada de Bioética

Não lembro se já postei aqui no blog algo sobre isso. Mas acho bem legal este vídeo: ele traz imagens de santos cujos corpos não sofreram a corrupção da morte! 😉 Está no Youtube:

 

 

A série da EWTN intitulada “A Igreja Católica: Construtora da Civilização” é uma verdadeira preciosidade. Já bem conhecida daqueles que costumam acessar blogs, sites e outras canais de informação católica via internet, a série é apresentada Thomas E. Woods – graduado em Harvard e doutor em história – que escreveu um livro sobre o assunto. Entre os temas abordados [que vão desde a abordagem dos padres que foram pioneiros da ciência até, por exemplo, uma análise do “Caso Galileu”], o capítulo “Igreja e Ciência” me chama particularmente a atenção. Vejam:

[E lá vem a ladainha dos aborteiros: o estado é laico, o estado é laico, o estado é laico…. blá, blá, blá. Não agüento mais!]

 

COMPREENDENDO A LAICIDADE, SEUS DESAFÍOS, PERSPECTIVAS E

CONEXÕES COM A BIOÉTICA

 

http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6006&sid=3&UserActiveTemplate=_BR

 

             A Rede Liberdades Laicas Brasil está associada à Red Iberoamericana por las Libertades Laicas, que é uma organização que surge por iniciativa da sociedade civil, interessada na promoção das liberdades civis e os direitos sexuais e reprodutivos, sob a perspectiva de um Estado laico.

            Entendemos a laicidade como um regime de convivência social, cujas instituições políticas estão essencialmente legitimadas pela soberania popular não por instituições religiosas. Desta maneira, um Estado laico pretende garantir a livre expressão das diferentes concepções de vida, mantendo certos limites, a fim de lograr uma melhor coabitação entre os grupos. Definir a laicidade como um processo de transição de formas de legitimidade sagradas a formas democráticas ou baseadas na vontade popular nos permite também compreender a laicidade não somente no estrito sentido da separação Estado-Igrejas. De fato, existem muitos Estados que não são formalmente laicos, porém estabelecem políticas públicas alheias à normativa doutrinal das Igrejas e sustentam sua legitimidade mais na soberania popular que em qualquer forma de consagração eclesiástica. Nesta perspectiva, o Estado laico é a melhor garantia das liberdades cidadãs, incluídas as de religião, de convicção, de pensamento e de expressão. Um dos objetivos da Rede é difundir e fomentar a discussão sobre tais direitos em ambientes acadêmicos e sociais de forma geral.

            Pretende-se realizar um encontro sobre o tema laicidade, em consonância com temas afetos à Bioética, na cidade de Recife, PE, com a participação e apoio de diversas entidades locais e nacionais. A iniciativa partiu da Rede Liberdades Laicas Brasil associada à Sociedade Brasileira de Bioética Regional Pernambuco.

 

Data: 5 e 6 de novembro de 2009

Local: Memorial da Medicina de Pernambuco

Rua Amaury de Medeiros, nº 206, Derby

Recife, PE – CEP 52010-120

Telefax: (0**81) 3423.6539

 

Informações e Inscrições: CEP Hospital da Restauração

Fone (81) 31815603

Valor: R$ 15,00 estudantes / R$ 25,00 profissionais – Vagas limitadas

 

05/11/2009

8h – Abertura

 

8h15 – 9h15 Conferência

Uma introdução ao tema da Laicidade

Roberto Lorea (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

9h15 – 9h30 – Intervalo

 

9h30 – 12h – Mesa Redonda

Laicidade e suas conexões

Palestrantes: Roberto Lorea (LiberdadesLaicas Brasil)

                            Daniel Gutiérrez Martínez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

                            José Diógenes C. de Souza Júnior (OAB-PE)

 

12h- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Direitos sexuais e reprodutivos

Palestrantes: Olimpio Moraes (Cisam) – Ana

Roberta Oliveira (PAPAI) – Roberto Lorea (Liberdades Laicas Brasil)

 

06/11/2009

 

8h – 9h15 – Conferência

Diversidade, Laicidade e Crenças

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

9h15 – 10h30 – Conferência

Laicidade: desafios e perspectivas

Daniel Gutiérrez Martinez (Red Iberoamericana por las Libertades Laicas)

 

1030 – 10h45 – Intervalo

 

10h45 – 12h – Debate

 

12- 14h – Intervalo

 

14h – 17h – Mesa redonda

Laicidade e Bioética

Palestrantes: Aurélio Molina da Costa (SBBPE)

                          Carlos Vital (CREMEPE) –

                          Marcia Mocellin Raymundo (Rede Liberdades Laicas Brasil)

 

 Realização: Red Iberoamericana por las Libertades Laicas – Rede Liberdades Laicas Brasil – Sociedade Brasileira de Bioética PE – Centro de Estudos do Hospital da Restauração

Apoio: Instituto PAPAI – Centro de Estudos do Hospital da Restauração – CREMEPE

A primeira:

            O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro assegurou o direito dos heterossexuais de serem contra o homossexualismo, bem como de manifestarem essa sua posição de “forma pacífica”. A ação, na verdade, tinha como objeto o ressarcimento aos cofres públicos dos valores concedidos para financiamento da VII Parada do Orgulho Gay. Perdemos a ação. O Tribunal entendeu que os atos administrativos que permitiram que  recursos públicos fossem destinados a esse fim estavam de acordo com os princípios da moralidade administrativa, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, e com todas as outras exigências do ordenamento jurídico brasileiro. Não obstante essa derrota, o tribunal garantiu que aqueles que gritam contra o homossexualismo o fazem também com base no seu direito e na sua liberdade de “pensamento, religião e expressão”. No fim das contas, foi bom. Eis um trecho da sentença (grifos meus):

 

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL

APELAÇÃO CÍVEL Nº. 2008.001.65.473

RELATOR: DESEMBARGADOR CLAUDIO DE MELLO TAVARES

 

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO POPULAR VISANDO À DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE ATOS ADMINISTRATIVOS QUE CONCEDERAM VERBAS PÚBLICAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS PARA A REALIZAÇÃO DA “VII PARADA DO ORGULHO GAY”, COM O RESSARCIMENTO AOS ENTES PÚBLICOS LESADOS. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA, CONDENANDO O AUTOR/APELANTE AO PAGAMENTO DO DÉCUPLO DAS CUSTAS PROCESSUAIS E DETERMINANDO A EXPEDIÇÃO DE OFÍCIOS À OAB/RJ E AO MP, PARA QUE SEJAM ADOTADAS AS PROVIDÊNCIAS QUE ENTENDEREM CABÍVEIS CONTRA OS ADVOGADOS SIGNATÁRIOS E O AUTOR DA AÇÃO.

 

 

(…). A presente Ação Popular foi ajuizada visando à anulação dos atos administrativos do Estado do Rio de Janeiro (da RIOARTE), e do Município do Rio de Janeiro, que destinaram recursos financeiros para a “VII Parada do Orgulho Gay”, realizada, em 30.06.2002, pelo terceiro réu/Grupo Arco Íris de Conscientização Homossexual, com o fundamento de que houve afronta aos princípios administrativos da legalidade, da finalidade, da motivação, da publicidade e da moralidade administrativa, bem como ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal. Como bem concluiu a Juíza “a quo”, não foram provados os vícios apontados pelo autor/apelante a ensejar a anulação dos atos administrativos impugnados nos presentes autos, impondo-se, portanto, a improcedência da ação. Entretanto, este Colegiado não pode manter a parte da sentença que condenou o autor/apelante ao pagamento do décuplo das custas processuais, na forma prevista no art. 13 da Lei nº 4.717/1965, uma vez que a lide não se afigura manifestamente temerária, pois, embora não se possa negar que o autor deixou evidente a sua discriminação contra o homossexualismo, na petição inicial não houve termos discriminatórios e ofensivos dirigidos a uma pessoa determinada e a fundamentação do pedido, mesmo com base em interpretação equivocada das leis mencionadas e do princípio da moralidade administrativa, teve suporte na nulidade dos atos administrativos impugnados, com fulcro no art. 2º, da Lei nº 4.717/1065. O fato de o autor/apelante ser confessamente contra o homossexualismo não enseja que, por isso, a lide se mostre temerária. Na petição inicial, o autor/apelante não ataca o homossexualismo em si, mas o emprego de verbas públicas a um evento “VII Parada do Orgulho Gay”, que entende não ter cunho educativo, social ou cultural. Como ressaltou a Juíza “a quo” “(…) controle de atos lesivos à moralidade administrativa, que, entenda-se bem, não se confunde com a moral em sua ampla acepção, expressa por meio de valores sociais ligados, por exemplo, à tradição ou à religião, mas liga-se aos princípios éticos inerentes à própria atividade administrativa”. O fato de o cidadão comum utilizar-se da ação popular, sustentando o pedido em equivocada interpretação das leis pertinentes e do conceito jurídico de moralidade administrativa, confundindo esta com a moral emanada da religião que professa, não pode ser punido com as penas por litigância de má-fé, previstas nos arts. 17 e 18 do CPC, ou por litigância temerária, nos termos do art. 13 da Lei nº 4.717/65. É certo que os homossexuais devem ter respeitada a sua opção sexual, suas convicções sobre o homossexualismo e os seus demais direitos de cidadão igual ao heterossexual, podendo utilizar de eventos populares, como por exemplo, a parada do orgulho gay, que caracteriza uma ação afirmativa visando afastar as discriminações que ainda sofrem no Brasil e em grande parte do mundo. Entretanto, também, não se pode negar aos cidadãos heterossexuais o direito de, com base em sua fé religiosa ou em outros princípios éticos e morais, entenderem que a homossexualidade é um desvio de comportamento, uma doença, ou seja, algo que cause mal à pessoa humana e à sociedade, devendo ser reprimida e tratada e não divulgada e apoiada pela sociedade. Assim, não se pode negar ao autor/apelante o direito de lutar, de forma pacífica, para conter os atos sociais que representem incentivo à prática da homossexualidade e, principalmente, com apoio de entes públicos e, muito menos, com recursos financeiros. Trata-se de direito à liberdade de pensamento, de religião e de expressão. (…)

 

Rio de Janeiro, 01 de abril de 2009.

DESEMBARGADOR CLAUDIO DE MELLO TAVARES

Presidente/ Relator

 

 

 

A segunda:

 

 

Foi publicada em Zenit

 

Alemanha legisla testes genéticos

 

Proíbe o diagnóstico pré-natal para detectar doenças futuras

 

 

BERLIM, quinta-feira, 7 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O Parlamento alemão aprovou uma lei sobre a realização e utilização de diagnósticos genéticos humanos em 24 de abril passado, depois de anos de discussão.

            Segundo informa Genéthique, publicação da Fundação Jeróme Lejeune, o texto proíbe os testes pré-natais encaminhados a detectar doenças possam se desenvolver na idade adulta.

             Permite recorrer ao diagnóstico pré-natal por razões médicas, mas não para detectar o sexo ou outras características da criança por nascer.

             Nem os empresários nem as seguradoras poderão exigir a realização de testes genéticos, exceto por razões de segurança ou no caso de contratos superiores a 300 mil euros.

             Os testes de paternidade secretos (sem autorização jurídica) também estão proibidos pela nova lei.

            O texto assinala que o teste genético deve ser realizado sempre por um médico e com o acordo explícito do paciente ao qual se examina, a quem previamente se terá oferecido uma explicação.

Recebi hoje uma notícia interessantíssima (disponível também aqui) que faço questão de replicar aos meus leitores. Em resumo é o seguinte:

Enquanto certos presidentes… em certos países… empenham-se cada vez mais na luta pró-aborto, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, vetou o projeto de lei proposto e aprovado pelo Legislativo daquele país. O malfadado projeto foi aprovado mesmo à revelia da Conferência Episcopal Uruguaia – que emitiu esta declaração. Do pronunciamento dos bispos uruguaios destaco:

 

Los conflictos humanos no se solucionan verdaderamente eliminando una parte, en particular cuando esta parte es un sujeto de derecho, completamente inocente e indefensa”.

 

 

Ao vetar a proposta do Poder Legislativo, o presidente Vázquez, alegou – entre outros – os seguintes motivos:

1) “a legislação não pode desconhecer a realidade da existência de vida humana na etapa da gestação, como o demonstra a ciência de maneira evidente.” (…)

2)”Por outra parte, ao regular a objeção de consciência de maneira deficiente, o projeto gera uma fonte de discriminação injusta em relação aos médicos cuja consciência lhes impede praticar abortos,” (…)

3) “Este texto também atinge a liberdade de empresa e de associação, impondo a instituições médicas a realização de abortos.”

4) “O projeto, além do mais, qualifica erroneamente e de maneira forçada, contra o sentido comum, o aborto como ato médico, desconhecendo declarações internacionais (…) que refletem os princípios da medicina hipocrática que caracterizam o médico por atuar em favor da vida e da integridade física”.

 

Detalhe importantíssimo: Tabaré Vázquez é médico.

 

Graças a Deus ainda há pessoas comprometidas com a vida. Deus conserve a fidelidade dos bispos uruguaios. Deus abençoe e fortaleça o presidente Vázquez. Deus olhe para o Brasil e tenha compaixão…

Próxima Página »