AIS


 

I

Há um “importantíssimo” projeto de lei que está deixando escoteiros- ambientalistas-protetores dos bichanos em polvorosa: trata-se do PL 4548/98. Esse projeto – que alteraria o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/98) – institucionalizaria a animalesca violência contra os animais domésticos e domesticados. A turma do Rei Leão [ativistas da causa animal] é, obviamente, contrária à aprovação do projeto. Eles defendem que, se o seu gato que não quer tomar banho, você deve deixá-lo em paz e não bater nele [mesmo que ele fique fedendo]. Nada de tapas como incentivo à higienização. Afinal, os animais têm direito à proteção da sua integridade física.

Fala sério! Tenho horror a esse tipo de PL – totalmente inócuo. Meu Deus, será que as pessoas não percebem que há coisas muito mais importantes com o que se preocupar? Veja-se, por exemplo, as justificativas para a necessidade de proteção à criança:

  • Crianças não-nascidas estão sendo despedaçadas diariamente através de cruéis procedimentos abortivos e ninguém faz nada;
  • Crianças nascidas – mas ainda pequeninas – todos os dias são abandonadas em orfanatos [deixadas à míngua pela família e pelo Estado] e ninguém faz nada;
  • Crianças nascidas [e já bem crescidas] sofrem constantemente maus tratos – dentro das próprias unidades de recuperação de menores – e ninguém faz nada.

Agora me digam sinceramente: não é melhor resolver estas questões antes de se ocupar com o maldito gato fedido que não quer tomar banho?

Acho que não demorará muito para que editem uma lei obrigando as pessoas a adotar o estilo de vida vegetariano [já que é uma grande violência matar a pobre vaquinha para tirar-lhe a picanha]. Francamente! Abaixo brócolis, viva a maminha!

 

II

Para quem não assistiu ainda, aqui está um trecho – certamente o mais polêmico – da entrevista que S. Eminência Reverendíssima , o cardeal D. Odilo Pedro Scherer – Arcebispo de São Paulo – concedeu, na terça-feira (06), ao Programa do Jô. Em geral, gosto de Jô Soares. Mas cada dia me impressiono mais com a capacidade que ele tem de fazer perguntas imbecis. Sobretudo quando entrevista clérigos. Pior: me impressiono ainda mais com as respostas que alguns ministros da Igreja dão…

 

III

Inspirada nas palavras do Papa Bento XVI – que, recentemente, definiu a adoração como sendo, “no seu sentido mais profundo, um abraço a Jesus” – a AIS reuniu [em forma de livro] uma coletânea de testemunhos de vidas que se  destacaram na oração e entrega pela santificação dos sacerdotes”. A idéia é estimular a adoração pelas vocações. O livro está sendo distribuído gratuitamente, mas a campanha é válida apenas para Portugal.

            “Levem ao mundo digital o testemunho de sua fé”. Este é o pedido do Santo Padre, o papa Bento XVI, por ocasião da 43ª Jornada Mundial das Comunicações, a ser celebrada no próximo dia 24 de Maio. Segundo a ACI, o Santo Padre, exortará os jovens com as seguintes palavras: “A vós, jovens, que quase espontaneamente vos sentis em sintonia com estes novos meios de comunicação, vos corresponde de maneira particular a tarefa de evangelizar este ‘continente digital’”, assegura. Com o passar da mensagem, o Papa destaca “o extraordinário potencial” que têm as novas tecnologias “quando se usam para favorecer a compreensão e a solidariedade humana”.

            Penso que uma solicitação como essa, sobretudo por partir do Vigário de Cristo, seja muito significativa para todos os blogueiros católicos. Obviamente, o Santo Padre se refere a todas as formas de evangelização digital (blog’s, sites, jornais eletrônicos, programas, etc.). Contudo, vou delimitar meus comentários a ‘realidade virtual’ chamada blog.

            Desde que surgiram, os blog’s (em geral) serviam para apresentar ao mundo as preferências e opiniões do blogueiro. Creio que uma boa definição de blog seria a de “um diário pessoal de domínio público”. Ali o blogueiro se expunha, colocava de maneira normalmente não muito sistemática, aquilo que “achava interessante”. Até então, não havia sequer a preocupação em escrever dentro das normas ortográficas: escrevia-se em internetês mesmo…

            É diante disso que eu enxergo uma verdadeira revolução (calma, eu não sou comunista!) perpetrada pelos blogs católicos. Hoje, por mais que num blog católico estejam presentes as “preferências e opiniões” de quem nele escreve (porque é ele quem seleciona o que vai postar e apresenta sua visão sobre aquele assunto), o pensamento da Igreja é o que prevalece; no fim das contas, quer-se lançar um olhar católico sobre a realidade do mundo; o blogueiro católico se apaga para dar [justíssimo] lugar à Doutrina da Igreja. Ele entende que, mais que expor o que eu penso, é preciso expor o que a Igreja pensa. Este passa a ser o critério.

            Ser um blogueiro católico é escrever e preparar-se para as rebordosas. Não se trata de conquistar um público-amigo. Importa, sim, a maior glória de Deus, exaltação da Santa Mãe Igreja, e a salvação das almas. Portanto, ibope para si não é, ou – pelo menos – não deve ser, a finalidade querida por alguém que se pretende um cavaleiro da Igreja nas terras hostis da internet. Muito provavelmente, os elogios serão poucos e as críticas muitíssimas. Bendito seja Deus se assim o for de fato! Ser um blogueiro católicos é, portanto, deparar-se com toda uma horda de inimigos da Igreja que, parafraseando a oração a São Miguel Arcanjo, andam pelos sites a fim de perder as almas… Mas, sob os auspícios da Santíssima Virgem, avante!

            No vaticano, as iniciativas de evangelização via internet também estão se multiplicando. Depois do canal do Papa no youtube, agora o Papa tem Facebook: veja aqui!

 

 

 

 

            Além da notícia da menina que se arrastava para ir à missa [veja o segundo post abaixo], encontrei uma outra matéria interessante no site da AIS (Ajuda à Igreja que sofre). Diz respeito a um relatório sobre liberdade religiosa. Este, foi elaborado pela própria AIS, e apresentado à Igreja na quinta-feira passada (22). O relatório – que contém 600 páginas e já foi traduzido para 6 línguas – enseja, a partir da análise de um vasto material jornalístico e da coleta direta de informações dos representantes das igrejas locais, emitir um parecer sobre o grau de liberdade religiosa verificado nos diversos países do mundo. Quer-se também identificar quais as causas da repressão religiosa (onde houver). Em 2004 e em 2006 já haviam sido apresentados semelhantes trabalhos.

            Este estudo é importante, sobretudo, porque os tempos em que vivemos são tempos ditadura do ateísmo. Esta ditadura faz com que a restrição à liberdade se transforme, paulatinamente, em perseguição religiosa – instaurada de fato e de direito.

            Constatou-se que, no cenário mundial, mais de 60 países violam “gravemente” a liberdade religiosa. Entre eles: China, Cuba, Coréia do Norte, Irã, Nigéria, Miamar, Laos, Arábia Saudita, Paquistão e Sudão, que figuram como os países em que se registram as mais graves limitações à liberdade religiosa. 

            Era de se esperar que a China estivesse nessa lista. Lá os cristãos são impedidos de dar manifestações públicas de sua fé. A Igreja é controlada pelo Estado. Por isso o Santo Padre, o Papa Bento XVI, enviou uma carta ao povo chinês manifestando sua solidariedade aquele povo, e expressando sua “preocupação por alguns importantes aspectos da vida eclesial”.

            Mas é preciso que nós voltemos a atenção para um tipo perseguição silenciosa e, por isso, mais nociva. Aquela que é feita em países que aparentemente não tem restrições quanto à liberdade de culto e de credo. Dois exemplos para ilustrar:

            Na França, meninas muçulmanas foram proibidas de usar véu, e garotos judeus impedidos de usar o solidéu. Recentemente, o ex-ministro da Educação na França, Luc Ferry, deu uma entrevista à Revista Veja, dizendo que esta foi uma medida de “promoção da paz”.

            No Brasil, a tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil (criticada pela CNBB aqui), aliada à tentativa de retirar dos órgãos públicos (em que houver) o crucifixo, bem como a insistência em querer aprovar a Lei da Mordaça Gay (PL 122/2006) – que proíbe padres, pastores e quem quer que seja, de expressar sua opinião (contrária) ao homossexualismo, sob acusação de homofobia – são demonstrações de como a perseguição religiosa já se estabeleceu. Sim, porque mesmo sem estas propostas serem aprovadas pela sociedade e legitimadas pelo Estado, elas evidenciam que há um lobby de perseguidores. Pessoas que não querem apenas um Estado Laico, mas também uma sociedade laica.

            Como, sabiamente, nos advertiu o Príncipe dos Apóstolos, em sua primeira carta, há um leão rugindo em torno de nós, buscando a quem devorar (1 Pd 5,8), mas não nos esqueçamos: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. (Mt 5, 11-12).