Um breve comentário:

Eu, sinceramente, não sei como é que em um post de apenas de dez linhas (e escritas pela metade!) alguém consegue ser agnóstico, sentimentalista, falso e piegas [muito piegas!]. Tudo ao mesmo tempo! Estou falando do Harry Potter da terceira idade, o escritor Paulo Coelho, que na sua coluna no G1 escreveu o seguinte:

Não adianta pedir explicações sobre Deus; você pode escutar palavras muito bonitas, mas, no fundo, são palavras vazias. Da mesma maneira que você pode ler toda uma enciclopédia sobre o amor, e não saber o que é amar.

Diz o mestre:

“Ninguém vai conseguir provar que Deus existe ou que não existe”.

Certas coisas na vida foram feitas para serem experimentadas – nunca explicadas.

O amor é uma destas coisas. Deus – que é amor – também é.

A fé é uma experiência infantil, naquele sentido mágico que Jesus nos ensinou: “é das crianças o Reino dos Céus”.

Deus nunca vai entrar por sua cabeça. A porta que Ele usa é o seu coração.

Não viu nada demais? Acha que eu estou exagerando?  Rapaz, olha direitinho:

I) “Ninguém vai conseguir provar que Deus existe ou que não existe”.  Isso é agnosticismo. São Tomás de Aquino nos legou pelo menos 5 vias através das quais é possível chegar ao conhecimento da existência de Deus. Ou seja: filosoficamente é possível, sim, provar a existência de Deus.

II) “Deus nunca vai entrar por sua cabeça. A porta que Ele usa é o seu coração”. Meigo, não? Mas isso é sentimentalismo puro e barato. Crer é um ato de inteligência e não de emoção!

III) “A fé é uma experiência infantil, naquele sentido mágico que Jesus nos ensinou: ‘é das crianças o Reino dos Céus'”. Tenho uma ligeira impressão de que ele, ao escrever essa frase, pensou mais no “sentido mágico” do que “no Reino dos Céus”… Paulo Coelho cita o Evangelho com a mesma desenvoltura com que citaria o trecho de um grimório do mítico Merlim… É falsidade “pra mais de metro”!

IV) A “pieguice” eu creio que não seja necessário justificar. Até porque a “pieguice” deriva do sentimentalismo – como fica bem claro através desta definição da palavra ‘piegas‘: “[…] Que ou quem é ridiculamente sentimental”. Ora, ele foi piegas do começo ao fim neste post. Argh!

Bom, Para o Bruxo-Mor deste país escrever posts desta natureza só há duas explicações possíveis:

       i) Ele estava atarefado por demais no preparo de alguma poção mágica de modo que não conseguiu pensar antes de escrever;

       ii) Um espírito de preguiça apoderou-se dele e, como ele gostou de estar possuído, o máximo que deu para escrever foi isso aí.

E aí? Em qual das alternativas acima você vota? Pode apostar nas duas😉