Sulco, “Humildade”, 263


Fonte: http://www.escrivaworks.org.br/book/sulco/ponto/263


Deixa-me que te recorde, entre outros, alguns sinais evidentes de falta de humildade: – pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou dito do que aquilo que os outros fazem ou dizem; – querer levar sempre a tua avante; – discutir sem razão ou- quando a tens – insistir com teimosia e de maus modos; – dar o teu parecer sem que to peçam, ou sem que a caridade o exija; – desprezar o ponto de vista dos outros; – não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados; – não reconhecer que és indigno de qualquer nota e estima, que não mereces sequer a terra que pisas e as coisas que possuis; – citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas; – falar mal de ti mesmo, para que façam bom juízo de ti ou te contradigam; – desculpar-te quando te repreendem; – ocultar ao Diretor algumas faltas hu milhantes, para que não perca o conceito que faz de ti; – ouvir com complacência quando te louvam; ou alegrar-te de que tenham falado bem de ti; – doer-te de que outros sejam mais estimados do que tu; – nega-te a desempenhar ofícios inferiores; – procurar ou desejar singularizar-te; – insinuar na conversa palavras de louvor próprio ou que dêem a entender a tua honradez, o teu engenho ou habilidade, o teu prestígio profissional…; – envergonhar-te por careceres de certos bens…