O papa está visitando o Reino Unido. A imprensa secular não fala em outra coisa senão nos custos financeiros desta viagem. Apesar disso, foi interessante perceber que os que afirmavam que Bento XVI teria “uma recepção bastante menos [sic] calorosa do que João Paulo II há 28 anos”, hoje foram obrigados a publicar que milhares de pessoas saíram à ruas de Edimburgo na Escócia para assistir aos momentos iniciais do Papa Bento XVI no Reino Unido”. Os únicos manifestante contra a presença do papa são os de sempre: os abortistas, os que querem a ordenação de mulheres e os que acham que pedofilia só existe na Igreja [tão ingênuos os pobres coitados!…]. Todos irrelevantes. Enquanto isso, na Missa que celebrou hoje em Glasgow, na Escócia, o Santo Padre lembrou que “assim como a Eucaristia faz a Igreja, o sacerdócio é central para a vida da Igreja”. Falou ainda do dever de ensinar, da evangelização da cultura e de muitos outros assuntos. Mas, um trecho que me chamou bastante a atenção na homilia desta Missa foi o seguinte – em que o Sumo Pontífice se dirige aos jovens:

Finalmente, deseo dirigirme a vosotros, mis queridos jóvenes católicos de Escocia. Os apremio a llevar una vida digna de nuestro Señor (cf. Ef 4,1) y de vosotros mismos. Hay muchas tentaciones que debéis afrontar cada día —droga, dinero, sexo, pornografía, alcohol— y que el mundo os dice que os darán felicidad, cuando, en verdad, estas cosas son destructivas y crean división. Sólo una cosa permanece: el amor personal de Jesús por cada uno de vosotros. Buscadlo, conocedlo y amadlo, y él os liberará de la esclavitud de la existencia deslumbrante, pero superficial, que propone frecuentemente la sociedad actual. Dejad de lado todo lo que es indigno y descubrid vuestra propia dignidad como hijos de Dios. En el evangelio de hoy, Jesús nos pide que oremos por las vocaciones: elevo mi súplica para que muchos de vosotros conozcáis y améis a Jesús y, a través de este encuentro, os dediquéis por completo a Dios, especialmente aquellos de vosotros que habéis sido llamados al sacerdocio o a la vida religiosa. Éste es el desafío que el Señor os dirige hoy: la Iglesia ahora os pertenece a vosotros.