Onze de Julho de 2010. Foi o dia escolhido por Padre Nildo Leal de Sá para celebrar para os fiéis, pela última vez, a Santa Missa segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano. Alegando “razões pessoais”, Pe. Nildo leu – ao fim da celebração – um comunicado no qual informava que não mais celebraria nenhum sacramento segundo as rubricas de 1962. Foi muito triste. Eu estava lá. Mulheres choravam desconsoladas, os homens – confusos – ficaram emudecidos por alguns instantes sem saber como reagir diante de uma notícia tão surpreendente. Os sinos repicavam à hora do Ângelus, mas o seu ressoar parecia mais triste. O côro cantava a Salve Regina pedindo à Boa Mãe que volvesse para nós o Seu olhar, terno e compassivo, neste momento em que não entendíamos porque Padre Nildo decidiu nos privar do Tesouro da Missa Tridentina. As palavras do Fratres in Unum começam a fazer sentido… Como também parecem fazer sentido as palavras do Salmo 42, rezado no início da Santa Missa:

Júdica me, Deus, et discérne causam meam de gente non sancta: ab hómine iníquo, et dolóso érue me.

Fazei-me justiça, ó Deus, e tomai a defesa da minha causa contra gente desapiedada; do homem iníquo e fraudaulento livrai-me, Senhor.


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