Ontem eu fui assistir à missa de Corpus Christi. Na porta da Igreja me foi entregue um exemplar daquele maldito jornalzinho “O DOMINGO” [contra o qual eu já falei aqui]. Como de costume, [que já se tornou uma espécie de masoquismo] fui ler as “sugestões litúrgicas” para aquele dia. Por mais que eu fique indignado com as sugestões PAGÃS que muitas vezes são feitas [como, por exemplo, “usar sementes para distribuir com o povo” ao término da celebração]; e por mais que eu me decepcione com as recomendações toscas de colocar “crianças correndo” na entrada da celebração, ou decorar a Igreja com “fitas coloridas”. Por mais que tudo isso beire a loucura e a avacalhação litúrgica, sob o pretexto de uma [falsa] inculturação, a instrução que o malfadado deu ontem, justamente ontem!, foi ofensiva. Escandalosamente ofensiva.

“O Domingo” instruía o padre [ou melhor: “a equipe litúrgica”] a distribuir a comunhão sob as duas espécies, sendo o pão COMUM. Isto mesmo: comungar o Santíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo com pão comum. Acaso a equipe de hereges que elabora este semanário litúrgico acha que a “comunhão” com pão comum e a comunhão da hóstia consagrada são a mesma coisa? Esqueceram-se eles [ou negam?] que o pão consagrado pelo sacerdote não é mais pão, mas sim Corpo de Cristo? Olvidaram-se da dimensão da Presença Real de Nosso Senhor nas espécies consagradas? Ou, porventura, negam o aspecto sacrifical da Eucaristia reduzindo-a [tal como os protestantes] a uma simples refeição?

Espero que eles atentem para as palavras do Apóstolo Paulo na Epístola lida na celebração litúrgica de ontem: “Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação”. [Rm 11,29]

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