Recentemente, o programa Conexão Repórter, do SBT, trouxe o caso de um Monsenhor de Arapiraca [AL] que mantinha relações sexuais com os acólitos de sua paróquia. A matéria, produzida pela jornalista Roberto Cabrini, foi tema de tópico na Comunidade Católicos [no Orkut] e pode ser assistida no Youtube [atenção: há algumas cenas bastante fortes].

Ainda ontem eu discutia esse assunto com alguns amigos. E nos perguntávamos o que leva um sacerdote de longa experiência pastoral e boa formação religiosa a cometer um pecado tão horrendo como a pedofilia? O que leva um homem que se entregou plenamente a Deus, em um ato de extrema generosidade, a dar causa a tamanho escândalo perante a Igreja e a sociedade? Misterium iniquitatis. Dificilmente conseguiríamos dar uma resposta exata a esta pergunta. Contudo, é preciso recordar que a fragilidade humana associada aos constantes ataques do demônio [que, diz São Pedro, ruge como um leão em torno a nós] estão, sem dúvida, ligadas a este tipo de ocorrência [embora não o justifiquem].

Bem, acho que essa reflexão é oportuna e necessária. Mas cabe, igualmente, fazer algumas considerações sobre as entrelinhas da divulgação desses episódios na mídia. Será que os profissionais de comunicação estão, de fato, interessados em contribuir para que se faça justiça a estes episódios tão tristes e inaceitáveis? Será que há uma preocupação em expor os reais números da pedofilia? Por que restringir a divulgação dos casos de pedofilia aqueles cometidos por sacerdotes católicos? Pastores protestantes e monges budistas também não o cometem? E quanto a homens casados que molestam suas filhas e enteadas? Isso não existe? Por que tanto interesse em fuçar com uma lupa a vida do Santo Padre, enquanto arcebispo de Munique, para tentar descobrir algum caso de pedofilia que ele supostamente tenha “acobertado”?

Bem, façam suas considerações. Mais tarde eu posto o resto das minhas. 😉