Pessoalmente, eu definiria as CEB’s como sendo unidades marxistas destinadas a destruir a fé das pessoas e instigá-la à luta de classes. Para mim elas são núcleos de divulgação da [herética] teologia da libertação. Visam formar mini-sindicatos e dar a eles o título de “comunidades de fé”. Nelas o Evangelho é lido e explicado às avessas. Como bem disse o Padre Paulo Ricardo, no “Evangelho segundo os TL’s” a cura do leproso nunca é um milagre: trata-se apenas de inclusão social. A multiplicação dos pães nunca é uma prefiguração da Eucaristia. É, simplesmente, uma demonstração das maravilhas que “a partilha e a solidariedade” podem operar. Enfim, as CEB’s são uma desgraça. O que mais me inquieta – e a muitos outros católicos – é que há bispos apoiando o “relançamento” desta bobagem. As Santas Missões Populares [impulsionadas pelo Documento de Aparecida] têm, entre outros objetivos, a finalidade de retomar a criação e a proliferação das CEB’s. Eu sinceramente não gostaria que isso acontecesse. Afinal, queremos fazer missões como São Francisco Xavier e não como D. Pedro Casaldáliga!

              A título de curiosidade [e para que não digam que não sou “aberto a outras visões”] trouxe aqui algumas definições de CEB’s dadas por aqueles que fazem apologia às mesmas. Ei-las:

 

O teólogo Benedito Ferraro afirmou, nesta quarta-feira, 22, que as Comunidades Eclesiais de Base são o “jeito normal de ser Igreja”. Desde que foram fundadas, as CEBs se identificam como “novo jeito de ser Igreja”. A nova expressão, segundo Ferraro, foi cunhada por dom Pedro Casaldáliga, grande defensor das CEBs.

“O modo normal de ser igreja é a ligação da fé com a vida”, disse o teólogo durante a coletiva de imprensa organizada pela assessoria do 12º Encontro Intereclesial das CEBs, aberto ontem na capital de Rondônia. “Por isso, as CEBs são o jeito normal de ser Igreja”, afirmou, referindo-se à participação das CEBs nas lutas sociais e políticas da sociedade.

             Fonte: CNBB

 

A Teologia da Libertação tem se caracterizado por uma crítica radical à modernização urbano-industrial e ao progresso técnico por entender que esse modelo de desenvolvimento econômico favorece um grupo minoritário da burguesia e se dá à custa da exclusão dos pobres. Nessa conjuntura, “as CEBs seriam uma tentativa de fazer reviver o sentido da comunidade, tanto na sociedade quanto na Igreja” (Wanderley, 2007:89).

[…]

O Documento da referida Conferência [a de Aparecida], na sua versão não alterada, isto é, aquela aprovada pela assembléia dos bispos, diz que “na experiência eclesial da América Latina e Caribe, as Comunidades Eclesiais de Base foram, com freqüência, verdadeiras escolas que formaram discípulos e missionários do Senhor, como testemunha a entrega generosa, até derramar o próprio sangue, de tantos de seus membros. Elas arrancam da experiência das primeiras comunidades, como estão descritas em Atos dos Apóstolos (cf. At 2,42-47).

              Fonte: CEB’s SUL 1

 

As Comunidades Eclesiais de Base (CEB) são comunidades ligadas principalmente à Igreja Católica que, incentivadas pelo Concílio Vaticano II (19621965), se espalharam principalmente nos anos 1970 e 80 no Brasil e na América Latina. Consistem em comunidades reunidas geralmente em função da proximidade territorial, compostas principalmente por membros das classes populares, vinculadas a uma igreja, cujo objetivo é a leitura bíblica em articulação com a vida. Através do método ver-julgar-agir buscam olhar a realidade em que vivem (VER), julgá-la com os olhos da fé (JULGAR) e encontrar caminhos de ação impulsionados por este mesmo juízo á luz da fé (AGIR).

             Fonte: Wikipédia

 

São pequenos grupos que se reúnem continuamente e buscam na Bíblia a luz para iluminar cada momento da realidade. Animados pela fé e pela oração, os membros assumem decididamente o processo de libertação pessoal e social. Sentem-se agentes da construção de uma vida mais digna e humana, conforme o projeto de Jesus.

              Fonte: Exsurge [site homônimo a este blog]

              É mole? Agora me responde:

 

 

A propósito: leiam aqui um interessante debate entre D. Estevão Bittencourt e Leonardo Boff.

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