É fato que o nível de pessimismo no mundo tem aumentado. Dia após dia a propaganda desgracista – perpetrada pelos veículos de comunicação social – atrelada ao banimento de Deus [obra empreendia com afinco pela filosofia moderna e pela teoria marxista] quer nos fazer crer que tudo está perdido. E isso com um objetivo muito claro: promover o retorno do carpe diem. É como na época de Noé – em que as pessoas diziam: “comamos e bebamos pois amanhã morreremos”. A ideia é fazer com que nos entreguemos à vivência dos prazeres temporais como compensação pelos tantos sofrimentos pelos quais passamos. A proposta é que nos entreguemos à gula e à luxúria como “cura” dos nossos problemas. E nós, infelizmente, muitas vezes nos deixamos engabelar por este discurso…

              O problema é que as consequências dessa propaganda desgracista são diversas e todas muito danosas. Entre elas:

  • Prejudica a imagem que se tem de Deus  – como um pai bondoso e misericordioso. À procura de um bode expiatório, as pessoas começam a culpar Deus pela ocorrência dos males [sobretudo os desastres naturais]. É sabido que o homem tem a desonesta mania de querer desvencilhar-se de suas responsabilidades atribuindo a um inocente a culpa pelos seus infortúnios. Deus, então, passa a ser visto como o malvado causador de problemas. Por isso a “morte de Deus”, tese defendida por Nietsche, passa a ser cada vez mais desejada.
  • Ensina um erro com relação à compreensão de “mundo”. O mundo passa a ser visto como intrinsecamente mau, problemático, ofensivo ao homem. Ora, segundo o livro do Gênesis, tudo o que Deus criou é bom. O problema é que, infelizmente, a teoria de Rousseau nunca saiu de moda: “o que corrompe é o meio”…
  • Propaga uma visão extremamente horizontal da vida. É como se apenas importasse o bem-estar neste mundo. Assim Deus, o Céu, e tudo aquilo que é transcendente é lançado nos porões do esquecimento.
  • Priva da capacidade de enxergar o bem na medida em que o ofusca focando na divulgação dos males.

 

              Penso que não seja lícito ao cristão aderir ao pessimismo como sua filosofia de vida. É contrário à esperança cristã. Devemos, sim, nos concentrar no sábio ensinamento de Santo Agostinho. De acordo com ele Deus não permitiria um mal se não fosse capaz de extrair dele um bem maior. Se esta compreensão estivesse bem solidificada em nossa mente, duvido muito que o monstro da depressão tivesse toda essa força que tem hoje. A doença do futuro? Depende de nós. Importa, antes de qualquer coisa, obedecer à ordem de São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos”.

Anúncios