Assisti há pouco – estupefato e indignado – a um vídeo mais que infame. Quem me mostrou foi o Taiguara Fernandes. Com o perdão dos leitores deste blog, terei a audácia de reproduzi-lo aqui. Trata-se de uma invenção no mínimo aviltante: um “distribuidor de hóstias”. O objeto esdrúxulo é posto sobre o altar, carregado de partículas [como se fosse uma âmbula], para que o padre proceda à consagração das espécies. Pelo que entendi, o vinho é servido em “tacinhas descartáveis”. É impressionante como, em nome da “higiene”, se tem a capacidade de desprezar (ou menosprezar) o Corpo de Nosso Senhor, a Tradição da Igreja e as normas litúrgicas. Isso é querer instrumentalizar a Fé e usar as Igreja como palco para demonstração de inovações tecnológicas. É, numa palavra, inacreditável.

               Reconheço que ainda temos que dar graças a Deus por esta desgraçada máquina de produzir sacrilégios não ter se popularizado aqui nas nossas terras tupiniquins. Afinal, como sabemos, com o advento da pandemia de gripe suína, alguns bispos [com o espírito demasiado positivista] emitiram normas estapafúrdias e anti-litúrgicas que tentaram impedir o fiel católico de exercer a sua piedade eucarística como a Igreja sempre ensinou. Nesse sentido, inclusive, é bom recordar que – como Jorge Ferraz bem noticiou – a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos foi enfática ao afirmar, por exemplo, que era (e é) ilícito negar a comunhão na boca [ao fiel que assim deseja receber o Santíssimo Corpo de Nosso Senhor] sob pretexto de haver “preocupações relacionadas a epidemia do vírus Influenza A”. Não é lícito e ponto final.

                Mas… voltando ao vídeo: além de disponíveis no Youtube, as chocantes imagens que apresentam o Tabajara Host Dispenser podem ser acessadas através deste endereço.

                 Neste outro vídeo um garoto explica, em inglês, o funcionamento da patética patente:

               Rezemos, caríssimos, porque a insensatez que rege o mundo quer reinar na Igreja também…

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