A Universidade Bandeirante (Uniban) está sendo execrada publicamente por ter banido do seu corpo discente a estudante Geisy Villa Nova Arruda. A Universidade alega que a aluna portou-se de maneira inadequada, provocando os demais alunos, ao usar vestimenta curta demais.

Eu não entendo o motivo de tanto alarde em torna de uma atitude tomada por uma instituição autônoma, em plena consonância com o regimento interno, e com o objetivo – tão nobre – de estabelecer padrões de moralidade. Ora, ninguém é obrigado a tolerar – com silêncio e apatia – a depravação e a imoralidade.

O discurso em “defesa” da indefensável atitude de Geisy baseia-se na questão da diversidade, do respeito, etc. Ora, porque a senhora Geisy – que tem uma noção de moralidade bem exótica (se é que tem) – não respeitou os demais estudantes que se incomodavam com o seu modo de vestir? Por que ela não se preocupou com em tolerar a opinião dos “retrógrados, falso-moralistas”, que não concordavam com o comportamento dela e de sua indumentária nada comportada? Se estamos numa democracia (seja isso bom ou ruim), por que a maioria teria que se curvar perante a atitude de uma única pessoa que destoa de todas as demais alunas daquela instituição?

A Uniban tornou oficial a expulsão de Geisy por meio de uma nota (disponível aqui).

A UNE brandiu invocando a ira de Manoela Lisboa sobre a direção da universidade. Como sempre as notas da UNE são dignas de riso. A reportagem da  Globo diz:

Para a UNE, o caso mostra a “opressão que as mulheres sofrem cotidianamente, ao serem consideradas mercadoria e tratadas como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo”. A entidade também pede punição para os estudantes envolvidos no episódio.

E mais:

Somos Mulheres e não Mercadoria! 

Ora, será que a Srª Geisy foi tratada como mercadoria, ou se ofereceu como mercadoria? Será que a mentalidade de que a mulher é um “produto disponível” não está sendo disseminada exatamente por pessoas que agem como a Srª Geisy, isto é, expondo-se como carne no açougue?

Na verdade, eu não sei por que ainda me espanto com esse tipo de notícia e com o repúdio da sociedade “à moral e aos bons costumes”. No mundo é assim: a imoralidade ganha espaço e é defendida com unhas e dentes; ao passo que a decência é taxada de “moralismo” e repudiada como se fosse uma prostituta entre as virtudes… Incoerência sem igual!

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