I – Uma pergunta curiosa e uma resposta adequada…

 

Fonte: Veritatis Splendor

 

LEITOR PERGUNTA: JUDAS ISCARIOTES FOI INSTRUMENTO DE DEUS?

 

Por Renato Colonna Rosman

 

Nome do leitor: Pedro Roberto

Cidade/UF: FORTALEZA/CE

Religião: Cristã

Confissão: Católica

Mensagem
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Shalom irmãos…

            Sou católico da renovação carismática, e vivo minha fé católica! Mais como todo cristão que procura se doutrinar, muitas vezes ficam algumas dúvidas em relação alguns fatos, em constante oração peço ao Senhor que jamais me deixe cair nas armadilhas do inimigo, que algumas vezes investe contra nossa caminhada rumo à Verdade. Então aqui vai minha dúvida, na verdade um pedido de esclarecimento.

            No antigo testamento Deus deu a Israel o dia de expiação, onde o sacerdote impunha as mãos sobre o bode expiatório e todos os pecados daquele ano eram colocados sobre o bode a fim de “purificar” Israel. Ainda no antigo testamento, vários profetas falam sobre esse “dia de expiação” só que com o Salvador (Jesus Cristo) que estava por vir, prevendo assim a Sua morte para remissão dos pecados. Me veio então a pergunta, nós julgamos Judas Iscariotes como um traidor, ou na verdade deveríamos julgá-lo somente como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos?

Por favor, me esclareça essa dúvida…

Desejo a todos do site a Paz do Senhor e que Deus continue derramando suas bençãos sobre vós.

 

RESPOSTA

Prezado Pedro,

Agradecemos a sua visita ao nosso site e a sua mensagem.

A sua pergunta é: “Nós julgamos Judas Iscariotes como um traidor, ou na verdade deveríamos julgá-lo somente como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos?”

Deus, que é Amor infinito, não tenta, não induz ninguém ao pecado, não realiza o mal, nem utiliza ninguém como instrumento de pecado, mesmo que seja para alcançar um fim bom. Para Deus “os fins não justificam os meios”. Deus pelo fato de ser onipotente, onisciente e onipresente, nunca faria algo absurdo, incompatível consigo mesmo, que é o pecado, o mal.

Santo Agostinho dizia que “Deus não permitiria o mal, se do mal não pudesse tirar um bem maior.” Deus permite o mal, não porque o queira, o deseje, o induza,  o realize, ou utilize alguém como instrumento para o mal, o que seria um disparate, mas porque respeita a liberdade de Sua criatura, criada à Sua imagem e semelhança, que livremente, por orgulho, se deixa levar pelas tentações, pelas paixões desregradas, pelo pecado, e deixa de fazer o bem devido, acarretando, por fim, o mal.

Não foi Deus que induziu, tentou, levou, ou utilizou como um instrumento, Judas Iscariotes para trair o Seu Filho Amado, Jesus de Nazaré, a fim de realizar a redenção da humanidade; mas foi o próprio Judas Iscariotes, que livremente aceitou a tentação diabólica, e cometeu o pecado mortal de traição do Mestre. Neste caso, Deus apenas permitiu o mal, realizado voluntariamente por Judas Iscariotes, sob influência do maligno, para do mal tirar um bem maior, a redenção da humanidade através das Paixões, Morte e Ressurreição de Jesus de Nazaré.

Sugiro, para aprofundamento, a leitura da reflexão do papa Bento XVI sobre Judas Iscariotes no texto JUDAS ISCARIOTES E MATIAS, link: http://www.veritatis.com.br/article/5022

Conclusão: Não está de acordo com os relatos nos Evangelhos a respeito de Judas Iscariotes, e também é absolutamente incompatível com a Santidade e o Amor Infinitos de Deus, a consideração de Judas Iscariotes “como um instrumento usado por Deus para concretização desse “dia da expiação”, que nos mostra o Seu imenso amor por todos“.

            Espero que a resposta tenha sido útil.

            Que Deus o abençoe.

            Atenciosamente,

            Renato Colonna Rosman

            Apostolado Veritatis Splendor

 

II – Tem mais gente querendo voltar para casa… 😉

 

Fonte: Zenit

 

Ortodoxos búlgaros relançam unidade com católicos

Bispo Tichon se encontra com Bento XVI

 

ROMA, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- “Devemos encontrar a unidade o quanto antes possível e celebrar finalmente juntos, as pessoas não entendem nossas divisões e nossas discussões”.

Assim afirmou o bispo ortodoxo búlgaro Tichon ao Papa, ao término da Audiência de hoje, afirmando que “não economizará esforços” para contribuir a reconstruir “logo a comunhão entre católicos e ortodoxos”.

Segundo publica o jornal L’Osservatore Romano, para Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, “é certamente importante o diálogo teológico que está sendo levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar o quanto antes o modo de celebrar juntos”.

“Um católico não se converterá em ortodoxo e vice-versa, mas devemos aproximar-nos juntos do altar”. Tichon disse ao pontífice que “esta aspiração é um sentimento surgido dos trabalhos da assembléia” de sua diocese, celebrada em Roma, na qual tomaram parte todos os sacerdotes e dois delegados de cada paróquia ortodoxa búlgara.

“Viemos até o Papa – destacou – para expressar-lhe nosso desejo de unidade e também porque ele é o bispo de Roma, a cidade que acolheu nossa assembléia”.