[Para situar: em uma lista de e-mails da qual participo discutíamos sobre política. Um dos debatedores, grande amigo meu, trouxe  um precioso trecho  da Encíclica Quadragesimo Anno, do Papa Pio XI. Acho que vale a pena publicar este excerto do documento papal porque – nele – o Sucesso de Pedro põe fim a uma dúvida que, ainda hoje, permeia a cabeça de muitos católicos…]

 

“E se o socialismo estiver realmente tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? Eis uma dúvida, que a muitos traz suspensos. Muitíssimos católicos convencidos de que os princípios cristãos não podem jamais abandonar-se nem obliterar-se, volvem os olhos para esta Santa Sé e suplicam instantemente, que definamos se este socialismo repudiou de tal maneira as suas falsas doutrinas, que já se possa abraçar e quase baptizar, sem prejuízo de nenhum princípio cristão. Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos : O socialismo quer se considere como doutrina, quer como facto histórico, ou como « acção », se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. “

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