Desde segunda-feira (24) estou com os dedos ansiosos por escrever alguma coisa a respeito da XII Jornada Teológica D. Hélder Câmara. Para não emitir uma opinião precipitada, esperei o fim do encontro – que foi ontem – para tecer as minhas considerações sobre o evento. Sinto ter que decepcionar os leitores que esperam elogios à Jornada. O tom deste post é meio-triste, quase-decepcionado. Além disso, os comentários que farei são **o mínimo** do que se poderia dizer a respeito deste congresso TL. Porque a verdade é essa: não passou de um grande encontro comunistóide sobre o qual eu poderia comentar várias coisas. Desde relembrar a história da equipe organizadora (arquiinimiga do arcebispo emérito, D. José), até refutar as opiniões malucas expostas no livro que D. Clemente Isnard, OSB, lançou durante o evento (depois vou escrever um post só sobre esse livro de D. Isnard). Mas, enfim, com o pouco tempo de que disponho para escrever, quero dizer que:

            A XII Jornada Teologia D. Hélder Câmara foi realizada no auditório da Faculdade de Filosofia do Recife entre  os dias 24 e 26 de Agosto. Para mim foi uma verdadeira penitência participar deste evento. Eu poderia até dizer que foi um “martírio” para mim; mas – para evitar a tentação da presunção – limito-me a classificar a minha participação neste encontro como um ato de penitência. No primeiro dia, a aula de heresia e comunismo foi dada por Frei Betto. Não compreendo como as pessoas podem tecer loas a um inimigo da Igreja. Frei Betto é um homem que, entre outras coisas:

 

– Considera a Cúria Romana como uma “estrutura de dominação”;

– Defende a ordenação de mulheres (condenada na encíclica Ordinatio Sacerdotalis);

– Defende a implantação do comunismo como modelo de organização social (embora o papa João Paulo II já tenha declarado que o socialismo é uma “ideologia do mal”; e embora seja conhecido de todos que o comunismo é, em essência, ateu);

– É abortista;

– Defende o regime de Fidel em Cuba (com “El Paredon” e tudo mais).

 

            Numa palavra: Frei Betto tem sido – já desde há muito tempo – um dos maiores disseminadores de heresia entre os católicos e relativismo na sociedade em geral. O que ele tem feito todos estes anos é lançar milhares de almas nos braços de Satanás. Não há como esquecer as palavras de Cristo quando disse: “Quem não ajunta comigo, dispersa”. É isso que ele tem feito: dispersado as almas.

            Na XII Jornada Teológica D. Hélder Câmara tive a oportunidade de conhecer realmente, e de perto, a mentalidade TL. E agora – mais que nunca – posso falar com propriedade: A Teologia da Libertação é uma portentosa obra do Demônio. Entre outras coisas percebi que:

 

– A noção de “Igreja” dos TL’s é puramente horizontal (como se a Igreja fosse uma organização humana qualquer); entre as instituições religiosas, eles consideram que a Igreja é só mais uma. A conseqüência última deste pensamento é que a Igreja Católica Apostólica Romana deixa de ser a Igreja *de Cristo*, a *Esposa* de Cristo;

– A noção de sacerdócio por eles propalada nivela todo mundo por baixo: padres e leigos têm iguais poderes e dignidade. Não se tem a mínima idéia da divisão claríssima que há entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial dos presbíteros;

– A criatividade litúrgica dessacraliza as celebrações;

– As orações são superficiais e mal-feitas;

– Dá-se mais importância ao legado do filósofo “fulano de tal” que às obras dos Santos.

– Querem fazer prevalecer a “democracia” numa estrutura que é, por natureza, hierárquica.

– Ao contrário do que sempre ensinou a Igreja, “Salvação” – para esta gente – significa “Justiça Social”, algo como bem-estar nesta vida. Perdeu-se a dimensão do transcendente… Esqueceram que Jesus disse: “que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se vir a perder a própria vida?”.

– Estão pouco se lixando para os Mandamentos. O negócio é o seguinte: se cada um agir segundo a sua consciência, está tudo bem.

 

            Meu Deus! Que raça de “católicos é essa”? E tudo que eu estou aqui relatando está documentado, gravado, fotografado, filmado, etc. Ou seja: não se trata das minhas impressões preconceituosas. São <fatos> que saltam aos olhos (e bradam aos céus!). São tantas opiniões distorcidas, tantas posições contraditórias e errôneas, tantos elementos de heresia, que não dá – definitivamente – para prestar nenhum apoio à gente envolvida com essa “teologia”. Quanto à pessoa de Frei Betto, não conheço. Quanto à sua índole, Deus julgará. Todavia, quanto àquilo que *objetivamente* ele defende, posso dizer que nada se aproveita. Que vergonha para Santo Tomás de Aquino ter um confrade deste alvitre!

             A Teologia da Libertação – com as malditas comunidades de base, com o trio BBB [Betto, Boff e Barros], com padres políticos e tudo mais – tem minado Igreja por dentro e grande parte dos padres, e também dos fiéis, não percebe isso. É triste, é lamentável. Em Recife, temos uns poucos padres que – graças a Deus – têm enfrentado o monstro TL. Mas é muito pouco. Quem realmente podia fazer alguma coisa não o faz: ou porque prefere se omitir e não encarar este árduo combate; ou porque discorda da nocividade disseminada por esta teologia no seio da Igreja e na mente dos católicos. É uma pena. O povo está sendo mal formado porque – entre outras coisas – muitos sacerdotes preferiram ensinar as teologias da moda [que circulam nos corredores das universidades] a ministrar o catecismo.

            Eu já me convenci de que não posso coisa alguma. Nós, ditos “tradicionalistas”, nada podemos. Os hereges ganham espaço para defender os seus achismos; mas nós – quando expomos a Doutrina da Igreja – somos menosprezados e discriminados como “aqueles que acham que sabem de tudo”. Não temos voz nem vez a não ser no nosso próprio meio: nos nossos blogs e sites, fazendo uma apologética católica que – infelizmente – há muito foi esquecida pelos sacerdotes e leigos em nome de um “tolerantismo” (perdão pelo neologismo) que esvazia a nossa identidade.

            Diria Cícero: “Que tempos! Que costumes!”.

            

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