Vaticano preparado para enfrentar a Gripe A

            O diretor dos serviços de saúde e higiene do Estado do Vaticano, Giovanni Rocchi, revelou que estão a ser tomadas as medidas consideradas necessárias para fazer face à pandemia da Gripe A-H1N1, mas recusou qualquer tipo de “alarmismo”.

            De momento, diz este responsável, não está previsto qualquer procedimento para evitar ajuntamentos de pessoas, como acontece com as habituais audiências gerais de quarta-feira ou nas celebrações litúrgicas.

            Segundo Giovanni Rocchi, isto não significa “olhar com ligeireza para a pandemia” nem exclui, em absoluto, que o Vaticano possa “decidir em consciência suspender provisoriamente acontecimentos de massa”, se chegarem indicações da OMS nesse sentido e forem adotados na Itália “determinados procedimentos” face às mesmas.

            Em declarações à edição deste sábado do jornal “L’Osservatore Romano”, Rocchi assegura que o Vaticano fará sempre uma “observação séria, atenta e equilibrada dos dados que chegarem da Organização Mundial de Saúde”, estando já a preparar o habitual plano de vacinação, para o outono.

            Neste sentido, é excluída de momento qualquer forma particular de atuação imediata para além da observação de quantos chegam ao Vaticano, após viagens a países de risco, e apresentam sinais de gripe.

            “Preparamo-nos, como há mais de uma década, para o habitual ciclo de vacinação previsto para o início da estação do inverno. Inclui todos os habitantes do Vaticano”, diz o diretor. O número de vacinados é de mais de mil pessoas, entre funcionários e seus familiares.

            Rocchi assegura que “assim que estiver disponível a vacina específica para a Gripe A” será proposto à administração do Estado da Cidade do Vaticano um segundo ciclo de vacinação, que se poderia multiplicar.

            O diretor dos serviços de saúde e higiene do Estado do Vaticano admite que conta com a chegada do H1N1 no outono, dada a “dimensão pandêmica” da gripe em causa, mas frisa que esta preocupação não pode levar a descurar a atenção às outras estirpes. “É nossa missão assegurar a saúde, para além do Papa e dos seus colaboradores mais diretos, a todos os que são indispensáveis para o funcionamento e a segurança do Estado”, indica.

            Não acreditando que a vacina de Gripe A esteja disponível antes do fim do ano, Giovanni Rocchi adianta que o Vaticano se prepara para “eventuais procedimentos para cobrir, em segurança, o período de espera do fornecimento das vacinas pedidas”.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=273456

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