“Sexualidade é uma questão de escolha”, “todos somos livres para decidir o que fazer”, “cada um tem direito de fazer a opção sexual”.

             Não agüento mais ouvir esse blá-blá-blá gayzista. É um conjunto de argumentos falaciosos montado meticulosamente com o intuito de implantar a ditadura cor-de-rosa na sociedade light (ou seria dark?…) em que vivemos. Refutemos:

             “Sexualidade é uma questão de escolha

             Mas não é mesmo. De jeito nenhum. É, sim, uma questão de identidade e de responsabilidade. Não se pode, de repente, acordar com o sexo trocado (a menos que você seja Tony Ramos ou Glória Pires e esteja atuando em mais uma edição da trama “Se eu fosse você”…). Já comentei aqui no blog e repito: não se pode decidir entre ser homem e ser mulher. A gente nasce homem ou mulher.

 

            “Todos somos livres para decidir o que fazer”:

            Não se confunda liberdade com livre arbítrio. Todos os seres humanos têm livre arbítrio; já liberdade é privilégio dos que obedecem a Deus. O livre arbítrio é a capacidade de decidir os rumos da própria vida; a faculdade de, conforme a inteligência, agir deste ou daquele modo. Quando a decisão que se toma é boa (ou pelo bem) pode-se dizer que se agiu com liberdade; quando, porém, se toma uma decisão que contraria a vontade de Deus, está-se agindo em favor do mal; neste caso, o livre arbítrio conduziu não à liberdade, mas à libertinagem. Em resumo: podemos escolher entre a porta estreita e a larga. Temos capacidade de discernir entre uma e outra. Entretanto, é preciso saber que a porta estreita conduzirá à liberdade; e a larga, à libertinagem (que nada mais é que uma deturpação da vontade).

 

            “Cada um tem direito de fazer a opção sexual”:

            Note-se que, ao tratar do livre arbítrio usei a palavra “capacidade” e não “direito”. Isto porque nem sempre temos direito de decidir os rumos da própria vida. Por exemplo: eu tenho a capacidade de bater na minha mãe. Afinal, eu posso decidir o que fazer, tenho braços e pernas (que me servirão como armas para bater), e tenho acesso à minha mãe. Portanto, basta que eu tome coragem para lhe dar umas bofetadas. Ok? Ok. Mas isso significa que eu tenho direito de agir assim? Significa que está correto e é justo proceder desta forma? Claro que não! Logo, ter a capacidade de decidir entre agir desta ou daquela forma não significa ter o direito de realizar aquilo que, em mente, se resolveu.

 

            A mim é impossível não protestar, também, contra essa cultura de permissividade que tem sido disseminada pela mídia no que se refere ao papel dos pais com relação à “orientação” sexual dada aos seus filhos. Parece muito bonito ver os pais dizerem aos filhos: “olha, meu filho, desde que você esteja feliz qualquer escolha é válida”, “se você está satisfeito com a vida que leva, eu também estou”. Acontece que o argumento da “felicidade” é completamente inócuo. A felicidade consiste em fazer a vontade de Deus: “Fora de vós não há felicidade” (Sl 15,2). Não há nenhuma possibilidade de o homem encontrar a realização de si, a plenitude de sua vida, longe do seu Criador. Além disso, esse tipo de conselho dado pelos pais constitui omissão. Não intrometer-se, nesses casos, é omitir-se. Imaginem: numa bela manhã de sol, a criança acorda e diz aos pais: “não vou à escola hoje”. Ao que os pais respondem: “tudo bem, filhinho. Se é assim que você quer, que seja. Se você está feliz e satisfeito com esta sua opção, então eu o apóio”. Tem cabimento? Óbvio que não. Cabe aos pais explicar aos filhos, na medida de seu entendimento, a importância de ir à escola, a necessidade de se dedicar aos estudos, etc. Cabe-lhes persuadir os filhos (e até coagi-los, se preciso for). O papel dos pais neste caso é discernir e apontar para o caminho reto e bom. Precisam ser parciais, precisam ter opinião clara, precisam fazer juízo de valor de acordo com as suas convicções. Não podem simplesmente deixar os filhos fazerem o que querem e bem entendem. Claro que, em última instância, sobretudo dependendo da idade dos filhos, é mais difícil de convencê-los e ganhá-los para o bem. Mas, nos casos em que os filhos decidem agir em contraposição à moral cristã, cabe aos pais cristãos o dever de dizer: “se você quer, vá em frente. Mas fique sabendo que eu não concordo. Fique sabendo que desagrada a Deus e, portanto, eu não apóio”. Essa é a postura que Deus espera dos pais. Não aquela postura omissa que a mídia ensina a adotar.

 

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