Santa Catarina de Sena - Doutora da Igreja

Santa Catarina de Sena - Doutora da Igreja

 

            Hoje é dia de Santa Catarina de Sena. Eis aqui uma pequena biografia desta santa:

 

“Santa Catarina de Sena nasceu em Sena, Itália, em 25 de março de 1347. Era a mais moça de vinte ou mais irmãos. Catarina desde pequena tinha visões e fazia penitências e austeridades, contra uma severa oposição familiar. Aos sete anos consagrou sua virgindade a Cristo e com apenas 16 anos tomou o hábito da Terceira Ordem Dominicana. Sempre sofria de doenças e praticamente não se alimentava, à exceção do Santíssimo Sacramento.

Santa Catarina tinha um grupo de seguidores que a acompanhava em suas inúmeras viagens. Foi responsável por várias conversões. Ela não sabia escrever, mas ditou mais de 350 cartas e o livro Diálogos, que trata da vida espiritual do homem em forma de uma série de colóquios entre o Pai Eterno e a alma humana (representada pela própria Santa Catarina).

Os últimos anos de sua vida foram dedicados a questões políticas da Igreja. Nesta época, o Papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Santa Catarina juntou-se às pessoas que clamavam pela volta do Papa Gregório XI a Roma. Em 17 de janeiro de 1377, o dia em que o Papa partiu de volta para Roma por mar, Santa Catarina e seus seguidores iniciaram o mesmo trajeto por terra.

Em 1378, após a morte de Gregório XI, Urbano VI é eleito Papa em Roma, e um rival é posto em Avignon. Santa Catarina tenta, com suas cartas, o reconhecimento da legitimidade do Papa Urbano VI por parte de governantes e cardeais europeus. O Papa convida-a a Roma para ajudá-lo nesta causa, e ela vai. Em 1380, sofre um derrame e morre dias depois, em 29 de abril. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva, próximo ao de Fra Angelico.

Um de seus seguidores e seu confessor, Fr. Raimundo de Cápua, posteriormente Mestre da Ordem Dominicana, escreveu a biografia de Santa Catarina, que influenciou seu processo de canonização, levado a efeito em 1461 pelo Papa Pio II. Foi declarada Doutora de Igreja em 1970”.

 

            Encontrei este precioso estudo, de autoria de Gustavo Coração, sobre a santa. Destaco:

 

“Tomando um exemplo entre muitos, eis o que disse ela por carta a Fr. Raimundo Cápua quando teve notícia de seu esmorecimento em certa empresa a que ela o enviara, e de seu recuo diante dos ferozes adeptos de Clemente VII, o falso papa. Depois de algumas exprobrações, alternativamente maternais e filiais, como só ela sabia fazer, terminava assim a carta:

‘Ó meu pobre pai, como tua alma e a minha estariam felizes se, com teu próprio sangue, tivesses cimentado uma pedra a mais nos muros da Igreja! Choremos, pensando que por nossa falta de coragem deixamos de merecer tamanho bem. E agora, deixemos os nossos dentes de leite; e exercitemos os de adultos: os fortes dentes do ódio e do amor. Revistamo-nos com a couraça da Caridade e empunhemos o escudo da santa Fé. Como homens feitos, corramos ao combate, e agüentemos os golpes, firmes com uma cruz ao peito, e uma cruz às costas… E para que Deus nos conceda esta graça, a ti, a mim, aos outros, comecemos desde já a oferecer-lhe nossas lágrimas, e nosso desejo muito doce, mas muito amargo por causa de nossas falhas que nos privaram de tão grande bem. Eia, pois, filho, afoga-te no sangue do Cristo crucificado; banha-te no sangue; sacia-te no sangue; inebria-te no sangue; protege-te, alegra-te e chora por ti mesmo, no sangue; cresce e fortifica-te, no sangue; deixa a tua tibieza e tua cegueira no sangue do Cordeiro imolado: e iluminado enfim, corre, corre, meu viril cavalheiro, no encalço da honra de Deus, do bem da Igreja, e da salvação das almas — no sangue.’”

 

“Para Catarina, como para Luiz de França, a volta ao pecado, a recaída no amor desregrado de si mesmo, a ofensa ao sangue do Cordeiro, tinham repugnância maior que um vômito de cão; para ela, como para o santo rei, era preferível acordar coberta de lepra do que ofender a Deus. Esse horror instintivo que nós temos pela carne esfarinhada, intumescida e purulenta, esse medo que se esconde em nossos subterrâneos e vem povoar nossos piores pesadelos, dá uma idéia ainda imperfeita do horror da santa pelo pecado. Por um dom especial, ela sentia-lhe o mau cheiro: o amor próprio, o orgulho, a concupiscência, eram para ela tão sufocantes como as maiores podridões físicas. Sentia-os com intenso sofrimento, chegando ao desmaio”.

 

 

ORAÇÃO À SANTA CATARINA DE SENA


            Ó Catarina de Sena, irresistível Santa, à força de tua palavra não resistem os corações dos pecadores e alcançam o Reino dos céus, pela tua fé ardente e pela tua insistente oração. Como outrora, faça sentir hoje o poder de tua intercessão, para fortalecer a frágil paz entre os homens, libertar as vítimas das injustiças e todos os oprimidos por qualquer adversidade. Conforta e cura os que sofrem dos males do corpo e da alma. Roga a Jesus Cristo, Supremo Pastor, pela paz de todo o mundo, pela unidade e fidelidade do Povo de Deus, a Igreja. Pede também pelo bem de Nossa Pátria, o Brasil.Finalmente, se recorda também de mim, que te invoco com fé, sabendo que nunca abandonas na dificuldade, os que te consideram como mãe e mestra. Amém.

(Tradução Livre do Italiano extraída daqui)

Jesus doce, Jesus amor.

 

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