“Devo obediência ao arcebispo na hierarquia da Igreja”. Esta foi a frase que motivou a atitude belíssima do Pe. Cosmo Francisco do Nascimento, da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, em afogados. O referido padre foi afastado de suas funções eclesiásticas por motivos ainda desconhecidos (há quem suponha sincretismo religioso, divulgação de doutrina duvidosa, etc.), mas acatou a determinação do arcebispo de forma corajosa e bonita.

 

            Seguramente os motivos do afastamento foram graves. O site da arquidiocese não divulgou ainda nota oficial a respeito do assunto. E talvez nem divulgue. Para evitar escândalos e partidarismos. Com certeza, como é de sua práxis, D. José Cardoso Sobrinho deve ter advertido o reverendíssimo padre Cosmo antes de ordenar s que se afastasse. Isto é certo como dois mais dois são quatro. Segundo matéria publicada no Diário de Pernambuco, ficaria fora da paróquia por um ano.

            O padre – que atuava naquela paróquia há dez anos – era “famoso” por operar curas milagrosas e realizar “missas de libertação”. Ainda de acordo com o Diário, o padre “dava água benta aos fiéis para que bebessem durante o tratamento espiritual, pois o líquido ajudaria na cura da doença”. Talvez isso motivado a superstição do povo e gerado sensacionalismo.

            O fato é que diante do ocorrido, o bispo foi prudente e o padre obediente. De alguns fiéis, porém, não se pode dizer o mesmo. A Folha de Pernambuco divulgou depoimento de uma paroquiana que dizia: “Estamos revoltados e queremos saber o motivo”. Lamentável é que as ovelhas não sigam o pastor…

            Pe. Gilvan Galindo será o substituto temporário de padre Cosmo, na paróquia de Nossa Senhora dos remédios.

 

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