outubro 2008


Há algum tempo, foi publicada no site da Ajuda à Igreja que sofre, AIS, e também em Zenit, uma notícia que nos anima – ao mesmo tempo em que nos comove e constrange. O caso é o seguinte (grifos meus):

 

Jovem sem pernas vencia quatro quilômetros para ir à missa

            “Um grupo de religiosas da Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados que partiu no ano passado de Valência para fundar um asilo em Chissano (Moçambique) atende atualmente uma jovem que não media esforços para participar da missa: ela se locomovia pelo chão, com a ajuda dos braços, por quatro quilômetros, todos os domingos, para ir à missa.

            As religiosas intermediaram a compra, por parte de um benfeitor da congregação, de uma cadeira de rodas para a jovem, chamada Olívia, de 25 anos. Ela a estreou recentemente, no dia de seu batizado, segundo explicaram à agência de notícias da arquidiocese de Valência, AVAN, fontes das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados.

            Antes de dispor da cadeira de rodas, a areia do caminho lhe queimava as palmas das mãos na época de mais calor do ano, mas ainda assim ia engatinhando para a eucaristia, dando um testemunho de superação e de fé heróica.

            As religiosas, ao se deslocarem até Chissano, encontraram com Olívia em um caminho da localidade africana, após verem ao longe que algo se movia rente ao chão. Elas constataram, para suas surpresa, que era uma jovem: “Pudemos estabelecer uma conversa com ela através de uma senhora que passeava por ali e que nos traduzia ao português o que ela nos relatava em dialeto changana”.

            Na atenção da jovem deficiente também colabora o pároco de Chissano, que atende pastoralmente um território muito extenso e com infinidade de fiéis com graves necessidades. Para preparar Olívia para receber o sacramento do Batismo, o sacerdote enviou de forma periódica uma catequista até o domicílio da moçambicana. Na cerimônia, um benfeitor das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados foi o padrinho”.

 

            Nesta notícia, há três coisas nos saltam aos olhos:

 

            Primeiro, é óbvio, o testemunho de fé da garota. Ela nos leva a refletir sobre o valor dos sacramentos. É bem verdade que não somos nós que atribuímos valor aos sacramentos. Eles têm o seu valor em si mesmo. Mas nós devemos reconhecer esse valor. Nós, que temos fácil acesso à Igreja e à Eucaristia, muitas vezes subvalorizamos, menosprezamos, esses sinais do amor de Deus. Pelos motivos mais banais deixamos algumas vezes de ir à missa! Nesse sentido, a jovem moçambicana tem muito a nos ensinar.

 

            A segunda coisa refere-se à designação de uma catequista para orientar a jovem. Que responsabilidade tremenda! O quê ensinar a alguém que – mesmo pagã, isto é, sem ter recebido o sacramento do batismo – deu um testemunho admirável de fé e de coragem?

 

            Por fim, a terceira coisa que nos chama à atenção, sobretudo neste mês outubro (mês das missões), é como há lugares ainda sem serem evangelizados. Como ainda há, nos termos de Santa Teresinha do Menino Jesus, “solos infiéis onde precisa ser plantada a cruz de Cristo”! Como ainda não atingimos os confins da Terra (At 1,8). Há lugares sem padres, sem capelas, sem missas! Rezemos ao Senhor da Messe porque grande é a Seara, mas poucos os trabalhadores (Lc 10,2)!

            Trago aqui trechos de uma interessante matéria publicada na revista mensal da Comunidade Obra de Maria. Ei-la:

            Em outubro a Igreja comemora o mês do Rosário. O Rosário, que significa coroa de rosas, é sem dúvida a melhor das devoções a Nossa Senhora. Ela mostrou o seu apreço pela recitação do Rosário, nas suas aparições, em vários lugares: Lourdes, Fátima, etc. (…).

            A devoção do Rosário data na Igreja do século XIII e foi propagada por São Domingos Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores, a quem Nossa Senhora apareceu e recomendou que a propagasse.

            Em 7 de outubro de 1571, durante a decisiva batalha de Lepanto, na Grécia, a cristandade rezava o Rosário. A vitória completa dos cristãos sobre os turcos otomanos é, pois, atribuída à sua eficácia milagrosa.

            O Papa Leão XIII estabeleceu a devoção do Rosário recitado em comum nas Igrejas durante o mês de outubro, que passou a ser o mês do Rosário.

Muitos foram os santos e papas que tiveram grande devoção à reza do Rosário:

“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Missa e o Rosário” (São João Bosco).

“O Rosário é a melhor maneira de orar” (São Francisco de Sales)

“O Rosário é o colar de pérolas de minha Mãe do Céu” (São Felipe Néri)

“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário” (São Pio X).

            Em 29 de outubro de 1978, na Praça de São Pedro, na hora do Angelus, o Papa João Paulo II (era comum vê-lo com um Rosário nas mãos) disse diante de cem mil pessoas: “Hoje, último domingo de outubro, desejo chamar a vossa atenção para o Rosário. O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa, na simplicidade e na profundidade…”.

            Rezar o Rosário é retirar os espinhos e colocar rosas no coração de Nossa Senhora. A reza do Rosário, mais do que Mariana, é Cristocêntrica, pois meditamos nos mistérios da nossa salvação. Rezar o Rosário não significa refugiar-se num canto e viver afastado do mundo e da vida. Significa ter forças para carregar as nossas próprias cruzes e ajudar aos outros a carregarem as suas (como o fizeram Jesus e Maria).

            Você que ainda não incluiu em sua vida religiosa esta oração que tanto agrada a Nossa Senhora, experimente e constatará o que disse Santa Teresa D’Ávila: “No Rosário, tenho encontrado os atrativos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus”. Portanto, meu irmão, minha irmã comece hoje a rezar o Santo Rosário, pois é uma maneira simples de estarmos junto de Jesus e Maria.

 

Maria Salomé Ventura

Co-fundadora da Comunidade Obra de Maria

[in: Revista Obra de Maria]. Ano VII – nº. 73. Outubro/2008]

 

 

Caríssimos,

            Eu sei, eu sei: “mais uma petição on-line?” Sim. Mais uma. Desta vez será encaminhada a ONU (Organização das Nações Unidas). A idéia é pressionar os organismos internacionais a que se posicionem contrários ao aborto.    É simples: cliquem no link abaixo e preencham o formulário no fim da página.

http://www.c-fam.org/publications/id.101/default.asp

Diga sim à Vida!

O primeiro Santo Brasileiro. Agora engenheiro!

O primeiro Santo Brasileiro. Agora engenheiro!

 

 

 

 

 

 

 

Saiu hoje no Jornal do Commercio:

 

 

            “O primeiro santo brasileiro agora vai colar grau. Sábado, ao meio-dia, na capela do Mosteiro da Luz, em São Paulo, Frei Galvão se tornará o primeiro brasileiro a receber o título Honoris Causa de Engenheiro e Arquiteto, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo. Desde 2000, o santo é o patrono da construção civil brasileira por ter erguido o mosteiro – no início do século 18. O padre Armênio Rodrigues Nogueira, capelão do mosteiro, receberá o título em seu nome”.

 

 

            A Gazeta dá a mesma notícia (aqui), e acrescenta:

 

 

            “Ele foi o projetista, empreiteiro, pedreiro, servente, mestre-de-obras, engenheiro e arquiteto do prédio, que hoje é considerado patrimônio histórico da humanidade pela Unesco”.

 

 

            É uma pena que no site do CREA-SP não se comente nada a respeito.

 

 

            Frei Galvão foi Canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, durante a visita do pontífice ao Brasil. A comprovação oficial e o anúncio foram feitos em 16 de dezembro de 2006 (mais informações? Clique). Com um santo tão importante assim, fica a pergunta (já ensaiada por Reinaldo Azevedo aqui, tratando do dia da canonização de Frei Galvão): o dia de Frei Galvão vai virar feriado nacional?…

 

 

 

São Frei Galvão,

 

Rogai por nós!

 

 

 

 

Compartilho um belíssimo soneto que recebi por e-mail. O autor? Não o conheço. Mas, a julgar pelas palavras, é um homem de Deus. Eis a pérola:

Soneto a Cristo Crucificado

 

Não me move, meu Deus, a querer-Te

o Céu que me tens prometido,

nem me move o inferno tão temido

para deixar por isso de ofender-Te.

 

Tu mesmo me moves, Senhor! Move-me o ver-Te

cravado numa cruz e escarnecido;

move-me ver Teu corpo tão ferido;

move-me Tuas afrontas e Tua morte.

 

Move-me enfim, Teu amor, e de tal maneira

que embora não houvesse céu, eu Te amaria,

e embora não houvesse inferno, Te temeria.

 

Não me tens que dar porque Te queira,

pois embora o que espero não esperasse,

o mesmo que Te quero querer-Te-ia.

 

 

Santa Teresa d’Ávila

            Trago aqui a íntegra da reportagem publicada em Zenit a respeito de uma nota de apoio à candidatura de Marta Suplicy (PT) para a prefeitura de São Paulo. Essa nota, segundo informações veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, teria sido assinada por alguns padres da Região Episcopal de Belém (SP), à revelia do bispo, D. Pedro Luiz Stringhini.  Belíssima a atitude do bispo, lamentável a de alguns padres…

 

SÃO PAULO, terça-feira, 21 de outubro de 2008.

            A pouco menos de uma semana do segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo, um bispo auxiliar da arquidiocese esclareceu que a Igreja não apóia determinada candidatura na cidade.

            Em nota difundida à imprensa essa segunda-feira, Dom Pedro Luiz Stringhini, responsável pela Região Episcopal Belém, confirma que, na manhã de sexta-feira passada, houve uma reunião política em sua região. Segundo o bispo, participaram cerca de 200 pessoas, dentre as quais 40 padres, sendo 9 presbíteros da Região Episcopal Belém.
«Dessa reunião, resultou um manifesto de apoio à candidata Marta Suplicy, que disputa a Prefeitura de São Paulo, intitulado “Católicos pela Justiça, em favor dos mais Pobres”», escreve o bispo. O candidato adversário é o atual prefeito, Gilberto Kassab.
            O bispo explica que, dois dias antes, quando ele soube que havia sido marcada a reunião, para a qual os padres estavam sendo convidados, ele estava reunido com 12 sacerdotes. «Expressei-lhes minha contrariedade e aconselhei a que os padres da Região não participassem», afirma.  «Na sexta-feira, enquanto acontecia a reunião (e eu me dirigia a Itaici para a Assembléia das Igrejas do Estado de São Paulo) já começaram a chegar telefonemas e mensagens de católicos e outros protestando contra a presença dos padres e o referido apoio.»
            Dom Pedro Stringhini explica que, «imediatamente, da estrada, telefonei à secretaria da Região, pedindo que avisassem aos 63 párocos da Região que estava proibida a divulgação, nas Igrejas, da referida nota».           Isso «pelo já tão conhecido motivo de que a participação da Igreja na sociedade existe em vista do bem comum e da justiça, mas não é partidária e, por isso mesmo, jamais se posiciona em favor deste ou daquele candidato/a», afirma. De acordo com o bispo, «por isso, a Igreja não aprova a participação de padres em apoio a um manifesto de caráter político, partidário, eleitoral».

            Dom Pedro afirma que, pelo que ele pôde se informar, «de fato não ocorreu a divulgação». «Peço perdão aos católicos que se sentiram ofendidos e, em nome das comunidades e seus padres, desejo transmitir paz e serenidade», escreve o bispo.

 

         

 

 

            Lembram-se do caso do padre de Água Fria? É aquele que veio da diocese de Cajazeiras suspeito de homicídio, foi acusado de envolvimento amoroso com uma paroquiana, processou o Arcebispo por calúnia e difamação, não cumpriu a determinação de D. José Cardoso Sobrinho para que se retirasse da Paróquia, administra os sacramentos mesmo à revelia de seu superior, enfim. Lembram-se agora quem é o rebelde? Pois bem, saiu no PE 360 graus:

 

O padre João Carlos Santana, 42 anos, que administrava há onze anos a paróquia de Santo Antônio, no bairro de Água Fria, no Recife, disse que não vai recorrer da decisão judicial para permanecer no cargo. Ele foi comunicado que deveria se retirar da igreja na última terça (21), quando um oficial de Justiça interrompeu a missa para informá-lo da decisão”.

 

Padre João Carlos diz que está decepcionado com tudo o que ocorreu. “Não há mais condições de trabalhar. Com o direito de trabalhar cerceado e marginalizado por essa campanha difamatória em cima de mim, com padres nas igrejas lendo, falando, me difamando, não há mais condições. Acho até que o povo de Água Fria foi muito firme em acreditar no seu pastor”, lamentou.

 

           

            Detalhe nº. (1): o oficial de justiça que foi abordar o padre João Carlos, sem querer, acabou impedindo que se realizasse mais um ato ilícito: o da celebração da eucaristia sem a permissão do Ordinário local (D. José). Dona Judite Cardoso, irmã do arcebispo de Olinda e Recife, disse que desde janeiro ele – o padre – está suspenso do uso de ordens.

            Detalhe nº. (2): Quando o oficial de justiça chegou na Paróquia, o povo protestou: pôs-se a cantar, rezar e lamentar a ação da polícia militar (que veio acompanhando o oficial). Na realidade, lamentável é ver que o povo volta-se contra o Arcebispo e se coloca a favor do padre. A contraposição de dois indivíduos que, via de regra, deveriam estar em comunhão, já é escandalosa; com o povo ajudando então…

            Detalhe nº. (3): o padre pede uma indenização de R$ 72.991,75 à arquidiocese – que corresponde ao valor que o padre investiu em benfeitorias nos imóveis da Paróquia de Santo Antônio, em Água Fria. Pergunto: de onde diabos esse homem tirou setenta e dois mil reais? Ele disse ter contraído empréstimos em seu próprio nome. É sabido que os bancos concedem empréstimos de acordo com a renda de quem solicita. Para este cidadão ter conseguido um empréstimo de R$ 72.991,75 a renda dele teria que ser muito, muito alta. Se, contudo, ao invés de recorrer a bancos, ele foi socorrido por agiotas, é pior: agiotagem é ilegal.

 

            Afora isso, a Srª. Ivânia Olímpio de Almeida Queiroga (a suposta concubina do padre João Carlos), que processou o arcebispo D. José Cardoso Sobrinho por calúnia e difamação, não teve a mesma atitude do sacerdote: recorreu da sentença (que foi favorável ao Arcebispo) levando o processo para a 2ª instância (veja aqui a publicação o histórico do processo).

           

            Vale lembrar que, segundo o site do TJ, desde 13 de novembro de 2006 o sacerdote foi destituído das funções de administrador paroquial, mas só agora – por força de medida judicial – é que ele, efetivamente – entrega a paróquia. Para o lugar dele foi designado o Padre Edmilson de Lima Lopes, atualmente Pároco em Jaboatão dos Guararapes, na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

 

Rezemos para que enfim tenha se encerrado a querela.

« Página anteriorPróxima Página »