Ontem, no site da Folha, foi publicada uma matéria (disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u458391.shtml) a respeito de certa montagem foi feita com a foto do Sumo Pontífice, Bento XVI. Caricaturaram-no com trajes nazistas. Segundo a Folha, a fotomontagem foi produzida pelo Kadima (partido que governa Israel), e publicada num site (http://yallakadima.co.il) de afiliados (ou simpatizantes, não entendi bem) do partido.

A título de conhecimento, o Kadima é, de acordo com a Wikipédia, o maior partido político israelense de ideologia centrista. Foi fundado pelo ex-primeiro-ministro Ariel Sharon após abandonar o partido de direita Likud, em 21 de novembro de 2005. Atualmente é liderado por Tzipi Livni, que venceu as prévias do partido para suceder Ehud Olmert em 17 de Setembro de 2008 (veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Kadima).

As tentativas de vilipendiar o Sucessor de São Pedro têm aumentado dia após dia. Nesse caso específico, a afronta foi uma maneira (cretina) de criticar a ação – ou melhor, a “omissão” – do Papa Pio XII, durante o holocausto.  Insinuaram que, tal como Pio XII, Bento XVI pertencia às fileiras dos nazistas. Não é verdade nem uma coisa nem outra: os dois pontífices são isentos de culpa. Acusaram mais uma vez o chefe da Igreja de anti-semita. Outra mentira deslavada.

O Vaticano já deixou claro qual a posição da Igreja a respeito das ingerências de Pio XII, na questão nazista:

“Durante e depois da guerra, comunidades e personalidades judaicas expressaram a sua gratidão por tudo o que lhes fora feito, inclusive o que Pio XII fizera pessoalmente, ou através dos seus representantes, para salvar centenas de milhares de vidas de judeus” (grifo nosso. Disponível em http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/documents/rc_pc_chrstuni_doc_16031998_shoah_po.html)

O L’Osservatore Romano publicou o seguinte:

“Homem de paz, Pio XII foi obrigado pelo precipitar dos eventos a ser Pontífice em tempo de guerra, inerme bispo de Roma. E enfrentou a tragédia bélica como nenhum líder do seu tempo” (…). “Paralelamente, o Papa apoiava, por um lado, a democracia e a oposição ao totalitarismo comunista e, por outro, a incipiente construção européia. O peso da guerra e o desejo de cancelar depressa também a recordação dela incidiram sobre a imagem de Pio XII, facilitando depois da morte a difusão da lenda negra de um Papa insensível face ao Shoah ou até filonazista, construção inconsistente sob o ponto de vista histórico ainda antes que difamatória”. (grifo nosso. Disponível em: http://www.vatican.va/news_services/or/or_por/text.html).

            Vincular a imagem de Sua Santidade, Bento XVI, aos disparates realizados pelos nazistas é uma atitude totalmente non sense. Por acaso todo chinês é comunista? Por acaso, todo muçulmano é homem bomba? O professor Felipe Aquino já demonstrou (aqui: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/papa-bento-xvi/) a total inconsistência dessas generalizações, e das acusações que são feitas ao Santo Padre. Especificamente, a que associa a figura do alemão Joseph Ratzinger aos desmandes dos nazistas.

 Roguemos a Deus pelo Papa!

Que Deus o defenda!

 

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