junho 2010


Li no Religion em Libertad uma notícia que para mim demonstra com muita clareza o “tipo” de perseguição que se está fazendo aos cristãos em todo o mundo. Não se trata mais de uma proibição do “culto” cristão [como fora nos primeiros séculos], mas sim uma proibição da “cultura” cristã. A perseguição aos símbolos religiosos dos cristãos tem sido advogada por inimigos da Igreja em diversos países sob os mais diferentes motivos.

Na Catalúnia, o Partido Socialista Operário Espanhol [obviamente tinha que ser eles, os malditos comunistas], tentou-se utilizar da seguinte tática: pensaram em proibir o uso da burka por parte das muçulmanas para – alegando tratamento “igualitário” – ter o “direito” de proibir os símbolos cristãos também. Nada mais cretino. Pensaram que tolhendo o direito do Islã estariam “aptos” em tolher a Igreja e a própria sociedade católica. A título de curiosidade, o parlamento francês seguiu um caminho diferente: primeiro proibiu os símbolos religiosos [notadamente a cruz dos cristãos] nos colégios e repartições públicas e só agora está tentando aprovar uma lei contra o uso público da burka.

Graças a Deus, até o presente momento, frente à resistência que o Partido Popular apresentou – recordando que “tanto Espanha como Catalúnia são zonas de tradição cristã” -, o governo não conseguiu levar adiante essa idéia. Rezemos para que não consiga jamais.

Ontem tomei conhecimento dessa música através de uns amigos. Trata-se de um Pai Nosso composto segundo a mentalidade da Teologia da Libertação. A música mistura uma simulação de canto gregoriano com um pouco de música no estilo indígena [com direito a flautas peruanas e tudo!]. Eu achei tosca. Prefiro o Pater Noster… Mas ouçam e tentem rezar o Pai Nosso, se conseguirem…

O periódico espanhol EL PAÍS publicou uma matéria intitulada “Libros que burlaron a la Inquisición” comentando sobre uns escritos muçulmanos recém-descobertos. Segundo o jornal, os islamitas que viviam em terras espanholas no início do século XVII foram expulsos pelo Rei Felipe III, por meio de um decreto expedido entre os anos 1609 e 1610. Após a expulsão, eles foram perseguidos e mortos no norte da África. Na época da perseguição, porém, os filhos de Maomé quiseram preservar o máximo de sua cultura – sobretudo a sua língua. Por esta razão, começaram a escrever textos em espanhol utilizando-se para isto dos caracteres árabes. A esta escrita deu-se o nome de escrita aljamiada.

O motivo de eu estar descrevendo tudo isso, o leitor – se perspicaz – já deve ter percebido: o título da matéria é incoerente com o fato histórico nela narrado. Quem expulsou os muçulmanos foi o Rei e não a Igreja! O próprio texto da reportagem diz isso. A origem dessa perseguição aos mouros é muito mais política que religiosa [embora seja evidente que a divergência em matéria de fé existia, e existe].

O que me impressiona é que essa associação entre a Inquisição e tudo quanto é morte e perseguição que ocorreu durante a idade média é recorrente, insistente e – porque não dizer? – petulante. Parece que a única causa mortis que existia à época chamava-se “inquisição”. É como se todas as variantes de perseguição se condensassem sob o gênero de “perseguição religiosa perpetrada pelo tribunal da Inquisição”. A tática de distorção dos fatos é a seguinte: se se está falando da morte de uma mulher não-cristã, imediatamente ela é inclusa no rol das centenas de mulheres que a Igreja condenou injustamente sob acusação de serem bruxas ["centenas" é bondade minha; os inimigos da Igreja afirmam que foram condenadas "milhares", "milhões"].  Se alguém era expulso de casa ou do território em que vivia, credita-se à conta  da Inquisição. Se a pessoa permanecia onde estava, é porque estava “oferecendo resistência” à Inquisição. Quase um mártir. E por aí vai. Não importa o que realmente aconteceu, importa fantasiar para iludir e, assim, consolidar a mentira por meio de repetições contínuas.

Agora eu pergunto: o EL PAÍS sabe, realmente, de que está falando? Entende o que era a Inquisição ou acha que se tratou de um projeto de politicagem eclesiástica? Entende pelo menos de história? Se sim, então agiu de má-fé. Se não, foi imprudente. A ignorância, a desinformação, nos põem em risco de contaminação com heresias;  mas também nos dão a incrível oportunidade de encontrar-se com a Verdade. A má-fé, porém, leva a consequências muito mais graves…

Conforme me informou o leitor Fabiano Rolim, a Hyundai se retratou da canalhice que fez publicando uma nota em atenção aos católicos que lhe enviaram mensagens de repúdio. Segundo o Fabiano, o comercial já não esta mais sendo veiculado na TV sul-africana. Deo Gratias!

Eu não vou traduzir o comunicado da Hyundai (que esta em inglês no link acima), mas – em resumo – a empresa agradeceu o feedback que recebeu do publico, diz que levou muito a sério as criticas que foram feitas, e declara que foi em atenção aos protestos de muitos telespectadores que decidiu retirar o comercial do ar. A Hyundai afirma que não teve a intenção de gerar tal desconforto, e se desculpa com aqueles a quem porventura ofendeu. É isso. Caso encerrado. Ganhamos.

Ao Fabiano Rolim, meu sincero agradecimento.

O Santo Padre criou mais uma Diocese em Pernambuco: a Diocese de Salgueiro. Como primeira bispo desta foi nomeado o Fr. Magnus Henrique Lopes, OfmCap. Tive a ventura de conhecê-lo quando ele era Ministro Provincial e residia no Convento de Nossa Senhora Penha, em Recife [Casa-Mãe dos capuchinhos do Nordeste do Brasil]. A ele desejo um excelente pastoreio! Parabéns e, sobretudo, coragem!

Eu traduzi o comunicado de nomeação constante no site do Vaticano, em língua italiana:

 

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O Santo Padre Bento XVI erigiu a Diocese de Salgueiro (Brasil), com território desmembrado da Diocese de Petrolina e Floresta, tornando-a sufragânea da Igreja Metropolitana de Olinda e Recife.

O Papa nomeou como primeiro bispo da Diocese de Salgueiro (Brasil) o Revmo. Pe. Magnus Henrique Lopes, OfmCap., até então Vigário Conventual e Ecônomo do Convento de Santo Antonio, em Natal.

O Revmo. Pe. Magnus Henrique Lopes, OfmCap., nasceu em 31 de Julio de 1965, em Açu, na Diocese de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte.

Entrou para Ordem dos Franciscanos Capuchinhos, emitiu os votos religiosos em 6 de Janeiro de 1989. Concluiu os estudos de Filosofia na Faculdade de Filosofia do Recife e os de Teologia no Instituto Franciscano de Teologia de Olinda. Obteve a Licença e em Psicologia no Centro de Estudos Superiores, em Maceió e a Licença em Teologia Moral na Pontifícia Academia Afonsiana, em Roma.

Em 21 de dezembro de 1996 foi ordenado sacerdote na sua cidade natal. Como sacerdote desempenhou os seguintes cargos: Promotor Vocacional da Província Capuchinha de Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil (1991-1995), Mestre de Postulantes em Maceió (1997-1999), Ecônomo em diversas fraternidades provinciais capuchinhas (1989-1998), Vigário Paroquial em diversas paróquias e Vigário Conventual da Fraternidade Capuchinha de Maceió, Definidor Provincial (1996-2001), Ministro Provincial (2001-2007), Vice-Presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil (2001-2007).

Atualmente é Vigário Conventual e Ecônomo do Convento de Santo Antonio, em Natal.

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A recém-criada Diocese de Salgueiro abrangera os municípios de Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Ipubi, Moreilandia, Ouricuri, Parnamirim, Serrita, Terra Nova, Trindade, Verdejante – além do próprio Município de Salgueiro, é claro. Quem quiser ver os números da nova Diocese com mais detalhes pode conferir no site supralinkado.

 

Hoje, às 19h, na Matriz de São Sebastião e São Cristóvão, Imbiribeira, Recife, haverá uma Missa Pontifical no Rito Tridentino, com D. Fernando Arêas Rifan, da Administração Apostólica São João Maria Vianney (uma das mentes mais brilhantes do episcopado brasileiro, na minha opinião). Não percam!

Desde que o Cardeal Joseph Ratzinger se tornou Papa Bento XVI, multiplicaram-se as acusações e insinuações maldosas sobre a sua pessoa e sobre pessoas a ele ligadas. Entre as associações  mais graves, recorrentes e injustas está a que o vincula à Juventude Nazista, que apoiava o regime de Adolph Hittler. O simples fato de ser natural da Alemanha rendeu ao Pontífice muitas críticas absurdas. Foi reportando-se a isso que o Andrea Tornielli publicou uma foto interessantíssima (já conhecida de alguns) em que fica clara a desonestidade dos algozes do Papa: elaboraram uma montagem [tosca, mas astuta] para apresentar o jovem Padre Ratzinger fazendo a tradicional saudação nazista. Na realidade, o neosacerdote abençoava o povo ao lado de seu irmão Georg Ratzinger… Pois é, meus caros, assim nasce uma mentira!

 

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